Arquivo da categoria: Crescimento

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Palavra de Sabedoria 📖

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Reflexão ✅

Litoral

Leitura Bíblica: Sofonias 2.5-11
As nações de todos os litorais, cada uma na sua própria terra, o adorarão. (Sf 2.11b ECA).

Nas férias visitei uma irmã que mora no litoral. Ao longo da estrada, uma grande placa me chamou a atenção: “Ai dos que habitam no litoral!”. Sabia que se tratava de um versículo bíblico, mas não consegui ver a referência. A placa divulgava algum programa, mas chamou-me atenção a forma como aquelas palavras soam ameaçadoras justamente por serem da Bíblia. Pensei: será que as pessoas que moram aqui estão condenadas? Afinal o que há de errado em morar no litoral? Procurei o texto na Bíblia e encontrei-o no início da leitura indicada para hoje. O profeta Sofonias traz uma mensagem sobre o “Grande Dia do Senhor” ao povo de Judá. Na época prestava-se muito culto a Baal e a outros deuses. O povo estava totalmente fora dos caminhos de Deus, e o que mais assustava é que os líderes, que deveriam ser exemplo para o povo, estavam totalmente corrompidos (Sf 3.7). O profeta dizia que o Dia do Senhor viria e a justiça prevaleceria. Todos aqueles “ais” desabariam sobre aqueles que não deram ouvidos aos profetas e aos sinais de Deus para o arrependimento. Muitos daqueles povos moravam próximos ao litoral, o que explica a direção daquele “ai”. Algum paralelo com os dias atuais? Infelizmente. Muitas tragédias que acontecem são lembretes do Senhor para que nos arrependamos e mudemos de atitude, mas às vezes fazemos de conta que não é conosco. O dia em que o julgamento de Deus acontecer, quando nossos pecados serão expostos e comparecermos perante o tribunal de Deus, chegará. Quem foi lavado pelo sangue de Jesus, ou seja, admitiu o sacrifício dele na cruz em seu favor, já tem o pleno perdão de Deus para os pecados. Já quem o rejeita experimentará o castigo eterno.
Não faz diferença se você mora no litoral ou não: a única diferença consiste em saber se Deus olhará para você e dirá “servo bom e fiel” (Mt 25.21), ou “não o conheço” (Mt 25.12). – GHS

No litoral ou longe dele, o que importa é ser reconhecido como filho de Deus!

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Reflexão ✅

Deus está presente!

Leitura Bíblica: Gênesis 21.2-3;8-21
O Senhor está perto dos que têm o coração quebrantado e salva os de espírito abatido (Sl 34.18).

Ao lermos a história de Abraão, Sara e Hagar, nossas opiniões podem ser várias. Alguns pensarão que Sara tinha razão em mandar sua escrava embora; outros diriam que esta deveria permanecer, já que foi obediente dando à luz o filho do seu senhor, e que não poderia ser descartada como foi. São comentários sobre o assunto. Comentar a vida da família dos outros é sempre mais fácil do que ouvir palpites sobre a nossa!
Deus, porém, estava presente naquela situação. Uma mãe foi mandada embora (para fora de casa: a rua) com seu filho nos braços, um pouco de pão e água. Caminhando sem rumo pelo deserto, ela vai até onde suas forças aguentam e enquanto tem mantimento. Se já foi difícil sair, agora está pior: não há esperança, tudo está terminado. Hagar pensou que seu filho morreria ali. Houve choro. Tristeza da mãe devido ao abandono, à impotência, à fraqueza, à amargura – uma mistura de sentimentos pesarosos demais. Choro da criança devido ao desconforto de estar no deserto, à fome e à sede, ao desamparo e desespero. O menino via sua mãe ali sem tomar nenhuma atitude para resolver seu lamento, e não havia nada mais a fazer a não ser chorar e chorar. Uma situação terrível, que ninguém gostaria de viver.
Deus se manifestou: ouviu o choro da criança, mostrou uma saída milagrosa para a mãe em agonia e, além de resolver a situação que mãe e filho passavam no momento, ainda deu as coordenadas e a esperança para o futuro, para que continuassem sua jornada!
Deus estava presente ali. Deus está com você, aí. Se você for mandado embora, seja de casa, do trabalho ou do convívio com outras pessoas, a solução é clamar a Deus para receber a ajuda certa, a esperança e também a direção quanto ao rumo a seguir. – ACS/VS

Pessoas despedem; Deus acolhe.

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Reflexão

Traição

Leitura Bíblica: 1 Samuel 23.1-14
Cantarei para sempre o amor do Senhor, com minha boca anunciarei a tua fidelidade por todas as gerações (Sl 89.1).

Sentir-se traído é, de fato, uma das piores sensações que podemos ter. Não somente pelo sofrimento causado pelo impacto da traição, mas pelas marcas que ficam para sempre.
Na Bíblia encontramos vários exemplos de traição. José foi vendido por seus irmãos (Gn 37.12-20); Corá, Datã e Abirão incitaram outros líderes contra Moisés (Nm 16); os chefes dos sacerdotes e líderes religiosos planejaram prender Jesus à traição e matá-lo (Mt 26.3-4); Judas entregou seu Mestre (Mt 26.14-16;47-49) e o povo voltou-se contra aquele que curava e operava milagres (Mt 27.20-21). Como se não bastasse, os próprios discípulos de Cristo o deixaram, como já havia sido predito pelo profeta Zacarias (Zc 13.7).
O texto de hoje descreve a traição de uma cidade inteira, Queila, após ter sido libertada por Davi das mãos dos filisteus. Cinicamente, o povo intentou entregá-lo nas mãos do rei Saul, que o perseguia. Se não fosse o auxílio do Senhor, ele teria sucumbido. Esta não foi a única traição que Davi sofreu. Saul por diversas vezes tentou matá-lo e até seu próprio filho, Absalão, quis tomar o seu trono por meio de uma conspiração.
A traição não vem sozinha. Na verdade, ela faz parte de um conjunto de atitudes que denotam uma fraqueza de caráter por parte do traidor. Ele tem de enganar, mentir, roubar, representar – tudo isso para sustentar sua duplicidade. E o pior de tudo é que o traidor é, geralmente, uma pessoa próxima, por quem nutrimos afeto: pode ser um filho, o cônjuge, um amigo, um irmão. Somos traídos por aqueles em quem confiamos.
Mas o que realmente importa é que consigamos agir sempre de acordo com nossos valores. Ainda que sejamos traídos pelo mundo inteiro, que jamais façamos isso conosco mesmos! – LFS

Trair é falsidade – e o que é falso não gera nada de bom.

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Reflexão

Um só

Leitura Bíblica: 1 Coríntios 12.12-20
Há um só corpo e um só Espírito, assim como a esperança para a qual vocês foram chamados é uma só (Ef 4.4).

Quando falamos em comunhão precisamos pensar em relacionamentos – relacionamento com Deus e com outras pessoas que têm a mesma fé em Jesus Cristo. Não há como ter comunhão sem uma relação com Deus e com outros cristãos. Existe uma só fé no único Deus, mas existem muitas pessoas que buscam e compartilham esta mesma fé. Assim sendo, falar de comunhão é falar de unidade na diversidade. Unidade porque cremos no mesmo Senhor e diversidade porque há diferentes pessoas que compartilham esta mesma fé. Por causa da unidade, a comunhão é um elemento que não pode faltar na vida cristã. Na comunhão reunimos forças contra as tentações. Juntamos consolo em meio ao sofrimento. Unimos orações em meio ao desespero. Na comunhão rendemos graças pelas boas dádivas que Deus nos concede. Mas, por causa da diversidade, sabemos que compartilhar o mesmo momento com outras pessoas nem sempre é fácil. Na comunhão encontramos pessoas com pensamentos diferentes, com personalidades e temperamentos que podem ser opostos aos nossos. Encontramos diversas vontades e comportamentos. Na comunhão encontramos pessoas com diferentes dons.
É sobre isso que fala o texto da leitura de hoje. Somos um só corpo porque cremos, pertencemos e servimos ao mesmo Senhor. Mas ao mesmo tempo somos muitos membros que recebem de um mesmo Senhor variados dons para realizar diferentes funções. É por isso que o apóstolo Paulo fala que todos os que creem em Jesus Cristo formam um só corpo. E sabemos que um corpo somente pode ser corpo porque é formado por membros com funções diferentes. É por isso que não dá para falar de comunhão sem pensar em unidade e diversidade. Portanto, se você quer ficar firme na fé em Jesus Cristo, compartilhe momentos de comunhão com outros cristãos. Afinal, é na diversidade que se aprende o que é unidade. – DS

No Corpo de Cristo, a unidade produz a força e a diversidade a executa.

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Reflexão

Recursos

Leitura Bíblica: Ester 5.1-8
Ester vestiu seus trajes de rainha e colocou-se no pátio interno do palácio… (Et 5.1).

Este livro de Ester tem algumas características muito interessantes. Curiosamente, em todo o texto do livro o nome de Deus não é mencionado, mas a sua atuação é inegável, como que por trás dos panos. O texto narra um episódio agudo na história de Israel, o povo de quem deveria nascer o Messias e que, portanto, precisava ser preservado para cumprir o propósito divino. Uma armadilha maldosa havia sido estabelecida para seu extermínio, e a rainha Ester, judia, era a única que podia fazer algo – e é desafiada a agir. Eram tempos difíceis e perigosos. Registros nos capítulos anteriores dão conta de um rei um tanto quanto instável, e aquele monarca absoluto tinha pleno direito de vida e morte sobre seus súditos. Nem mesmo a rainha podia comparecer diante ele sem ser convidada, sob o risco de ser morta.
O texto de hoje mostra dois aspectos desta mulher: o mais óbvio, sua ousadia em nome da fé e o compromisso com seu povo, expondo-se ao risco (real) de morrer. Mas por outro lado é interessante observar que ela não foi armada apenas de sua fé e coragem, mas tratou de vestir suas roupas de rainha. Imagino que nunca Ester caprichou tanto no visual; ela deveria ser muito bonita e esmerou-se para estar deslumbrante. O rei estava “coincidentemente” de bom humor e derreteu-se: “O que você quer? Dou-lhe nem que seja metade do meu reino!”
Creio que há algo a aprender neste texto: nossos esforços nada valem se Deus não for por nós: diz o salmista que se o Senhor não edificar a casa, de pouco adianta o empenho dos edificadores. No entanto, o fato de se fazer algo aprovado por Deus não nos exime de fazer o nosso melhor – muito pelo contrário. É dele que vêm a capacidade e os recursos, e é sábio empenhar o melhor que temos. – MHJ

Esforçar-se como se tudo dependesse de nós, mas sempre dependendo de Deus.