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27 de Agosto
Relacionamentos

LEITURA BÍBLICA: Atos 2.42-47.    Não deixemos de reunir-nos como igreja, segundo o costume de alguns, mas procuremos encorajar-nos uns aos outros (Hb 10.25a).

Ao convidar uma vizinha para participar do culto em minha comunidade cristã, recebi a seguinte resposta: “Não costumo ir à igreja, mas leio a minha Bíblia em casa”. Infelizmente, parece-me que ela não é a única a viver desta maneira. Conforme o versículo em destaque, percebemos que esta postura já existia quando a carta aos Hebreus foi escrita. De lá para cá esse hábito intensificou-se ainda mais. Contudo, somos exortados a não nos acostumarmos a essa realidade, mas a continuar a reunir-nos como igreja. O texto indicado para leitura nos fala da maneira como viviam os primeiros cristãos. O relacionamento entre eles era muito intenso: “Mantinham-se unidos e tinham tudo em comum” (v 44). Não era algo forçado, pois faziam tudo com alegria e sinceridade de coração. Certamente eles concordavam com o rei Davi: “Como é bom e agradável quando os irmãos convivem em união!” (Sl 133.1).

Infelizmente vivemos num tempo no qual o individualismo é vivenciado com muito mais intensidade do que o relacionamento interpessoal. Isso acontece até mesmo com muitos cristãos. É como diz o ditado: “Cada um por si, Deus por todos”. Contudo, desse individualismo resulta solidão, e esta geralmente traz sofrimento. É verdade que nossa época é bem diferente dos tempos bíblicos, mas o ser humano continua sendo o mesmo e a interação com outros ainda é uma necessidade básica. Por isso, quero motivá-lo, para o seu próprio bem e para a sua felicidade, a não negligenciar esta área de sua vida. Assim como os primeiros cristãos, você precisa conviver com outras pessoas que compartilham a mesma fé. Deixe o comodismo, saia de sua casa e procure outros seguidores de Jesus. Se a Palavra de Deus nos ordena a viver em comunidade e unidos, é por ser essencial para nossa vida. – MP 

Ser cristão implica a busca de relacionamentos saudáveis com as pessoas e com Deus.

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26 de Agosto
Motivação

LEITURA BÍBLICA: Gênesis 26.1-25.  [O Senhor disse a Isaque]: Eu sou o Deus de seu pai Abraão. Não tema, porque estou com você; eu o abençoarei e multiplicarei os seus descendentes por amor ao meu servo Abraão (Gn 26.24).

Ao ler o texto indicado podemos ter a impressão de que a vida de Isaque em Gerar foi fácil. Ele cultivou uma lavoura que logo produziu muito bem; ficou riquíssimo e possuía muitos rebanhos e servos. Mas a prosperidade material acabou lhe trazendo dificuldades. Naquele local era fundamental ter poços com água, e Isaque os tinha. Mas os filisteus que moravam naquela região começaram a invejá-lo e encheram os seus poços de terra. Com isso, Isaque precisou mudar-se e abrir novos poços. Mas sempre que encontrava água aparecia alguém para brigar por causa dela. Contudo, Isaque não desistiu. Quando um poço lhe era tirado, abria outro. Mesmo sofrendo por causa desta situação, ele se mantinha motivado, pois sabia que o Senhor estava com ele.

Você já deve ter encontrado pessoas que agem como Isaque: apesar das dificuldades, não desistem. Mas também deve conhecer muitos pessimistas cujas frases prediletas são: “Não posso”; “É difícil”; “Para mim tudo dá errado”; “É melhor nem tentar”. No entanto, não há motivos para sermos assim, pois o Deus de Abraão e Isaque também é o nosso Deus. A promessa “Não tema, porque eu estou com você” também é válida para nós. Antes de subir ao céu, Jesus disse aos seus discípulos: “Eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos” (Mt 28.20b).

Assim como na vida de Isaque houve dificuldades, em nossa vida elas também existem. Jesus afirmou: “Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo” (Jo 16.33b). Então, se os seus “poços” estão sendo fechados, vá adiante: não desanime, abra novos “poços”. Não tema, pois o Senhor está com você. Ele não permitirá que lhe falte o que você precisa. – MP 

Mesmo nas dificuldades não há motivos para desanimar se o Senhor estiver conosco.

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25 de Agosto
Graça

LEITURA BÍBLICA: Romanos 6.1-7 Nós, os que morremos para o pecado, como podemos continuar vivendo nele?(Rm 6.2b)

Romanos é um dos escritos de Paulo mais profundos em termos de doutrinas bíblicas. O apóstolo ainda não conhecia aquele grupo de cristãos, diferentemente dos destinatários das suas outras cartas, que em sua maioria eram igrejas que ele mesmo havia fundado. Assim, ele faz uma espécie de tratado teológico e doutrinário para os romanos. Ele inicia, nos primeiros três capítulos do livro, falando do problema do ser humano, afirmando que não há um justo sequer e ninguém que faça o bem, pois todos desagradam a Deus e, por isso, estão separados da graça divina (Rm 3.23). Nos capítulos 4 e 5, Paulo apresenta a solução para este problema, dizendo que somos “justificados pela fé [e] temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm 5.1). Facilmente alguém poderia concluir o seguinte: estamos todos separados de Deus e não podemos ter acesso a ele; Cristo resolveu o problema em nosso lugar, pagando o preço pela nossa desobediência; logo, sempre que desagradarmos a Deus, Cristo pode e resolverá o problema para nós. Conclusão lógica: posso desobedecer a Deus o quanto eu quiser, pois quanto mais eu fizer isso, mais a graça divina vai se manifestar!

Conhecendo muito bem o caráter humano, o próprio Paulo lançou a pergunta e prontamente deu a resposta (veja os versículos 1 e 2 da leitura de hoje). Aquele que entrega sua vida a Cristo já morreu e foi sepultado com ele. Nossa velha natureza deve ter sido crucificada, para não sermos mais escravos do que Deus desaprova. Embora o cristão não esteja totalmente livre da tendência ao mal, ele não vive mais na prática do que é errado para Deus, pois Cristo nos dá uma nova vida (v 4). Como Paulo diz em outra carta: “Se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas” (2Co 5.17). Você já tem esta nova vida? Com Cristo, tem vencido a luta contra o que desagrada a Deus? – CK 

A graça de Deus é um presente, mas isso não nos dá o direito de abusar dela!

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24 de Agosto
Sentimentos

LEITURA BÍBLICA: Filipenses 1.3-11  Estou convencido de que aquele que começou boa obra em vocês, vai completá-la até o dia de Cristo Jesus(Fp 1.6).

Nosso cérebro pode nos lembrar de muitas emoções do passado. Podemos recordar boas atitudes que outros tiveram conosco e assim voltar a sentir a alegria que essas boas ações despertaram em nós. No texto de hoje, Paulo afirma que é justo que ele se lembre dos filipenses com alegria e sinta que Deus continuará com seus amigos. Seu afeto não era momentâneo, apenas decorrente da bondade deles, mas resultado de uma escolha do apóstolo, que decidiu carregá-los no coração. Ele também sentia saudade daqueles cristãos, um sentimento elogiável e, no caso de Paulo, ligado à pessoa de Jesus Cristo. Todas essas expressões de carinho estavam relacionadas aos bons sentimentos alimentados por Paulo em relação aos membros da igreja em Filipos. Por isso, ele completa desejando que sejam encontrados irrepreensíveis, perseverando em Cristo até o dia da gloriosa volta do Senhor.

Mas nem todos alimentam bons sentimentos pelos outros. Em Romanos 1.18-32, o mesmo apóstolo descreve até que ponto pode chegar o mau sentimento humano. Ele se torna uma força a governar as ações daqueles que não reconhecem a Deus como Senhor de suas vidas. Sabemos que não podemos deixar de sentir; o máximo que podemos fazer é ignorar o peso dos sentimentos em nossa vida. Para proteger nossos relacionamentos, muitas vezes precisamos aprender a controlar nossas emoções. Certa vez, fui procurado por um casal dividido por um fato seríssimo. Comecei o atendimento solicitando ao marido que trancasse com um forte cadeado qualquer sentimento que o fato viesse a provocar, até que pudéssemos falar a sós. No encontro seguinte, ele se achava bem melhor. Se apenas impedir maus sentimentos já exerce tão boa influência, que dirá alimentar somente bons desejos! Esta é uma bem-aventurada experiência: tentar manter apenas bons sentimentos em nosso coração. – MJT 

Não podemos evitar os sentimentos, mas podemos escolher o que fazer com eles.

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23 de Agosto
Mais crise!

LEITURA BÍBLICA: 1 Samuel 30.1-20  O justo passa por muitas adversidades, mas o Senhor o livra de todas (Sl 34.19).

É comum ouvirmos nas rádios, nos telejornais, no bate-papo entre amigos, nas redes sociais, com os colegas de trabalho e tantos em outros lugares e momentos sobre este assunto: crise. Ela surge nas mais diversas áreas: finanças, ética e moralidade, famílias, princípios e valores e por aí vai. Esta lista ainda poderia crescer bastante. Diante de tudo isso, surge a pergunta: quem nunca passou por crise? Como você se portou diante dela? Tomou alguma atitude, ou simplesmente anunciou: “Mais crise”?

No texto de hoje, vimos que Davi está passando por um momento de crise em sua vida. Depois de três dias de caminhada no retorno para casa, mal entra na cidade, vê tudo destruído e vazio, pois sua família e bens tinham sido levados pelos amalequitas. O desespero toma conta dele e de seus homens, a tal ponto que alguns querem apedrejar-lo. Que aflição! Mas vale a pena observar como ele se portou diante dessa crise. Primeiro, Davi conversou com Deus sobre a situação e obteve uma resposta (v 8). Em segundo lugar, ele partiu para alcançar seu objetivo. Não ficou parado, só lamentando (v 9). Em terceiro lugar, Davi aproveitou a ajuda que Deus mandou (vs 11, 15-16) e por fim conquistou de volta tudo o que era seu (vs 18-19).

Como nós reagimos diante de crises? Ficamos lamentando e chorando? Procuramos um culpado, acusando-o com palavras, gestos, atitudes que não levam a solução nenhuma? O exemplo de Davi vale também para nós. Em vez de seguir o costume comum de contar tudo para os outros, menos para Deus, podemos nos dirigir diretamente ao Senhor. Ele tem respostas para os nossos problemas e nos faz caminhar na direção da solução. Aja! Saia do lugar. Conte com a providência divina e no momento certo, a crise vai se resolver. É como diz certa canção: “Essa nuvem é passageira, logo vai passar”. – KCB

A melhor ajuda na crise é aquela que vem de Deus.

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22 de Agosto
E daí?

LEITURA BÍBLICA: Tiago 1.19-27  Você crê que existe um só Deus? Muito bem! Até mesmo os demônios creem – e tremem! (Tg 2.19)

E daí? Pergunta malcriada, mas poucas são tão importantes. Talvez alguns filhos que dizem “eu te amo” a suas mães deveriam ouvir um “e daí?” como resposta, isto é: “Suas ações dizem que não se importa”. Já imaginou que grande lista de “e daís” poderíamos fazer?

O versículo em destaque faz parte de um contexto no qual fica claro que Tiago estava muito incomodado com pessoas que falavam muito, mas não viviam coerentemente com o que diziam; tinham uma “religião”, diziam ser discípulos de Jesus, mas viviam como se não fossem. Há pouco tempo li a respeito de um traficante que dizia: “Deus está comigo e vai me abençoar! Eu sempre recebo pastores em minha casa para fazer orações”. Cabe ou não um sonoro “e daí”?

Mas nem só de traficantes vive a religiosidade vazia, aquele sentimento de que é possível fazer barganhas com a Divindade. Aplica-se também àquele que teve a infeliz ideia de transformar o relacionamento com Deus em um compartimento isolado da vida; assim, parece ser possível crer (ou “ser salvo”, como se diz no jargão religioso) e ao mesmo tempo viver uma vida mais ou menos incoerente.

Creio no que Paulo diz em Efésios 2.8,9: somos salvos pela graça e as nossas obras são insuficientes para nos tornar aceitáveis a Deus. Reconheço que jamais conseguiria ter méritos suficientes para comparecer perante o meu Criador; por isto sou e serei eternamente grato a Jesus. Mas sei que esta graça (bondade de Deus para comigo, mesmo sem que eu mereça) tem um efeito transformador, fez e faz tudo novo. Jesus chamou esta transformação de “novo nascimento”, e Paulo diz que quem está em Cristo se torna parte da nova criação, as coisas antigas já se foram.

Creio? Sou seguidor de Jesus? Proclamo que vivo na esperança da volta dele? Então preciso perguntar diariamente a mim mesmo: e daí? – MHJ 

Que Deus me livre de me acomodar na fé que digo ter sem produzir frutos condizentes com ela.

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21 de Agosto
Reencontros familiares

LEITURA BÍBLICA: Gênesis 46.1-34 Ouça, meu filho, a instrução de seu pai e não despreze o ensino de sua mãe (Pv 1.8).

Em certo momento da vida de nossa família, passamos alguns dias separados uns dos outros devido a algumas doenças. Nosso filho reclamou e desabafou: “Quando nossa família vai poder estar reunida de novo”?

Uma família dividida não parece ser realmente família. Sinônimos de família poderiam ser: união, amor, fortaleza, alegria. Deus criou a família para ser unida. Homem, mulher e filhos vivendo em harmonia! Esta deveria ser e é a base mais constante e potente de uma sociedade. Deveria ser também a base pessoal do cotidiano, o porto seguro das pessoas, onde elas vivem, se multiplicam, se ajudam e se amam.

Jacó teve uma grande família e uma grande história. José, seu filho preferido, viveu longe da sua família por anos a fio e, mesmo várias vezes injustiçado, deixou que o perdão e o amor fossem mais fortes do que sentimentos de vingança e ira. Pai e filho se reencontraram e, no fim da história, toda a linhagem familiar acabou salva de morrer de fome, voltando a unir-se por meio do amor.

Você e eu também podemos criar para a história da nossa família um final feliz, longe dos contos de fada, mas real: se deixarmos que o amor e o perdão governem as nossas atitudes em relação aos nossos familiares. Se você tiver problemas na sua família, não permita que a desavença tome conta, mas proceda com amor, cultivando a paz com todos. Percebo que às vezes posses materiais são motivo de discórdia e divisões de herança são motivo para ciúme. Faça como José: resolva seus problemas familiares com perdão e amor, promovendo a união de sua família e um reencontro inesquecível. Será bom para toda a família, além de trazer segurança para todos os seus membros. – ACS/VS 

Buscar a união da família deveria ser um dos nossos principais esforços

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20 de Agosto
Rejeitado

LEITURA BÍBLICA: Juízes 11.1-40  Jefté, o gileadita, era um guerreiro valente. Sua mãe era uma prostituta (Jz 11.1a).

Tenho um parente que se candidatou a um cargo político. Durante a campanha eleitoral, fez de tudo para conquistar os eleitores. É bem verdade que ele não era tão conhecido quanto o campeão de votos, cujo lema era “pior que tá não fica”, mas ele possuía uma família numerosa de eleitores. Enfim, após a apuração dos votos, qual não foi a surpresa: ele recebeu 1 (um único) voto. Nenhum irmão votou nele, nem a esposa, partindo-se da suposição que o único voto seja o dele próprio. Que situação, foi rejeitado por todos!

Semelhantemente, o texto de hoje nos apresenta Jefté, um homem valente, que chefiou um grupo de foragidos e levianos. Ele foi rejeitado por seus irmãos por parte de pai, devido ao fato de ser filho ilegítimo, bem como por sua mãe ser uma prostituta. No entanto, mesmo rejeitado, ele acabou sendo chamado para ser líder. O valente Jefté foi um homem que soube aproveitar as oportunidades. Você tem aproveitado as oportunidades concedidas pelo Senhor?

Assim, Jefté derrotou completamente os amonitas, feriu os efraimitas e julgou Israel por seis anos, sendo incluído no grupo de heróis da fé (Hb 11.32).

Precisamos aprender com o rejeitado mas valente Jefté. Conforme o texto bíblico, ele confiava no Senhor que cumpria as promessas (v 9), tentava resolver os conflitos diplomaticamente (v 12) e agia com prudência e sabedoria (v 14).

Jefté provou ser um homem de fé, de palavra e de ação, apesar de ter sido rejeitado por todos. Existem também pessoas rejeitadas na família cristã por causa de preconceitos e costumes da sociedade, da vizinhança ou mesmo de igrejas. O próprio Cristo foi rejeitado.

Querido amigo, deixe Deus mudar a sua vida. O seu passado não é obstáculo para que Deus a transforme. Depois seja valente, faça como Jefté e supere a barreira da rejeição! – DMS 

Jesus convida e aceita todos – e nenhuma rejeição é maior que esse convite!

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19 de Agosto
Impuro?

LEITURA BÍBLICA: Isaías 6.1-8.      Sou um homem de lábios impuros (Is 6.5a).

Vim de Minas em 1972; estava acostumado a ouvir, em rodinhas masculinas, algumas palavras impuras, mas quando havia mulheres por perto, os rapazes respeitavam-nas e não proferiam nem sequer os palavrões chamados leves. No novo domicílio as moças é que mais usavam palavras torpes, o que me deixou surpreso! Decorridos quase 40 anos, percebemos que a linguagem obscena já está arraigada na prosa popular em geral; somente em ambientes mais formais e em reuniões na igreja é que a linguagem é respeitosa.

O texto bíblico de hoje mostra que, cerca de 700 anos antes de Cristo, há 2.700 anos, os lábios já eram impuros, como dizia Isaías. Mas ele complementa que os seus olhos viram o Rei, Senhor dos Exércitos; e que um dos serafins tocou os seus lábios com uma brasa viva e a sua culpa foi removida e perdoado o seu pecado. Naquele momento o Senhor disse: “Quem enviarei, quem irá por nós?” Isaías respondeu: “Eis-me aqui, envia-me!” (v 8). Agora o que ele diria teria valor.

O palavrão não é um mau hábito desta nossa geração; vem de longa data, embora, ressalvamos, há pouco tempo poupava os ouvidos femininos. Isso faz-nos lembrar que a Bíblia afirma que “todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus” (Rm 3.23); sim, “não há ninguém que faça o bem” (Sl 14.3).

Carecemos ser tocados por Jesus como Isaías o foi, para que nossos lábios, nossos pensamentos, nossa vida sejam convertidos a Jesus; porque “se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas (pecados) já passaram; eis que surgiram coisas novas” (2Co 5.17).

Deus nos fala através de Paulo: “Nenhuma palavra torpe saia da boca de vocês…” (Ef 4.29a); e Jesus disse: “A boca fala do que está cheio o coração” (Lc 6.45b). O verdadeiro cristão também se identifica por aquilo que diz e como fala – coisas boas, santas, construtivas e verdadeiras, que edificam a vida do próximo. – ETA 

Não somos perfeitos, mas devemos buscar a perfeição – e cuidar do que se fala é um bom começo.

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18 de Agosto
Amigo de Deus

LEITURA BÍBLICA: Gênesis 18.1-15   Eu sou o Senhor, o Deus de toda a humanidade. Há alguma coisa difícil demais para mim? (Jr 32.27)

Abraão confiava no Senhor a tal ponto que foi um dos poucos personagens bíblicos descritos como “amigo de Deus” (Tg 2.23). No texto de hoje, vemos que ele recebeu a visita de homens especiais, enviados pelo próprio Senhor. Ele os viu enquanto estava descansando devido ao calor do dia e recebeu-os muito bem. Abraão seguiu a lei de hospitalidade da época: quando viu estes visitantes viajando debaixo do calor do sol, não teve dúvidas e agiu com muita cortesia.

Imagine o que pensou Abraão quando aqueles desconhecidos lhe falaram que ele seria pai! Ele devia estar aguardando este anúncio desde que o Senhor lhe prometera que dele surgiria uma grande nação. Mas isso já começava a parecer impossível, devido à idade dele e de sua esposa. Esta notícia suscitou o riso de Sara – mas depois ela sentiu medo, quando percebeu que estavam diante de alguém muito especial. A reação de Sara também nos conduz à compreensão do poder de Deus e de que nada é difícil para ele, pois ele é o Senhor de tudo.

Dos amigos esperamos confiança, pois podemos abrir nosso coração para eles. Mas às vezes também duvidamos deles, quando falam algo que nos parece improvável. Sara e Abraão pensavam que não poderiam ser pais por causa da idade avançada. Entretanto, eles aprenderam que aqueles que têm o Senhor por amigo podem confiar que as promessas dele se cumprirão, ainda que aos olhos humanos pareçam impossíveis. Este episódio da vida de Abraão nos ensina que confiar e ser amigo de Deus é também considerar seu poder ilimitado e não tentar racionalizar suas promessas, apenas viver confiando que elas se cumprirão. É o amor deste Amigo que faz com que sua graça nos atinja até mesmo quando dele duvidamos. – MZK 

Deus responde aos seus amigos. Conte com isso!