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Conduta no falar

Leitura Bíblica: Mateus 12.33-37
Os homens haverão de dar conta de toda palavra inútil que tiverem falado (Mt 12.36).

Você já se viu em apuros por ter dito algo que não devia, e depois ser confrontado com isso? Aí teve de se explicar, dizendo que não era bem isso que quis dizer, mas o fato é que já tinha dito.
O apóstolo Paulo escreveu o seguinte acerca do nosso falar: “Nenhuma palavra torpe saia da boca de vocês, mas apenas a que for boa para edificar os outros, conforme a necessidade, para que conceda graça aos que ouvem” (Ef 4.29).
Mais grave ainda é o que Senhor Jesus Cristo diz no texto da leitura bíblica de hoje: que no dia do juízo precisaremos prestar contas de toda palavra inútil que proferimos, e que nossas palavras poderão condenar-nos.
Assim sendo, o que é que você anda falando por aí? O problema é que costumamos nem sempre falar bem dos outros, especialmente das pessoas investidas de autoridade, tais como pais, professores, patrões e pastores. Não se esqueça então da advertência que acabou de ler, e cuide daquilo que fala!
Qual tem sido, então, a sua conduta ao falar? No mesmo texto, o Senhor Jesus Cristo disse também que a boca fala do que está cheio o coração. Assim, para que tenha valor aquilo que você diz, é preciso que venha de uma mente preenchida com os valores de Deus, que Jesus nos expôs. Lembrando mais uma vez o apóstolo Paulo, ele traduziu bem essas noções quando disse: “Finalmente, irmãos, tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas” (Fp 4.8). – MM

A mente cheia de coisas boas é a condição para ter boa conduta no falar.

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Dois convites

Leitura Bíblica: Provérbios 9.1-18
O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo é entendimento (Pv 9.10).

O livro de Provérbios apresenta os argumentos que recomendam aos humanos o temor do Senhor. Esses argumentos sempre aparecem através de antíteses, ou seja, o confronto de duas afirmações opostas. O bem e o mal caminham lado a lado, e cabe ao homem escolher. No final, a escolha feita sempre terá seu resultado, que comprova o que se afirmou. Para escolhas ruins, finais ruins. Escolhas boas, finais bons.
Seguindo esse esquema, o capítulo lido hoje apresenta dois convites: um da sabedoria e o outro da loucura. Aquele que aceita o convite da sabedoria experimenta seu bom resultado e fica ansioso para transmitir aos outros a sua experiência, mas corre o risco de ser mal entendido. Por isso recebe conselhos sobre como transmitir sua experiência.
O texto lembra a conversa de Jesus com Nicodemos em João capítulo 3 (confira). Como fariseu, Nicodemos se achava um santo, e quando é instado ao arrependimento, começa a fazer perguntas evasivas. Jesus foi direto ao assunto, mas ao invés de encarar as evidências, Nicodemos tenta contorná-las levantando outras questões.
O segundo convite presente neste texto parece vir de uma casa de prostituição, mas vale também para outros tipos de corrupção. No fundo, adultério, roubo e traição são a mesma coisa: o abuso da confiança do nosso próximo. Quando observamos o que acontece com os que aceitam tal convite, a oferta da doçura da água roubada parece verdadeira, mas na Bíblia pecado e morte são sinônimos – ela aponta para o resultado final, a morte. Ao contrário disso, o versículo em destaque mostra-nos que o temor do Senhor é a chave que abre a porta da boa escolha. – MJT

Lembre-se: o desafio da escolha estará sempre presente no nosso dia a dia.

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Não temas

Leitura Bíblica: Romanos 8.28-39
Quem fará alguma acusação contra os escolhidos de Deus? (Rm 8.33).

Como cristãos nada devemos temer, porque o Senhor está conosco. “Não temas” é o que ele diz aos que aceitam uma missão em seu nome (Gn 15.1; Gn 26.24; Dt 1.21; Js 1.9; At 18.9). Além de promessas de fidelidade àqueles que aceitarem o desafio de executar a sua obra, ele sempre se posiciona assim, dando-nos coragem e confiança para ir em frente sem receio. Ele alerta para os perigos e as dificuldades, mas nos dá ânimo e força para passar pelo deserto, pelos desafios, pelas lutas, pelas vitórias e até pelas derrotas. Na leitura bíblica de hoje, Paulo praticamente desafia o mundo contra os que se submetem a Deus e lhes assegura a vitória em qualquer circunstância, terminando de maneira a não deixar em nós nenhuma dúvida: “Nada será capaz de nos separar do amor de Deus”. Não há demérito nenhum em termos receio de aceitar seus desafios; mas podemos confiar que a companhia de Deus, a sua presença certa ao nosso lado, é motivo mais do que suficiente para termos a fé, a ousadia e a intrepidez de fazer a nossa parte nessa grande missão de levar o evangelho a toda criatura (ensinar, pregar e testemunhar) e até aos confins do mundo (Mt 28.19; Mc 16.15 e At 1.8). A Palavra de Deus mostra que haverá tempo em que as pessoas não suportarão o ensino correto (2Tm 4.3-4). É quase certo que já estamos nesse tempo em que a Bíblia é rejeitada, abandonada, relativizada e escarnecida. Além de não temermos o que nos pode fazer o maligno, precisamos de oração e estudo bíblico, a fim de que o Senhor nos dê o necessário discernimento para não cairmos nas astutas ciladas do diabo. Deus continua nos dizendo: “Não temas … seja forte e corajoso … o seu Deus estará com você” (Js 1.9); “Nunca o deixarei, nunca o abandonarei” (Hb 13.5); “Entregue o seu caminho ao Senhor; confie nele, e ele agirá” (Sl 37.5). – ETA

Deus não é uma garantia contra as tempestades da vida, mas uma perfeita segurança em meio a elas.

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As escolas de Jesus

Leitura Bíblica: Lucas 2.39-52
Jesus ia crescendo em sabedoria, estatura e graça diante de Deus e dos homens (Lc 2.52).

Temos hoje no Brasil um grande debate sobre educação. Todos os problemas que o País enfrenta costumam ser lançados sobre a deficiência na educação. É comum ouvirmos que a violência, a pobreza, a corrupção, tudo seria devido a falhas de educação. Quando vamos a um colégio, tanto particular como da rede pública (principalmente), ficamos assustados com o procedimento dos alunos. O ambiente é de desrespeito com os colegas e com qualquer autoridade presente.
O texto da leitura de hoje aponta algumas escolas frequentadas por Jesus. Ele passou com notas altas na escola do lar: era obediente aos pais, diz o texto. Teve também excelente proveito no estudo da Palavra de Deus, conforme demonstram seus conhecimentos em muitos episódios narrados nos evangelhos. Foi aprovado em termos sociais – sabia como relacionar-se com as pessoas, tanto que seu primeiro milagre se deu num casamento. Jamais desrespeitou as leis do governo, pagando devidamente seus impostos (Mt 17.14-25; Lc 20.22-25), e as regras do convívio social. Tirou nota alta na escola da solidão – há muitos registros de retiros para a oração. Na escola da sinagoga instruía o povo. Na escola da providência, do cuidado com o próximo, sua nota era altíssima.
Uma escola em que Jesus se destacou como poucos foi a da tentação. Se tentação tivesse graduações, Jesus seria doutor. Que aula ele deu em Mateus 4! Tudo favorecia o inimigo, mas Jesus foi quem saiu vitorioso. Por fim podemos citar a escola da experiência. No texto de hoje vemos que ela começou cedo. Aos doze anos impressionou os mestres do templo.
Poderíamos então perguntar a nós mesmos: Jesus tirou nota máxima em todas as matérias – quais têm sido minhas notas? – MJT

Se a vida é uma escola, devemos aproveitá-la para tornar-nos como Jesus.

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Impressão reversa

Leitura Bíblica: Miqueias 7.14-20
Nele temos a redenção por meio de seu sangue, o perdão dos pecados, de acordo com as riquezas da graça de Deus (Ef 1.7).

Pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, estão trabalhando em um método de “impressão reversa”, que permite remover a tinta impressa em uma folha de papel para reutilizá-lo. A solução pode revolucionar a forma atual de reciclagem de papel. Os pesquisadores afirmaram que criaram uma maneira de evaporar a tinta de páginas que tenham sido impressas com toner, permitindo a impressão de novo conteúdo nelas.
Quando ouvi esta notícia, logo veio à minha mente o que Deus faz conosco. Deus nos limpa perdoando nossos pecados. Ele faz evaporar as manchas do pecado escritas nas páginas das nossas vidas e nos dá a possibilidade de escrever uma nova história a cada dia. Muitos pensam ser impossível Deus transformar tão intensamente nossa vida. Acreditam que seus pecados são tantos que não existe mais esperança de mudar. Saiba então que perceber muita coisa errada em nós já é um bom começo. É exatamente naqueles que reconhecem isso que Cristo realiza sua obra de restauração. Miqueias faz a pergunta retórica: quem é comparável a ti, ó Deus? Ele mostra que Deus é diferente de qualquer outro justamente por nos perdoar. Deus nos ama e mostra seu amor por meio da sua misericórdia. Esquece as transgressões, lança nossos pecados nas profundezes do mar. Ele tem prazer em mostrar seu amor.
Esse amor misericordioso nos acompanhará sempre. Quando pecamos, mas depois reconhecemos nosso pecado e o confessamos, ele nos perdoa. Podemos viver de consciência limpa diante de Deus e dos homens. Com a ajuda de Deus podemos viver de maneira honrosa, praticando o que lhe agrada. Abandone os maus pensamentos e os caminhos ruins. Volte para o Senhor – ele terá misericórdia de você e lhe dará o seu perdão. – HSG

Não duvide de Deus, ele pode mudar sua vida.

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Purim

Leitura Bíblica: Ester 9.1-2; 20-28
Bendiga o Senhor a minha alma! Não esqueça nenhuma de suas bênçãos! (Sl 103.2).

No texto de hoje vemos como surgiu a Festa do Purim. O livramento do povo judeu, descrito no livro de Ester, foi tão impressionante que se criou uma comemoração anual para relembrá-lo. Deus já tinha estabelecido algumas festas – a Páscoa é um exemplo – como forma de não apagar da memória do povo o que Deus tinha feito por ele. Desde que foi estabelecido por Mardoqueu e Ester, o Purim é comemorado para lembrar que havia uma grande ameaça de extermínio dos judeus que foi revertida: foi o povo de Deus que destruiu seus inimigos. O Senhor mudou a situação de uma forma inesperada, usando a rainha para interceder junto ao rei e impedir a tragédia. A festa ainda é celebrada até hoje, voltada à alegria e despreocupação; as pessoas se fantasiam, presenteiam seus amigos com comidas típicas e fazem doações a pelo menos duas pessoas carentes. Todavia, pode ser que para muitos ela tenha deixado de ser um memorial da ação divina por seu povo.
É exatamente porque temos a tendência de nos esquecer do que Deus já fez por nós que tais comemorações são importantes. Precisamos, de vez em quando, deixar nossos afazeres e refletir nos rumos que nossa vida tomou. É assim que perceberemos a direção de Deus a cada passo, sua proteção, seu cuidado e amor demonstrados todos os dias. Da mesma forma que comemoramos nosso aniversário e o ano novo, poderíamos fixar nossas próprias “festas” relembrando os feitos do Senhor em nossas vidas. Mas, se você não quer ter mais uma data a lembrar, faça isso hoje mesmo. Tire um tempo para pensar em tudo o que Deus já fez e está fazendo em sua vida. Quando relembramos tais fatos, o sentimento só pode ser de gratidão. Você já agradeceu hoje por sua vida? Por ter conhecido Jesus? Pela vida eterna que ele lhe deu? Por sua família, sua saúde, seu trabalho? Tenha o cuidado de não esquecer o que Deus fez por você e louve-o constantemente por isso! – VWR

Festejar é bom, e as melhores festas são as de gratidão a Deus.

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Nosso tempo

Leitura Bíblica: Daniel 2.20-22
Do Senhor é a terra e tudo o que nela existe, o mundo e os que nele vivem; pois foi ele quem fundou-a sobre os mares e firmou-a sobre as águas (Sl 24.1-2).

No texto de hoje, o profeta Daniel glorifica a Deus diante da revelação que o Senhor lhe dá sobre o sonho de Nabucodonosor, o rei da Babilônia. Em seu louvor, menciona o poder divino sobre tudo o que existe no universo – inclusive sobre o tempo, declarando que “ele muda as épocas e as estações”.
Se pensarmos no tempo atual­mente, lembramos da falta que temos dele. O corre-corre diário e os finais de semana tão cheios de afazeres contribuem para nos sufocar, angustiar e deixar ansiosos. Porém, em sua onisciência, Deus conhece a realidade de cada um de nós: nossas limitações de tempo, os compromissos com a família, os horários que temos de cumprir rigorosamente, e por aí vai. E se ele permite que tudo isso nos aconteça é porque sabe até onde vão as forças e nos oferece uma nova forma de vida, onde “em verdes pastagens [nos] faz repousar e [nos] conduz a águas tranquilas; restaura[-nos] o vigor” (Sl 23.2-3a).
Chega um momento em que é importante parar um pouquinho diante desse turbilhão de acontecimentos e conversar intimamente com Deus. Assim conheceremos as suas promessas e sentiremos o seu poder sobrenatural, não somente sobre o nosso tempo, mas em todas as áreas da nossa vida.
Deus tornará possível, se assim o permitirmos, a realização de tarefas diárias de modo que elas não nos angustiem. Para isso, busque reservar diariamente um momento único para estar com ele. A oração pessoal é um dos meios que temos para adorá-lo e também para sabermos qual a sua vontade sobre a condução da nossa vida, inclusive do nosso tempo. Agora é o momento de nos voltarmos para Deus, na busca pelo seu Reino em primeiro lugar. Então é só esperar pela realização de sua promessa de que tudo que nos for necessário nos será acrescentado (Mt 6.33)! – CBS

Os momentos que passamos com Deus não são tempo perdido.

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Litoral

Leitura Bíblica: Sofonias 2.5-11
As nações de todos os litorais, cada uma na sua própria terra, o adorarão. (Sf 2.11b ECA).

Nas férias visitei uma irmã que mora no litoral. Ao longo da estrada, uma grande placa me chamou a atenção: “Ai dos que habitam no litoral!”. Sabia que se tratava de um versículo bíblico, mas não consegui ver a referência. A placa divulgava algum programa, mas chamou-me atenção a forma como aquelas palavras soam ameaçadoras justamente por serem da Bíblia. Pensei: será que as pessoas que moram aqui estão condenadas? Afinal o que há de errado em morar no litoral? Procurei o texto na Bíblia e encontrei-o no início da leitura indicada para hoje. O profeta Sofonias traz uma mensagem sobre o “Grande Dia do Senhor” ao povo de Judá. Na época prestava-se muito culto a Baal e a outros deuses. O povo estava totalmente fora dos caminhos de Deus, e o que mais assustava é que os líderes, que deveriam ser exemplo para o povo, estavam totalmente corrompidos (Sf 3.7). O profeta dizia que o Dia do Senhor viria e a justiça prevaleceria. Todos aqueles “ais” desabariam sobre aqueles que não deram ouvidos aos profetas e aos sinais de Deus para o arrependimento. Muitos daqueles povos moravam próximos ao litoral, o que explica a direção daquele “ai”. Algum paralelo com os dias atuais? Infelizmente. Muitas tragédias que acontecem são lembretes do Senhor para que nos arrependamos e mudemos de atitude, mas às vezes fazemos de conta que não é conosco. O dia em que o julgamento de Deus acontecer, quando nossos pecados serão expostos e comparecermos perante o tribunal de Deus, chegará. Quem foi lavado pelo sangue de Jesus, ou seja, admitiu o sacrifício dele na cruz em seu favor, já tem o pleno perdão de Deus para os pecados. Já quem o rejeita experimentará o castigo eterno.
Não faz diferença se você mora no litoral ou não: a única diferença consiste em saber se Deus olhará para você e dirá “servo bom e fiel” (Mt 25.21), ou “não o conheço” (Mt 25.12). – GHS

No litoral ou longe dele, o que importa é ser reconhecido como filho de Deus!

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Deus está presente!

Leitura Bíblica: Gênesis 21.2-3;8-21
O Senhor está perto dos que têm o coração quebrantado e salva os de espírito abatido (Sl 34.18).

Ao lermos a história de Abraão, Sara e Hagar, nossas opiniões podem ser várias. Alguns pensarão que Sara tinha razão em mandar sua escrava embora; outros diriam que esta deveria permanecer, já que foi obediente dando à luz o filho do seu senhor, e que não poderia ser descartada como foi. São comentários sobre o assunto. Comentar a vida da família dos outros é sempre mais fácil do que ouvir palpites sobre a nossa!
Deus, porém, estava presente naquela situação. Uma mãe foi mandada embora (para fora de casa: a rua) com seu filho nos braços, um pouco de pão e água. Caminhando sem rumo pelo deserto, ela vai até onde suas forças aguentam e enquanto tem mantimento. Se já foi difícil sair, agora está pior: não há esperança, tudo está terminado. Hagar pensou que seu filho morreria ali. Houve choro. Tristeza da mãe devido ao abandono, à impotência, à fraqueza, à amargura – uma mistura de sentimentos pesarosos demais. Choro da criança devido ao desconforto de estar no deserto, à fome e à sede, ao desamparo e desespero. O menino via sua mãe ali sem tomar nenhuma atitude para resolver seu lamento, e não havia nada mais a fazer a não ser chorar e chorar. Uma situação terrível, que ninguém gostaria de viver.
Deus se manifestou: ouviu o choro da criança, mostrou uma saída milagrosa para a mãe em agonia e, além de resolver a situação que mãe e filho passavam no momento, ainda deu as coordenadas e a esperança para o futuro, para que continuassem sua jornada!
Deus estava presente ali. Deus está com você, aí. Se você for mandado embora, seja de casa, do trabalho ou do convívio com outras pessoas, a solução é clamar a Deus para receber a ajuda certa, a esperança e também a direção quanto ao rumo a seguir. – ACS/VS

Pessoas despedem; Deus acolhe.

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Traição

Leitura Bíblica: 1 Samuel 23.1-14
Cantarei para sempre o amor do Senhor, com minha boca anunciarei a tua fidelidade por todas as gerações (Sl 89.1).

Sentir-se traído é, de fato, uma das piores sensações que podemos ter. Não somente pelo sofrimento causado pelo impacto da traição, mas pelas marcas que ficam para sempre.
Na Bíblia encontramos vários exemplos de traição. José foi vendido por seus irmãos (Gn 37.12-20); Corá, Datã e Abirão incitaram outros líderes contra Moisés (Nm 16); os chefes dos sacerdotes e líderes religiosos planejaram prender Jesus à traição e matá-lo (Mt 26.3-4); Judas entregou seu Mestre (Mt 26.14-16;47-49) e o povo voltou-se contra aquele que curava e operava milagres (Mt 27.20-21). Como se não bastasse, os próprios discípulos de Cristo o deixaram, como já havia sido predito pelo profeta Zacarias (Zc 13.7).
O texto de hoje descreve a traição de uma cidade inteira, Queila, após ter sido libertada por Davi das mãos dos filisteus. Cinicamente, o povo intentou entregá-lo nas mãos do rei Saul, que o perseguia. Se não fosse o auxílio do Senhor, ele teria sucumbido. Esta não foi a única traição que Davi sofreu. Saul por diversas vezes tentou matá-lo e até seu próprio filho, Absalão, quis tomar o seu trono por meio de uma conspiração.
A traição não vem sozinha. Na verdade, ela faz parte de um conjunto de atitudes que denotam uma fraqueza de caráter por parte do traidor. Ele tem de enganar, mentir, roubar, representar – tudo isso para sustentar sua duplicidade. E o pior de tudo é que o traidor é, geralmente, uma pessoa próxima, por quem nutrimos afeto: pode ser um filho, o cônjuge, um amigo, um irmão. Somos traídos por aqueles em quem confiamos.
Mas o que realmente importa é que consigamos agir sempre de acordo com nossos valores. Ainda que sejamos traídos pelo mundo inteiro, que jamais façamos isso conosco mesmos! – LFS

Trair é falsidade – e o que é falso não gera nada de bom.