Arquivo do mês: outubro 2014

Reflexão

Esta é a hora!

Leitura Bíblica: Gênesis 41.1-9
Então o chefe dos copeiros disse ao faraó: “Hoje me lembro das minhas faltas” (Gn 41.9).

É bem frequente alguém ter um encontro com Deus e depois afastar-se dele. Quando José interpretou na prisão o sonho do chefe dos copeiros, ele pediu a este que intercedesse por ele, pois era inocente (Gênesis 40.14). José confiou que a pessoa beneficiada demonstraria gratidão. Enganou-se. O copeiro viu Deus agir ali, mas depois o esqueceu.
É notável como Deus conduz as vidas humanas. Observando toda a história de José, percebe-se que a lembrança da ingratidão do chefe dos copeiros ocorreu por intervenção divina. Apesar dos sofrimentos de José, Deus estava no controle da situação. Como é bom saber que Deus sempre tem cuidado da nossa vida!
O faraó (o rei do Egito) perturbou-se com seu sonho e o chefe dos copeiros sabia o quanto isso era perigoso. Um caso semelhante relatado em Daniel 2 (confira!) mostra o perigo que era contrariar os reis daqueles tempos. Se Daniel não estivesse lá, teria havido um massacre. Quando o chefe dos copeiros percebeu que ninguém era capaz de interpretar o sonho, lembrou-se de José e então teve coragem de confessar sua ingratidão até para o faraó. Ainda agiu a tempo, mas não deveríamos esperar Deus agir para confessarmos nossas faltas. Se esperarmos, Deus ainda assim agirá, mas para nós isso é perigoso. E se não percebermos a ação de Deus nos chamando ao arrependimento? Quais são, portanto, os tempos de arrependimento? São dois: o primeiro quando nós mesmos percebemos que pecamos; o segundo, quando Deus nos lembra do nosso pecado. Na Bíblia temos vários exemplos de arrependimento adiado, e em nenhum deles o resultado foi bom. Um exemplo marcante é o do rico e de Lázaro, contada por Jesus em Lucas 16.19-31. Um dos textos mais enfáticos da Bíblia a respeito disso é Hebreus 4:7, onde lemos: “Se hoje vocês ouvirem a sua voz, não endureçam o coração, como na rebelião”. – MJT

A melhor hora para arrepender-se e voltar a Deus é agora.

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Reflexão

Lealdade

Leitura Bíblica: 1 Samuel 20.42-43
Há amigo mais chegado que um irmão (Pv 18.24b).

Davi teve de fugir muitas vezes do pai de Jônatas, Saul, porque este pretendia matá-lo. Mas ainda assim a história de Jônatas e Davi se destaca pelo exemplo de amizade que deixaram na história. O que você seria capaz de fazer em prol de um amigo? Você pode dizer que é leal a seus amigos, qualquer que seja a situação que precise enfrentar? A lealdade é algo que não está na moda atualmente. Parece que o mundo mostra que é muito mais fácil olhar para si do que fazer algo em favor do próximo ou de um amigo. O exemplo de Davi é muito lindo porque em momento algum ele criticou o pai de Jônatas pela situação vivida. Essa atitude ocorreu porque Davi verdadeiramente respeitava seu amigo e era leal a ele. Nem a promessa que Davi recebeu de que seria rei no lugar de Saul ou mesmo a ameaça de morte o fizeram afastar-se ou brigar com seu amigo. Embora Jônatas relutasse em entender que seu pai fosse inimigo de Davi, quando isso ficou confirmado (1Sm 1.20-40) ele aceitou até mesmo ser o segundo no reinado futuro (1Sm 23.16-18), embora isso nunca tenha ocorrido porque Jônatas morreu em batalha. O texto de hoje relata o último encontro daqueles amigos, uma despedida emocionante em que ambos choraram. O texto diz que Davi chorou muito mais que Jônatas. Possivelmente porque sabia que estava se despedindo de um amigo leal, alguém que, sabendo da verdade, não temeu por sua própria vida nem mesmo diante do rei, seu pai. A palavra de Jônatas deve ter trazido consolo e paz ao coração de Davi: “Vai-te em paz…”. Davi foi embora e passou a viver exilado por cerca de dez anos, enquanto seu amigo voltava para casa. Das muitas experiências que Davi teve, não há dúvida que a lealdade desse amigo, filho do rei, foi algo que marcou a sua vida. E você, como tem agido com seus amigos? Que marcas tem deixado nas suas vidas? – MZK

Os amigos são presentes que Deus nos concede e devem ser cuidados com todo carinho.

Reflexão

Corrida

Leitura Bíblica: Filipenses 3.10-14
Livremo-nos de tudo o que nos atrapalha e do pecado que nos envolve, e corramos com perseverança a corrida que nos é proposta (Hb 12.1b).

Um corredor se destacou nas Olimpíadas de 1968, na cidade do México. Nenhuma pessoa havia terminado a maratona com tanto atraso. Machucado ao longo do caminho, ele se arrastou para dentro do estádio com o curativo em sua perna cheio de sangue. Chegou mais de uma hora depois do vencedor. Quando lhe perguntaram por que continuou a correr apesar de sua dor, ele respondeu: “O meu país não me enviou para a cidade do México para iniciar a corrida. Ele me enviou para terminá-la”.
Quem vive com Cristo também tem uma corrida proposta. Ao longo do percurso podem surgir muitas dificuldades, mas apesar disso é preciso continuar com perseverança, até alcançarmos a linha final. Aos coríntios, o apóstolo Paulo relatou alguns problemas que enfrentou na vida cristã: “Cinco vezes recebi dos judeus trinta e nove açoites. Três vezes fui golpeado com varas, uma vez apedrejado, três vezes sofri naufrágio, passei uma noite e um dia exposto à fúria do mar. Estive continuamente viajando de uma parte a outra, enfrentei perigos nos rios, perigos de assaltantes, perigos de meus compatriotas, perigos dos gentios; perigos na cidade, perigos no deserto, perigos no mar, e perigos dos falsos irmãos. Trabalhei arduamente; muitas vezes fiquei sem dormir, passei fome e sede, e muitas vezes fiquei em jejum; suportei frio e nudez” (2Co 11.24-27). Apesar de tudo isso, percebemos em Paulo uma firme convicção da necessidade de continuar correndo em direção à linha de chegada. No texto indicado para o dia de hoje você o encontra afirmando: “Prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus” (v 14). Assim é necessário que encaremos nossa corrida, convictos da necessidade de alcançarmos o alvo que nos é proposto. – MP

Para vencer não basta iniciar a corrida, é preciso terminá-la.

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Reflexão

Agradeça sempre!

Leitura Bíblica: Colossenses 3.13-17
Sejam agradecidos (Cl 3.15b).

Certa vez, quando estava acamada durante um período de enfermidade, assisti a um filme emprestado por uma amiga. Esse filme ensinava que a felicidade não está em ter bens materiais e que as pessoas poderiam ser felizes e agradecidas mesmo não tendo tudo o que se oferece por aí para comprar. Havia uma música que dizia: “A gratidão alegra o coração!” Foi uma lição muito importante naquele momento. Recebi a visita de pessoas queridas que vinham orar por mim. Em uma dessas visitas, parecia que Deus falava comigo, dizendo que eu não devia reclamar do que estava vivendo, e que mesmo sentindo dor deveria dar graças a ele. É impossível esquecer uma coisa dessas: em momentos de sofrimento, seja agradecido! Podemos lembrar-nos de que ainda não está tão ruim como achamos, que há situações muito piores e que nem tudo está perdido. Precisamos compreender que existem momentos ruins, mas eles passam! Graças a Deus, um dia acabam. Sempre acharemos o que agradecer, mesmo nas piores situações.
O texto de hoje apresenta algumas características que os cristãos devem ter e, entre elas, Paulo nos exorta a sermos agradecidos (veja o versículo em destaque). Devemos ser gratos pelo que somos e temos, lembrando sempre: o que sou não deveria depender do que tenho. Não há dinheiro algum que possa pagar meu caráter, meu amor próprio e minha dignidade. Viver constantemente agradecido transforma completamente o dia a dia: não vai existir dia “ruim”, nem “tempo feio”. Posso aprender a agradecer pelo sol mesmo quando não o quero; pela chuva, mesmo que atrapalhe meus planos; por ter o suficiente para viver, mesmo não tendo tudo o que desejo e também pelo que não tenho, e por nem precisar ter! Simplesmente agradecer, em qualquer situação. – ACS/VS

Sejamos agradecidos, mesmo que…

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Reflexão

Renúncia

Leitura Bíblica: João 8.1-11
Cada um, porém, é tentado pelo próprio mau desejo, sendo por este arrastado e seduzido (Tg 1.14).

Renúncia parece nome de romance ou de novela, mas às vezes faz parte da nossa realidade e então é dura. Renunciar a alguma coisa da qual esperamos a felicidade é muito difícil. Renunciar à tentação, àquilo que sabemos ir de encontro ao que Deus quer de nós, é custoso. Dói ainda mais quando observamos o versículo em destaque. Então parece que cai a ficha: somos maus mesmo! Somos pecadores. Temos desejos escusos, vontades profanas, pensamentos odiosos com relação a muitas coisas e a inúmeras situações.
Aquela mulher adúltera de que lemos hoje teve de renunciar àquilo que lhe agradava por querer ter paz com Deus, o que pode ter sido muito difícil, mas note a graça de Deus e o amor de Jesus por ela. Somente quem também já passou por uma situação de renúncia por amor a Jesus pode avaliar o quanto isso é difícil. Julgar quem pecou ou quem está sendo tentado é demasiadamente fácil e está sempre à mão. Basta apenas olhar e já emitimos um juízo saído de dentro dos melhores valores que imaginamos cultivar. Sentimo-nos orgulhosos por sermos possuidores da verdade. Jesus, porém, foi paciente com aqueles que viviam junto dele e tem o mesmo procedimento conosco ainda hoje. Ele compreende nossos muitos pedidos de perdão, misericórdia e graça. Compreende como é difícil renunciar.
Saber disso é reconfortante. Não poder avaliar a dimensão desse amor por nós, mas comprová-lo em nosso dia a dia, tem um quê de sobrenaturalidade. Não sei qual é a luta que você enfrenta hoje, qual a renúncia que talvez seja imprescindível colocar em prática – possivelmente enorme – mas Jesus está nela com você. Ele certamente vai lhe dar forças para você confiar em que, colocando-a aos pés dele, esta será a melhor escolha. Jesus está nessa guerra com você. Ele é quem dá vitória a seu povo. – AP

Quem renuncia a algo por amor a Jesus nunca sai perdendo.