Arquivo do mês: outubro 2015

Reflexão 📖

31 de Outubro
Raízes

LEITURA BÍBLICA: Marcos 4.1-9     Nos dias vindouros Jacó lançará raízes, Israel terá botões e flores e encherá o mundo de frutos. (Is 27.6)

Mesmo que você não lide com plantas no seu dia a dia, deve saber da importância das raízes. Elas são responsáveis pela fixação da planta e absorvem do solo a água e os sais minerais nele contidos. As plantas precisam delas para sobreviver. Contudo, também as raízes não vivem por si só: elas devem estar inseridas em algum lugar para poder dali retirar os nutrientes necessários.

O texto que você acabou de ler também fala de raízes – ou da ausência delas. A semente lançada pelo semeador caiu em diferentes tipos de solo. Um deles era pedregoso, com pouca terra. A semente até brotou, mas “quando saiu o sol, as plantas se queimaram e secaram, porque não tinham raiz” (v 6). Nesta parábola, nós representamos o solo e a semente é a Palavra. Em outros textos bíblicos, as pessoas são comparadas a plantas, a exemplo do versículo em destaque. A beleza das nossas folhas e nossa capacidade de produzir frutos está diretamente ligada à saúde das nossas raízes. E estas somente serão saudáveis se estiverem num bom solo, recebendo água e os nutrientes necessários. Nosso “alimento” é encontrado na própria Palavra de Deus. Quem nela se satisfaz e medita “é como árvore plantada à beira de águas correntes: Dá fruto no tempo certo e suas folhas não murcham” (Sl 1.2-3a). Se você olhar com atenção para a parábola contada por Jesus, perceberá que somente a planta que estava em boa terra produziu frutos, todas as outras sementes falharam em seu propósito.

Estimado leitor, onde você tem fixado suas raízes? O solo no qual você está fixado lhe fornece os elementos necessários para sua vida? Poderá ser dito a seu respeito que você terá botões e flores e encherá o mundo de frutos? Espero que você possa responder afirmativamente a estas questões. Caso contrário, busque ao Senhor! Somente ele pode tornar sua vida espiritualmente saudável. – MP 

Se nossas “raízes” estão fixadas em Cristo, produziremos bons frutos.

📖 Palavra de Sabedoria

  

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Reflexão 📖

30 de Outubro
Os pobres

LEITURA BÍBLICA: Mateus 5.1-3    Bem aventurados os pobres em espírito, pois deles é o Reino dos céus (Mt 5.3).

Desde criança ouço este versículo. Quando queremos humilhar alguém, dizemos que é um pobre de espírito. Por aí se vê que não devemos dar valor a muito do que se diz por aí.

Este versículo é a abertura do Sermão do Monte. Não se entra no reino dos céus sem passar por essa porta. Aliás, nenhuma bem-aventurança é vivida sem começarmos pela pobreza de espírito. Mas… o que é ser pobre de espírito? Em nosso entender é a pessoa que vem a Deus de mãos vazias. Mas se não há culto sem oferta, como é que podemos vir a Deus de mãos vazias?

Reflitamos. Teríamos condições de negociar com Deus? Podemos chegar a Deus como Caim e dizer: Senhor, eu lhe trouxe consagração, serviço, boas obras, e mais isto e mais aquilo? Mas não diz Isaías que nossa justiça é como trapos de imundícia? Se sou pecador, minha oferta já vem manchada pelo meu pecado.

O que significa ser pobre? Significa que não tenho com que pagar. O pobre vem a Deus dependendo de sua misericórdia. Daí em diante ele pode fazer como a viúva pobre de Marcos 12.42. Ao ofertar duas moedinhas, passou a Deus a seguinte mensagem: Senhor, meu amanhã não depende destas duas moedas, mas de ti. O pobre de espírito vem a Deus dizendo: Senhor! Tem misericórdia de mim! Venho de mãos vazias porque tu sabes que o que tenho e sou nada mais é do que pecado. O meu amanhã celestial, o destino de minha alma, depende totalmente da tua graça e misericórdia. E veja que coisa gloriosa: entro na presença de Deus em absoluta pobreza e saio multimilionário! Valor nenhum pode ser comparado ao céu.

Em Deus podemos ser pobres e ricos ao mesmo tempo porque sua graça supre toda a nossa carência de justiça. Diante desta oferta, só fica na miséria moral quem escolher a miséria. – MJT 

A minha graça te basta, nos diz o Senhor.

Reflexão 📖

29 de Outubro
Temor

LEITURA BÍBLICA: Isaías 8.11-16 Temer ao Senhor é odiar o mal; odeio o orgulho e a arrogância, o mau comportamento e o falar perverso (Pv 8.13).

Uma preocupação que parece não nos abandonar é a curiosidade de saber o que as pessoas pensam a nosso respeito. A cada momento nos perguntamos: o que os outros vão pensar e falar sobre mim? Por causa disso, começamos a decidir o que fazer e dizer baseados na aprovação que imaginamos receber das outras pessoas. Este tipo de temor ao ser humano pode ser muito perigoso, pois passamos a ser dominados pela vontade das pessoas, e muitas vezes nos afastamos da vontade de Deus.

Quando começamos a basear nossa vida neste temor ao homem, passamos a nos satisfazer apenas com a aprovação das pessoas. Desenvolvemos uma vida de aparências, em que representamos um personagem que não condiz com quem somos de verdade. Ingenuamente pensamos que Deus não se importa com as nossas culpas secretas. Afinal, ele é bondoso e perdoará nossas falhas. Abusamos da liberdade e da misericórdia de Deus, esquecendo que ele detesta o pecado, que o Deus de amor é também o Deus que odeia o pecado.

Imagine se nos importássemos com o que Deus pensa, da mesma forma como nos importamos com o que as pessoas pensam. Muita coisa em nossa vida mudaria. Deixaríamos de tentar agradar às pessoas, para passar a agradar a Deus e odiar o mal, o orgulho, a arrogância e o falar perverso, como diz o versículo em destaque. Temer ao Senhor significa amar a Deus de maneira a odiar tudo o que ele odeia e a amar o que ele ama. Temor também pode ser definido como um “sentimento de profundo respeito e obediência” (Dicionário Houaiss). E ninguém, além de Deus, poderia merecer nosso respeito e obediência.

Nossa oração diária deve ser: “Senhor, livra-me das culpas secretas. Tira-me da zona de conforto chamada ‘bondade aparente’. Quero sempre ter consciência da loucura que é importar-me com o que os outros veem, sem me importar com o que o Senhor sempre está vendo”. – HSG 

Não temo a Deus para ser aceito, mas porque fui aceito.

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28 de Outubro
Reconhecimento

LEITURA BÍBLICA: Salmo 124.1-8.      O nosso socorro está no nome do Senhor, que fez os céus e a terra (Sl 124.8).

Ao lermos a história do rei Davi, autor do Salmo 124, somos informados que sua vida foi marcada por frequentes combates a inimigos de todos os lados. Além dos inimigos externos – outros reinos que guerreavam contra ele – podemos citar mais dois. O primeiro foi ele mesmo. Foram várias e graves as culpas em que incorreu, e como lhe custaram caro! O outro foi Saul, seu antecessor no trono. Traiçoeiro, falso, volúvel. Em um momento estimava Davi e o promovia e, logo em seguida, tentava matá-lo.

Davi admitiu sua impotência diante do poder e da força dos inimigos, inclusive do seu próprio gênio. Reconheceu que foi a permanência de Deus ao lado dele e do seu povo que lhe permitiu ter chegado até o momento de escrever o cântico que lemos hoje. Reconheceu também que Deus não somente estava ao seu lado, como também agiu como protetor. No Salmo 103 ele afirma no versículo 3: “É ele que perdoa todos os seus pecados, e cura todas as suas doenças”. Deus o protegeu da fúria dos inimigos. Davi enumera os perigos, desejando ressaltar o poder de Deus. Os inimigos poderiam arrastá-lo no turbilhão das águas e afogá-lo, mas o poder de Deus era maior. Seu poder é tão grande que fez os céus e a terra. Precisa mais?

Podemos finalizar enumerando a fidelidade do Senhor. Por duas vezes Davi insiste: “Se o Senhor não estivesse do nosso lado…” Esteve ali, salvando-o das armadilhas.

A ingratidão é uma das pragas mais comuns. Ao mesmo tempo a gratidão é uma virtude nobre e sempre bem-vinda, além de nada mais do que justa e devida por nós a Deus. Que motivos você teria hoje de dar graças a Deus? Provavelmente a lista é bem maior do que imaginamos. Que tal começar agora mesmo? – MJT 

Dar graças aproxima de Deus e enriquece a vida.

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27 de Outubro
Quero crer!

LEITURA BÍBLICA: Marcos 9.14-27  [Jesus disse:] Eu lhes asseguro que se vocês tiverem fé do tamanho de um grão de mostarda, poderão dizer a este monte: ‘Vá daqui para lá’, e ele irá. Nada lhes será impossível (Mt 17.20b).

Um pai desesperado busca auxílio para seu filho. Já não sabe o que fazer para ajudar o menino, tomado por um demônio que o maltrata fisicamente a ponto de ele correr risco de vida. Além disso, também impede a criança de falar, de forma que ela nem consiga pedir socorro. Os discípulos tentam expulsar o demônio, mas não conseguem. A essa altura, o pai deve estar completamente desamparado, e já não consegue acreditar em mais nada. Ele diz a Jesus: “Se você puder fazer alguma coisa, faça…” Quase podemos vê-lo encolhendo os ombros, resignado. É neste ponto que Jesus redireciona o olhar daquele homem: “Não se trata de [eu] poder. O importante é [você] crer!”

Já me identifiquei muitas vezes com esse pai que quer crer, mas não consegue. As circunstâncias são difíceis demais, o caminho parece terminar em um beco sem saída. Humanamente não sobrou mais nada para fazer. Já tomei para mim as suas palavras: “Eu creio, mas preciso de ajuda para vencer minhas dúvidas”. Deus não quer nos ver sofrendo ou desamparados. Ele está sempre ao nosso lado, com a mão estendida. Isso inclui auxílio para a nossa fé. Todo o nosso relacionamento com ele está baseado nela. Cremos que ele nos ama, cuida de nós e pagou o preço necessário para que tenhamos acesso a ele… O autor da carta aos Hebreus diz que “sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem dele se aproxima precisa crer que ele existe e que recompensa aqueles que o buscam” (Hb 11.6).

Deus fez tudo o que precisava ser feito – nós só temos de acreditar e nos entregar a ele. Só isso. E até nisso Deus nos ajuda: dia a dia veremos provas de seu amor, se mantivermos os olhos abertos e os corações sensíveis. Eu quero crer, e você? Senhor, ajuda-me! – DK 

Assim como o exercício é necessário ao corpo, o cristão precisa “treinar” sua fé.

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