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Reflexão ✅

Vamos fazer juntos?

LEITURA BÍBLICA:  Neemias 2.11-20  Venham, vamos reconstruir o muro de Jerusalém, para que não fiquemos mais nesta situação humilhante (Ne 2.17b).

Quando ouvimos falar de obras públicas necessárias para o bem estar de todos, logo vêm também as notícias de superfaturamento, lobbys para que uma construtora vença a licitação, ou mesmo dos que se opõem à obra por interesses. Quando Neemias quis empreender a reconstrução de Jerusalém, sua atitude foi diferente: não buscou fazer conluios ou conchavos, nem manipular o povo para conseguir apoio. Simplesmente chegou à cidade, como qualquer um de nós chegaria à sua cidade natal.

Sem alarde, saiu para dar uma volta, levando consigo só o animal que lhe servia de montaria. Alguns amigos o acompanharam, mas nem a eles Neemias contou o que Deus estava planejando.

Pode parecer que ele queria esconder a vontade de Deus, que estivesse com vergonha ou que não queria dar testemunho. Mas não foi nada disso! Neemias estava sendo sábio. Deus não anula nossa capacidade de pensar, compreender e agir. Por isto, Neemias começou sua empreitada tomando conhecimento da realidade. Saiu à noite, em segredo, para investigar o muro. Para executar bem sua tarefa, ele precisava planejar, e para isto, tinha de dispor de informações concretas sobre a situação. Nós também precisamos conhecer bem o que nosso mundo e nossa igreja estão enfrentando para colocar em prática os planos que Deus nos mostra. Neemias só falou ao povo e aos líderes quando tinha certeza do que era necessário fazer e do que eles iriam enfrentar. Com esta atitude, não teve dificuldade em conquistar o apoio de quem deveria ajudá-lo. Quando todos compartilham do mesmo sonho de participar da missão de Deus no mundo, o convite para esta obra é mais facilmente aceito. A pergunta do título de hoje era slogan de um banco: se até eles querem parceiros, quando mais o Senhor! – AS


No trabalho de Deus tem tarefa para todos: é só se dispor a ajudar!

Palavra de Sabedoria 📖

  

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Reflexão ✅

Critério errado

LEITURA BÍBLICA:  Marcos 2.13-17     [Jesus disse:] Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes. Eu não vim para chamar justos, mas pecadores (Mc 2.17).

O texto que você leu traz, num primeiro momento, o relato de como Levi, um cobrador de impostos, tornou-se um seguidor de Jesus. Depois, conta que Jesus participou de uma refeição na casa do novo discípulo. Para este, era uma visita muito importante, tanto que chamou seus amigos para compartilhar a oportunidade especial. Contudo, se este era um momento de alegria para Levi e seus convidados, havia também aqueles que aproveitaram a ocasião para criticar a atitude de Cristo. Segundo eles, Jesus se reunia com publicanos e “pecadores”, algo que não deveria fazer.

Comparando-se com aquelas pessoas, os fariseus acreditavam que eram mais justos e desagradavam menos a Deus. No entanto, mediam-se com um critério errado. Agiam como o menino de uma história que li certa vez. Ele anunciou para sua mãe:

– Eu sou como Golias: tenho 2,90 metros de altura!

– O que faz você dizer isto?

– Bem, eu fiz uma régua e medi a mim mesmo com ela. Eu tenho 2,90 metros de altura!

Diante da acusação feita pelos fariseus, Jesus diz as palavras que você encontra no versículo acima. A Bíblia deixa claro que não há justo nesta terra – Paulo enfatizou esta realidade ao escrever à comunidade de Roma (Rm 3.10). Não somos bons aos olhos de Deus: “Todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus” (Rm 3.23). Somente parecemos “justos” porque fazemos nossa própria régua e nos medimos com ela. Contudo, devemos nos medir em Deus – e então descobriremos o quanto estamos afastados dele. Mas há uma boa notícia: Jesus veio ao mundo para dar vida eterna justamente a mim e a você, que tanto desagradamos a Deus. Basta fazer como Levi: levante-se imediatamente e siga a Jesus! Assim, você terá uma vida segundo os critérios de Deus, não os seus. – MP


Na vida com Deus, o critério que vale é o dele!

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Reflexão ✅

Desistir sempre e nunca

LEITURA BÍBLICA:  1 Coríntios 13.11; 14.20.  Desvie-se do mal e faça o bem (Sl 37.27a).

Quando observamos um grupo de crianças brincando, presenciamos desistências frequentes. Após alguma discordância entre elas, uma delas diz: “Não brinco mais com você! Nunca mais quero falar e brincar com você!” Coisas de menino. Mas não precisamos nos preocupar com tais atitudes. O interessante é que, depois da declaração entre as crianças que dizem que “nunca” mais vão se relacionar, em poucos minutos observaremos que estão brincando juntas amavelmente. Aquele evento da discórdia já passou e tudo foi resolvido.

Desistir. Esta é uma palavra pouquíssimas vezes encontrada em toda a Bíblia. Mas, pensando em nossa vida espiritual, também precisamos abrir mão de certas coisas. Desistir do que faz parte de nossa infância e começar uma vida adulta com seriedade e maturidade espiritual é a vontade de Deus para o homem. Mas o que devemos deixar de lado, exatamente?

Precisamos desistir sempre do que desagrada a Deus: “Arrependam-se e voltem-se para Deus, para que os seus pecados sejam cancelados” (At 3.19). A desistência vem sempre após o arrependimento. É por meio de Cristo que poderemos seguir um novo rumo. Se quisermos ser seus discípulos, teremos de nos afastar da mentira, do ciúme, do ódio, dos maus pensamentos… mas nunca desistir da fé: “O justo viverá pela sua fidelidade” (Hc 2.4b). É preciso deixar qualquer coisa ou situação que não seja útil na vida espiritual, porém a fé deve permanecer. Se perdermos tudo – bens, casa, saúde – que sobre a fé. Se não tivermos nada além dela, ainda assim teremos muito. Se nos oferecerem opções para desistir – e há grandes possibilidades de isso acontecer em nossa vida – que possamos lembrar-nos de que não podemos abrir mão de nossa fé. Devemos pedir a Deus que nos ajude, aumentando a nossa confiança nele. – ACS/VS


Deixemos de lado tudo o que desagrada a Deus, sem nunca desistir de nossa vida com ele.

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Missão

LEITURA BÍBLICA:  Mateus 26.36-46

Chegou a hora, e o Filho do homem está sendo entregue nas mãos dos maus

(Mt 26.45b, NTLH).

Depois de passar aquela noite com os discípulos, dando as últimas orientações e compartilhando com eles a ceia, Jesus se dirige ao Getsêmani. Sabendo o que o espera, e profundamente angustiado por causa disso, ele se afasta para orar, para conversar abertamente com o Pai, como estava acostumado a fazer. Será que não haveria uma chance de escapar do sofrimento que se anunciava? Ele sabia exatamente o que aconteceria. Sabia que Judas iria traí-lo, pois já na ceia anunciara isto. Ele sabia que Pedro iria negá-lo, pois já o avisara, informando até mesmo que seria antes que o galo cantasse. Sabia que todos os seus discípulos o abandonariam. Sabia que seria preso pelos soldados, que o levariam às autoridades, que seria julgado injustamente por Caifás e pelo Sinédrio. Sabia que Pilatos lavaria suas mãos, mostrando não ser responsável pelo que aconteceria a Jesus. Sabia que receberia uma coroa de espinhos na cabeça, que os soldados o açoitariam, cuspiriam e zombariam dele. Sabia que teria de carregar a sua própria cruz até o local da execução. Sabia que seria crucificado, uma das mortes mais cruéis e doloridas, reservada aos piores malfeitores, por causa da nossa desobediência a Deus. Mesmo assim, ao pedir que, se possível, fosse poupado daquela hora, ele escolhe que a vontade do Pai fosse feita, e não a sua.

Por que ele não fugiu ou se rebelou contra o Pai? Por que não protestou contra aquela circunstância tão terrível que teria de enfrentar? Simplesmente porque tinha convicção da sua missão, e a cumpriu até o fim. A missão dada por Deus era mais importante para ele do que qualquer outra coisa.

Quem entende e aceita este amor de Deus e a morte de Jesus em seu favor também tem uma missão: passar essa notícia adiante, para que outros também a ouçam. Será que eu também consigo fazer como Jesus: abrir mão da minha vontade para cumprir minha missão? – CK 

Jesus cumpriu sua missão. E você, está cumprindo a sua?

Palavra de Sabedoria 📖

  

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Reflexão ✅

Como Jó
LEITURA BÍBLICA:  Jó 1.13-22
Senhor, tu és o nosso refúgio, sempre, de geração em geração (Sl 90.1).

Fico imaginando qual seria a minha reação se tivesse perdido familiares, bens e fonte de renda, assim como Jó. Penso que todos nós reconhecemos o quanto reclamamos por pouca coisa. Isso acontece quando não damos o devido valor àquilo que temos. Passamos pouco tempo com a nossa família e culpamos Deus e o mundo pelas crises que surgem. Reclamamos do nosso trabalho e, quando perdemos o emprego, nos colocamos na posição de injustiçados. Somente quando ficamos doentes é que nos lembramos de orar por nossa saúde. Será que Jó valorizava a sua família e era grato por tudo o que tinha? É possível que sim, mas se não o fez, perdeu a oportunidade.

Para quem nunca passou por algo semelhante, é difícil imaginar-se numa situação como essa. Após tantas tragédias, Jó tinha todos os motivos para reclamar, entrar em depressão, culpar a vida e a todos. Poderia ter argumentos para se revoltar contra Deus. Mas Jó disse: “O Senhor o deu, o Senhor o levou; louvado seja o nome do Senhor” (v 21b). Não é fácil dizer o mesmo diante de doenças, desemprego, aflição, desespero ou morte. Por isso, a vida de Jó é um exemplo de submissão ao senhorio de Deus – alguém que demonstrou servir ao Senhor não por ter riquezas, uma bonita família e saúde, mas também nos momentos de perda, luto e conflitos. Sua história nos mostra que podemos e devemos buscar a Deus em todos os momentos, seja para gritar de dor ou chorar de alegria.

O próprio Jesus Cristo experimentou o caminho de sofrimento, angústia, abandono e morte. Ele mesmo escolheu passar por tudo isso para nos dar vida eterna e nos ajudar quando estivermos passando por dificuldades. Para alguém como Jó, que perdeu praticamente tudo, a diferença foi ter permanecido com Deus. Com ele, aprendemos a confiar no Senhor, não importa o que nos aconteça. – DS


A fé em Deus nos mantém firmes em quaisquer circunstâncias.