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Reflexão ✅

Memorial
LEITURA BÍBLICA:  Êxodo 12.1;17;21-30
Obedeçam a estas instruções como decreto perpétuo para vocês e para os seus descendentes (Êx 12.24).

Nossa vida é marcada por momentos significativos. Muitos deles são celebrados em cerimônias, como casamentos e aniversários, quando lembramos de nossa história. O povo de Israel recebeu a ordem para repetir constantemente uma destas cerimônias em suas famílias. A ordem era para sempre comemorar a Páscoa, contando aos filhos a razão desta celebração. Os cristãos devem dar continuidade a isso. Como filhos de Deus, temos a responsabilidade de falar da verdadeira história da Páscoa, ou seja, da libertação que o povo de Israel recebeu enquanto vivia no Egito, escravizado.

No texto bíblico hebraico, a palavra traduzida por “Páscoa” é pesah. Ela é associada ao verbo pasah, que traz a ideia de passar. No contexto da história lida, ela significa que o anjo do Senhor passou por cima das casas que tinham a viga superior das portas marcada pelo sangue do cordeiro e assim foram libertas. Temos que contar às pessoas que, assim como no passado o povo de Deus foi liberto tanto da morte como da opressão, os cristãos celebram a Páscoa como a obra de Cristo para nos libertar da escravidão do que desagrada a Deus.

Inicialmente esta era uma celebração que acontecia no aconchego do lar. A família deveria passar este ensino aos membros mais novos. Ainda hoje, é responsabilidade dos pais mostrar o verdadeiro significado da Páscoa aos filhos.

Não podemos nos omitir diante de uma ordem tão importante. Hoje a Páscoa lembra que o sangue do Cordeiro é o sinal de que estamos livres da morte eterna e somos verdadeiramente protegidos pelo Senhor. Precisamos anunciar que, assim como aquela cerimônia deu início a um novo período para o povo de Israel, hoje a Páscoa mostra que o sangue derramado por Cristo possibilita o começo de uma nova vida para os que entregam suas vidas a ele. – MZK

 

O verdadeiro significado da Páscoa não pode ser esquecido; os cristãos devem anunciá-lo ao mundo!

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O perigo dos elogios
LEITURA BÍBLICA:  Lucas 6.20-26
Ai de vocês quando todos falarem bem de vocês (Lucas 6.26a).

Todos temos objetivos na nossa vida. Além de objetivos, trazemos em nosso caráter as marcas da formação que recebemos, e também marcas genéticas. Os pais, ao olharem o comportamento dos filhos, costumam dizer: puxou a avó, o avô ou algum parente mais próximo.

Temos uma outra marca em nós que está presente em quase todos os humanos. É o gosto por elogios. Já viram como os pais falam com orgulho das medalhas dos filhos? Sabendo disso, os professores criam tudo quanto é tipo de prêmios. É medalha de consolo para tudo que existe.

Muitos dos cidadãos dos dias de Jesus costumavam agir em função da fama perante seus contemporâneos. Oravam nas esquinas. Sempre estavam prontos para um discurso. Você deve conhecer alguém que, num grupo de pessoas, sempre fala de modo professoral. Tais pessoas ficam imaginando o que os outros comentarão depois que saírem.

Jesus aproveita para avisar que aos seus discípulos acontecerá o contrário. Ao invés de falarem bem deles, falarão mal. Além desse, ainda dá outro aviso. É perigoso se falarem bem, pois os profetas do passado que receberam elogios eram falsos. Há exceções. Vez por outra, um não cristão fala bem de um cristão por causa do seu bom procedimento, mas não é a regra. Não fique sempre esperando elogios. É perigoso. Talvez falem bem porque sua postura não lhes molesta a consciência. Esse aviso Jesus deu aos seus discípulos porque os juízos humanos são passiveis de erro. Às vezes há hipocrisia no elogio. Eles podem nos levar ao orgulho. Com a perda da humildade vem a perda da vigilância. Poderíamos enumerar muitos outros perigos. Reveja hoje os seus valores e expectativas. – MJT 


A humildade é um solo fértil para os frutos da graça de Deus.

Reflexão ✅

Perspectiva

LEITURA BÍBLICA:  Habacuque 1.1-4; 2.2,3,14    Mas a terra se encherá do conhecimento da glória do Senhor, como as águas enchem o mar (Hc 2.14).

Hoje fiquei de novo chocado ao assistir um documentário sobre a Somália; meu coração se revoltou com a inesgotável maldade do “bicho gente”. Mas nem é preciso ir tão longe; basta olhar pela janela para ver um mundo que parece girar ao contrário – injustiça sobre injustiça, mantendo a velha rotina de que só os fortes se dão bem. Habacuque, que se estima ter vivido por volta de 600 a.C., já sentia as mesmas dores. Você se sente injustiçado? Chora pela injustiça no mundo?

Lembro-me daquela brincadeira de turistas: usar a perspectiva para dar a impressão de estar segurando a Torre Eiffel entre os dedos. É mais ou menos assim que a nossa mente funciona: o que está perto da vista parece muito maior do que o que está longe. A atenção é focalizada no que está geográfica ou temporalmente perto, “esquecendo” coisas maiores e mais importantes além do alcance da vista.

Se você continuar lendo o livro de Habacuque, encontrará a resposta de Deus ao profeta: um evento futuro. O dia quando o que chamamos de Reino de Deus finalmente chegará. Esse Reino já foi inaugurado com a vinda de Jesus, que cumpriu tudo que estava determinado e vai voltar para a implantação completa e definitiva do Reino. Então, e só então, “a terra se encherá do conhecimento da glória do Senhor”, as coisas serão colocadas em seu devido lugar, o universo todo se renderá ao único Deus Soberano. A morte e injustiça serão extintas. Jesus prometeu isto de forma absolutamente clara, você crê nele?

Se assim creio, preciso constantemente trazer à lembrança que vivo neste mundo à espera do que Jesus prometeu e que sei, não vai falhar. Com isto, apesar da tentação de agir como “esperto”, terei confiança para lutar pela justiça e não sucumbirei ao que meus olhos veem aqui e agora. Isto se chama esperança. – MHJ 

…lembro-me também do que pode me dar esperança (Lm 3.21).

Reflexão ✅

Cinzas?
LEITURA BÍBLICA:  Salmo 104.14-24
Ele levanta do pó o necessitado e ergue do lixo o pobre para fazê-los sentar-se com príncipes, com os príncipes do seu povo (Sl 113.7-8).

Observar o ciclo da vida criado por Deus com tanta perfeição e sincronia nos faz admirar e engrandecer cada vez mais o santo nome de Deus.

Em sua infinita bondade e criatividade, Deus deu também ao homem a capacidade de transformar até mesmo cinzas em algo maravilhoso. Ouvi recentemente uma reportagem a respeito que me surpreendeu. Conseguem-se extrair diamantes de cinzas de corpos cremados. A família do morto entrega as cinzas a uma empresa e do material é criada uma joia de valor inestimável e pessoal.

No entanto, o diamante formado das cinzas do ente querido pode até brilhar por ser belo, porém continuará frio, insensível, sem vida, apenas uma pedra. Podemos, todavia, tratar também os vivos como diamantes preciosos: cuidando, protegendo, admirando, guardando, temendo perder e por isso zelando por seu bem-estar.

Por outro lado, há pessoas que são apenas como pedras: apesar de cuidadas e amadas, continuam frias, duras, insensíveis e as vezes até sem brilho. Durante a nossa curta existência podemos aprender com Jesus a melhor forma de tratar os outros, ou seja, com amor incondicional e sem esperar retribuição. É verdade que por nossas forças não passaremos de cinzas, porém, quando o Espírito Santo habita em nós, nossa vida ganha grande valor.

Pensando bem, não adianta querer beneficiar alguém depois que a pessoa morre. Podemos até transformá-la num diamante, mas que proveito ela terá disso?

Aproveitemos a oportunidade de aprender com Jesus a exercitar o amor com aqueles que estão ao nosso lado: familiares, amigos, vizinhos, da mesma forma como ele faz conosco. A vida de todos se tornará bem mais valiosa, ainda que por nós não tenhamos a capacidade de produzir diamantes a partir de cinzas. – APS

Um diamante tirado das cinzas é impressionante, mas uma vida regenerada pelo amor de Deus é gloriosa.

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Beba!

LEITURA BÍBLICA:  João 7.37-39
O Espírito e a noiva dizem: “Vem!” … Quem tiver sede, venha; e quem quiser, beba de graça da água da vida
(Ap 22.17b).

Tente segurar um litro de água em uma das mãos. Impossível, ela escorre e sobra só um restinho. No entanto, existe um meio de segurar um litro de água na mão: quando está congelada. Mas aí ela também não serve para beber, além de ser insuportavelmente fria. Água boa para beber precisa fluir sem empecilhos.

Essa água é uma imagem muito boa para o amor de Deus. A Bíblia diz que Deus derrama seu amor em nós por meio do Espírito Santo (Rm 5.5), ao qual também chama de “água viva”. Ele nos faz viver de verdade, nos anima e satisfaz. É preciso, porém, deixá-lo penetrar e agir livremente até que se torne parte de nós, assim como a água que bebemos faz com o nosso corpo. Jesus ensina que, se oferecermos essa chance ao amor, cumpriremos toda a lei, ou seja, viveremos corretamente, da forma como Deus queria ao nos criar.

No entanto, é importante lembrar que o Espírito Santo só ativará o amor de Deus em nós se puder assumir todo o comando. Isso pode até assustar, porque nós sempre queremos mandar tanto em nossa vida… Muitas pessoas tentam então segurar o Espírito e o amor de Deus nas mãos e, para isso, também o tratam como água: congelam-no em regras e regulamentos. Só que assim o tornam frio e intragável. Há um modo melhor de manter o Espírito presente: oferecer-lhe um vaso – por exemplo, a nossa própria pessoa. Assim ele desenvolverá todo o seu poder benéfico em nós e no mundo que nos cerca.

O versículo em destaque diz que todos os cristãos juntos (a “noiva”) e o Espírito convidam: há água (amor) para todos: venha e beba. É esta água que sacia sua sede por um sentido para a vida e que fortalece os cansados. Ela é tão boa que, depois de experimentar, você nunca mais vai querer outra (João 4.14) e ela vai sustentá-lo para sempre. – RK 

Se você anda com sede por algo que faça a vida valer a pena, venha a Jesus!

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A paz

LEITURA BÍBLICA:  Isaías 57.15-21

 (Cristo) veio e anunciou paz a vocês… (Ef 2.17)

O mundo precisa de paz. Em todos os lugares proliferam problemas que tiram a nossa paz: desemprego, guerras, pobreza, corrupção, tráfico de drogas, riquezas desmedidas. E esta situação não é nova. É como diz Eclesiastes 1.10: “Haverá algo de que se possa dizer: ‘Veja! Isto é novo!’?” Não! Já existiu há muito tempo; bem antes da nossa época”. Não há novidade no correr dos séculos. Muda apenas a forma como o sofrimento e as aflições se apresentam. Os problemas continuam os mesmos. Percebemos que a sabedoria do mundo não é suficiente para trazer paz ao homem.

Além desta falta de paz exterior, há também a falta dela em nosso interior. A certa altura da sua vida, o rei Davi cometeu uma série de erros que tiveram consequências terríveis. Ao ser censurado por um profeta, ele caiu em si e reconheceu que tinha sentido falta de paz por esconder suas falhas, a ponto de quase ficar doente (Sl 32.3-4).

Paz é uma palavra tão simples, mas algo tão difícil de ser encontrado. No entanto, não é impossível de ser obtida! No texto da leitura, Deus declara que nos deseja dar paz e que vai providenciar o necessário para isto. Por isto, ele mandou Jesus Cristo ao mundo, para anunciar a paz e morrer por nós. Só quando aceitamos esta verdade o nosso coração duro, maldoso, invejoso, ganancioso e egocêntrico percebe seus erros e pode confessá-los, como Davi fez ao reconhecer que o profeta tinha razão em sua repreensão.

Jesus viveu entre as pessoas e sentiu na própria carne as consequências da falta de paz no mundo. Ele sabia que isto não mudaria, como expressam os versículos finais da leitura de hoje. Por isto, prometeu: “Deixo-lhes a paz; a minha paz lhes dou. Não a dou como o mundo a dá. Não se perturbem os seus corações, nem tenham medo” (Jo 14.27). Para ter paz interior, aquela que resiste a qualquer circunstância externa, busque-a junto a Deus, que prometeu: “Paz, paz, aos de longe e aos de perto”! – EOL 

Paz com Deus no coração: não há guerra que resista.

Reflexão ✅

Fazer o bem

LEITURA BÍBLICA:  Atos 10.36-43
O povo se alegrava com todas as maravilhas que [Jesus Cristo] estava fazendo
(Lc 13.17b).

Há no ser humano o desejo de fazer o bem. Mas há, infelizmente, também a tendência de praticar o mal. Em sua carta aos romanos, o apóstolo Paulo menciona esta luta interior: “Sei que nada de bom habita em mim, isto é, em minha carne. Porque tenho o desejo de fazer o que é bom, mas não consigo realizá-lo. Pois o que faço não é o bem que desejo, mas o mal que não quero fazer, esse eu continuo fazendo” (Rm 7.18-19). Como Paulo, temos de admitir que a tendência ao mal nos prende, impedindo que façamos o bem sem segundas intenções.

Isto não acontecia com Jesus. Hoje, lemos um resumo de sua trajetória na terra feito por Pedro. Gostaria de destacar o v 38: “Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e poder, e ele andou por toda a parte fazendo o bem e curando todos os oprimidos pelo diabo, porque Deus estava com ele”. Sobre Jesus, o autor da carta aos Hebreus ainda declara: “Não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, mas sim alguém que, como nós, passou por todo o tipo de tentação, porém, sem pecado” (Hb 4.15). É verdade, Satanás se empenhou ao máximo para desviar Jesus de sua missão, mas o Filho de Deus não cedeu. Ele sempre optou somente pelo bem.

Qual foi o bem maior que Jesus fez na vida do prezado leitor? Na minha, foi o perdão dos meus pecados (tudo aquilo que desagrada a Deus) e a dádiva da vida eterna. Isto representa a misericórdia, o amor e a grande compaixão de Deus. Não há nenhum mérito de minha parte. É tudo graça sobre graça. E, se ao longo dos anos pude fazer alguma coisa boa, repito, foi pela graça de Deus. Concordo plenamente com o que diz Filipenses 2.13: “É Deus quem efetua em vocês tanto o querer quanto o realizar, de acordo com a boa vontade dele”. – HM 

Só conseguimos fazer o bem de verdade quando estamos ligados a Cristo.

Reflexão ✅

Traição!

LEITURA BÍBLICA:  Mateus 26.14-16 Que posso fazer com você, Efraim? Que posso fazer com você, Judá? Seu amor é como a neblina da manhã, como o primeiro orvalho que logo evapora (Os 6.4).

No livro “O totem da paz”, Don Richardson relata a sua experiência como missionário entre os sawis, povo nativo da parte ocidental da Nova Guiné. Uma das principais características daquele povo era o cultivo da traição como uma virtude, e as pessoas rivalizavam entre si para descobrir quem era mais criativo ao atrair um inimigo para depois matá-lo. Por isso, quando ouviram pela primeira vez a história da Páscoa, os sawis, para horror do missionário, reverenciaram Judas Iscariotes; para eles, este era o verdadeiro herói da história por ter conseguido enganar Jesus, fingindo-se de seu amigo.

Trair é dizer uma coisa e fazer outra. É o que faz o cônjuge que promete fidelidade ao outro, mas cai em adultério. É o chefe que finge aceitar a ideia do funcionário para depois implementá-la como sua própria. Também é louvar a sabedoria de Deus e nega-lhe o direito de dirigir as nossas escolhas. É afirmar: “Tudo, ó Cristo, a ti entrego” e continuar controlando algumas áreas da vida, como a financeira. É disso que Deus fala ao queixar-se de Efraim (o povo de Israel) e Judá, como lemos no versículo em destaque: o amor some ao primeiro sinal do calor dos problemas.

Quando os sawis queriam fazer um pacto de paz real com outra tribo, havia somente um ritual que garantia isso (leia o livro para descobrir qual era – é emocionante). Uma vez celebrado o acordo, ninguém se atrevia a traí-lo. Foi aí que o missionário descobriu como explicar o crime de Judas: ao atacar Jesus, sua traição havia quebrado o pacto de paz que Deus queria fazer com os homens. Os sawis entenderam esta mensagem.

O relato da traição de Judas serve de alerta para nós. Ele traiu Jesus, trocando-o por dinheiro. E nós? O que é tão importante que ameaça tomar o lugar de Deus mesmo depois de termos prometido fidelidade a ele? – DK 

Não é Deus que nos desampara nos momentos difíceis, nós é que nos esquecemos de sua presença.

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Lembre!

LEITURA BÍBLICA:  Lamentações 3.1-23 Lembro-me da minha aflição … e a minha alma desfalece dentro de mim. Todavia, lembro-me também do que pode me dar esperança (Lm 3.19-21).

O texto de hoje descreve uma situação de calamidade. O povo de Judá tinha abandonado seu Deus e por isso foi levado ao exílio na Babilônia. Os judeus sofreram muito durante o cerco a Jerusalém e ao ver sua amada capital destruída. Quando tiveram de deixar sua pátria desolada, sentiram-se abandonados pelo Senhor.

O escritor de Lamentações se lembra de todas as circunstâncias desfavoráveis que o cercam, de sua tristeza e dor. Ele sabia que aquele castigo terrível e a humilhação que seu povo sofria tinham sido causados pela desobediência – Deus não estava sendo injusto. Mesmo assim, o sofrimento o dominava. Até que ele para de pensar apenas nas circunstâncias e se lembra de algo que lhe dá esperança: o amor do Senhor é o que nos mantém, sua misericórdia se renova constantemente e sua fidelidade é grande!

Sua atitude nos ensina a também reagirmos positivamente diante do sofrimento. Todos enfrentamos dificuldades – elas se multiplicam e não nos dão descanso! Porém, o texto de hoje nos leva a pensar: quando estamos cercados de problemas e tudo parece perdido, de que lembramos? Do nosso Deus? Ou nos concentramos apenas no problema e esquecemos tudo o que o Senhor já fez por nós?

Quando sofremos, precisamos lembrar-nos do Senhor. Ele nos ama incondicionalmente e sua fidelidade não tem limites – então podemos confiar em que ele nunca vai nos desamparar. Além disso, podemos contar com sua misericórdia, que também não tem prazo de validade. Quando lembramos de tudo isso e buscamos a Deus, ele nos ajuda a vencer nossas dificuldades – ou ao menos nos dá paciência para suportá-las. Portanto, não esqueça que Deus está sempre perto. Lembre-se dele em todas as situações e peça sua ajuda quando as circunstâncias levarem você a pensar que não há mais esperança. – VWR 

Não é Deus que nos desampara nos momentos difíceis, nós é que nos esquecemos de sua presença.

Reflexão ✅

Beleza

LEITURA BÍBLICA:  Isaías 3.16-24.           A beleza é enganosa, e a formosura é passageira; mas a mulher que teme ao Senhor será elogiada (Pv 31.30).

O Dia Internacional da Mulher surgiu no início do século 20, na esteira de manifestações femininas por melhores condições de vida e trabalho. Hoje a data é mais festiva (e comercial), lembrando as muitas conquistas já obtidas nesta área. Confesso que muitas vezes fico até constrangida com essas homenagens. Afinal, todas nós sabemos que, individualmente, estamos muito longe de alcançar o ideal.

No capítulo 3 de Isaías, Deus avisa o povo de Israel sobre a iminente destruição do país por causa da sua rebeldia contra Deus. Se lermos o trecho todo, vemos Deus anunciando fome e sede, morte dos homens, perseguição, conflitos, vergonha, luto… O texto da leitura destaca o destino reservado às mulheres. Depois de tanta preocupação com a aparência (e como nós, mulheres, somos boas nisso!), fica claro que elas tinham deixado de cuidar do que realmente importava. Eliminando todos os enfeites, sobraria apenas uma realidade horrorosa. A mulher exemplar descrita em Provérbios 31 está em absoluto contraste com estas citadas por Isaías. Nos vinte versículos que a descrevem, não há uma única referência à aparência exterior. Mas há muitas menções a amor, alegria, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão – nada mais, nada menos que o próprio fruto do Espírito descrito por Paulo em Gálatas 5.22-23.

São estas as qualidades que vão nos render os elogios de quem realmente importa: Deus (ver versículo em destaque). Egoísmo e foco nas aparências são males atuais – e não acometem só as mulheres, mas também os homens. Há muitos que precisam de um bom carro, poder, equipamentos eletrônicos da moda, etc. para se sentir bem. Mas todos, mulheres e homens, estão sujeitos a esta advertência: “Sua obra (…) será revelada pelo fogo, que provará a qualidade da obra de cada um. Se o que alguém construiu permanecer, esse receberá recompensa” (1Co 3.13-14). – DK 


Só o espelho de Deus é capaz de mostrar a beleza do nosso coração.