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A única saída
LEITURA BÍBLICA:  Amós 5.1-6
O Senhor [disse] à nação de Israel: Busquem-me e terão vida (Am 5.4).

Vivemos numa época de muitas aflições e circunstâncias adversas. Muitos países têm dificuldades econômicas ou estão seriamente corrompidos, e os costumes tornam-se cada vez mais permissivos. O ser humano, não raras vezes, é tratado como se fosse um animal. A inquietação alcança todos os povos – uns por causa do desemprego e da pobreza, outros pelas repetidas tragédias naturais e pela fome, ou ainda devido à violência. Que fazer?

No texto que lemos hoje, vemos que a situação de Israel não era muito diferente da vivida pela sociedade atual. Muitos não queriam ter um relacionamento com Deus nem obedecer às suas leis. Mas Deus estava ciente de tudo o que acontecia e continuava interessado em seu povo. Diante do castigo iminente, ele ainda oferece mais uma chance aos israelitas (suas palavras estão registradas no versículo em destaque). Ainda havia uma saída!

Da mesma forma que aquele povo, as pessoas que vivem hoje como se Deus não existisse pensam que estão em boa situação. Porém, se elas não se arrependerem e buscarem ao Senhor, seu fim será desastroso. Quando o castigo resultante da desobediência a Deus vier, não haverá ninguém que possa ajudar (veja o final do v 6). Observe a história da humanidade e veja o fim que tiveram muitos personagens poderosos mas que não buscaram a Deus enquanto viviam. Ocupavam postos de grande importância, mas na hora de suas mortes aqueles que os cercavam nada puderam fazer. Certa vez visitei dois rapazes num hospital. Eles estavam muito doentes, já em fase terminal. Pude orar por eles e falar do grande amor de Deus ao enviar Jesus Cristo para morrer numa cruz em nosso lugar e, com isso, nos dar vida eterna. Mesmo vivendo dias tão difíceis, eles compreenderam que ainda havia uma saída: buscar ao Senhor. Faça o mesmo e encontre a vida verdadeira em Jesus! – MJT 

Quem busca ao Senhor recebe dele a vida completa agora e na eternidade.

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Decisão

LEITURA BÍBLICA:  Romanos 2.9-10

O que importa é ser uma nova criação(Gl 6.15b).

Diariamente, temos de fazer escolhas – algumas por nossa própria vontade, outras devido às circunstâncias da vida. Muitas destas escolhas são bastante fáceis (roupa, comida, opções de lazer), outras são mais complexas e podem definir os rumos de nossa vida: a profissão, com quem vamos casar, onde vamos investir…

Há uma decisão que é mais importante do que todas as outras: é vital. Infelizmente, nem sempre é percebida como tal. Só há duas formas de viver em relação a Deus: com ou sem ele. Não há como “ficar em cima do muro”. Acreditar em Deus e até “simpatizar” com ele, mas sem entregar a ele o controle sobre a nossa vida, é a mesma coisa que viver sem ele.

No texto de hoje, as duas opções de vida estão bem expostas. Quem é mau, ou seja, vive sem Deus, um dia sofrerá – se não for aqui, durante a vida, será no inferno. Já quem pratica o bem receberá sua recompensa ainda em vida (mas talvez não da forma que as pessoas esperam) e também na eternidade. Mas apenas ser “bonzinho” e fazer boas ações não basta (Ef 2.8,9). Para ter vida completa agora e eterna no céu, é preciso seguir Jesus e entregar a vida a ele.

Esta decisão – e todos os benefícios que ela traz – é pessoal e intransferível. Apenas eu posso tomá-la; ela não é resultado automático de meus hábitos religiosos nem da crença de minha família. Assim como apenas estar na escola não garante o aprendizado, a simples frequência a uma igreja não nos torna cristãos. É algo totalmente individual, que não posso passar adiante a ninguém. A escolha é também urgente, pois não sabemos o que nos acontecerá ou quando Jesus voltará.

A decisão mais importante de nossas vidas não determina apenas como seremos enquanto vivermos – Deus nos transforma em uma nova criação (versículo em destaque) e nos dá vida completa ao seu lado – mas também o que acontecerá conosco após a morte. Pensando nisso, pergunto: você já fez sua escolha? – VWR 

Escolher a vida com Deus não é um sacrifício: é a melhor decisão que você pode tomar!

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Persistir
LEITURA BÍBLICA:  2 Reis 5.1-14
Seja fiel até a morte, e eu lhe darei a coroa da vida (Ap 2.10b).

Certa vez fui a um médico por causa de alguns incômodos que vinha sentindo. Ele me receitou certo antibiótico e mandou-me tomá-lo por sete dias consecutivos, sem interrupções. Tomei a medicação por três dias e parei o tratamento, voltando a ele reclamando que não tinha melhorado. Ele se assustou e me perguntou se eu tinha tomado o remédio direito. Respondi que não, porque não estava sentindo melhoras. O médico me advertiu, dizendo que eu não deveria parar o tratamento por minha conta, pois poderia acabar prejudicando minha saúde. Se depois do prazo estabelecido por ele não houvesse melhoras, teria de aumentar a dose e o tempo do uso do medicamento, ou trocar de remédio. Voltei a tomar o mesmo remédio corretamente, e no sexto dia já me sentia bem melhor.

Muitas vezes a ansiedade atrapalha nossos objetivos porque queremos a resposta imediatamente, mas frequentemente não é assim que funciona: temos de ser persistentes.

No texto de hoje lemos a história maravilhosa da cura de um oficial portador de lepra. O Senhor usou o profeta Eliseu para curá-lo, mandando-o mergulhar sete vezes no rio Jordão. Ele obedeceu e foi curado da doença. É claro que o principal na atitude dele foi a humildade com que recebeu aquela instrução nada simpática. Foi difícil, tanto que no primeiro momento ele se revoltou contra aquilo. Entretanto, sua persistência também foi importante. Já imaginou se ele imergisse na água somente seis vezes? Nossa obediência às instruções de Deus precisa ser completa ou nada valerá. A persistência – ou fidelidade – é um elemento importante para vencer nossos obstáculos e não parar no meio do caminho. Imagino que muitas vezes Deus nos força a “mergulhar” mais vezes para não nos acomodarmos e também para exercitarmos a nossa fé. – ETS 

Como chegar ao alvo se desistirmos no meio do caminho?

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Esmola

LEITURA BÍBLICA:  Atos 3.1-10

[O Senhor] é capaz de fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos, de acordo com o seu poder que atua em nós(Ef 3.20).

Certa vez, orei a Deus por meu futuro marido, pedindo que ele fosse um cristão fiel e espiritualmente maduro. Observando os rumos que minha vida tomava, este parecia ser um pedido segundo a vontade de Deus. Pouco tempo depois, conheci um rapaz que chamou minha atenção. Começamos a namorar dois meses depois de ele entregar sua vida a Cristo, e mais tarde nos casamos. Deus foi bondoso e atendeu meu pedido – em parte: meu marido é um cristão fiel e dedicado ao Senhor. Ao mesmo tempo, foi bom acompanhar seu crescimento na fé e aprender com ele sobre a vida com Deus. O Senhor não deu exatamente o que eu pedi, mas seu presente foi, com certeza, muito melhor!

Lembrei disso ao ler o texto de hoje. O aleijado pediu apenas uma esmola, mas recebeu algo muito melhor: a cura. Com certeza, a ajuda financeira era importante para ele, já que sua deficiência física o impedia de trabalhar e ele dependia dos outros para sobreviver. Se Pedro e João tivessem lhe dado algumas moedas, ele ficaria satisfeito. Eles não fizeram o que o homem esperava, mas lhe deram algo muito mais precioso. Por meio deles, Deus curou o aleijado. Se ele tivesse recebido apenas a esmola que pedira, não teria desfrutado a nova vida que lhe foi dada. Agradecido, passou a adorar a Deus e demonstrava a todos sua felicidade.

Muitas vezes, pedimos ao Pai algo que pensamos ser muito importante e necessário, esquecendo que os planos dele são sempre melhores que nossos projetos imperfeitos. Às vezes, ele dá o que pedimos, conforme sua vontade e propósito. Porém, não devemos reclamar se ele não fizer isso. Como diz o versículo em destaque, Deus pode fazer infinitamente mais do que esperamos. Ele nos dá o que realmente precisamos e nos surpreende com sua imensa bondade e generosidade. – VWR

A esmola ajuda no momento, mas o que Deus dá transforma nossa vida.

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Exultação

LEITURA BÍBLICA:  Filipenses 1.19-26 Que, pela minha presença, outra vez a exultação de vocês em Cristo Jesus transborde por minha causa (Fp 1.26).

O apóstolo Paulo estava exultante. Exultação é uma mistura de alegria, celebração, talvez orgulho… Se vivesse hoje, Paulo seria um tipo raro de cidadão. Substituídos por toda sorte de bugigangas tecnológicas, nós estamos mais para depressão que para exultação. Vivemos ouvindo profecias catastróficas e vendo realidades assustadoras, e assim nos sentimos inseguros no mundo que nos cerca. Vejamos agora a situação daquele cidadão raro chamado Paulo. Estava preso. O enviado da igreja de Filipos que lhe trouxera ajuda material, quase morreu. Sua crise era profunda. Morrer era lucro, chegou a dizer. Contudo, transbordava de alegria e gratidão por aquela primeira igreja que fundara na região macedônica. Como explicar isso?

Vamos tentar. Paulo fora perseguidor da igreja. Para ele, aqueles seguidores de um condenado que morrera crucificado eram um bando de hereges que nada mais mereciam senão a morte. Pois bem, de repente descobriu que esse condenado estava vivo quando lhe apareceu ao meio dia em uma luz muito mais forte que a do sol. Foi informado então de que perseguir esses que julgava hereges era perseguir a Ele, o ressuscitado. Agora seria de esperar a morte, mas, ao invés disso, foi investido da mais importante das missões na terra. Daí em diante passaria por sofrimentos, perseguição, chicotadas, mas, por dentro, exultava de alegria, mesmo preso e à beira da morte porque Jesus, em vez de vingar-se dele, renovara sua vida.

Agora uma pergunta: por que não exultamos de alegria como Paulo? Talvez porque não tenhamos uma boa noção da desgraça da qual Jesus nos salvou. Somos otimistas sobre nós mesmos e esquecemos de onde Cristo, com sua morte, nos tirou. Se você se aperceber disso, também exultará em Cristo e verá o poder da exultação! – MJT


Vida de verdade é aquela restaurada por Cristo, a despeito de qualquer circunstância.

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Sustentado
LEITURA BÍBLICA:  Isaías 46.1-4
Aqueles que esperam no Senhor renovam as suas forças (Is 40.31a).

Um cristão orava por direção divina depois de ser convidado a lecionar num curso de teologia. Acontece que se recuperava de um problema cardíaco e tinha de considerar bem se poderia assumir outra responsabilidade além do seu trabalho normal. Buscou o Senhor e recebeu uma palavra do texto de hoje: “Eu (Deus) os fiz e eu os levarei; eu os sustentarei” (v 4b). Em paz aceitou o convite e nada sofreu do serviço extra. Assim, uma profecia de tantos séculos atrás serviu em data recente.

Israel, tentado a duvidar e a adotar os deuses estrangeiros, recebeu um alento a tempo. Na verdade, a Babilônia era poderosa, mas seus ídolos eram impotentes. Deus tinha amplo poder para sustentar seu povo, gerado por ele mesmo pela promessa feita a Abraão (Gn 12). Comparou Israel a uma criança sem força, mas, como seu pai, Deus velaria por ela até o fim.

Ao ler o mesmo texto, um jovem cristão ainda inexperiente animou-se quando entendeu que Deus realmente tem poder para levá-lo seguro ao longo da vida. Lembrou-se de ter lido: “Cristo salva, mas guarda também!” Você também pode encarar as suas provações sustentado pela fé na Palavra de Deus, com a garantia de que Deus cuidará da sua vida. Confie só nele e não em você. Confesse que é incapaz de resolver seus problemas sem o poder de Deus. Creia que suas forças serão renovadas todos os dias, como afirma o versículo em destaque. Diante de problemas, há quem clame: “Valha-me Deus!”, sem realmente crer de coração. Mas diga como Davi: “Certamente Deus é o meu auxílio; é o Senhor que me sustém” (Sl 54.4), e também como Pedro: “Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras de vida eterna” (Jo 6.68). Do Senhor você receberá a coragem para viver para ele em casa, no trabalho, no seu dia a dia. Por fim, lembre-se do convite de Cristo: “Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso” (Mt 11.28). – TL


Sustentados pelo poder de Deus podemos enfrentar as situações da vida.

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Soldado
LEITURA BÍBLICA:  2 Timóteo 2.1-4
[Corramos com] os olhos fitos em Jesus, autor e consumador da nossa fé
(Hb 12.2a).

Espalhados pelo Brasil, há vários quartéis onde os jovens alistados e escolhidos pelo Exército vão para, com disciplina rígida e muitos exercícios, serem treinados na defesa de uma causa: a segurança do nosso país. Paulo usa essa ideia para dizer que os seguidores de Jesus devem agir como soldados, que não se deixam distrair com coisas do dia a dia por estarem totalmente dedicados ao seu objetivo principal. A comparação é boa, pois o cristão enfrenta uma guerra bem real: por um lado, ele quer agradar a Deus, por outro lado, Satanás faz de tudo para derrubá-lo e destruí-lo.

O soldado precisa deixar de lado seus próprios interesses e aprender a trabalhar em equipe, ajudando e sendo ajudado, pois sozinho não conseguirá nada. Da mesma forma, o seguidor de Jesus precisa de companheiros que tenham o mesmo objetivo. O velho ditado “a união faz a força” também vale para aqueles que têm um compromisso com Jesus. Neste “batalhão”, um dá cobertura ao outro, e todos juntos, cada qual em sua função, colaboram para alcançar o mesmo objetivo.

O soldado precisa enfrentar provas duras, para ficar mais forte para o combate. Da mesma forma, o cristão não passa por dificuldades e testes para ser prejudicado, mas para fortalecer seus “músculos” espirituais e manter-se sempre alerta e preparado. Também é preciso lembrar que nossos sofrimentos não chegam nem perto do que Jesus Cristo sofreu inocentemente por nós.

O objetivo do soldado é diferente daquele do cidadão comum, que tem apenas obrigações com a vida civil. O soldado defende uma causa muito maior. Seu desejo é cumprir bem a sua missão e agradar a seu comandante, que o direciona, treina e capacita. Deus deseja ser o nosso comandante. Nós só precisamos nos apresentar como voluntários. Então ele assumirá o comando e o nosso principal objetivo passa a ser agradá-lo. – IG


Na luta da vida diária, só quem escolhe Deus como comandante pode ter certeza absoluta da vitória.

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Um perigo atual
LEITURA BÍBLICA:  Tiago 5.1-7
Portanto, irmãos, sejam pacientes até a vinda do Senhor. Vejam como o agricultor aguarda que a terra produza a preciosa colheita e como espera com paciência até virem as chuvas do outono e da primavera (Tg 5.7).

O cristianismo é muito prático, como percebemos no livro de Tiago. Muitas vezes nos concentramos na parte teórica e esquecemos de aplicar na vida real aquilo que aprendemos. Mas, quando Jesus voltar, o julgamento avaliará os resultados da nossa vida: serão do tipo que enferruja e perde seu valor ou do tipo que é lembrado para sempre?

Um dos aspectos práticos tratados por Tiago é a ânsia por bens materiais. Esse é um perigo muito atual diante do consumismo contagiante da nossa sociedade. O custo das riquezas pode ser invisível aos olhos: saúde prejudicada, famílias quebradas, trabalhadores enganados. Tiago nos adverte para o dia do acerto de contas com Deus: este será o momento da verdade, em que Deus mostrará o resultado real das nossas ações. Nenhum dos tesouros ajuntados aqui nos será útil quando estivermos diante do trono de Deus. A condenação para a injustiça e a luxúria é certa. Veja bem: Tiago não condena a riqueza em si. Ele alerta para os meios usados para acumulá-las: fraude (v.4), ganância e violência (v 6). E também nos alerta para o fato de que as riquezas são passageiras e não trazem felicidade real.

Em vez de tentar juntar os bens desejados a todo custo, Tiago recomenda que tenhamos paciência (versículo em destaque). O agricultor não tem como apressar o crescimento e a colheita e por isso se dedica a cuidar da plantação. Assim, ele faz sua parte para que o resultado final – a colheita – seja o melhor possível. Como o fruto desejado pelo cristão é mais pessoas entregando sua vida a Jesus, a nossa parte no trabalho pode incluir: demonstrar amor, contar de Jesus, ajudar os carentes… é só ficar de olho nas necessidades à sua volta. – MJT


O melhor fruto do cristão não é aquilo que enferruja, mas aquilo que é eterno.

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Para todos

LEITURA BÍBLICA:  Atos 16.22-34

Agora percebo verdadeiramente que Deus não trata as pessoas com parcialidade, mas de todas as nações aceita todo aquele que o teme e faz o que é justo (At 10.34-35).

Os capítulos 15 a 18 de Atos narram o roteiro que Paulo percorreu na sua segunda viagem missionária. Acompanhado por Silas e depois também por Lucas e Timóteo, visitou muitas cidades da Ásia Menor (hoje Turquia) e da Europa, a fim de falar de Jesus às pessoas. Por alguns anos foram de cidade em cidade fortalecendo as igrejas existentes e também fundando novas.

Eles aproveitavam todas as chances que tinham para anunciar a mensagem cristã. Falavam com judeus, gregos e romanos, homens e mulheres, ricos e escravos. Em muitos lugares foram bem recebidos, mas também enfrentaram muitas dificuldades. No texto de hoje, lemos que foram até açoitados e jogados na prisão. Apesar das dores e do desconforto, também ali oraram e louvaram a Deus, pois os outros presos estavam ouvindo! Diante de tanta vontade de pregar, teria sido lógico que corressem para a liberdade quando o terremoto abriu as portas e soltou as correntes. Por não fazerem isso, acabaram tendo a chance de falar de Cristo também ao carcereiro e à sua família. Nem sempre tinha sido assim. No começo, os seguidores de Jesus achavam que Deus só amava os judeus, o povo que tinha escolhido para si. As leis judaicas exigiam que eles se mantivessem separados dos outros povos. Mas, depois de Jesus subir ao céu e mandar o Espírito Santo para ensinar e fortalecer seus discípulos, esse entendimento mudou. O versículo em destaque mostra o momento em que a “ficha caiu” para os cristãos judeus: Deus ama a todos! Quem somos nós, então, para escolher a quem falar de Jesus?

A mensagem do amor de Deus e da sua vontade de ter um relacionamento pessoal com o ser humano é universal: vale para todos, em qualquer lugar, época, condição social e intelectual, origem, sexo, idade, cor e tamanho, ou seja: vale para você. – DK


Obrigado, Senhor, por não discriminar ninguém: por isso eu posso me aproximar de ti!

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Crise existencial

LEITURA BÍBLICA:  Salmo 6.1-10O Senhor ouviu a minha súplica; o Senhor aceitou a minha oração (Sl 6.9).

Ao ler as Escrituras, podemos surpreender-nos ao perceber que os homens de Deus do passado também eram pessoas comuns. Tendemos a criar uma auréola em torno deles, como vemos nos quadros da Idade Média, e passamos a vê-los como habitantes de outra esfera. A leitura de hoje nos mostra a realidade.

Nos seus três primeiros versos observamos o salmista debatendo-se com uma grave crise espiritual. Menciona temer o castigo, desabafa sua dor íntima, seu sentimento de derrota, e lamenta a demora em ser ouvido. A crise é tão profunda que teme não haver tempo de restauração. Parece-me que Davi, o autor, embora músico, não entoaria aquele cântico que diz “sempre sorrindo, mesmo quando não dá”. Essa ideia de que somos criaturas inatingíveis pelo mal humilha os demais. Uma crise existencial por vezes nos leva a assumir nossa humanidade, e com isso crescemos em direção à maturidade.

Outro ensino que Davi nos transmite é que temos dois tipos de inimigo: os outros e nós mesmos. A dor moral expressa no verso 3 é experiência vivida por muitos. Entretanto, depois o autor revela a gloriosa experiência que só quem anda com Deus vivencia. “Ele ouviu a minha súplica, aceitou a minha oração”.

Vejam o curso do salmo: Davi começa lidando com a derrota, confessa sua crise, revela seu quebrantamento, diagnostica o problema, busca o Senhor em oração, celebra a sua vitória. Que ensino nos traz este salmo? Se temos o recurso da graça do Senhor ao nosso dispor, todas as vezes que recorrermos a ela sairemos vitoriosos. O cristão é ou não um ser privilegiado? Com certeza é! A propósito, você é cristão? – MJT

 

Crises e derrotas são parte da vida, mas a graça de Deus sempre é maior.