Arquivo do mês: junho 2015

Reflexão 📖

10 de Junho

Maturidade

LEITURA BÍBLICA:  Hebreus 5.7-6.3     Quando eu era menino, falava como menino, pensava como menino e raciocinava como menino. Quando me tornei homem, deixei para trás as coisas de menino (1Co 13.11).

Como é bom relembrar os tempos de infância! Lembro-me bem dos momentos na década de 70 que passei subindo nas árvores para pegar frutas. Nos anos 80, a minha alegria era atear fogo nos terrenos baldios. Eu era o verdadeiro “menino-tocha”. Numa dessas brincadeiras, o fogo se alastrou e por pouco não atingiu uma área residencial. Coisas de garoto travesso! Já nos anos 90, mais maduro, participei de um curso de resgate realizado pelos bombeiros e passei a ajudar os verdadeiros heróis que lutam contra as forças do fogo.

O fenômeno da maturidade é algo que deve acompanhar a vida de todo ser humano. Crescer e amadurecer são coisas que se esperam naturalmente do homem; se isso não acontece, há algum problema. Este princípio também se aplica à vida espiritual, assunto central do texto de hoje. Os cristãos hebreus não estavam progredindo em sua caminhada com Deus. Eles já deveriam ter condições de ser mestres; contudo, continuavam ainda meninos (v 12-13). Há cristãos que chegam ao final da vida e ainda não amadureceram. Muitos acham que é preciso apenas deixar o tempo passar e o crescimento virá – o que não acontece. A maturidade espiritual não ocorre automaticamente, muito menos rapidamente. Vale ressaltar que uma vida cristã madura se cultiva com bons hábitos, como o estudo da Bíblia, a oração constante, o serviço e relacionamentos interpessoais saudáveis. Cristãos maduros são aqueles que conseguem unir conhecimento e prática. Certa ocasião, ouvi dizer que “prática sem conhecimento gera fanatismo; conhecimento sem prática gera comodismo e prática com conhecimento gera dinamismo”.

Precisamos avançar rumo à maturidade em nossa vida nas áreas física, emocional, e, sobretudo, espiritual. – DMS

Cresçam na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo (2Pe 3.18a).

📖 Palavra de Sabedoria

  

Reflexão 📖

9 de Junho
Qual Judas?
LEITURA BÍBLICA:  Lucas 6.12-16
Escolham hoje a quem irão servir… (Js 24.15a)

Pouco tempo depois de Jesus começar a falar em público sobre o amor de Deus e como era possível tê-lo como amigo, ele escolheu doze homens para serem seus discípulos. Queria transmitir-lhes todos os detalhes de sua mensagem, para que eles depois ajudassem a espalhá-la pelo mundo. Ensinava-os conversando com eles e também pelo exemplo diário, na convivência direta.

O texto de hoje traz a lista de nomes dos homens escolhidos. Os dois últimos são: Judas (ou Tadeu, conforme Mc 3.18), filho de Tiago, e Judas Iscariotes. Nome igual, destinos tão diferentes – tudo por causa de uma escolha. Os dois tiveram as mesmas oportunidades de aprender com Jesus, mas quando chegou a hora de decidir se queriam realmente continuar do lado dele, o resultado foi oposto.

Judas Iscariotes tornou-se sinônimo de traidor, de amigo falso. Ele é citado várias vezes nos Evangelhos. Já o outro Judas é mencionado fazendo uma pergunta ao Mestre (Jo 14.22) e em Atos 1.13, no grupo dos discípulos que se reuniram em Jerusalém após a ascensão de Jesus. Disso podemos concluir que este Judas escolheu servir a Jesus, obedecendo às suas ordens.

Estes dois Judas, citados lado a lado por Lucas, são um bom exemplo de como as coisas exteriores (nome, origem, profissão, posses, etc.) não definem o nosso futuro. Podemos ser famosos, habilidosos, inteligentes – nada disso importa se não escolhermos servir a Jesus. No versículo em destaque, Josué, líder do povo de Israel, adverte o povo da necessidade de escolher entre o Senhor e os deuses dos outros povos. Ele usou palavras duras, para deixar bem claras as consequências dessa decisão. Naquela época, o povo de Israel decidiu servir ao Senhor. Judas, o filho de Tiago, também optou por obedecer a Jesus. Qual vai ser a sua decisão? – DK 

Podemos servir a Cristo ou agir como um falso amigo dele. Qual dos Judas será seu exemplo?

📖 Palavra de Sabedoria

  

Reflexão 📖

8 de Junho

Planos

LEITURA BÍBLICA:  Tiago 4.13-17.         Ao homem pertencem os planos do coração, mas do Senhor vem a resposta da língua (Pv 16.1).

Certo dia, fui fazer um bolo de chocolate. Coloquei todos os ingredientes na tigela, bati a massa e, quando estava despejando na forma, lembrei-me de algo muito importante e indispensável para aquela receita: havia esquecido fermento. Sem este ingrediente, meu bolo teria sido um desastre e eu não alcançaria o resultado desejado. Isso me fez pensar em quantas vezes fazemos planos, projetamos nosso futuro e esperamos que dê tudo certo. No entanto, acabamos esquecendo o principal ingrediente: Jesus e sua vontade.

Fazer planos é necessário, pois precisamos de propósitos e objetivos. Deus nos deu liberdade para escolhermos nosso caminho, o que nos traz também a responsabilidade de traçar os projetos com cuidado e inteligência. Mas, como diz o texto da leitura, devemos fazê-los sempre na dependência de Deus. Mesmo que já estejamos caminhando com Jesus por um bom tempo, não estamos isentos de cair no erro de fazer as coisas sem ele, pois depois de algum tempo não é difícil passar a confiar em nós mesmos e na nossa capacidade de resolver os problemas. Devemos estar atentos para jamais esquecer de colocar Jesus no centro desses planos. Não basta pedir que ele os abençoe, mas é preciso apresentá-los a ele e dar liberdade para que ele aja e modifique o que é necessário. É isto o que na maioria das vezes não estamos dispostos a fazer. Precisamos ter cuidado para não fazer prevalecer nossos planos, alegando ou nos convencendo serem estes os projetos de Deus.

Sem ele, todos os nossos planos serão frustrados, pois mesmo que consigamos atingir os objetivos, isso não trará a realização pessoal que esperávamos, porque isso só é possível com Jesus. A circunstância e situação podem não parecer ou ser as melhores, mas a vontade de Deus é o melhor lugar para se estar. – IG 

É melhor ter nossos planos modificados do que realizá-los sem Jesus.

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7 de Junho
Deus é bom
LEITURA BÍBLICA:  Salmo 25.1-10
Bom e justo é o Senhor (Sl 25.8a).

Joaquim Silvério dos Reis é execrado no Brasil como traidor dos inconfidentes mineiros, mas do ponto de vista da Coroa Portuguesa, foi um herói – traidor teria sido Tiradentes. Bom é o promotor que “bota” bandido na cadeia, mas os criminosos não o veem da mesma forma. O jogador que marca a favor do “meu” time é bom, o que faz o mesmo pelo adversário é o “carrasco”. É natural que seja assim, pois temos uma visão umbilical do mundo: julgamos entre bom e mau conforme nosso próprio ponto de vista. Raramente é diferente.

Esta forma de ver as situações contamina nossa compreensão da bondade divina. “Deus é bom”, dizemos, quando somos guardados do perigo. Mas, e se o pior acontece, ele deixa de ser bom? Não, Deus é bom sempre, em qualquer circunstância, e não porque atende nossos pedidos. Bondade é parte do caráter do único Deus, o absoluto Criador de todas as coisas. Mantendo isto claro, poderemos nos livrar de muitos tropeços: posso até não entender os quês e porquês – ou mesmo coisa alguma – mas consigo manter a paz porque sei que Deus é bom.

Talvez fosse isto que Jesus tivesse em mente quando disse: “Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo” (Jo 16.33b). Ele afirmou isso pouco tempo antes de passar por traição, prisão, violência, julgamento forjado, tortura e morte vergonhosa. Ele não disse “vou vencer”, mas “venci”. Por quê? Creio que, entre outras coisas, porque não se deixou moldar pelo padrão da sociedade com a qual conviveu, mas manteve-se fiel ao Pai e, consequentemente, a si mesmo. Seu sacrifício na cruz não apenas reabriu a possibilidade de termos um relacionamento com o Pai, mas também de nos tornarmos seus filhos. Tal condição não é um salvo-conduto contra dores de cabeça no mundo, mas a certeza de que Deus nos ama e nos conhece individualmente. – MHJ 

Que a confiança na bondade do Pai nos dê paz em qualquer circunstância.

📖 Palavra de Sabedoria

  

Reflexão 📖

6 de Junho
Fragrância
LEITURA BÍBLICA:  2 Coríntios 2.14-17
Graças a Deus que sempre nos conduz vitoriosamente em Cristo e por nosso intermédio exala em todo lugar a fragrância do seu conhecimento (2Co 2.14).

A indústria química consegue produzir perfumes cada vez mais acessíveis aos consumidores, mas que nunca serão iguais aos aromas naturais. Da mesma forma, há sempre alguém disposto a apresentar um evangelho mais barato, não autêntico.

Paulo escreveu que recebera o evangelho verdadeiro. O próprio Jesus veio ao seu encontro no caminho de Damasco (At 9), em uma forte luz vinda do céu, e, mais tarde, ele recebeu a tarefa de pregar a mensagem cristã. Esta consistia em anunciar que Jesus viera ao mundo revelar o Pai, morrera num cruz, fora sepultado, ressuscitara ao terceiro dia, ascendera ao céu, estaria sempre conosco e um dia voltará. Este é o evangelho autêntico, sem falsificação. E Paulo afirma ainda que não negocia nem distorce tal mensagem, pois ela é a Palavra de Deus. Ele foi fiel na pregação, com sinceridade e amor. Por essa razão sofreu muito (2Co 11). Tinha em seu próprio corpo as marcas de Jesus (Gl 6.17b). Dele sempre saía a fragrância do verdadeiro evangelho. Era um instrumento escolhido por Deus para anunciar a mensagem divina a todo o mundo. Sua motivação era apresentar a fragrância verdadeira e não falsificada de Jesus a todos os que ainda não o conheciam.

Se você ainda não tem esse perfume autêntico, pode possuí-lo sem gastar seu dinheiro. É apenas uma questão de reconhecer que Deus está bem perto de você, desejando fazer parte da sua vida. E quando você entender e aceitar seu convite, a sua vida será diferente. Ao entregar sua vida a Jesus e submeter-se totalmente à sua vontade, a fragrância de Cristo estará presente onde você estiver, qualquer que seja o ambiente. Em minha casa tenho vários pés de rosas. Elas exalam a sua fragrância constantemente. Assim é o cristão: ele exala o aroma de Cristo, e esse é o seu estilo de vida na comunidade. – JG 

Por onde passa, o cristão exala a fragrância de Cristo.

📖 Palavra de Sabedoria