Reflexão 📖

20 de Julho
Guarda

LEITURA BÍBLICA: Provérbios 4.20-23 Se alguém me ama, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada (Jo 14.23 ARA).

A palavra guardar tem vários sentidos, como armazenar ou proteger algo, lembrar-se ou cumprir leis. Todos esses significados têm uma noção em comum: preservar alguma coisa. Armazeno coisas para não perdê-las, protejo-as para não sofrerem danos, lembro-me de dados importantes; cumpro a lei para preservar o bom convívio na sociedade.

Você costuma guardar coisas porque tem espaço em casa e porque ainda podem ser úteis? Ou porque são recordações? Isso é comum e, salvo exageros, faz sentido. Todavia, muito do que guardamos pode ser inútil e até prejudicial. Um exemplo são ressentimentos, que carregamos como um peso no espírito e só nos fazem mal: “O espírito oprimido resseca os ossos” (Pv 17.22), diz a Bíblia. Melhor jogar fora! Fazer isso chama-se “perdoar”.

Outros guardam preceitos religiosos, que cumprem zelosamente por medo de perder o sentido da vida. Aquilo, porém, só terá valor se realizar alguma função, ou também não passará de peso morto. O apóstolo Paulo critica essa prática quando escreve, preocupado: “Guardais dias, e meses, e tempos, e anos” (Gl 4.10 ARA). Guardavam-se regras como bichos empalhados, que até parecem vivos, mas não passam disso. Jesus insiste no mesmo quando diz: “Negligenciando o mandamento de Deus, guardais a tradição dos homens” (Mc 7.8 ARA). Mas a Bíblia também diz que “a Palavra de Deus é viva e eficaz” (Hb 4.12) – muito diferente, portanto, de tradição morta. Foi por isso que Deus mandou Moisés dizer ao seu povo: “Os meus estatutos e os meus juízos guardareis; cumprindo-os, o homem viverá por eles” (Lv 18.5 ARA). Trata-se, portanto, de guardar não tradições, mas a vida que deu origem a elas – e não numa estante de livros, mas seguindo o que diz a leitura bíblica de hoje.

E para que isso tudo não fique tão teórico, o versículo acima faz uma proposta prática para aplicar hoje mesmo. – RK 

Não guarde inutilidades – guarde o que é útil para sua vida: a palavra de Deus.

📖  Palavra de Sabedoria

  

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19 de Julho
Quem, eu?

LEITURA BÍBLICA: 1 João 1.5-10.   Quem esconde seus pecados não prospera, mas quem os confessa e os abandona encontra misericórdia (Pv 28. 13).

Revivemos continuamente a atitude do “Não fui eu!” Foi assim desde os primeiros dias da humanidade: Adão transferiu a culpa para Eva, e esta para a serpente (Gn 3.12-13). Uma postura oposta a essa foi a de Neemias quando recebeu a notícia da situação ruinosa de Jerusalém sem que ele tivesse estado ali. Ele se inclui no rol dos culpados ao dizer: “Sim, eu e o meu povo temos pecado” (Ne 1.6). Neemias queria reconstruir Jerusalém, mas concentra-se no aspecto espiritual: “pecamos”. Assim é com cada um de nós – pecamos, ou seja, desviamo-nos de Deus, e necessitamos da reconstrução da nossa vida espiritual, devolvendo o comando dela a Deus, o que a Bíblia chama de santificação. Sem esta não contemplaremos o Senhor, conforme se lê em Hb 12.14. Não podemos dizer “não fui eu”, isto é, transferir a nossa culpa para terceiros, pois a Palavra de Deus é clara ao dizer: “Todos pecaram … e não há ninguém que faça o bem” (Rm 3.23; Sl 14.3). Jesus, porém, ora ao Pai pelos cristãos – aqueles que se arrependeram dos pecados e entregaram a vida ao seu governo – dizendo: “Não rogo que os tires do mundo, mas que os protejas do maligno” (Jo 17.15). Continuando, ele se refere “aos que me deste” e depois completa: “Minha oração não é apenas por eles. Rogo também por aqueles que crerão em mim por meio da mensagem deles” (v 18). Quando passamos a não transferir mais a culpa, a não mais dizer “não fui eu”, mas confessamos a Cristo as nossas transgressões e as deixamos, tornamo-nos cristãos e começa a nossa reconstrução ou santificação. E Deus é claro quanto a isso no versículo destacado acima, bem como no verso 9 da leitura de hoje. Precisamos parar de transferir as nossas culpas (de dizer “não fui eu!”) e iniciar a nossa santificação, pois, como já dissemos, sem ela ninguém verá o Senhor. – ETA 

“Cada um de vocês deve abandonar a mentira e falar a verdade…” (Ef 4.25a)

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18 de Julho
Deus faz mais

LEITURA BÍBLICA: Êxodo 17.1-7.  Àquele que é capaz de fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos, de acordo com o seu poder que atua em nós, a ele seja a glória na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre! Amém! (Ef 3.20-21)

O texto que você acabou de ler relata um pedaço da história do povo de Israel. Não fazia muitos dias que haviam saído do Egito, onde viviam como escravos, mas houve tempo suficiente para que os israelitas presenciassem grandes feitos de Deus. Atravessaram pelo meio do mar em terra seca, tendo uma parede de água à direita e outra à esquerda (Êx 14.22). Depois, o Senhor enviou carne e maná (uma espécie de pão) para saciar a fome do povo (Êx 16). Agora estavam com sede. Seria normal pensar naquele momento que Israel, após presenciar os milagres mencionados, confiava que Deus providenciaria também a água. Contudo, não foi o que aconteceu. O povo mostrou-se extremamente ingrato, reclamando a Moisés. Disseram que seria melhor terem ficado no Egito. Olharam para trás e pensaram naquilo que estavam perdendo, sem perceber o que Deus faria por eles. Confesso que havia um tempo em que eu olhava para a história desse povo e não conseguia entender tanta incredulidade. Porém, percebi que também ajo como os israelitas. Muitas vezes presenciei a atuação maravilhosa de Deus e diante da primeira dificuldade entrei em desespero, perguntando: “Onde está Deus? Esqueceu-se de mim? Não vai agir novamente?”

Apesar da falta de fé do povo, Deus orientou Moisés a bater numa rocha e dela saiu água. Ele também vem ao nosso encontro, mesmo quando nos queixamos ou duvidamos de sua presença. Quero levá-lo a olhar para Deus não com reclamações e lamentos, mas com gratidão. Se analisarmos nossa vida, vamos perceber que Deus fez – e faz – por nós infinitamente mais do que esperamos, como diz o versículo em destaque. Não há motivo para reclamar, mas há muitos para agradecer. – MP 

Como não louvar a Deus por tudo o que ele fez e fará em nossa vida?

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17 de Julho
Dor

LEITURA BÍBLICA: 2 Coríntios 12.7-10 Não diga: “Por que os dias do passado foram melhores que os de hoje?” (Ec 7.10a)

Quando Jesus curou um cego de nascença, seus discípulos questionaram: “Quem pecou? Ele ou seus pais?” Esse episódio é contado em João 9.1-6 – vale a pena procurar e ler. De acordo com a cultura deles, a dor viria sempre associada à punição. Daí a dúvida: poderia um inocente já nascer castigado? Sofreria porventura pela culpa de seus antepassados?

A dor, porém, é algo muito mais profundo e ao mesmo tempo sublime. Ela tem funções que vão além do que pensamos. Certamente uma delas é punir os erros para corrigi-los, mas Deus sempre a associa a um plano de redenção de quem a sofre. É também um alarme que alerta quando algo está errado. Se não doer, como saber? Se não souber, como tratar? Ela também desperta empatia. Quando já experimentamos a mesma dor, nossa solidariedade e nosso consolo são mais profundos e mais verdadeiros. Por isso Cristo sofreu nossas dores. O sofrimento também quebra o nosso orgulho e produz arrependimento, fazendo-nos sentir nossa condição de humanos, pois viveríamos em extrema arrogância se não sofrêssemos dentro de um mundo que grita de dor. Entretanto, seu propósito maior é fazer com que o nome de Deus seja glorificado, seja por meio de uma cura, como a do cego de nascença mencionado acima, seja pela força que encontramos na graça de Jesus quando a cura ou o alívio da dor não vem. A dor é tão difícil quanto necessária. Esteja pronto para sofrer, pois isso é melhor que conformismo, dissimulação ou comodismo. Jesus sofreu, os apóstolos sofreram, sejamos também participantes de suas aflições.

Portanto não tenha medo da dor – ela é um dos maiores privilégios do ser humano. Somente sentindo com intensidade a dor sentiremos de igual forma os momentos felizes. Quem não sabe chorar, não sabe sorrir. Viver é sentir tudo isso de modo profundo e inteiro. – LFS

Punição não é o único propósito da dor.

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16 de Julho

Retorne!

LEITURA BÍBLICA: 1 Pedro 4.7-8.            A vida de pecados dos ímpios se vê no olhar orgulhoso e no coração arrogante (Pv 21.4).

Eram um casal apaixonado, casaram-se e tiveram filhos. Os filhos começaram a crescer, o cansaço e a rotina começaram a pesar no relacionamento. O marido sempre chegava do trabalho cansado e estressado, pois pedira demissão do emprego para iniciar uma nova empresa com um conhecido – e toda vez era a mesma coisa: a esposa não o beijava mais, não perguntava como havia sido o seu dia e começava a reclamar das traquinagens dos filhos. Ele entendia a esposa e pedia paciência a ela, dizendo que todo início de uma empresa era complicado e difícil, mas que ela esperasse que logo as coisas melhorariam gradativamente. A esposa não aguentou e pediu a separação. Não adianta dizer que numa separação os dois ficam amigos: diante de tal situação, no mínimo um dos dois fica ferido. A esposa ficou com a casa e as crianças e ele foi morar na casa da mãe até se recuperar do choque, e ainda tinha uma empresa para administrar. Como se não bastasse a separação, seu sócio o traiu. Até hoje ele guarda mágoas dessas pessoas que foram tão importantes em sua vida. É uma pena, mas ele ainda não consegue perdoá-las. No entanto, depois de quinze anos de separação, a ex-esposa ainda o ama, só que a vergonha e o orgulho a impedem de pedir perdão e restaurar o casamento. Ele também ainda a ama e sofre muito por ela, mas também o seu orgulho tolo não o deixa perdoá-la para voltarem a formar um lar. Quantos casais estão vivendo assim? Maridos visitam seus filhos, conversam com a esposa, mas nem um nem o outro têm a humildade de reconhecer seus erros, perdoarem-se e buscarem a reconciliação. Deus não quer a separação dos casais, mas a união e a reconciliação no casamento. Se essa história parece familiar a você, comece a procurar a Deus e entregue sua vida nas mãos dele para que o Senhor tome providências nessa situação e vocês possam voltar a ser felizes novamente. – ETS 

O amor de Deus não acaba como o nosso, e sempre está disponível.

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