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15 de março

Título – Portas

Leitura Bíblica: Provérbios 3.1-4 Filho do homem, ouça atentamente e guarde no coração todas as palavras que eu lhe disser (Ez 3.10).

Sabe quando você vai a um lugar para fazer algo e esquece o que foi fazer ali? Alguma vez já teve de voltar para um cômodo onde estava anteriormente para assim tentar lembrar o que iria fazer? Conforme uma pesquisa feita nos Estados Unidos por um psicólogo da Universidade de Notre Dame, a causa desses estranhos lapsos de memória é o fato de passarmos por uma porta. Isto provoca uma “fronteira de eventos” na mente: lembranças e ideias que tivemos no cômodo anterior são separadas e arquivadas para que a mente reconheça o novo local e elabore outros pensamentos. Como é interessante o funcionamento da nossa memória! Além disso, atualmente recebemos tantas informações que nosso cérebro acaba escolhendo alguns fatos mais importantes, dos quais nos lembramos com mais facilidade.

Relacionando a pesquisa norte-americana com a vida cristã, algumas vezes parece que os tais lapsos causados pela passagem por portas também atingem a vida de pessoas que ouvem a Palavra de Deus na igreja, mas esquecem tudo depois que saem dali. Talvez só se lembrarão de Deus novamente quando entrarem no templo no próximo final de semana.

O texto de hoje nos ensina que não devemos esquecer a Palavra de Deus e seus mandamentos, mas guardá-los. Para isso, precisamos conhecer o que Deus deixou registrado na Bíblia, lendo-a com frequência. Se nosso amor a Deus é real, não será demonstrado apenas nos finais de semana com uma visita ao templo. Quando cremos verdadeiramente no Senhor, nossa fé não diminui quando saímos da igreja e vamos para as ruas. Um cristão verdadeiro ouve a voz de Deus e não esquece o que ele disse, pois tem como prioridade obedecer aos mandamentos divinos. Quem vive conforme os ensinamentos de Deus e não abandona o amor e a fidelidade desfruta de paz e aceitação, e agrada ao Senhor. – HSG

Nenhuma porta nos separará de Deus e da sua Palavra.

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14 de março

Título – Convocados

Leitura Bíblica: Lucas 5.1-11.  Ninguém que põe a mão no arado e olha para trás é apto para o Reino de Deus (Lc 9.62).

Multidões têm seguido Jesus para ouvi-lo e ver seus milagres, receber suas bênçãos e ser por ele alimentadas. Poucos são os que de fato assumem um compromisso e têm uma experiência real com Jesus em sua vida diária. Os discípulos que foram chamados por Jesus não haviam experimentado a vida com ele até o momento em que assumiram o compromisso. Jesus nos chama para uma experiência real com ele e não para ser apenas como a grande massa, seguindo de longe. Para que isso aconteça, é necessário deixar Jesus entrar no barco da nossa vida. Provavelmente Simão já estivesse cansado de seu trabalho tão frustrante naquele dia. Todavia, ao invés de reclamar, ele prontamente ajudou Jesus para que pregasse à multidão, deixando o serviço de lavar as redes para mais tarde. Jesus quer entrar integralmente em nossa vida: trabalho, casa, estudos, família, finanças. Isso significa dedicar tempo a ele. Não espere finalizar todas as suas tarefas para dar atenção a Jesus, pois nunca sobrará tempo. Seguir Jesus requer também obediência, o que pode ser custoso, pois preferimos fazer o que nos agrada e o que trará conforto. Até buscamos a vontade de Deus, mas será que a colocamos em prática ou a nossa acaba prevalecendo? Quando nos dispomos a obedecer a Jesus, mesmo não parecendo ser o melhor no momento, ele revoluciona nossa vida. Mostra que é o Senhor de todas as coisas e começa a agir na nossa vida como agiu na vida dos discípulos. Por fim, Jesus os abençoou, mas eles não deixaram que isso fosse mais importante do que a pessoa de Jesus. Talvez pudessem pensar que tivessem agora muito trabalho limpando os peixes (as bênçãos de Jesus), porém deixaram tudo e o seguiram. Não podemos deixar que as dádivas de Deus sejam mais importantes do que o próprio Deus de quem as recebemos. O chamado dele é muito mais do que isso. – IG

Jesus nos convoca a caminhar com ele todos os dias para nos dar experiências de vida com ele.

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13 de março

Título- Vida intensa

Leitura Bíblica: Gênesis 5.18-27  Enoque andou com Deus e já não foi encontrado, pois Deus o havia arrebatado (Gn 5.24).

Aparentemente não há muita diferença entre os dois homens de quem lemos hoje, a não ser que ambos viveram muito tempo e tiveram filhos e filhas.

Contudo, existem alguns detalhes que os distinguem. O nome de Matusalém aparece apenas como alguém que fez parte da genealogia dos descendentes de Adão e também da linhagem de Jesus. Por outro lado, Enoque, além de constar também nos relatos genealógicos, é mencionado no capítulo dos heróis da fé (Hebreus 11.5) e ainda em Judas 14. Hebreus ressalta o destaque registrado também em Gênesis: que Enoque agradou a Deus (“andou com Deus”) e não chegou a morrer porque Deus o arrebatou. Judas cita uma profecia dele; ou seja, ele tinha autoridade para falar em nome de Deus.

Comparando as vidas desses homens, quem viveu mais e melhor? Bem, cronologicamente, Matusalém viveu mais, porque Enoque viveu apenas 365 anos, enquanto o primeiro chegou a 969. Considerando, porém, as menções feitas pelo autor da carta aos Hebreus e por Judas (vale a pena conferir!), Enoque viveu a sua vida mais intensamente. Ele andou com Deus a ponto de ser arrebatado ao céu sem experimentar a morte. Além disso foi um pregador da justiça, mesmo diante de toda a oposição que enfrentou. Quanto a Matusalém, a única coisa que se relata dele é o que já vimos acima, e mais nada.

É comum as pessoas dizerem que querem viver intensamente, ou seja, que cada instante da sua vida tenha muito valor e valha a pena. Enoque dá uma receita simples, mas profunda, para isso: “andar com Deus” – viver o tempo todo em contato e sob a orientação do próprio Criador da vida. Eis aí um alvo que compensa perseguir. – MM

Viver intensamente é ter o Criador realimentando a vida continuamente – e vale mais do que viver extensamente.

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12 de março

Título – Sem medo

Leitura Bíblica: Salmo 27.1- 6.           Se você fizer do Altíssimo o seu refúgio, nenhum mal o atingirá, desgraça alguma chegará à sua tenda (Sl 91.10).

Quando o medo está presente, é difícil saber o que fazer. Todos nós somos humanos, e mesmo o cristão muitas vezes passa por momentos difíceis. Vivemos numa sociedade que está sempre com medo. Medo de assaltos e sequestros, medo de que alguém faça mal aos nossos filhos, medo de que o dinheiro não seja suficiente para pagar as contas, medo de doenças e inimigos. Essa é uma questão legítima, enfrentada por Davi (o autor deste salmo) e também pelo cristão dos dias atuais: o que fazer diante dessas ameaças? A leitura deste salmo mostra que Davi estava cercado por muitos problemas. Seus inimigos avançavam contra ele para destruí-lo. Ele estava com medo. Essa situação o levou a escrever este salmo, em que a resposta é inspirada pela natureza de Deus: “O Senhor é o meu forte refúgio; de quem terei medo?” (v 1b). Davi sabia que Deus podia fazer por ele muito mais do que pensava e precisava naquele momento de sua vida.

Na porta de entrada da casa de uma família amiga há um quadro com as palavras iniciais deste salmo: “O Senhor é a minha luz e a minha salvação; de quem terei temor?” Nesse lar, pais e filhos sabem que, apesar das grandes lutas pelas quais passam, é muito melhor confiar no Senhor. Aprenderam que quem caminha ao lado de Deus não precisa ter medo. Ele é a luz que dissipa o medo do cristão, mesmo quando este está rodeado por trevas muito escuras. Deus brilha em todas as circunstâncias e momentos pelos quais passamos. Quando enfrentamos inimigos poderosos, ele nos protege e nos dá confiança para passar pelas dificuldades e lutas do dia a dia. Com Deus, estamos em segurança, não importa o que aconteça à nossa volta. É por isso que o cristão pode fazer coro com o verso em destaque: buscar refúgio em Deus é a melhor proteção contra o medo e a desgraça. – JG

Se estamos com Deus, não há nada nem ninguém que possa nos fazer mal.

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11 de março

Título – Alinhamento de direção

Leitura Bíblica: Deuteronômio 5.27-33.                                                    Agora, então, meu filho, ouça-me; não se desvie das minhas palavras (Pv 5.7).

Muitos acidentes têm acontecido por falta de alinhamento de direção nos automóveis. Esse item de segurança, dentre outros como freios, estado dos pneus, etc., necessita de revisão periódica a fim de que os veículos trafeguem de forma segura.

Direção desalinhada é perigosa: faz com que o carro ora se desvie para a direita, ora para a esquerda, tirando você da pista. O defeito requer uma imediata ida à oficina para realinhar a direção.

Com a vida acontece a mesma coisa. Quem não corrige sua direção acaba puxado para os lados, sai da retidão do caminho apontado por Deus e envolve-se em “acidentes” espirituais que prejudicam seriamente toda a sua pessoa.

Na leitura bíblica de hoje, Deus recomenda ao seu povo que não se desvie dos seus caminhos e ande conforme as palavras a ele transmitidas por Moisés. Entretanto, em várias ocasiões o povo de Deus não se manteve alinhado à vontade do Altíssimo e os resultados foram sempre péssimos.

Deus estabeleceu indicadores que nos permitem saber se estamos transitando corretamente, de acordo com os preceitos por ele determinados. A Bíblia – a Palavra de Deus – transmite-nos esses preceitos para que possamos dirigir nossa vida de forma correta e segura. Quando notarmos que algo nos impede de manter um curso seguro, façamos uma pausa em nossa caminhada para identificar o que nos está arrastando para os lados.

Uma vez identificado o que está errado, não desafie o perigo nem procure ajuda em palpites quaisquer. Também não adie o alinhamento da direção de sua vida. Busque a orientação diretamente com o Criador, que conhece você melhor do que ninguém. Nele você pode confiar. O caminho de Deus é perfeito (Salmo 18.30). – MNL

Uma vida alinhada à vontade de Deus jamais errará o caminho.

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10 de março

Raabe

Leitura Bíblica: Josué 2.1-14.       Onde aumentou o pecado, transbordou a graça (Rm 5.20b).

A leitura bíblica de hoje é incrível! Parece contradizer tudo o que a Bíblia ensina. O exército de Israel planeja conquistar a cidade de Jericó. Para isso, dois espiões israelitas se infiltram ali e vão dar na casa da prostituta Raabe, que lhes presta ajuda apesar de saber quem eles são. Agora, além de ser prostituta, ela se torna também traidora da pátria, ao mentir para os enviados do governo local! Sua motivação? Salvar sua pele e sua família, já que tinha convicção de que Jericó estava perdida. Belo caráter, não?

E então, a grande surpresa: além de conseguir o que queria, ela é citada mais tarde como exemplo de fé para nós (veja Hb 11.31)! Mais ainda: acabou até incluída na genealogia de Jesus Cristo (Mt 1.5). Como pode? Quer dizer então que Deus premia a malandragem? Que coisa! A explicação que encontro para isso está no versículo em destaque. Raabe, junto com todo o seu povo, era pervertida ao ponto de Deus ordenar a total destruição daquela cidade. Todavia, ela tinha uma vaga noção de Deus e um anseio por ele. Para se colocar ao lado dele e escapar da condenação, fez o que pôde na sua ignorância – tudo errado, diríamos nós do alto do privilégio que temos hoje de conhecer Deus pela Bíblia – mas é aí que está essa grande notícia chamada “evangelho”: Deus concede sua graça a quem o busca sinceramente, por mais torto que seja o modo como o faz. Em Atos 3.17-19, Pedro critica seus patrícios por terem crucificado Jesus, mas admite a ignorância deles e lhes oferece o perdão divino. É claro que isso não justifica nada, ainda mais quando sabemos o que Deus quer de fato. A continuação do versículo em destaque explica isso ainda melhor (leia!), e em Rm 6.15 há uma severa advertência contra o abuso da graça de Deus. Assim, não importa o tamanho dos nossos erros e ignorâncias – sua graça é maior e por Jesus Cristo ele nos convida a conhecê-lo de fato. Bem-vindo! – RK

A graça de Deus é um presente maravilhoso. Vai rejeitá-la ou abusar dela?

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9 de março

Título – Poder

Leitura Bíblica: Marcos 5.21-24;35-43.                                                            O que é impossível para os homens é possível para Deus (Lc 18.27).

Você já passou por alguma situação na qual tenha pensado que não havia mais saída? O problema era enorme e parecia não ter solução? A dor e o sofrimento eram tão grandes que você não aguentava mais? Muitas vezes desistimos de enfrentar circunstâncias difíceis porque simplesmente concluímos: “Não dá mais”!

Foi isso que fizeram os servos de Jairo, o dirigente de uma sinagoga judaica, quando trouxeram a notícia de que a filha dele havia morrido. Acharam que Jesus não podia mais curá-la e o pai não devia mais incomodá-lo. É interessante observar a reação de Jesus a esta situação: não fez caso do que tinham dito e dirigiu-se à casa de Jairo, ordenando que apenas os pais e os três discípulos mais chegados permanecessem no local. Quando todos acreditavam que não havia mais nada que pudesse ser feito e muitos chegaram até a rir de Jesus por ter dito que a criança não estava morta, ele agiu. Simplesmente tomou a menina pela mão e lhe deu uma ordem: “Levante-se!” O resultado é que ela imediatamente se levantou e começou a andar. O texto informa que todos ficaram atônitos: que poder é este que é maior até do que a própria morte? Afinal, quem é este que pode simplesmente dar uma ordem e pessoas mortas se levantam? Este é Jesus, o Senhor soberano. Ele pode olhar para a nossa situação – até mesmo para aquelas que julgamos não terem mais saída – e dar uma simples ordem: tudo se transformará radicalmente.

Diante de circunstâncias difíceis e aparentemente sem solução, podemos ter uma das seguintes reações: achar que de fato não há nenhuma saída; não entender direito o que pode acontecer; ou confiar totalmente na graça de Deus e participar das maravilhas que ele pode operar. Qual delas você tem posto em prática na sua vida? – CK

Nossa confiança em Deus não pode abranger apenas o que é possível aos nossos olhos, pois o poder divino vai muito além disso!

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8 de março

Título – Deus e elas

Leitura Bíblica: Êxodo 2.1-10.     Sejam astutos como as serpentes e sem malícia como as pombas (Mt 10.16b).

Falamos em milagre quando ocorre algo que parecia impossível. Às vezes, o evento por si só é natural, mas o conjunto de condições favoráveis necessário para aquilo funcionar vai além do imaginável. O episódio que você acabou de ler é desse tipo. Tudo o que acontece ali é bem natural: a mãe toma providências para salvar seu filho – talvez até sabendo que a filha do faraó costumava passar por aquele local – mas ainda assim – ou por causa disso – assumiu um risco enorme; depois a reação da princesa: que mulher resiste a um bebezinho chorando? Até aí, é explicável. Mas a espertíssima ideia da irmã do bebê é prodigiosa! Será que as duas – mãe e irmã – planejaram aquilo? Não é impossível, mas seria fantástico. Finalmente, o milagre se configura por tudo ter dado tão certo. Este relato não menciona a atuação de Deus, mas o seu apoio fica claro quando lemos a descrição do ambiente em que a história ocorreu (confira logo antes em Êx 1, de 17 em diante). Três mulheres (ou cinco, se acrescentarmos as parteiras de que fala o capítulo precedente e que tiveram influência ao menos indireta aqui) reuniram suas melhores qualidades femininas de visão do mundo, sabedoria e instinto maternal, dirigidas por quem as criou daquele jeito e as dotou de tais capacidades. É verdade que se eu, como homem, encenasse algo assim, a situação pareceria ainda mais fantástica, mas não seria possível: parte do milagre é a sabedoria de Deus que criou essas qualidades nas mulheres.

Que lições podemos tirar disso para a nossa vida? Creio que pelo menos as seguintes: homens, sejamos gratos a Deus por aquela intuição feminina que às vezes temos dificuldade de entender. Ela merece todo apreço. E mulheres, apliquem bem seus dons naturais, lembrando sempre que é de Deus que todos provêm – deixem-se inspirar pela sabedoria divina como fizeram a mãe e a irmã de Moisés. – RK

A mulher que teme o Senhor será elogiada (Pv 31.30b).

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7 de março

Título – Conduta no falar

Leitura Bíblica: Mateus 12.33-37.    Os homens haverão de dar conta de toda palavra inútil que tiverem falado (Mt 12.36).

Você já se viu em apuros por ter dito algo que não devia, e depois ser confrontado com isso? Aí teve de se explicar, dizendo que não era bem isso que quis dizer, mas o fato é que já tinha dito.

O apóstolo Paulo escreveu o seguinte acerca do nosso falar: “Nenhuma palavra torpe saia da boca de vocês, mas apenas a que for boa para edificar os outros, conforme a necessidade, para que conceda graça aos que ouvem” (Ef 4.29).

Mais grave ainda é o que Senhor Jesus Cristo diz no texto da leitura bíblica de hoje: que no dia do juízo precisaremos prestar contas de toda palavra inútil que proferimos, e que nossas palavras poderão condenar-nos.

Assim sendo, o que é que você anda falando por aí? O problema é que costumamos nem sempre falar bem dos outros, especialmente das pessoas investidas de autoridade, tais como pais, professores, patrões e pastores. Não se esqueça então da advertência que acabou de ler, e cuide daquilo que fala!

Qual tem sido, então, a sua conduta ao falar? No mesmo texto, o Senhor Jesus Cristo disse também que a boca fala do que está cheio o coração. Assim, para que tenha valor aquilo que você diz, é preciso que venha de uma mente preenchida com os valores de Deus, que Jesus nos expôs. Lembrando mais uma vez o apóstolo Paulo, ele traduziu bem essas noções quando disse: “Finalmente, irmãos, tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas” (Fp 4.8). – MM

A mente cheia de coisas boas é a condição para ter boa conduta no falar.

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6 de março

Dois convites

Leitura Bíblica: Provérbios 9.1-18      O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo é entendimento (Pv 9.10).

O livro de Provérbios apresenta os argumentos que recomendam aos humanos o temor do Senhor. Esses argumentos sempre aparecem através de antíteses, ou seja, o confronto de duas afirmações opostas. O bem e o mal caminham lado a lado, e cabe ao homem escolher. No final, a escolha feita sempre terá seu resultado, que comprova o que se afirmou. Para escolhas ruins, finais ruins. Escolhas boas, finais bons.

Seguindo esse esquema, o capítulo lido hoje apresenta dois convites: um da sabedoria e o outro da loucura. Aquele que aceita o convite da sabedoria experimenta seu bom resultado e fica ansioso para transmitir aos outros a sua experiência, mas corre o risco de ser mal entendido. Por isso recebe conselhos sobre como transmitir sua experiência.

O texto lembra a conversa de Jesus com Nicodemos em João capítulo 3 (confira). Como fariseu, Nicodemos se achava um santo, e quando é instado ao arrependimento, começa a fazer perguntas evasivas. Jesus foi direto ao assunto, mas ao invés de encarar as evidências, Nicodemos tenta contorná-las levantando outras questões.

O segundo convite presente neste texto parece vir de uma casa de prostituição, mas vale também para outros tipos de corrupção. No fundo, adultério, roubo e traição são a mesma coisa: o abuso da confiança do nosso próximo. Quando observamos o que acontece com os que aceitam tal convite, a oferta da doçura da água roubada parece verdadeira, mas na Bíblia pecado e morte são sinônimos – ela aponta para o resultado final, a morte. Ao contrário disso, o versículo em destaque mostra-nos que o temor do Senhor é a chave que abre a porta da boa escolha. – MJT

Lembre-se: o desafio da escolha estará sempre presente no nosso dia a dia.