Reflexão 📖

Um perigo atual
LEITURA BÍBLICA:  Tiago 5.1-7
Portanto, irmãos, sejam pacientes até a vinda do Senhor. Vejam como o agricultor aguarda que a terra produza a preciosa colheita e como espera com paciência até virem as chuvas do outono e da primavera (Tg 5.7).

O cristianismo é muito prático, como percebemos no livro de Tiago. Muitas vezes nos concentramos na parte teórica e esquecemos de aplicar na vida real aquilo que aprendemos. Mas, quando Jesus voltar, o julgamento avaliará os resultados da nossa vida: serão do tipo que enferruja e perde seu valor ou do tipo que é lembrado para sempre?

Um dos aspectos práticos tratados por Tiago é a ânsia por bens materiais. Esse é um perigo muito atual diante do consumismo contagiante da nossa sociedade. O custo das riquezas pode ser invisível aos olhos: saúde prejudicada, famílias quebradas, trabalhadores enganados. Tiago nos adverte para o dia do acerto de contas com Deus: este será o momento da verdade, em que Deus mostrará o resultado real das nossas ações. Nenhum dos tesouros ajuntados aqui nos será útil quando estivermos diante do trono de Deus. A condenação para a injustiça e a luxúria é certa. Veja bem: Tiago não condena a riqueza em si. Ele alerta para os meios usados para acumulá-las: fraude (v.4), ganância e violência (v 6). E também nos alerta para o fato de que as riquezas são passageiras e não trazem felicidade real.

Em vez de tentar juntar os bens desejados a todo custo, Tiago recomenda que tenhamos paciência (versículo em destaque). O agricultor não tem como apressar o crescimento e a colheita e por isso se dedica a cuidar da plantação. Assim, ele faz sua parte para que o resultado final – a colheita – seja o melhor possível. Como o fruto desejado pelo cristão é mais pessoas entregando sua vida a Jesus, a nossa parte no trabalho pode incluir: demonstrar amor, contar de Jesus, ajudar os carentes… é só ficar de olho nas necessidades à sua volta. – MJT


O melhor fruto do cristão não é aquilo que enferruja, mas aquilo que é eterno.

Reflexão 📖

Para todos

LEITURA BÍBLICA:  Atos 16.22-34

Agora percebo verdadeiramente que Deus não trata as pessoas com parcialidade, mas de todas as nações aceita todo aquele que o teme e faz o que é justo (At 10.34-35).

Os capítulos 15 a 18 de Atos narram o roteiro que Paulo percorreu na sua segunda viagem missionária. Acompanhado por Silas e depois também por Lucas e Timóteo, visitou muitas cidades da Ásia Menor (hoje Turquia) e da Europa, a fim de falar de Jesus às pessoas. Por alguns anos foram de cidade em cidade fortalecendo as igrejas existentes e também fundando novas.

Eles aproveitavam todas as chances que tinham para anunciar a mensagem cristã. Falavam com judeus, gregos e romanos, homens e mulheres, ricos e escravos. Em muitos lugares foram bem recebidos, mas também enfrentaram muitas dificuldades. No texto de hoje, lemos que foram até açoitados e jogados na prisão. Apesar das dores e do desconforto, também ali oraram e louvaram a Deus, pois os outros presos estavam ouvindo! Diante de tanta vontade de pregar, teria sido lógico que corressem para a liberdade quando o terremoto abriu as portas e soltou as correntes. Por não fazerem isso, acabaram tendo a chance de falar de Cristo também ao carcereiro e à sua família. Nem sempre tinha sido assim. No começo, os seguidores de Jesus achavam que Deus só amava os judeus, o povo que tinha escolhido para si. As leis judaicas exigiam que eles se mantivessem separados dos outros povos. Mas, depois de Jesus subir ao céu e mandar o Espírito Santo para ensinar e fortalecer seus discípulos, esse entendimento mudou. O versículo em destaque mostra o momento em que a “ficha caiu” para os cristãos judeus: Deus ama a todos! Quem somos nós, então, para escolher a quem falar de Jesus?

A mensagem do amor de Deus e da sua vontade de ter um relacionamento pessoal com o ser humano é universal: vale para todos, em qualquer lugar, época, condição social e intelectual, origem, sexo, idade, cor e tamanho, ou seja: vale para você. – DK


Obrigado, Senhor, por não discriminar ninguém: por isso eu posso me aproximar de ti!

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Crise existencial

LEITURA BÍBLICA:  Salmo 6.1-10O Senhor ouviu a minha súplica; o Senhor aceitou a minha oração (Sl 6.9).

Ao ler as Escrituras, podemos surpreender-nos ao perceber que os homens de Deus do passado também eram pessoas comuns. Tendemos a criar uma auréola em torno deles, como vemos nos quadros da Idade Média, e passamos a vê-los como habitantes de outra esfera. A leitura de hoje nos mostra a realidade.

Nos seus três primeiros versos observamos o salmista debatendo-se com uma grave crise espiritual. Menciona temer o castigo, desabafa sua dor íntima, seu sentimento de derrota, e lamenta a demora em ser ouvido. A crise é tão profunda que teme não haver tempo de restauração. Parece-me que Davi, o autor, embora músico, não entoaria aquele cântico que diz “sempre sorrindo, mesmo quando não dá”. Essa ideia de que somos criaturas inatingíveis pelo mal humilha os demais. Uma crise existencial por vezes nos leva a assumir nossa humanidade, e com isso crescemos em direção à maturidade.

Outro ensino que Davi nos transmite é que temos dois tipos de inimigo: os outros e nós mesmos. A dor moral expressa no verso 3 é experiência vivida por muitos. Entretanto, depois o autor revela a gloriosa experiência que só quem anda com Deus vivencia. “Ele ouviu a minha súplica, aceitou a minha oração”.

Vejam o curso do salmo: Davi começa lidando com a derrota, confessa sua crise, revela seu quebrantamento, diagnostica o problema, busca o Senhor em oração, celebra a sua vitória. Que ensino nos traz este salmo? Se temos o recurso da graça do Senhor ao nosso dispor, todas as vezes que recorrermos a ela sairemos vitoriosos. O cristão é ou não um ser privilegiado? Com certeza é! A propósito, você é cristão? – MJT

 

Crises e derrotas são parte da vida, mas a graça de Deus sempre é maior.

📖 Palavra de Sabedoria

  

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Reflexão ✅

Diagnóstico
LEITURA BÍBLICA:  Efésios 2.1-10
[Jesus] levou em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, a fim de que morrêssemos para os pecados e vivêssemos para a justiça; por suas feridas vocês foram curados(1Pe 2.24).

Conheço pessoas que não gostam de ler os resultados de exames médicos por medo de saber o diagnóstico – ainda mais quando se trata de uma biópsia. Há, também, aqueles que não gostam de ler a Bíblia. Uns alegam falta de tempo, outros dizem que é um livro de difícil compreensão, obsoleto, cheio de fantasias e de leitura enfadonha.

Ambos, a Bíblia e o diagnóstico médico, mostram a real condição do homem. O exame informa ao paciente seu estado de saúde; a Bíblia mostra ao leitor sua verdadeira condição espiritual diante de Deus.

Há, infelizmente, casos em que o paciente constata que sofre de um mal incurável. O diagnóstico é escrito de maneira fria, insensível, e não traz medidas que possam mudar a indesejável situação. A Bíblia revela ao leitor que ele é pecador (Rm 3.23), ou seja, desagrada constantemente a Deus, e que esse mal espiritual entrou no mundo por um só homem e contaminou a todos (Rm 5.12). O triste diagnóstico bíblico é: “O salário do pecado é a morte” (Rm 6.23a). Todavia, ela mostra ao “paciente” espiritual que há possibilidade de cura: “Mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 6.23b). No versículo em destaque ficamos sabendo o que aconteceu com nossos “males espirituais”.

A verdade bíblica é um bálsamo para nossa alma, principalmente para aqueles que temem enfrentar a verdade sobre sua situação espiritual. O texto de hoje nos informa que, embora mortos espiritualmente, Deus demonstrou seu grande amor e misericórdia nos dando vida em Cristo. Isso é pura graça divina, não se deve a qualquer mérito nosso. Tudo porque “Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16). – MNL

 

Nossa situação espiritual é grave, mas há cura em Jesus!

Reflexão ✅

Falar, falar

LEITURA BÍBLICA:  Mateus 12.33-37

A boca fala do que está cheio o coração (Mt 12.34b).

O texto bíblico me lembra um professor de português que dizia aos seus alunos: “Não escrevam muito, porque quanto mais escreverem, mais possibilidade há de errar”. Isso é verdade também no que falamos: quanto mais se fala, maior o risco de dizer coisas inconvenientes.

Além disso, quem fala muito não permite que os outros falem, e sabe o que acontece? Quem fala muito aprende pouco, porque fala daquilo que já sabe, mas se ficar calado poderá ouvir o que não sabia e aprender algo novo.

Quando você fala, qual é o seu assunto? Política? Futebol? Piadas? Mulheres? Homens? Vida alheia? Situação econômica? Enfim, há muito para conversar, mas você já parou para observar quanta coisa inútil se fala por aí? Começa-se relatando o que se possui, o que se sabe e já realizou de grandioso, passa-se para a novela ou o futebol, em seguida fala-se mal dos outros… enquanto isso, você acha que a outra pessoa está prestando atenção no que a primeira vem falando? A outra está apenas esperando uma brecha para contra-atacar com suas “vantagens”. Enquanto essa conversa for apenas vazia, o pior dela será a perda de tempo, mas geralmente ela ainda alimenta o orgulho de quem fala e espalha ideias perniciosas.

Observe agora o que diz a Palavra de Deus: “A língua é um fogo; é um mundo de iniquidade. Colocada entre os membros do nosso corpo, contamina a pessoa por inteiro, incendeia todo o curso de sua vida, sendo ela mesma incendiada pelo inferno” (Tg 3.6). Por que será que acontecem tais coisas? O problema não está na língua, mas no coração, na motivação interior, conforme diz o versículo em destaque.

Repare naquilo que você diz e avalie se poderia ser aprovado se Deus o julgar. Se não passar no teste, deixe Jesus Cristo tomar conta da sua vida. Ele a transformará de dentro para fora, e não somente a sua fala, mas todo o seu modo de vida será regenerado – MM.


Sugestão de exercício para hoje: se quiser falar dos outros, só fale bem deles.

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Reflexão✅

Sosseguem!

LEITURA BÍBLICA:  Lucas 10.38-42

Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e por súplicas e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus (Fp 4.6).

Há uma música chamada “Pra que correr?” que diz: “…e para comprar a minha casa própria / e pra fazer mestrado e doutorado / eu já não paro mais pra ler a Bíblia”. O mundo em que vivemos tem exigido cada vez mais de nós. Os objetivos que tentamos alcançar impulsionam-nos a um ritmo frenético, acelerado e descontrolado. Somos constantemente cobrados e pressionados em casa, no trabalho, na faculdade e na igreja a sermos melhores, a apresentar resultados, a crescer, a conquistar, a ganhar mais, etc. etc. e etc. Queremos dar à família a atenção que ela merece, mas também queremos um cargo na igreja, um posto mais alto no emprego e ainda fazer cursos de atualização. Assim, o ser humano tem assumido cada vez mais responsabilidades e tarefas, mesmo sem ter tempo em sua agenda diária para executá-las. Esse ritmo tem levado as pessoas a um nível de estresse, desgaste e ansiedade cada vez maior e, pior, tem levado muitos para longe da presença do Senhor.

Com a agenda tão apertada, não raro reservamos a Deus os últimos minutos do dia, quando já estamos cansados e fatigados. Lembramos de orar quando já estamos deitados e o corpo se recusa a ficar de pé novamente. Muitas vezes nem conseguimos terminar a oração, vencidos pelo sono.

Porém, a Bíblia nos orienta a não andarmos ansiosos. Precisamos viver um dia de cada vez, desfrutando de cada bênção diária que o Senhor tem para nós. E a melhor coisa que podemos ter aqui na Terra é a presença de Deus em nossa vida, ouvir sua voz falando conosco e sentir o seu abraço a nos envolver. Mas para isso precisamos lançar-nos aos pés do Senhor, descansar, nos aquietar, relaxar e deixar que ele cuide do nosso amanhã. Deus quer que entremos na presença dele como Maria, preocupados apenas em adorar e agradar ao Senhor. – CPB


Não se apresse. Não corra. Deus pode dirigir sua vida melhor que você mesmo.