Palavra de Sabedoria 📖

 

 

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Reflexão ✅

Ele não mente

LEITURA BÍBLICA:  Números 23.16-26    Deus não é homem para que minta, nem filho de homem para que se arrependa. Acaso ele fala, e deixa de agir? Acaso promete, e deixa de cumprir? (Nm 23.19)

Quando o povo de Israel estava a caminho de Canaã, a terra que Deus lhe prometeu, acamparam nas campinas de Moabe, além do Jordão, perto de Jericó. Vendo o enorme povo, os moabitas ficaram com medo. Seu rei mandou chamar Balaão, para que este amaldiçoasse os israelitas. Ele foi, mas somente pôde pronunciar o que Deus lhe pôs na boca. E em todas as ocasiões, Balaão pronunciou palavras de bênção e não de maldição sobre o povo.

Em Gênesis encontramos o início da história de Israel. Deus fala a Abrão: “Farei de você um grande povo, e o abençoarei. Tornarei famoso o seu nome, e você será uma bênção. Abençoarei os que o abençoarem e amaldiçoarei os que o amaldiçoarem e por meio de você todos os povos da terra serão abençoados” (Gn 12.2-3). No texto de hoje fica evidente que Deus estava cuidando de seu povo e cumprindo sua palavra. Ao longo de toda a história, aquilo que prometeu ele realizou.

Vivemos numa época em que nos são feitas muitas promessas, principalmente em anos eleitorais. Já estamos acostumados com o fato de que a maioria delas não se cumprem. E essa realidade faz com que muitas vezes nos tornemos incrédulos em relação ao que nos é prometido. O versículo em destaque mostra que nosso Deus é diferente. Quando ele fala, também age. Quando promete, ele cumpre.

Na Bíblia encontramos muitas promessas divinas. Teremos dificuldade em crer nelas se não confiarmos plenamente em Deus, achando que ele é falho como o ser humano. Contudo, assim como Deus cumpriu todas as suas promessas para com o povo de Israel, ele cumprirá as que fez a nós. Quero desafiá-lo a encontrar algumas delas na Bíblia e a crer firmemente que elas se cumprirão. Lembre-se: Deus não é homem para que minta. Ele é fiel. – MP


Quando Deus promete, ele não deixa de cumprir.

Reflexão ✅

Ressurreição

LEITURA BÍBLICA:  Mateus 28.1-10.  Ele não está aqui; ressuscitou! (Mt 28.6a)

Estamos comemorando a Páscoa. Esta época tem gosto de chocolate, mas seu verdadeiro sentido é a ressurreição de Cristo. Sem ter culpa, ele morreu em lugar dos verdadeiros culpados: nós. Mas não permaneceu morto: ressuscitou, ou seja, passou da morte para a vida. Quando cremos nisso e entregamos nossa vida nas mãos de Deus nosso Pai, esvaziando-nos de toda nossa vontade própria, morremos para a vida antiga e recebemos uma nova. Isso implica morrer para o ódio e ressuscitar para o perdão, deixar a mentira para dizer a verdade, abandonar o pessimismo e revestir-se de coragem.

Se alguém diz que vive com Cristo, não vai esperar a chegada da Páscoa para se reconciliar com alguém: tem de agir assim todos os dias. Confesso que sou falho como esposo, pai de família, líder na igreja, profissional e amigo, mas faço o possível para viver bem com todos, melhorando a cada dia e praticando os princípios bíblicos. Vejo muitas pessoas sofrendo porque não querem pedir perdão ou concedê-lo; muitos ficam doentes e buscam apoio psicológico por viverem com culpas e ressentimentos. Pessoas assim precisam “ressuscitar” para uma nova vida! Você também precisa? Procure investigar em qual área da vida você precisa “renascer” – ou seja, o que você ainda precisa entregar a Deus. Não adianta viver carregando coisas mortas – como vícios, mesmices, reclamações, orgulho, fofocas… pessoas com essa “bagagem” vivem querendo “puxar o tapete” dos outros e se esquecem que estão à beira de um abismo… Coisas mortas exalam mau cheiro, e este afasta as pessoas. Temos de morrer para tudo isso e ressuscitar para uma nova vida junto com Jesus. Afinal, você prefere o mau cheiro das coisas que dominam e escravizam sua vida ou o perfume da vida nova com Jesus, que nos liberta da escravidão às coisas mortas e conduz à vida eterna? – ETS


A nova vida que Jesus oferece elimina o mau cheiro da morte que deixamos para trás.

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Esperar

LEITURA BÍBLICA:  Jó 19.25-27  Esteja sobre nós o teu amor, Senhor, como está em ti a nossa esperança (Sl 33.22).

Esperar não é algo muito fácil… sobretudo neste tempo em que vivemos hoje, no qual tudo é muito urgente. Corremos e tropeçamos uns nos outros tentando chegar a algum lugar que nem ao menos sabemos onde é, pois não temos tempo para refletir sobre isto. Tentamos reter as horas em nossas mãos, correndo mais e mais a cada dia. Temos de absorver cada momento, assimilar todas as informações, aproveitar as oportunidades e ganhar cada centavo possível. Isto nos causa ansiedade e angústia. Não podemos ser passados para trás, por isso somos constantemente pressionados a avançar.

Definitivamente, não sabemos esperar. Ao mesmo tempo, percebemos que tudo tem seu tempo apropriado para acontecer (Ec 3.1), o fruto demora para amadurecer e cada dia é um preparo para o próximo que virá.

Deus trabalha sobretudo com processos. Precisamos de tempo para aprender, crescer e conquistar. Algumas coisas demoram quase toda a nossa vida para serem alcançadas, pois precisamos de preparo para recebê-las. E quando nos apressamos podemos atrasar o processo.

Há os que dizem esperar no Senhor, mas são poucos os que realmente o fazem. Esperam por falta de alternativa, não por decisão consciente. Enquanto aguardam resmungam, ficam tristes e sufocados em sua própria ansiedade. Muitas vezes, por não suportarem a demora, precipitam-se e jogam fora todo o tempo que gastaram esperando algo que não tinham a firme confiança de alcançar. Esperar requer fé, sobretudo quando vivemos em meio a circunstâncias que dizem o contrário do que cremos, como no caso de Jó. Também requer amor, pois ele tudo espera e tudo suporta (1Co 13.7b), até mesmo a dor de ver o tempo avançar e nada do que desejamos acontecer.

Por isso, enquanto espera, adore, ore, cante louvores e renda ações de graças ao Senhor, em quem está a sua confiança! – LFS


Aprender a esperar em Deus aperfeiçoa nossa confiança nele.

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Reflexão ✅

Calado
LEITURA BÍBLICA:  Isaías 53.4-7
Quando insultado, não revidava; quando sofria, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga com justiça (1Pe 2.23).

Ninguém quer sofrer! Mas o sofrimento serve, em parte, para a nossa autopreservação. A dor de dente que sentimos avisa-nos de algum mal, reclamando uma consulta ao dentista. Quando Adão desobedeceu a Deus, sofreu mais como parte da mortalidade. Jesus, porém, experimentou os piores sofrimentos, descritos no texto que você acabou de ler. No momento planejado pelo Pai, encarou a morte na cruz. Quantas horas padeceu durante o seu julgamento, e bem mais na crucificação! Mesmo inocente, aguentou tudo “para que, pela graça de Deus, em favor de todos, experimentasse a morte” (Hb 2.9b). No fim, disse: “Está consumado!” e entregou seu espírito ao Pai (Jo 19.30).

Na verdade, os sofrimentos físicos de Cristo destacam-se mais do que sua agonia interior. Ele não era isento da tendência humana de reclamar seus direitos e de se exaltar contra seus algozes quando oportunidades não lhe faltaram. Não maldizia nem retrucava, como diz nosso versículo em destaque, embora provavelmente sentisse a tentação de revidar. O seu sofrimento, tanto físico quanto emocional, fora incluído horas antes na sua oração no Getsêmani: “Não seja feita a minha vontade, mas a tua” (Lc 22.42). Beberia o cálice de levar sobre si toda a maldade humana, repugnante que fosse. Quando decidiu cumprir sua missão, ele sabia que ela incluía tudo, inclusive sofrer sem reclamar, por amor. Permaneceu calado – ele que falara com tanta eloquência, ensinando, aconselhando, confortando, repreendendo. Fez tudo que foi necessário para estabelecer o seu reino espiritual e negou qualquer sugestão de que deveria reinar visivelmente na terra naquele tempo. Lembremos seu exemplo de submissão a Deus quando formos tentados a falar impensadamente, fora de hora e sem consideração pelos outros. Em todo tempo, confiemos no poder do vitorioso Jesus! – TL


Jesus sofreu calado para que pudéssemos falar do amor de Deus.

Reflexão ✅

Beijo falso
LEITURA BÍBLICA:  Lucas 22.47-51

Não planeje o mal contra o seu próximo, que confiadamente mora perto de você (Pv 3.29).

“Judas, com um beijo você está traindo o Filho do homem?” Com esta pergunta Jesus se dirige a um de seus discípulos – mais que isso, a um amigo que andou com ele durante seu ministério, presenciou vários milagres, ouviu suas palavras, comeu com ele e partilhou vários momentos importantes. Sua amizade, porém, não era verdadeira. Hoje, o chamaríamos de “amigo da onça”, isto é, aquele que trai, que na frente é uma coisa e pelas costas é outra. Quantas vezes encontramos pessoas assim! Nosso coração se entristece quando alguém muito chegado acaba traindo a nossa amizade e confiança. Ah, como é difícil depois de tão grande decepção conseguir confiar nos outros novamente!

Jesus, que também passou por isso, ensinou e mostrou o que devemos fazer: amar nossos inimigos (Mt 5.44). Ele chegou ao ponto de morrer por nós na cruz. Jesus também nos ensinou a perdoar setenta vezes sete (Mt 18.21-22), ou seja, sempre que for necessário, e a amar o próximo como a nós mesmos (Lc 10.27).

Sejamos sinceros em nossos relacionamentos, buscando uma amizade verdadeira, com perdão e amor. Que nossos cumprimentos sejam calorosos e expressem nossos reais desejos. Por que amar? “Porque o amor perdoa muitíssimos pecados” (1Pe 4.8b). Muitos erros e falhas que poderiam ser apontados por falta de amor e perdão não o são quando estes estão bem presentes nos nossos relacionamentos. Lembre-se: um amigo verdadeiro não trai nem encobre os erros de alguém, mas com amor fala sempre a verdade. Esta gera confiança, essencial para se ter boas amizades.

Precisamos perdoar e amar para não sermos os “Judas” dos outros, os “amigos da onça”. Se não quisermos ter esse tipo de amigos, não podemos ser assim. Então, construa suas amizades por meio do perdão. – ACS/VS

 

Confiança, amor e perdão são bases para um bom relacionamento.