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25 de fevereiro

Título – Traição

Leitura Bíblica: 1 Samuel 23.1-14  Cantarei para sempre o amor do Senhor, com minha boca anunciarei a tua fidelidade por todas as gerações (Sl 89.1).

Sentir-se traído é, de fato, uma das piores sensações que podemos ter. Não somente pelo sofrimento causado pelo impacto da traição, mas pelas marcas que ficam para sempre.

Na Bíblia encontramos vários exemplos de traição. José foi vendido por seus irmãos (Gn 37.12-20); Corá, Datã e Abirão incitaram outros líderes contra Moisés (Nm 16); os chefes dos sacerdotes e líderes religiosos planejaram prender Jesus à traição e matá-lo (Mt 26.3-4); Judas entregou seu Mestre (Mt 26.14-16;47-49) e o povo voltou-se contra aquele que curava e operava milagres (Mt 27.20-21). Como se não bastasse, os próprios discípulos de Cristo o deixaram, como já havia sido predito pelo profeta Zacarias (Zc 13.7).

O texto de hoje descreve a traição de uma cidade inteira, Queila, após ter sido libertada por Davi das mãos dos filisteus. Cinicamente, o povo intentou entregá-lo nas mãos do rei Saul, que o perseguia. Se não fosse o auxílio do Senhor, ele teria sucumbido. Esta não foi a única traição que Davi sofreu. Saul por diversas vezes tentou matá-lo e até seu próprio filho, Absalão, quis tomar o seu trono por meio de uma conspiração.

A traição não vem sozinha. Na verdade, ela faz parte de um conjunto de atitudes que denotam uma fraqueza de caráter por parte do traidor. Ele tem de enganar, mentir, roubar, representar – tudo isso para sustentar sua duplicidade. E o pior de tudo é que o traidor é, geralmente, uma pessoa próxima, por quem nutrimos afeto: pode ser um filho, o cônjuge, um amigo, um irmão. Somos traídos por aqueles em quem confiamos.

Mas o que realmente importa é que consigamos agir sempre de acordo com nossos valores. Ainda que sejamos traídos pelo mundo inteiro, que jamais façamos isso conosco mesmos! – LFS

Trair é falsidade – e o que é falso não gera nada de bom.

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24 de fevereiro

Um só

Leitura Bíblica: 1 Coríntios 12.12-20.  Há um só corpo e um só Espírito, assim como a esperança para a qual vocês foram chamados é uma só (Ef 4.4).

Quando falamos em comunhão precisamos pensar em relacionamentos – relacionamento com Deus e com outras pessoas que têm a mesma fé em Jesus Cristo. Não há como ter comunhão sem uma relação com Deus e com outros cristãos. Existe uma só fé no único Deus, mas existem muitas pessoas que buscam e compartilham esta mesma fé. Assim sendo, falar de comunhão é falar de unidade na diversidade. Unidade porque cremos no mesmo Senhor e diversidade porque há diferentes pessoas que compartilham esta mesma fé. Por causa da unidade, a comunhão é um elemento que não pode faltar na vida cristã. Na comunhão reunimos forças contra as tentações. Juntamos consolo em meio ao sofrimento. Unimos orações em meio ao desespero. Na comunhão rendemos graças pelas boas dádivas que Deus nos concede. Mas, por causa da diversidade, sabemos que compartilhar o mesmo momento com outras pessoas nem sempre é fácil. Na comunhão encontramos pessoas com pensamentos diferentes, com personalidades e temperamentos que podem ser opostos aos nossos. Encontramos diversas vontades e comportamentos. Na comunhão encontramos pessoas com diferentes dons.

É sobre isso que fala o texto da leitura de hoje. Somos um só corpo porque cremos, pertencemos e servimos ao mesmo Senhor. Mas ao mesmo tempo somos muitos membros que recebem de um mesmo Senhor variados dons para realizar diferentes funções. É por isso que o apóstolo Paulo fala que todos os que creem em Jesus Cristo formam um só corpo. E sabemos que um corpo somente pode ser corpo porque é formado por membros com funções diferentes. É por isso que não dá para falar de comunhão sem pensar em unidade e diversidade. Portanto, se você quer ficar firme na fé em Jesus Cristo, compartilhe momentos de comunhão com outros cristãos. Afinal, é na diversidade que se aprende o que é unidade. – DS

No Corpo de Cristo, a unidade produz a força e a diversidade a executa.

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23 de fevereiro

Recursos

Leitura Bíblica: Ester 5.1-8.     Ester vestiu seus trajes de rainha e colocou-se no pátio interno do palácio… (Et 5.1).

Este livro de Ester tem algumas características muito interessantes. Curiosamente, em todo o texto do livro o nome de Deus não é mencionado, mas a sua atuação é inegável, como que por trás dos panos. O texto narra um episódio agudo na história de Israel, o povo de quem deveria nascer o Messias e que, portanto, precisava ser preservado para cumprir o propósito divino. Uma armadilha maldosa havia sido estabelecida para seu extermínio, e a rainha Ester, judia, era a única que podia fazer algo – e é desafiada a agir. Eram tempos difíceis e perigosos. Registros nos capítulos anteriores dão conta de um rei um tanto quanto instável, e aquele monarca absoluto tinha pleno direito de vida e morte sobre seus súditos. Nem mesmo a rainha podia comparecer diante dele sem ser convidada, sob o risco de ser morta.

O texto de hoje mostra dois aspectos desta mulher: o mais óbvio, sua ousadia em nome da fé e o compromisso com seu povo, expondo-se ao risco (real) de morrer. Mas por outro lado é interessante observar que ela não foi armada apenas de sua fé e coragem, mas tratou de vestir suas roupas de rainha. Imagino que nunca Ester caprichou tanto no visual; ela deveria ser muito bonita e esmerou-se para estar deslumbrante. O rei estava “coincidentemente” de bom humor e derreteu-se: “O que você quer? Dou-lhe nem que seja metade do meu reino!”

Creio que há algo a aprender neste texto: nossos esforços nada valem se Deus não for por nós: diz o salmista que se o Senhor não edificar a casa, de pouco adianta o empenho dos edificadores. No entanto, o fato de se fazer algo aprovado por Deus não nos exime de fazer o nosso melhor – muito pelo contrário. É dele que vêm a capacidade e os recursos, e é sábio empenhar o melhor que temos. – MHJ

Esforçar-se como se tudo dependesse de nós, mas sempre dependendo de Deus.

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22 de fevereiro

Estratégia maligna

Leitura Bíblica: Gênesis 3.1-5. Estejam alertas e vigiem. O diabo, o inimigo de vocês, anda ao redor (1Pe 5.8).

Satanás é real como a mentira. A Bíblia diz que ele é o pai da mentira. Mas existe também a verdade. E Jesus diz que ele mesmo é a verdade. Temos então o poder de Satanás e também a onipotência da verdade.

A principal estratégia do diabo consiste em semear a dúvida. No texto bíblico que você acabou de ler, ele se disfarça em serpente para ter o primeiro encontro com a criatura humana. Astuto, confronta Eva com o que Deus havia falado. Deus fez nascer árvores frutíferas agradáveis aos olhos e boas para alimento. E no meio do jardim ele fez crescer duas árvores especiais. O fruto de uma conferia vida eterna, e o da outra, o conhecimento do bem e do mal. Deus disse a Adão que poderia comer livremente de qualquer fruto das diversas árvores do jardim, menos o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. E deixou bem claro que ele morreria se comesse dela. Esta informação Adão passou para Eva: ela sabia disso. Certo dia, então, Eva se defronta com o diabo junto àquela árvore crítica, e Satanás aproveita para lançar seu veneno. “Foi isto mesmo que Deus disse: Não comam de nenhum fruto das árvores do jardim?” Eva ainda o corrige: não todas as árvores – apenas aquela uma era proibida. Mas Satanás continua desafiando Eva, dizendo que Deus queria mantê-los ignorantes. Seriam iguais a Deus se comessem, disse. Aquilo foi muito atraente! E lá foi Eva, apanhou a fruta proibida e deu-a também a Adão. Satanás festejou seu triunfo. E continua festejando suas vitórias. Ele é a causa dos divórcios, das famílias destroçadas, das igrejas estraçalhadas, do amor que some da vida e da imoralidade que triunfa. Em Ap 12.12 Jesus prenuncia o fim dos tempos e diz que o diabo, por ter pouco tempo, está furioso. Você vai fazer como Eva e continuar dando ouvidos a ele? – HM

Esperteza não é sabedoria. A primeira é perigosa; a segunda é fonte de vida quando vem de Deus.

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21 de fevereiro

Esperança

Leitura Bíblica: Salmo 49.1-20.  Deus redimirá a minha vida da sepultura e me levará para si (Sl 49.15).

Segundo se diz por aí, a única certeza que podemos ter na vida é a morte. E, de fato, todos nós passaremos por ela. O salmo que você acabou de ler nos defronta com esta realidade. Seja você rico ou pobre, importante ou não, não há nada que o possa livrar do fim da sua vida neste mundo. E mesmo que em vida sejamos diferentes uns dos outros, na morte somos todos iguais. O rico se iguala ao pobre, e o mesmo acontece com o sábio e o tolo.

Mas diante dessa realidade quero chamar sua atenção para o versículo que está em destaque. Mesmo que a morte alcance a todos nós, há uma esperança que a transcende. O salmista ainda não conhecia a realidade da ressurreição que se tornou conhecida para nós por meio de Jesus Cristo, mas ele tinha a esperança de que não ficaria esquecido na sepultura. E hoje, desde a vinda de Cristo, temos a firme convicção de que, assim como todos morrem, em Cristo todos serão vivificados. Jesus Cristo venceu a morte ao ressuscitar. E daquele momento em diante, a morte deixou de ter a última palavra. O apóstolo Paulo afirma, ao falar sobre a ressurreição, que a morte foi destruída pela vitória de Cristo. E questiona: “Onde está, ó morte, a sua vitória? Onde está ó morte, o seu aguilhão?” (1Co 15.55)

A realidade da morte não deve nos assustar, mas fazer-nos questionar e avaliar a forma como vivemos. Vejo pessoas negligenciando uma vida relacional com Deus e priorizando coisas que ficarão neste mundo quando morrerem. O que você está buscando e valorizando na sua vida? Saiba que nossa vida é extremamente curta; por isso devemos conduzi-la de maneira que possamos herdar a vida eterna com Deus. Não dedique todos os seus esforços àquilo que pode ser tirado das suas mãos a qualquer momento. Se você quer ter uma esperança viva que jamais perecerá nem perderá o seu valor, busque o Reino de Deus enquanto ainda pode. – MP

Se ao nascer existe a certeza da morte, ao morrer existe a certeza da ressurreição.

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20 de fevereiro

Nuvem

Leitura Bíblica: Números 9.15-23 Ensina-me a fazer a tua vontade, pois tu és o meu Deus; que o teu bondoso Espírito me conduza por terreno plano (Sl 143.10).

Em nossa vida temos de tomar numerosas decisões. Algumas são diárias e não trazem consequências importantes (como o que vamos comer ou vestir), outras podem mudar completamente nosso rumo. Isto se dá com a escolha da profissão, do cônjuge, de onde iremos morar… Quanto mais mudança exige, mais complexa a decisão. Nessas horas seria bom ter um direcionamento divino bem visível – como a nuvem no texto que lemos hoje. Em sua longa caminhada pelo deserto, os israelitas não puderam se queixar de falta de orientação divina, pois a nuvem guiou-os naquele período. Nem à noite ela os deixava – mas aí tinha aparência de fogo, ou seja, podia ser vista mesmo na escuridão. Imagino como as crianças deviam observar aquela nuvem, tentando adivinhar quando seria a próxima mudança. De repente, a nuvem se movia: todo o povo se movia também. Onde ela parava, Israel também devia parar. Eles viviam montando e desmontando o acampamento. Qualquer mudança na nuvem era uma ordem de Deus. E eles obedeciam.

Hoje não temos algo assim tão visível, mas também não ficamos sem direção. Deus nos deixou sua Palavra, onde estão todas as orientações necessárias para vivermos de modo agradável a ele. Além disso, o Espírito Santo habita nos cristãos. Quando precisamos da direção divina, podemos buscá-la por meio de oração e leitura da Bíblia. O Espírito Santo mostrará o caminho certo a seguir! Porém, assim como os israelitas no deserto seguindo a nuvem, também temos de obedecer. De que adianta ter a direção certa se não a seguirmos? Se não estivermos dispostos a fazer o que Deus deseja, nem mesmo uma nuvem se movendo fará com que deixemos nossa situação atual.

Você crê que a direção dada por Deus é a melhor para sua vida? Então busque a orientação divina e obedeça àquilo que ele lhe mostrar. Não tenha medo: Deus nunca erra. – VWR

Seguindo a nuvem, os israelitas chegaram a Canaã; se obedecermos a Deus, chegaremos aonde ele deseja!

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19 de fevereiro

Sem saída

Leitura Bíblica: 1 Samuel 17.32-51. Alguns confiam em carros e outros em cavalos, mas nós confiamos no nome do Senhor, o nosso Deus (Sl 20.7).

Você já sentiu medo? Já esteve num beco sem saída? Os israelitas, junto com seu rei, estavam desesperados, sem saber o que fazer diante da ameaça do temido gigante Golias. Davi, um jovem pastorzinho de ovelhas, encarou o desafio de lutar contra ele. Ninguém acreditava em Davi. Ele contou ao rei Saul que Deus já o havia ajudado a matar animais ferozes – então ele tinha certeza de que o mesmo aconteceria em relação àquele inimigo que afrontava o próprio Deus.

Davi dispensou as vestimentas de guerra que o rei insistiu que ele usasse e foi ao encontro do gigante zombador com apenas uma atiradeira, cinco pedras e a confiança em Deus. Não foi por meio de suas forças ou pela sua destreza que venceu Golias, mas porque enfrentou o inimigo em nome do Senhor.

Quantas vezes nos desesperamos diante de situações difíceis, por acharmos que não há saída! Sentimo-nos pequenos demais para enfrentar os gigantescos problemas da vida. Se este é o seu caso neste momento, deposite sua confiança em Deus (veja o v 37), vá em frente e creia que ele ajudará.

Davi sabia que a armadura do rei não lhe daria a vitória, por isso a dispensou. Não é pela força própria nem pela proteção que seres humanos possam nos dar que teremos sucesso. Se lutarmos com o auxílio do Senhor, não há inimigo que possa nos resistir – mesmo que sejam gigantes.

Golias tinha intimidado todo o exército do rei Saul; Davi, o frágil jovenzinho do campo, venceu porque o enfrentou confiando no Senhor. Também você e eu podemos derrotar os inimigos e obstáculos da vida se fizermos o mesmo. Você quer a vitória? Não importa quem você seja ou o que você tem; o milagre é Deus quem faz, se assim desejar. Quando ele agir, poderemos dizer que toda a terra saberá que nosso Deus é o único e verdadeiro (veja o v 46). – HS

A maior vitória é não termos de enfrentar sozinhos os nossos gigantes.

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18 de fevereiro

O mensageiro

Leitura Bíblica: Hebreus 2.1-4 Nestes últimos dias, porém, ele nos falou pelo Filho… (Hb 1.2).

Depois de o início da carta aos Hebreus dizer que Deus falara no passado aos homens por meio de diversos mensageiros, o versículo em destaque ao lado diz que ele transmitiu sua mensagem definitiva a nós por meio do seu Filho, Jesus Cristo. No capitulo 2 temos a continuidade dessa afirmação, pois o escritor quer fortalecer a importância que devemos dar ao que foi dito por Jesus. Há no texto uma comparação entre os outros mensageiros já usados por Deus e o seu Filho. Se Deus prestigiou a mensagem de outros enviados dele (anjos), como não vai prestigiar a mensagem do seu Filho?

Vejamos então que mensagem foi essa trazida pelo Filho. Foi o anúncio “de salvação”, ou seja, da reconciliação com Deus que nos é oferecida. Essa mensagem foi confirmada por testemunhas oculares, por sinais e maravilhas realizados por elas (os apóstolos) e a promessa dada pelo Filho de que o Espírito Santo lhes seria concedido, também confirmada pelas realizações dos apóstolos.

Diz o texto que os ouvintes que desprezaram a mensagem dos anjos foram punidos. Agora nos cabe a pergunta: o que acontecerá com os que desprezam a mensagem de salvação trazida pelo Filho? O apóstolo Paulo fornece em Romanos 1.18-32 uma descrição bastante drástica do que ocorre nesse caso (convém conferir). Esses versos de Romanos descrevem com realismo o que vemos em programas de TV, nos noticiários dos meios de comunicação, nos jornais, em revistas e nas conversas que ouvimos de nossos contemporâneos. Paulo nos diz que esses fatos são o cumprimento da punição prometida por Deus aos que desprezam a mensagem da salvação. Se temos a mensagem e a prova do que acontecerá se ela for desprezada, o que nos resta fazer? Resposta: aceitá-la agora para nós e agradecer por esse tão grande presente de Deus! – MJT

Que motivos você teria para rejeitar o amor do seu Criador?

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17 de fevereiro

Fortes

Leitura Bíblica: Romanos 15.1-7 Deixemos de julgar uns aos outros. Em vez disso, façamos o propósito de não colocar pedra de tropeço ou obstáculo no caminho do irmão (Rm 14.13).

Podemos ter um corpo forte por meio de exercícios físicos e uma alimentação saudável. Na vida espiritual também é necessário que estejamos sempre nos “alimentando” bem, com a Palavra de Deus, e exercitando aquilo que aprendemos com ela pela prática de seus princípios. Quem não cresce em sua vida espiritual acaba ficando fraco. Nossa “força” não terá tanto a ver com o tempo de vida com Cristo ou com nossa idade – vai depender de nossa disposição em aprender.

Não estamos sozinhos neste processo: dependemos uns dos outros para crescer! Precisamos da ajuda dos outros cristãos. Além disso, quando estivermos fortes, não devemos esquecer os que ainda estão crescendo. No texto de hoje, Paulo ensina a necessidade de aceitar os mais fracos, lutar pela unidade e agradá-los. Nem Cristo – o mais forte de todos por ser Deus – agradou a si mesmo. Sigamos seu exemplo! Em geral, os fracos na fé são aquelas pessoas que causam problemas e podem até incomodar os fortes com seus questionamentos ou com sua falta de maturidade na vida cotidiana. Porém, é preciso que os fortes se lembrem de que já foram fracos! Não devem julgar os outros, apontando suas fraquezas – isso só vai piorar a situação. Além disso, devem proteger e ajudar os mais fracos (veja o versículo em destaque). É preciso facilitar o aprendizado cristão ao invés de dificultá-lo. Isso é feito quando os fortes deixam de impor regras que não estão na Bíblia e, para beneficiar o fraco, até abrem mão de algo que sua consciência permite fazer. Pode até parecer injusto, mas é uma atitude de amor. Sua vida não deve causar escândalo àquele que ainda não compreendeu algumas verdades bíblicas. Não podemos cobrar maturidade de quem não a tem – é como esperar que uma criança tenha atitudes de adulto. Se o fraco na fé não age como Jesus, o forte deve agir! – VWR

Ser forte não é impor seu direito – é conseguir abrir mão dele em favor do próximo.

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16 de fevereiro

Algo a mais

Leitura Bíblica: Ester 2.1-8;12-17   Ester causava boa impressão a todos os que a viam (Et 2.15b).

Você já participou de algum tipo de seleção para um emprego, um concurso de beleza ou de talentos? Diante de avaliadores, a maioria das pessoas vê aquilo como a oportunidade de demonstrar suas maiores qualidades. Preparam um bom currículo, vestem a melhor roupa, procuram ser espontâneos e diretos, sem de modo algum transparecer o nervosismo.

No texto de hoje vemos que foi realizado na Pérsia uma espécie de concurso de beleza para escolha da nova rainha. Vasti, a dona da coroa, tinha perdido sua posição depois de se recusar a cumprir uma ordem do rei, e agora ele queria outra esposa. Hoje uma seleção assim atrairia muitas candidatas! As solteiras mais belas do reino foram escolhidas e levadas para um “tratamento de beleza” em um harém em Susã. O rei conheceria uma por uma e faria sua escolha. Imagino a ansiedade e o clima de competição que havia naquele lugar! Porém, não creio que Ester almejasse a coroa mais que tudo. Ela não me parece uma dessas pessoas que fazem qualquer coisa para se tornar uma celebridade. Além da beleza, ela tinha algo mais: ela conhecia Deus. Ester tinha sido criada por um servo fiel do Senhor, que não abandonou sua fé mesmo morando tão longe de Jerusalém. Seus pais morreram, mas ela não adotou uma postura de “vítima do destino”. Pelo contrário, seu caráter era admirável. Ela foi escolhida como rainha não somente por sua aparência atraente, mas também por seu jeito de ser: simples, verdadeiro, sem máscaras. Deus a colocou naquela posição com um propósito, mas não tiremos o mérito de Ester, uma moça exemplar. Como ela, nós também podemos ter muito mais que apenas beleza, inteligência ou uma boa formação profissional. Quem decide seguir a Cristo tem sua vida transformada e desenvolve características próprias (veja Gl 5.22-23). Tais qualidades tornam os cristãos diferentes das outras pessoas e naturalmente atraentes. – VWR

No fundo, beleza mesmo é viver dirigido por Deus, o Criador de tudo que é belo.