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Reflexão 📖

7 de Outubro
O Senhor é bom

LEITURA BÍBLICA: Salmo 145.8-15     O Senhor é bom para todos; a sua compaixão alcança todas as suas criaturas (Sl 145.9).

Ao ler o livro de Salmos encontramos inúmeras vezes a afirmação da bondade do Senhor. “Provem, e vejam como o Senhor é bom”, escreve Davi (Sl 34.8); “O Senhor é bom e o seu amor leal é eterno; a sua fidelidade permanece por todas as gerações” (Sl 100.5). E esta bondade não é somente demonstrada a alguns, mas a todos, como lemos no versículo em destaque.

Muitas vezes pode-se ter a impressão de que Deus é alguém totalmente indiferente à nossa vida – apenas se interessaria por ela para puni-la. Percebe-se em alguns que, apesar de afirmarem que o Senhor é bom, acham que com ele a vida não pode ser alegre. Contudo, cada pessoa que verdadeiramente vive com o Senhor experimenta sua bondade a cada momento. Ele não nos tira a alegria – pelo contrário, nos faz felizes. Ao falar com seus discípulos sobre a videira e os ramos, Jesus lhes diz: “Tenho-lhes dito estas palavras para que a minha alegria esteja em vocês e a alegria de vocês seja completa” (Jo 15.11). Neste texto, ele enfatiza a necessidade de permanecer ligado a ele e assim produzir bons frutos. “Se vocês permanecerem em mim e as minhas palavras permanecerem em vocês, pedirão o que quiserem, e lhes será concedido” (Jo 15.7). Tão bondosa promessa deveria encher-nos de alegria por sabermos que “o Senhor é fiel em todas as suas promessas” (v 13b).

O Senhor demonstra sua bondade mesmo às pessoas que não vivem com ele: “[Deus] faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos” (Mt 5.45b). Se o sol e a chuva estivessem sob o nosso controle, talvez nem todos os receberiam, mas o Senhor não age assim. Ele continua sendo bom até mesmo com aqueles que são indiferentes à sua bondade.

Quero desafiá-lo a olhar para sua vida e perceber como o Senhor tem sido bom. Assim como Davi, você terá muitos motivos para glorificá-lo. – MP 

Sim, coisas grandiosas fez o Senhor por nós, por isso estamos alegres (Sl 126.3).

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6 de Outubro
Comida

LEITURA BÍBLICA: Romanos 14.1-17  O que entra pela boca não torna o homem impuro; mas o que sai de sua boca, isto o torna impuro (Mt 15.11).

Quando minha irmã era pequena, decidiu que não comeria mais carne, por amor aos animais. Mesmo diante de um suculento churrasco, ela não atendia aos apelos de meu avô, que queria convencê-la de que aquilo era “carne de árvore”. Algum tempo depois, no entanto, ela teve de ceder, pois estava com anemia. Sabemos que ter pena dos animais é uma coisa, adorá-los é outra bem diferente. Para os hindus, há animais tidos como deuses – e estes não podem servir de alimento. Toda criação é importante para Deus, mas nunca podemos esquecer que ele criou o homem para dominá-la. Foi por nós que Cristo morreu, e não por bichos ou plantas! Por isso, nenhum ser vivo é mais importante que as pessoas. Isso não nos autoriza a maltratar os elementos da natureza, mas define o foco certo para nosso amor e dedicação.

Porém, mesmo que saibamos disso, se alguém decide deixar de comer carne, por exemplo, sua decisão deve ser respeitada. No texto de hoje Paulo ensina que o tipo de escolha feito por minha irmã não deve ser discutido ou desprezado como “errado”. Não podemos desviar o foco das coisas mais importantes – as pessoas – concentrando-nos em detalhes, como sua forma de alimentação ou como elas comemoram um dia especial. Ainda mais se servimos ao mesmo Deus! Por amor, não devo julgar os outros nem fazer com que alguém fique triste devido às minhas críticas. Precisamos ter em mente o valor correto do ser humano e não priorizar nossas opiniões – por mais corretas que estejam. Isso pode até fazer com que um irmão mais fraco na fé se afaste de Deus – e a culpa será minha!

Para Deus, as pessoas são prioridade. Que nós tenhamos o mesmo foco, sem julgar ninguém. Se vivemos em comunidade, devemos buscar manter a unidade, abrindo mão do que é secundário para enfatizar o que é essencial. O que importa para Deus é o que deve importar para seus filhos! – VWR 

Jesus ama a todas as pessoas com igual intensidade, apesar das nossas diferenças. É isso que vale!

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5 de Outubro
Vera paz

LEITURA BÍBLICA: João 14.16-31 Deixo-lhes a paz; a minha paz lhes dou. Não a dou como o mundo a dá (Jo 14.27).

Vida cristã não é uma espécie de atestado de imunidade ou de isenção contra dissabores, adversidades, aborrecimentos ou problemas de qualquer natureza. Muitos entendem e pregam que Deus não promete nos livrar das dificuldades, dos obstáculos, mas que nos livrará nas dificuldades e diante dos obstáculos. É uma verdade importante na vida do cristão que Deus nos livra da desgraça durante a tempestade e o momento mau ou nos dá forças para atravessar o deserto. Essa é a verdadeira paz, a paz de Deus que ele nos concede em todos os momentos da nossa existência, inclusive nas horas de dor. Jesus prometeu conceder-nos a paz – a verdadeira – diferente daquela que o mundo nos oferece: paz perfeita e completa. Esse sim é um certificado de garantia de paz, pois veio da parte de Jesus, nosso Senhor e Salvador.

A paz que o mundo proporciona não é a verdadeira. Pode ser enganosa e aparente, é momentânea e às vezes até depende de algum “auxílio” tóxico com sérias consequências futuras, quer sejam físicas (doenças), quer sejam espirituais (distanciamento de Deus). A verdadeira paz nos vem pela fé em Deus, pela plena confiança de que ele é Pai: Pai bondoso, Pai misericordioso, Pai amoroso, Pai abençoador. Temos paz porque sabemos que Deus mesmo é que nos conduz por eventuais desertos. Ele está no controle e nos dará o livramento no momento certo, que poderá ser durante os dissabores, as dificuldades, as tribulações, ou depois que passarem.

Jesus nos avisa de que no mundo passaremos por aflições (Jo 16.33), mas nos recomenda bom ânimo, pois ele venceu o mundo. Em outra oportunidade o Senhor chamou a si todos os cansados e sobrecarregados, prometendo-lhes alívio (Mt 11.28).

Ele nos alivia com a sua paz, seu consolo, seu amor e sua misericórdia, sossegando o nosso coração e acalentando a nossa alma. – ETA 

Quem conhece a paz de Deus ainda encontra tranquilidade nas piores tragédias.

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4 de Outubro
Imitar

LEITURA BÍBLICA: Mateus 23.1-7 Obedeçam-lhes e façam tudo o que eles lhes dizem. Mas não façam o que eles fazem, pois não praticam o que pregam (Mt 23.3).

Você já se decepcionou com alguém que se diz cristão, mas age como se não fosse? Aquela pessoa que costuma estar sempre na igreja, gosta até de ensinar, mas durante a semana age conforme lhe agrada, buscando ter vantagem em tudo, mesmo que aquilo comprometa a verdade, ou agindo sem qualquer principio nos negócios, nos relacionamentos interpessoais…?

Lendo nosso texto de hoje, podemos observar que essa situação já acontecia nos tempos de Jesus, que adverte seus discípulos e a multidão que o ouvia a não seguir o exemplo proporcionado pelos fariseus e os mestres da lei. Eles ensinavam os princípios dados por Deus e isso era bom e deveria ser seguido, porém não praticavam o que ensinavam. Agiam segundo aquela conhecida máxima “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço.” Além disso, sua motivação era errada. Tudo o que faziam era para serem vistos pelos homens. Viviam de aparências, gostavam dos primeiros lugares e de parecerem pessoas importantes.

Infelizmente podemos encontrar muitas pessoas assim em nossas igrejas. Mas o pior de tudo é quando se tornam um tropeço para pessoas novas na fé, aquelas que querem um relacionamento verdadeiro com Cristo, desejam obedecer aos princípios bíblicos e, ao olharem para estes fariseus, se decepcionam a ponto de alguns até abandonarem a fé.

Jesus diz em Mt 18.6 a qualquer que fizer tropeçar um pequenino que crer nele que seria melhor afogar-se, ou seja, é melhor morrer do que ser tropeço para alguém.

Se você for líder em sua igreja e ensina a Palavra, gostaria de perguntar: você pratica o que tem ensinado?

E se você é uma pessoa nova na fé, continue seguindo a Cristo e guie-se somente pela Palavra de Deus, seguindo os bons exemplos e orando pelos maus. – CTK 

Não deixe que sua decepção com algum cristão o impeça de seguir a Cristo.

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3 de Outubro
Relacionamentos sadios

LEITURA BÍBLICA: Gênesis 23.12-20  O rico domina sobre o pobre: quem toma emprestado é escravo de quem empresta (Pv 22.7).

Depois de lamentar a morte de sua amada esposa, Abraão foi em busca de providências para seu enterro. Embora rico, Abraão não tinha lugar para enterrar seus mortos, pois ele ainda vivia como nômade em terra estranha. É um belo ato de respeito reverenciar a memória de seus entes queridos mortos, e Abraão buscou um meio digno de resolver esse problema. Graças ao bom relacionamento que o patriarca havia mantido com os donos da terra onde peregrinava e o respeito que lhe tinham por sua dedicação ao Deus vivo (veja o versículo 6 do capítulo da leitura de hoje), a questão foi resolvida pacificamente.

Abraão rejeitou a oferta gratuita da terra para a sepultura de Sara. No futuro, os hititas, por terem-na concedido de graça, poderiam julgar-se com direitos a uma terra que lhe seria preciosa por razões emocionais e afetivas. Então, educadamente, insistiu em pagar o preço. Preço e amor andam juntos.

O local é descrito como um lugar bonito. Nem poderia deixar de ser. A beleza do lugar combinava com a beleza de sua esposa. Sua beleza é sempre lembrada com destaque.

Uma das preciosas lições que Abraão nos dá, rejeitando a oferta de gratuidade, é que, quanto maior nossa comunhão com Deus, menos precisamos dos homens. O bom relacionamento com o próximo é consequência de um bom relacionamento com Deus. Quando Abraão visitasse o lugar, desejava relembrar a esposa, não os favores devidos a um homem. Aquele seria o lugar de homenagem exclusiva à sua esposa. É um gesto de carinho que merece consideração em dias tão individualistas como os de hoje. O melhor lugar de guardarmos nossos parentes, família, amigos e vizinhos, é no coração. O coração do homem – dizia um filósofo – é o lugar da sua verdade. – MJT 

Transforme seu coração no lugar em que outros possam habitar.

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2 de Outubro
Você ora?

LEITURA BÍBLICA: Romanos 8.14-16 Porque vocês são filhos, Deus enviou o Espírito de seu Filho ao coração de vocês, e ele clama: “Aba, Pai!”(Gl 4.6)

Quando falo em orar, penso em orar de fato, em espírito e verdade, como dizia Jesus. Existem orações ou rezas simplesmente decoradas. Não são essas a que me refiro. Quando a oração não passa disso, ela não chega a Deus e, portanto, é inútil. Mas como farei para falar com Deus de modo que ele me atenda?

Uma das primeiras orações poderia ser esta: “Pai, mostra-me o teu caminho, quero crer em ti, quero fazer a tua vontade, mas não sei como.” A oração é uma conversa com Deus. Se ele é Pai, e nós os seus filhos, devemos falar com ele como filhos falam aos seus pais. Com confiança e intimidade, com todo o respeito, sabendo que o pai tem coisas boas para dar. Mas não é só pedir. Que tal um filho abraçar o pai e lhe dizer: ”Pai, eu te amo muito!” Será que o pai vai gostar? Certamente. Se você for pai, sabe disso. E você que tem um pai, sabe como falar com ele. Na área espiritual não é diferente, mas há um senão: muitos pensam que são filhos de Deus, mas não são. Filho de Deus é somente aquele que adquire essa condição por meio da fé em Jesus. Ele é o intermediário entre nós e Deus, e sem ele nada conseguiremos (veja João 1.12 e Gálatas l3.26).

Se é assim, torne-se filho de Deus e depois chegue a ele para dizer-lhe (não apenas recitando): “Pai nosso que estás no céu, santificado seja o teu nome, venha o teu reino, seja feita a tua vontade” (Mateus 6.9). Seria um bom princípio de oração.

Todavia, se você ainda não sabe se é filho de Deus ou lhe falta a intimidade, será o caso de orar assim: “Senhor, perdoa os meus pecados e ajuda-me a conhecer-te…!”. A esses Jesus diz: “Peçam, e lhes será dado; busquem, e encontrarão; batam, e a porta lhes será aberta. Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra e àquele que bate a porta será aberta (Mt 7.7-8). – WK 

A oração é a nossa conversa mais importante.

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1° de Outubro
Conhece?

LEITURA BÍBLICA: Salmo 90.10 Lembre-se do seu Criador nos dias da sua juventude, antes que venham os dias difíceis… (Ec 12.1)

Em minha vida pastoral usei muitas vezes o texto da leitura de hoje em visitas a aniversariantes. Mas hoje, quando eu mesmo inicio a vida na casa dos oitenta anos, confesso que este texto começa a ter outro significado. Isto me faz lembrar o amigo Jó, que no final de seus sofrimentos afirmou: “Meus ouvidos já tinham ouvido a teu respeito, mas agora os meus olhos te viram” (Jó 42.5). Jó está dizendo que no passado ele conhecia Deus teoricamente, mas que agora ele o conhece pela experiência. Falar sobre setenta anos ou até sobre oitenta é uma coisa. Viver setenta a oitenta anos é outra. O Salmo 90 é da lavra de Moisés. Provavelmente ele escreveu esta oração quando já havia cruzado a casa dos oitenta anos. O que ele diz neste verso não é profecia, mas experiência. Ele veio a falecer aos cento e vinte anos de idade, e dele se diz: “nem os seus olhos e nem o seu vigor tinham-se enfraquecido” (Dt 34.7). Isso não se pode dizer de nossa geração, muito menos de mim.

A primeira frase no Sl 90.10 soa poética. “Os anos de nossa vida chegam a setenta”. Há um embalo nessa afirmação. Quem ultrapassa essa idade pode considerar-se um abençoado. Já a segunda parte do versículo: “ou oitenta para os que têm mais vigor”, adiciona algo que não é tão poético – fala de uma reserva de energia. Nem todas as pessoas têm esse vigor, essa saúde, essa força. Moisés termina o versículo com uma afirmação que desmente o slogan que diz “terceira idade é a melhor idade”. Veja bem o que ele diz: “São anos difíceis e cheios de sofrimento”. Isso seria coisa da “melhor idade?”

Melhor, segundo o que diz Eclesiastes 12.1, é lembrar-se do seu Criador nos dias da sua juventude, antes que venham os dias difíceis e se aproximem os anos em que você dirá: “Não tenho satisfação neles”. Sugestão: combine essas duas passagens da Bíblia e enriqueça sua vida. – HM 

Experiências com Deus ao longo da vida compensam as debilidades da idade avançada.

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30 de Setembro
União indispensável

LEITURA BÍBLICA: João 15.1-8           Eu sou a videira; vocês são os ramos. Se alguém permanecer em mim e eu nele, esse dará muito fruto; pois sem mim vocês não podem fazer coisa alguma (Jo 15.5).

Dizem que a união faz a força. Em certa ocasião, participei de uma dinâmica em que tínhamos de quebrar um palito de sorvete, depois dois e assim por diante. A certa altura, não era possível quebrar os palitos sem a ajuda de todos os participantes. Aprendi então que “juntos somos mais”.

Do início ao fim da vida precisamos de outras pessoas. Duas se uniram para que pudéssemos ser gerados, e após nossa morte vamos precisar da união de quatro ou mais para carregar o nosso caixão.

Gosto muito deste texto sobre a videira e os ramos em João 15. Ele ensina muito sobre a união e o relacionamento com Jesus. O Senhor foi bem claro: sem ele não podemos fazer nada – e como isso é verdadeiro! O texto mostra que, se permanecermos em Cristo e obedecermos às suas palavras, seremos frutíferos (versículo em destaque) e nossas orações serão atendidas (v 7).

Todos precisam estar ligados a Jesus, pois só assim terão vida nova e eterna com ele. Não estamos falando apenas de unir-se a uma denominação cristã ou filiar-se a um departamento da igreja, mas o que se espera é a união real com Jesus. Esta acontece no dia em que entregamos nossa vida nas mãos de Deus, reconhecendo que desagradamos a ele de várias formas e pedindo seu perdão. Assim, o Espírito Santo de Deus passa a habitar no cristão. Também é preciso entender a importância de estar diariamente unido a Cristo, por meio de oração, leitura da Palavra, obediência e relacionamento íntimo com Deus e com os outros cristãos.

Para frutificar e ter uma vida agradável ao Senhor, essa união é indispensável. Os cristãos são aqueles que decidiram aceitar o convite de Jesus e agora estão unidos com ele. Glória a Deus! – CPV

Somente unidos a Jesus teremos vida verdadeira e frutífera.

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29 de Setembro

Louve a Deus!

LEITURA BÍBLICA: Salmo 103.19-22 Louvem o Senhor, todas as suas criaturas, em todo lugar onde ele reina! Que todo o meu ser te louve, ó Senhor! (Sl 103.22 NTLH)

O texto de hoje nos leva a constatar que Deus é soberano sobre tudo, inclusive sobre o mundo espiritual. Todo este poder inspira o ser humano a louvar a Deus – especialmente aqueles que são conhecedores de sua obra e sabem que seu poder e benefício atingem todo o universo. Por isso, este texto nos ajuda a compreender que no decorrer da história Deus tem revelado sua grandeza e graça, e que seu governo vai além do espaço terrestre. O salmista faz menção à totalidade do domínio divino, incluindo até os anjos. Ou seja, não somente o povo de Israel ou as outras nações são convidados a louvá-lo, mas todos os seres criados por ele (veja o versículo em destaque).

Quem nunca teve alguma pergunta sobre os anjos? Independentemente do que sabemos sobre eles, o texto mostra que os anjos devem se submeter ao Senhor e são chamados a louvá-lo. Ele é poderoso e estabeleceu seu trono dominando sobre tudo – até mesmo sobre os seres celestiais.

O trecho bíblico lido hoje ainda serve de instrução. Ele revela que, assim como os anjos obedecem à voz do Senhor, nós também devemos obedecer a Deus. No v 21 vemos que os servos de Deus são cumpridores de sua missão, executando a vontade divina. Realizam sua missão com alegria, sempre bendizendo ao seu Senhor. Honrar e agradecer a Deus quando desempenhamos nossas tarefas diárias é algo de extrema importância e nisto deve estar nossa satisfação. Tal louvor e gratidão evidenciam a nossa experiência individual com Deus e permitem que anunciemos a todos o poder divino descrito na Bíblia. Quem não tem motivos para louvar e obedecer ao Senhor? Todo aquele que conheceu seu amor e entregou sua vida a Deus tem infinita gratidão a ele. Em meio a tanto poder somos agraciados e ainda podemos participar deste louvor ao único que o merece. – MZK 

Todos são chamados a juntar-se em louvor a este Deus que reina sobre todo o universo!

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28 de Setembro
Inveja

LEITURA BÍBLICA: 1 Samuel 19.1-17 Abençoem aqueles que os perseguem; abençoem, e não os amaldiçoem (Rm 12.14).

A inveja é um mau sentimento ligado às emoções, difícil de ser aceita por quem a possui e de ser diagnosticada pela pessoa que dela é vítima. Ela leva o seu portador a julgar-se acima da lei: são sempre os outros os culpados de seus fracassos. Ao mesmo tempo, o invejoso pensa estar livre de julgamento pelas suas atitudes condenatórias com relação aos outros. O “culpado” por seus fracassos não recebe nenhuma piedade: sobre ele é colocado uma carga enorme de imperfeições.

O invejoso controla todos os movimentos e ações de sua “vítima”. Sabe tudo a respeito dela, mas sempre por meio de outras pessoas. Uma vez que não tem nenhuma simpatia por ela, não deseja se aproximar. Jamais menciona algo positivo sobre tal pessoa: ela tem todos os defeitos e nenhuma virtude. Alimenta sua mágoa sempre que o outro recebe algum tipo de vantagem. Acaba envolvendo outras pessoas em seus ataques, pois tem a necessidade de expor seus sentimentos negativos e precisa de apoiadores para suas reclamações.

Movido pela inveja, Saul preparou armadilhas contra Davi, desconsiderando o sentimento que Jônatas e Mical, seus filhos, tinham por ele. Atacou o escolhido pelo Senhor para sucedê-lo no trono, ignorando que com isso estava confrontando o próprio Deus – foi isso que Moisés afirmou para o rebelde Corá (Nm 16.11). O texto que lemos hoje nos traz um dos personagens mais íntegros da Bíblia: Jônatas. Ao mesmo tempo em que foi um bom filho – e não é fácil agir assim com um invejoso como Saul – foi leal com aquele que seu pai, injustamente, via como inimigo. A amizade entre Jônatas e Davi durou até o fim de suas vidas. Quando teve oportunidade, Davi poupou a vida de Saul porque este era o rei ungido por Deus e também o pai de tão querido amigo.

A melhor maneira de enfrentar a inveja, tanto em você mesmo como a que parte de outros, é temer a Deus e amar ao próximo. – MJT 

Quem tem fé em Deus e está contente com o que tem não tem motivos para sentir inveja.