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Sem medo de falar

LEITURA BÍBLICA:  Atos 6.8-15; 7.51-60   Não podemos deixar de falar do que vimos e ouvimos (At 4.20).

O Novo Testamento contém vários relatos de como os cristãos eram perseguidos por causa da sua fé em Jesus Cristo, mas não deixavam de falar sobre ela. Textos como esses deveriam nos inquietar. Vivemos num país onde, por enquanto, não existe perseguição religiosa. Mesmo assim, quantas vezes ousamos proclamar a mensagem de Cristo como fizeram os seus primeiros seguidores? Lembro-me que no início da minha caminhada de fé era difícil andar nas ruas segurando uma Bíblia. Mesmo sabendo que estava indo para um culto ou para uma reunião de jovens, sentia-me como um estranho entre as pessoas. Sempre que me lembro dessa situação, penso em como deixamos de aproveitar as oportunidades para falar de Jesus. Se não é devido à perseguição ou ao perigo de prisão e morte, por que então deixamos de falar das coisas que temos visto e ouvido da Palavra de Deus? Penso que é por vergonha, por medo de ser ridicularizado ou de ser visto de maneira diferente. Isso é o que nos impede hoje de sermos ousados como os cristãos do primeiro século foram.

É interessante que quando ouvimos ou presenciamos alguma novidade, não conseguimos parar de falar aos outros a respeito do novo acontecimento. Por que não somos assim em relação a Jesus Cristo? São tantas as maravilhas que a Palavra de Deus nos anuncia, que deveríamos agir com a mesma empolgação. Hoje lemos que, como tantos outros cristãos de sua época, Estêvão não se intimidou e proclamou sua fé em Cristo, mesmo quando estava perante o tribunal e prestes a ser apedrejado. Quando falamos de Jesus, o Espírito Santo nos dá coragem e a certeza de que Deus estará conosco. Então, reflita: o que impede você de anunciar a mensagem cristã para as outras pessoas? – DS


Falar de Cristo sem medo é a melhor maneira de mostrar ao mundo que Cristo vive em você!

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O fim do mundo

LEITURA BÍBLICA:  2 Pedro 3.11-13    Aquele que dá testemunho destas coisas diz: “Sim, venho em breve” (Ap.22.20).

Muito se fala em nossos dias sobre o aquecimento do nosso planeta Terra. Os governos das nações se reúnem e estudam como se há de bloquear esse aquecimento, mas não têm chegado a um denominador comum que possa desacelerar o processo. Cientistas preveem que, em seguindo-se o atual ritmo, a vida no nosso planeta poderá desaparecer dentro de um prazo não muito longo. Com isso chegaríamos aos dias do fim do mundo quando, em conformidade com a profecia do apóstolo Pedro, “os céus, incendiados, serão desfeitos, e os elementos abrasados se derreterão”. Embora não haja certeza sobre a verdadeira extensão e os reais efeitos do aquecimento observado, o que ainda há pouco tempo parecia absurdo e impossível já pode pelo menos ser imaginado.

E se isto puder ser o fim do mundo, surge a pergunta: quando esse desastre começou? Pois o começo da degradação se deu num dia e num lugar muito aprazível, chamado Jardim do Éden. Deus havia concluído a sua obra criadora. Formou então aquele maravilhoso jardim, onde instalou a coroa da sua criação: o homem e a mulher, Adão e Eva. E Deus formou o ser humano com a capacidade de fazer escolhas e livre para tomar decisões. Infelizmente, os pais da raça humana foram iludidos pelo diabo, o inimigo de Deus. Esqueceram que liberdade exige responsabilidade e sempre tem as suas consequências. E até hoje continua assim. Com a desobediência, o pecado se instalou na vida do ser humano. Foi aí que começou a decadência que nos leva ao fim do mundo.

Para nos livrar desse terror infernal, Deus providenciou o escape por meio de Jesus Cristo. E agora, “se você confessar com a sua boca que Jesus é Senhor e crer em seu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo” (Rm 10.9). – HM

 

Jesus veio para nos dar vida eterna e não acabarmos junto com o mundo.

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Elo perfeito

LEITURA BÍBLICA:  Colossenses 3.12-14       Revistam-se do amor, que é o elo perfeito (Cl 3.14).

Ao tomar as alianças nas mãos nas cerimônias de casamento, usualmente o ministro cristão diz que aqueles anéis representam o amor que não tem fim. A aliança é um elo: um objeto circular que não tem começo nem fim. Representa assim a eternidade, a união, a perfeição.

O apóstolo Paulo nos ensina que, quando somos chamados por Deus para a fé em Cristo, Deus derrama o seu amor em nós (Rm 5.5) e nos santifica, tornando-nos mais semelhantes a ele. Ao aceitarmos a obra de Cristo em nossa vida, Deus nos transforma à imagem do seu Filho (Rm 8.29) e passamos a ser santificados pela habitação do Espírito de Deus em nós (1Co 3.16). Apesar disso tudo, ainda não somos totalmente santos, justos e puros, e com frequência fazemos coisas que nos envergonham, que não eram da nossa vontade e muito menos o que Deus queria (Rm 7.19).

Por isso Paulo nos recomenda que nos revistamos de compaixão, bondade, humildade, mansidão e paciência. Precisamos receber tais qualidades de Deus como se fossem uma vestimenta, porque naturalmente não as possuímos em nós mesmos. Essas qualidades são fruto do Espírito Santo quando este habita em nós (Gl 5.22-23) e capacitam-nos a uma vida reconciliada com nosso próximo.

Amor não é só uma palavra, um sentimento, mas antes de tudo uma forma de viver. A pessoa transformada por Deus ama seu próximo. Pelo amor, Deus celebra uma aliança entre nós e ele, que depois se estende de nós para o nosso próximo. Somos chamados por Deus para nos ocupar com a vida das pessoas à nossa volta: suportar aqueles que passam por momentos difíceis, perdoar os que nos decepcionaram, ter paciência com quem nos importuna, ter compaixão daqueles que o mundo despreza. Deus é amor e nos capacita para amar, portanto vá e pratique o que Deus já lhe concedeu fazer. – AS


Quem não ama seu próximo, certamente não ama a Deus.

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Guardar
LEITURA BÍBLICA:  Provérbios 4.1-13
Guardei no coração a tua palavra para não pecar contra ti (Sl 119.11).

Meu pai tinha o hábito de guardar todo e qualquer objeto que pudesse servir para pequenos consertos. Quando precisava deles, afirmava: “Quem guarda tem”. Acho que herdei esse costume dele e hoje tenho uma gaveta cheia de parafusos, pequenos arames, pregos, etc. que já me foram muito úteis em emergências.

A Bíblia também nos aconselha a guardar. Em nosso texto de hoje, ela se refere a guardar no coração, ou seja, em nossa mente, a Palavra de Deus. Nossa mente é fantástica e tem uma capacidade enorme de guardar informações, tanto boas como más. Já aconteceu com você de ver um filme e alguma cena não sair de sua mente no dia seguinte? Nossa memória é assim. Mas ela só pode lembrar o que antes inserimos nela. No texto de hoje lemos que nossa vida depende de buscarmos a sabedoria e a instrução que a Bíblia nos dá e de guardá-la bem. Mas guardar para quê? Para não pecar contra Deus. Muitas vezes minimizamos a extensão dos nossos pecados e achamos que eles só atingem a nós mesmos. Mas a verdade é que todo pecado, seja uma “pequena” mentira ou um homicídio, volta-se em primeiro lugar contra Deus. Davi entendeu isso muito bem: quando Natã o confrontou com seu pecado, ele declarou: “Pequei contra Deus” (2Sm 12.13). Aparentemente ele havia pecado contra Urias, marido de Bate-seba, por haver adulterado com ela e depois, não conseguindo encobrir aquele pecado, mandado Urias para a frente de batalha para morrer. Mas note que Natã afirma que Davi havia desprezado a palavra do Senhor, fazendo o que ele reprova (2Sm 12.9). Quanto mais conhecermos uma pessoa, mais saberemos o que lhe agrada ou desagrada. Com Deus também é assim e, para sabermos o que lhe agrada, precisamos estudar a sua Palavra. Assim, quando vier a tentação de desagradá-lo, teremos a arma certa para vencê-la: a própria Palavra de Deus bem guardada e gravada em nosso coração. – CTK


Deus se agrada em nos fazer bem, e guardar sua Palavra ensina a agradá-lo.

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Eu sei

LEITURA BÍBLICA:  Apocalipse 2.2-3, 9, 13, 19; 3.1, 8, 15

Tu me cercas, por trás e pela frente, e pões a tua mão sobre mim (Sl 139.5). 

“Eu sei” significa ter certeza de algo. Quando o “eu sei” ou “eu conheço” é dito pelo Senhor, isto se torna consolador, confortante e uma afirmação de alguém que sabe todas as coisas e está acima de tudo.

Quando Deus nos diz “eu sei”, isto também quer dizer que ele sabe tudo a nosso respeito. Para mim, significa que ele pode me livrar de qualquer coisa e me orientar naquilo que devo fazer, e o melhor é que posso me entregar e confiar totalmente nele.

Há momentos na vida em que Deus parece nem se ocupar conosco, que não se importa com o que está acontecendo, que está longe. Porém, se estamos passando por algum momento difícil, por uma situação que não entendemos e que achamos insuportável, precisamos lembrar que Deus permanece do nosso lado. Sua Palavra nos garante isso. Portanto, faz todo sentido entregarmos a ele toda a nossa vida, confiando plenamente em que ele nos ajudará a sair de qualquer situação, seja livrando-nos do mal que está sobre nós, seja confortando e fortalecendo-nos na nossa situação.

É preciso pedir, clamar, suplicar por sua ajuda, mas uma vez isto feito, temos de seguir as suas orientações, obedecendo à sua vontade.

Como se faz isso? Vivendo em íntima comunhão com ele, cultivando a leitura da Bíblia e um tempo diário em oração. Pela intimidade com o Senhor é que o conheceremos cada vez melhor e também passaremos a entendê-lo cada vez mais. É a mesma coisa que acontece quando duas pessoas mantêm convívio diário: quanto mais estiverem juntas, tanto mais se conhecerão, até chegar ao ponto de um simples olhar já mostrar o que o outro quer ou está pensando, ou mesmo mantendo a mesma forma de pensar ainda que longe um do outro por algum tempo. A intimidade com o Senhor nos dá certeza que ele está conosco e de que cuida de nós em cada detalhe. – HK


Quanto mais intimidade com o Senhor, tanto mais intensa sua presença e paz em nossa vida.

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Ele não mente

LEITURA BÍBLICA:  Números 23.16-26    Deus não é homem para que minta, nem filho de homem para que se arrependa. Acaso ele fala, e deixa de agir? Acaso promete, e deixa de cumprir? (Nm 23.19)

Quando o povo de Israel estava a caminho de Canaã, a terra que Deus lhe prometeu, acamparam nas campinas de Moabe, além do Jordão, perto de Jericó. Vendo o enorme povo, os moabitas ficaram com medo. Seu rei mandou chamar Balaão, para que este amaldiçoasse os israelitas. Ele foi, mas somente pôde pronunciar o que Deus lhe pôs na boca. E em todas as ocasiões, Balaão pronunciou palavras de bênção e não de maldição sobre o povo.

Em Gênesis encontramos o início da história de Israel. Deus fala a Abrão: “Farei de você um grande povo, e o abençoarei. Tornarei famoso o seu nome, e você será uma bênção. Abençoarei os que o abençoarem e amaldiçoarei os que o amaldiçoarem e por meio de você todos os povos da terra serão abençoados” (Gn 12.2-3). No texto de hoje fica evidente que Deus estava cuidando de seu povo e cumprindo sua palavra. Ao longo de toda a história, aquilo que prometeu ele realizou.

Vivemos numa época em que nos são feitas muitas promessas, principalmente em anos eleitorais. Já estamos acostumados com o fato de que a maioria delas não se cumprem. E essa realidade faz com que muitas vezes nos tornemos incrédulos em relação ao que nos é prometido. O versículo em destaque mostra que nosso Deus é diferente. Quando ele fala, também age. Quando promete, ele cumpre.

Na Bíblia encontramos muitas promessas divinas. Teremos dificuldade em crer nelas se não confiarmos plenamente em Deus, achando que ele é falho como o ser humano. Contudo, assim como Deus cumpriu todas as suas promessas para com o povo de Israel, ele cumprirá as que fez a nós. Quero desafiá-lo a encontrar algumas delas na Bíblia e a crer firmemente que elas se cumprirão. Lembre-se: Deus não é homem para que minta. Ele é fiel. – MP


Quando Deus promete, ele não deixa de cumprir.

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Ressurreição

LEITURA BÍBLICA:  Mateus 28.1-10.  Ele não está aqui; ressuscitou! (Mt 28.6a)

Estamos comemorando a Páscoa. Esta época tem gosto de chocolate, mas seu verdadeiro sentido é a ressurreição de Cristo. Sem ter culpa, ele morreu em lugar dos verdadeiros culpados: nós. Mas não permaneceu morto: ressuscitou, ou seja, passou da morte para a vida. Quando cremos nisso e entregamos nossa vida nas mãos de Deus nosso Pai, esvaziando-nos de toda nossa vontade própria, morremos para a vida antiga e recebemos uma nova. Isso implica morrer para o ódio e ressuscitar para o perdão, deixar a mentira para dizer a verdade, abandonar o pessimismo e revestir-se de coragem.

Se alguém diz que vive com Cristo, não vai esperar a chegada da Páscoa para se reconciliar com alguém: tem de agir assim todos os dias. Confesso que sou falho como esposo, pai de família, líder na igreja, profissional e amigo, mas faço o possível para viver bem com todos, melhorando a cada dia e praticando os princípios bíblicos. Vejo muitas pessoas sofrendo porque não querem pedir perdão ou concedê-lo; muitos ficam doentes e buscam apoio psicológico por viverem com culpas e ressentimentos. Pessoas assim precisam “ressuscitar” para uma nova vida! Você também precisa? Procure investigar em qual área da vida você precisa “renascer” – ou seja, o que você ainda precisa entregar a Deus. Não adianta viver carregando coisas mortas – como vícios, mesmices, reclamações, orgulho, fofocas… pessoas com essa “bagagem” vivem querendo “puxar o tapete” dos outros e se esquecem que estão à beira de um abismo… Coisas mortas exalam mau cheiro, e este afasta as pessoas. Temos de morrer para tudo isso e ressuscitar para uma nova vida junto com Jesus. Afinal, você prefere o mau cheiro das coisas que dominam e escravizam sua vida ou o perfume da vida nova com Jesus, que nos liberta da escravidão às coisas mortas e conduz à vida eterna? – ETS


A nova vida que Jesus oferece elimina o mau cheiro da morte que deixamos para trás.

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Esperar

LEITURA BÍBLICA:  Jó 19.25-27  Esteja sobre nós o teu amor, Senhor, como está em ti a nossa esperança (Sl 33.22).

Esperar não é algo muito fácil… sobretudo neste tempo em que vivemos hoje, no qual tudo é muito urgente. Corremos e tropeçamos uns nos outros tentando chegar a algum lugar que nem ao menos sabemos onde é, pois não temos tempo para refletir sobre isto. Tentamos reter as horas em nossas mãos, correndo mais e mais a cada dia. Temos de absorver cada momento, assimilar todas as informações, aproveitar as oportunidades e ganhar cada centavo possível. Isto nos causa ansiedade e angústia. Não podemos ser passados para trás, por isso somos constantemente pressionados a avançar.

Definitivamente, não sabemos esperar. Ao mesmo tempo, percebemos que tudo tem seu tempo apropriado para acontecer (Ec 3.1), o fruto demora para amadurecer e cada dia é um preparo para o próximo que virá.

Deus trabalha sobretudo com processos. Precisamos de tempo para aprender, crescer e conquistar. Algumas coisas demoram quase toda a nossa vida para serem alcançadas, pois precisamos de preparo para recebê-las. E quando nos apressamos podemos atrasar o processo.

Há os que dizem esperar no Senhor, mas são poucos os que realmente o fazem. Esperam por falta de alternativa, não por decisão consciente. Enquanto aguardam resmungam, ficam tristes e sufocados em sua própria ansiedade. Muitas vezes, por não suportarem a demora, precipitam-se e jogam fora todo o tempo que gastaram esperando algo que não tinham a firme confiança de alcançar. Esperar requer fé, sobretudo quando vivemos em meio a circunstâncias que dizem o contrário do que cremos, como no caso de Jó. Também requer amor, pois ele tudo espera e tudo suporta (1Co 13.7b), até mesmo a dor de ver o tempo avançar e nada do que desejamos acontecer.

Por isso, enquanto espera, adore, ore, cante louvores e renda ações de graças ao Senhor, em quem está a sua confiança! – LFS


Aprender a esperar em Deus aperfeiçoa nossa confiança nele.

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Calado
LEITURA BÍBLICA:  Isaías 53.4-7
Quando insultado, não revidava; quando sofria, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga com justiça (1Pe 2.23).

Ninguém quer sofrer! Mas o sofrimento serve, em parte, para a nossa autopreservação. A dor de dente que sentimos avisa-nos de algum mal, reclamando uma consulta ao dentista. Quando Adão desobedeceu a Deus, sofreu mais como parte da mortalidade. Jesus, porém, experimentou os piores sofrimentos, descritos no texto que você acabou de ler. No momento planejado pelo Pai, encarou a morte na cruz. Quantas horas padeceu durante o seu julgamento, e bem mais na crucificação! Mesmo inocente, aguentou tudo “para que, pela graça de Deus, em favor de todos, experimentasse a morte” (Hb 2.9b). No fim, disse: “Está consumado!” e entregou seu espírito ao Pai (Jo 19.30).

Na verdade, os sofrimentos físicos de Cristo destacam-se mais do que sua agonia interior. Ele não era isento da tendência humana de reclamar seus direitos e de se exaltar contra seus algozes quando oportunidades não lhe faltaram. Não maldizia nem retrucava, como diz nosso versículo em destaque, embora provavelmente sentisse a tentação de revidar. O seu sofrimento, tanto físico quanto emocional, fora incluído horas antes na sua oração no Getsêmani: “Não seja feita a minha vontade, mas a tua” (Lc 22.42). Beberia o cálice de levar sobre si toda a maldade humana, repugnante que fosse. Quando decidiu cumprir sua missão, ele sabia que ela incluía tudo, inclusive sofrer sem reclamar, por amor. Permaneceu calado – ele que falara com tanta eloquência, ensinando, aconselhando, confortando, repreendendo. Fez tudo que foi necessário para estabelecer o seu reino espiritual e negou qualquer sugestão de que deveria reinar visivelmente na terra naquele tempo. Lembremos seu exemplo de submissão a Deus quando formos tentados a falar impensadamente, fora de hora e sem consideração pelos outros. Em todo tempo, confiemos no poder do vitorioso Jesus! – TL


Jesus sofreu calado para que pudéssemos falar do amor de Deus.

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Beijo falso
LEITURA BÍBLICA:  Lucas 22.47-51

Não planeje o mal contra o seu próximo, que confiadamente mora perto de você (Pv 3.29).

“Judas, com um beijo você está traindo o Filho do homem?” Com esta pergunta Jesus se dirige a um de seus discípulos – mais que isso, a um amigo que andou com ele durante seu ministério, presenciou vários milagres, ouviu suas palavras, comeu com ele e partilhou vários momentos importantes. Sua amizade, porém, não era verdadeira. Hoje, o chamaríamos de “amigo da onça”, isto é, aquele que trai, que na frente é uma coisa e pelas costas é outra. Quantas vezes encontramos pessoas assim! Nosso coração se entristece quando alguém muito chegado acaba traindo a nossa amizade e confiança. Ah, como é difícil depois de tão grande decepção conseguir confiar nos outros novamente!

Jesus, que também passou por isso, ensinou e mostrou o que devemos fazer: amar nossos inimigos (Mt 5.44). Ele chegou ao ponto de morrer por nós na cruz. Jesus também nos ensinou a perdoar setenta vezes sete (Mt 18.21-22), ou seja, sempre que for necessário, e a amar o próximo como a nós mesmos (Lc 10.27).

Sejamos sinceros em nossos relacionamentos, buscando uma amizade verdadeira, com perdão e amor. Que nossos cumprimentos sejam calorosos e expressem nossos reais desejos. Por que amar? “Porque o amor perdoa muitíssimos pecados” (1Pe 4.8b). Muitos erros e falhas que poderiam ser apontados por falta de amor e perdão não o são quando estes estão bem presentes nos nossos relacionamentos. Lembre-se: um amigo verdadeiro não trai nem encobre os erros de alguém, mas com amor fala sempre a verdade. Esta gera confiança, essencial para se ter boas amizades.

Precisamos perdoar e amar para não sermos os “Judas” dos outros, os “amigos da onça”. Se não quisermos ter esse tipo de amigos, não podemos ser assim. Então, construa suas amizades por meio do perdão. – ACS/VS

 

Confiança, amor e perdão são bases para um bom relacionamento.