Reflexão ✅

Justiça

LEITURA BÍBLICA:  1 Samuel 24.1-15    O Senhor seja o juiz e nos julgue (1Sm 24.15a).

Hoje vemos uma imensa sede de vingança por parte dos que se sentem ultrajados de alguma maneira. Recorre-se cada vez mais à “justiça com as próprias mãos”. Mas será que estaremos agindo com justiça ao resolver os problemas à nossa maneira?

Recentemente tive problemas referentes a um terreno que possuo em um loteamento. A prefeitura autorizou a abertura de uma rua transversal que, pelo traçado escolhido, acabou invadindo parte dos terrenos, causando uma perda de 4 m de terra. Como os demais lotes já estavam murados, a diferença sobrou para os dois que ainda não estavam: o meu e o do meu vizinho. Assim que constatei o problema, propus ao vizinho dividirmos o “prejuízo” de modo proporcional à medida de nossos terrenos. Ele perderia 1,30 m e eu, 2,70 m. Como ele concordou, providenciei uma cerca conforme o combinado. Mas, menos de uma semana depois, o vizinho mudou de ideia: tirou a cerca do lugar, de forma que o seu terreno ficasse com a largura original e o meu lote arcasse com toda a perda.

Meu irmão, que não é cristão, ao saber do fato disse-me: “Temos de fazer alguma coisa, pois ele nos afrontou!” Meu marido, que também vive sem Deus, aconselhou: “Se fosse comigo, faria um muro demarcando a largura certa do meu terreno, e deixava-o no prejuízo sozinho!”. Respondi a eles que, se não fosse possível um novo acordo, eu preferiria seguir as instruções legais, e não agir de minha maneira.

No texto lido, Davi teve a chance de matar Saul, mas não o fez! Ele até tinha um bom motivo: legítima defesa, devido à perseguição dura que sofria por parte de Saul. No versículo 12a, porém, ele diz algo que sempre menciono em minhas orações quando alguma coisa não está bem resolvida entre mim e outra pessoa: “Que o Senhor julgue entre mim e ti!”. Nossas causas devem ser entregues nas mãos de Deus, pois ele julga a todos com retidão. – CPB


Só Deus julga com imparcialidade e perfeição.

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Gratidão

LEITURA BÍBLICA:  2 Crônicas 24.17-22   Quem me oferece sua gratidão como sacrifício honra-me, e eu mostrarei a salvação de Deus ao que anda nos meus caminhos (Sl 50.23)

Lembro-me de quando era adolescente e minha mãe, depois de economizar certa quantia, fruto de seu trabalho de costureira, presenteou a mim e a meus irmãos com uma linda camiseta. Aproveitou para presentear um amigo do mesmo modo. Passado algum tempo, mamãe ficou intrigada porque o menino nunca aparecia com a camiseta que ela dera. Percebi que, além de ficar triste, minha mãe viu ingratidão na atitude dele. Perguntei várias vezes a ele por que não usava a camiseta e sempre recebia respostas evasivas, demonstrando que ele não tinha dado o devido valor àquele presente. O texto de hoje também nos apresenta um personagem que não foi grato: o rei Joás. Quando o seu pai, o rei Acazias, morreu, sua avó reinou em seu lugar e matou todos os seus irmãos. Sua tia Jeoseba, casada com o sacerdote Joiada, o escondeu por seis anos no templo, livrando-o da morte, e aos sete anos o fez rei de Judá (2Cr 23). Após a morte de Joiada, Joás esqueceu os bons ensinamentos que aprendeu com aquele sacerdote e começou a desviar-se de Deus. Um dia, o filho de Joiada, Zacarias, o advertiu sobre seus erros, e vários líderes de Judá não aceitaram a maneira pela qual ele tratou o rei e o mataram. E o pior: Joás não levou em conta o que o pai de Zacarias tinha feito por ele quando menino e não fez nada para impedir a morte do filho daquele que afinal, contribuiu com boa parte para o sucesso do seu reinado. Quanta ingratidão! Qualquer pessoa educada sabe que deve agradecer quando recebe um presente, mas a verdadeira gratidão também se reflete de outras maneiras: falando bem de quem nos presenteou, cuidando do presente recebido e procurando agradar à pessoa que se mostrou generosa para conosco. A gratidão deve fazer parte da nossa vida. Sejamos gratos. – KCB


Tudo o que temos vem de Deus. A única coisa que nós podemos dar a ele é nossa gratidão.

📖 Palavra de Sabedoria

  

Palavra de Sabedoria 📖

  

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Abrindo caminho
LEITURA BÍBLICA:  1 Samuel 17.1-11
Entregue o seu caminho ao Senhor; confie nele, e ele agirá (Sl 37.5).

Nesta passagem o autor relata atos de dois personagens. O primeiro deles é o guerreiro Golias, descrito em sua grandeza brutal. Ele é fisicamente forte, vaidoso e prepotente, e está armado com instrumentos de guerra gigantescos. Tudo para meter medo e impressionar – o que realmente acontecia. Ele acusa os israelitas de serem servos de Saul, e nisso ele tem razão. O povo cometeu a tolice de pedir um rei como os outros povos tinham, rejeitando o governo de Deus e menosprezando seu profeta, Samuel. Pensando que ninguém poderia competir com ele, Golias faz a proposta: “Escolham entre vocês um homem que me enfrente”.

O outro personagem é Saul. Vale lembrar que ele também se destacava pela aparência. Em 1Sm 9.2 lemos que o israelita mais alto alcançava apenas o seu ombro. Porém, ele não chegava aos 2,90 metros, a altura de Golias. Aquele era um tempo como o de hoje, em que a aparência vale muito. Na verdade, desde o início da humanidade isso acontece – lembra-se do episódio do Éden (confira em Gênesis 3.6)? É bom lembrar o quanto é perigoso seguir os valores da sociedade e não os divinos. Saul agia sem depender de Deus. Não era chegado à obediência – também era prepotente. Confiava demais em si mesmo e dispensava os sábios conselhos de Samuel. Agora, ele e os soldados estavam apavorados, sem saber o que fazer.

O outro personagem desta história só aparece na continuação do texto lido: Davi. Os acontecimentos da passagem mostram como Deus está abrindo caminho para que o homem que ele escolhera para ser rei pudesse defender seu povo dos insultos do gigante e derrotá-lo. Amigo leitor, por mais difícil que seja a circunstância que você enfrenta, verá que, por meio dela, Deus pode abrir caminho para dias melhores em sua vida. Confie em Deus e espere por sua ação! – MJT


Nossos impasses são as oportunidades de Deus (ditado alemão).

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Coragem!

LEITURA BÍBLICA:  Hebreus 10.19-25    Por isso, exortem-se e edifiquem-se uns aos outros, como de fato vocês estão fazendo (1Ts 5.11).

Quando fez sete anos, meu filho ganhou do avô materno uma linda bicicleta como presente de aniversário. A alegria e a euforia estampadas em seu rosto eram óbvias. Mas outro momento estava por vir: aprender a andar naquela bicicleta. Minha esposa, então, treinou com ele durante dias. Colocava-o no banco, ele mal conseguindo alcançar os pedais. Ela segurava a bicicleta na frente e atrás, acompanhando-o, enquanto ele, feliz da vida, “andava” em seu novo brinquedo. Quando ele conseguia pedalar mais rápido, ela corria. Mas, quando soltava a bicicleta, ele caía. Então ela o levantava, enxugava suas lágrimas, acalmava-o e o ajudava a recomeçar. Isso se repetiu várias vezes, até que num determinado dia ele saiu pedalando sozinho. Com o encorajamento constante da mãe, ele superou as quedas e acabou aprendendo a andar de bicicleta.

O texto de hoje, principalmente nos versos 24 e 25, nos convida a incentivar uns aos outros. Há momentos na vida em que outras pessoas precisam do nosso incentivo. Talvez você conheça ou às vezes veja pessoas tristes, desanimadas, decepcionadas, desiludidas, com sonhos frustrados ou fracassados. Mesmo quando não podemos fazer algo prático por essas pessoas, Deus quer e pode nos usar para encorajá-las. Como bem disse Salomão: ”Dar resposta apropriada é motivo de alegria; e como é bom um conselho na hora certa!” (Pv 15.23). Refletindo sobre a história da bicicleta, vejo que Deus age conosco da mesma forma como minha esposa trabalhou com meu filho naquele momento de aprendizado. Deus é a nossa rocha, refúgio e proteção. Nele temos um guia firme; além disso, é seu desejo aproximar-se das pessoas, erguer-lhes a cabeça, enxugar as lágrimas a fim de confortar e animar. E ele quer contar conosco. Quero convidá-lo a ser um encorajador, sempre pronto a falar do amor e do auxílio de Deus a quem estiver precisando. – KCB


Deus usa pessoas para encorajar outras pessoas: você topa ajudar?

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Espertezas

LEITURA BÍBLICA:  Números 22.1-35
A lei do Senhor é perfeita, e revigora a alma. Os testemunhos do Senhor são dignos de confiança, e tornam sábios os inexperientes (Sl 19.7).

O texto bíblico de hoje apresenta Balaão como um profissional competente e de fama internacional na sua especialidade. Esta consistia em invocar o mundo espiritual para beneficiar ou prejudicar os seus alvos. Ao que parece, funcionava, o que lhe permitia cobrar altos preços dos que contratavam seus serviços. Curiosamente, ele se reporta ao Senhor, o Deus vivo, do qual tinha noção e que respeitava, embora o conhecesse de forma um tanto confusa. De qualquer modo, reconhecia que precisava do apoio de Deus para o projeto em questão aqui. Assim, procura obter orientação da fonte correta. Para sua frustração, Deus lhe proíbe aceitar o serviço porque suas vítimas seriam o próprio povo de Deus – e Balaão obedece. Até aí, nada a criticar em sua postura.

Todavia, comércio é comércio, e seu cliente Balaque interpreta a resposta da forma usual: conversa piedosa para aumentar o preço. “Tudo bem, Balaão, eu pago mais” – bem mais, por sinal. Balaão encena uma pose indignada, insinua um preço ainda maior diante do tremendo obstáculo representado pelo próprio Deus, mas…

Ora, Balaão, por favor, Deus já não disse que não? Ah, mas, afinal, perguntar não ofende, não é mesmo? Quem sabe? Não custa tentar. Resposta de Deus: “Pois então vá – e aprenda no que dá ser teimoso!” A história continua com Deus mostrando a Balaão de forma muito drástica que, embora o deixe seguir, não aprova nem um pouco o que ele faz. Assustado, Balaão tenta voltar atrás, mas agora é tarde: terá de ir até o fim – e este é o que Deus determinou, contra todas as manobras do espertalhão.

Conclusões: (1) Pedir instruções a Deus é justo e correto; (2) Deus é Senhor, não negociante; (3) querer ser mais esperto que o Senhor é dar vexame até na frente de um burrico. Agora só falta aplicar a lição na prática, mas isso é com você. – RK

 Tentar ser esperto com Deus é insensatez.

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Grandeza

LEITURA BÍBLICA:  Salmo 8.1-9  Senhor, Senhor nosso, como é majestoso o teu nome em toda a terra! Tu, cuja glória é cantada nos céus. Salmos 8:1

Este salmo ressalta a grandeza de Deus e celebra sua glória. As cenas descrevem vários aspectos da criação, como a grandiosidade de uma noite estrelada, e a insignificância do homem quando comparado a tudo isso. Quem consegue enxergar essa grandeza fica maravilhado com ela. A excelência de Deus aparece em todos os lugares da terra, trazendo à luz a sua infinidade. Não existe lugar que Deus não alcance. E, apesar de tudo isso, ele faz questão de colocar o ser humano, tão pequeno e falho, acima das outras coisas criadas. Este salmo ensina que a grandeza da criação nos permite reconhecer a Deus de forma pessoal, a ponto de descrevê-lo como “Senhor nosso” (v 1). A criação revela um dos atributos de Deus, a sua onipotência. Diante deste poder, tudo e todos, inclusive o mal, silenciam. Não é possível contemplar este poder sem calar diante dele, nem que seja por um instante, pois ele revela nossa insignificância.

Por outro lado, a criação evidencia de tal forma o poder de Deus que o ser humano se sente impelido a proclamar a grandeza deste Deus – até mesmo as criancinhas se juntam a este louvor (v 2). Quem reconhece o poder de Deus na natureza não consegue ficar calado, mas age como diz a canção: “… tua beleza me leva a adorar-te”. O texto mostra que todos nos céus e na terra são movidos a isso.

Aprendemos com este salmo que Deus deve ser exaltado, pois ele não se oculta, mas se revela na criação. A grandiosidade desta criação também revela a perfeição de Deus. Ela é tão maravilhosa que se torna difícil de descrever – por isso, no verso 4 só resta ao salmista humilhar-se profundamente diante do Senhor. Ainda que tal perfeição não possa ser totalmente compreendida, ela pode ser sentida: diante dela percebemos como somos pequenos e, por outro lado, quanto Deus nos valorizou neste processo criativo. – MZK


A grandeza de Deus é refletida pela harmonia de sua criação.