Reflexão ✅

Como Jó
LEITURA BÍBLICA:  Jó 1.13-22
Senhor, tu és o nosso refúgio, sempre, de geração em geração (Sl 90.1).

Fico imaginando qual seria a minha reação se tivesse perdido familiares, bens e fonte de renda, assim como Jó. Penso que todos nós reconhecemos o quanto reclamamos por pouca coisa. Isso acontece quando não damos o devido valor àquilo que temos. Passamos pouco tempo com a nossa família e culpamos Deus e o mundo pelas crises que surgem. Reclamamos do nosso trabalho e, quando perdemos o emprego, nos colocamos na posição de injustiçados. Somente quando ficamos doentes é que nos lembramos de orar por nossa saúde. Será que Jó valorizava a sua família e era grato por tudo o que tinha? É possível que sim, mas se não o fez, perdeu a oportunidade.

Para quem nunca passou por algo semelhante, é difícil imaginar-se numa situação como essa. Após tantas tragédias, Jó tinha todos os motivos para reclamar, entrar em depressão, culpar a vida e a todos. Poderia ter argumentos para se revoltar contra Deus. Mas Jó disse: “O Senhor o deu, o Senhor o levou; louvado seja o nome do Senhor” (v 21b). Não é fácil dizer o mesmo diante de doenças, desemprego, aflição, desespero ou morte. Por isso, a vida de Jó é um exemplo de submissão ao senhorio de Deus – alguém que demonstrou servir ao Senhor não por ter riquezas, uma bonita família e saúde, mas também nos momentos de perda, luto e conflitos. Sua história nos mostra que podemos e devemos buscar a Deus em todos os momentos, seja para gritar de dor ou chorar de alegria.

O próprio Jesus Cristo experimentou o caminho de sofrimento, angústia, abandono e morte. Ele mesmo escolheu passar por tudo isso para nos dar vida eterna e nos ajudar quando estivermos passando por dificuldades. Para alguém como Jó, que perdeu praticamente tudo, a diferença foi ter permanecido com Deus. Com ele, aprendemos a confiar no Senhor, não importa o que nos aconteça. – DS


A fé em Deus nos mantém firmes em quaisquer circunstâncias.

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Uma palavra

LEITURA BÍBLICA:  Lucas 7.1-10

Mas dize uma palavra, e o meu servo será curado (Lc 7.7b).

O centurião (oficial romano que comandava cem soldados) teve tremenda fé em Jesus Cristo. Um exemplo para o próprio povo do Senhor Jesus. Ele confiou que apenas uma palavra de Jesus seria suficiente para curar o servo dele. Foi o que aconteceu.

Você crê desta maneira em Jesus Cristo? Para onde você corre quando tem problemas? Em seu dia a dia, você confia a sua vida e as situações que enfrenta – sejam grandes ou pequenas – ao Senhor, ou tenta resolver as coisas do seu jeito? Será que o servo do centurião teria sido curado se aquele homem não tivesse procurado Jesus? É claro que não.

Como é difícil viver uma fé assim, mas quanto mais cedo aprendermos a confiar no Senhor, mais cedo experimentaremos coisas maravilhosas de Deus em nossa vida. Um dos “segredos” é seguir o exemplo do homem que procurou Jesus para que ele curasse o seu filho. Jesus lhe perguntou se ele cria, e ele respondeu: “Creio, mas me ajude a ter mais fé ainda” (Mc 9.14-29). Precisamos pedir mais fé, principalmente quando a coisa está complicada. Somos seres humanos e não precisamos ser super-heróis, sem falhas, imbatíveis. Pelo contrário, ainda temos falhas, e isto inclui falta de fé. Mas podemos aprender. Podemos melhorar. E o Senhor também nos ajuda nisto, se formos sinceros diante dele. Eu e você precisamos aprender a ter mais fé em Jesus Cristo e a verdadeiramente confiar os nossos problemas a ele – é assim que conheceremos cada vez mais a Deus e à sua palavra.

Outra coisa importante é não se achar autossuficiente, dispensando toda e qualquer ajuda, inclusive a de Deus. É preciso lembrar que ele também usa pessoas para nos ajudar.

Também é preciso lembrar que Deus é Deus em todas as situações e que não existem impossíveis para ele. Creia de todo o seu coração (sentimento) e de todo o seu entendimento. – HK


Aprenda a ter fé e experimente o poder de Deus em sua vida!

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Espelho fosco
LEITURA BÍBLICA:                                     1 Samuel 2.12-17;22-25
Ana orava silenciosamente, seu lábios se mexiam, mas não se ouvia sua voz. Então Eli pensou que ela estivesse embriagada (1Sm 1.13).

É comum vermos de modo muito claro os erros dos outros, mas achamos muito difícil fazer a mesma coisa em nós. O sacerdote Eli julgou a atitude de Ana, acusando-a de estar sob efeito de muito vinho, mas nunca percebeu a grave desobediência de seus próprios filhos. Só depois de muita queixa ele disse: “De todo o povo ouço a respeito do mal que vocês fazem” (v 23). Logo depois, um homem de Deus veio ao seu encontro e avisou ao sacerdote que a paciência de Deus com sua família tinha acabado. Eli havia confundido uma oração com embriaguez, mas não reconhecia a maldade de seus filhos. Essa distorção é comum ao ser humano, sempre preocupado com a espiritualidade alheia e esquecendo-se de cuidar da sua própria.

Fico surpreso por ter conhecido tantas pessoas com facilidade em ver os erros de outras e com muita dificuldade em perceber os seus. Parece que no tocante aos outros usamos um espelho novo e quando chega a nossa vez, um fosco. Nossa tendência a fazer o que é mau obscurece nosso julgamento quando se trata de nossa pessoa. Justificamos nossos atos segundo nossas preferências, nosso orgulho e vaidade, ou de acordo com os interesses envolvidos. Por causa do seu caráter santo, o julgamento de Deus é o único correto e verdadeiro. Só usaremos um “espelho novo” se permitirmos que o Espírito Santo nos julgue usando a Palavra. Isso dói, mas é necessário para que haja crescimento. Troque o espelho que você usa para julgar os outros e use-o em si mesmo. A falta desse princípio sadio tem sido uma das causas de tantos dissabores nos relacionamentos. A inveja, o orgulho, o complexo de superioridade, a ambição por fama, destaque e posições elevadas têm-se manifestado nesse julgamento feito com o espelho defeituoso. – MJT 

Hipócrita, tire primeiro a viga do seu olho, e então você verá claramente para tirar o cisco do olho do seu irmão (Mt 7.5).

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Paz sem muros

LEITURA BÍBLICA:  Efésios 2.11-22 Ele é a nossa paz (Ef 2.14).

Há algum tempo participei de um evento chamado Convocatória Internacional para a Paz na Jamaica. Um belo país caribenho, praias magníficas, povo alegre. Mas um país de contrastes: de um lado as praias privativas, os shopping centers, resorts, as casas de luxo. Do outro lado da rua, casas humildes, jovens empobrecidos, violência. Uma rua e um muro separavam duas realidades distintas.

Assim como nos tempos de Paulo, continuamos a viver num mundo manchado pelas divisões, sejam de classe social, de cor da pele, da religião que professamos. Há claramente cercas que dividem a humanidade. Muitos esforços são feitos para derrubar essas cercas: educação, revolução social, programas sociais. Entretanto, a leitura de hoje nos ensina que apenas uma coisa é necessária para rompermos definitivamente as barreiras que nos separam dos nossos semelhantes: ter paz com Deus.

Cristo é a paz, conforme diz o versículo em destaque, por isso veio ao mundo para destruir o muro que nos separa uns dos outros, veio abolir as regras religiosas, as falsas obras, a falsa humildade, tudo que nos incapacitava de ter um relacionamento com Deus. Cristo fez a paz entre nós e Deus por meio da cruz (v 15), de forma que aqueles que antes eram inimigos e distantes de Deus agora são um só pela fé. Cristo anunciou a paz (v 17) tanto aos que já conheciam a Deus quanto aos que estavam afastados. Agora, em Cristo, podemos todos ter paz com Deus por meio do Espírito Santo que nos une e habita em nós.

Para vivermos a paz de Deus neste mundo, temos de ter consciência que ela não depende de armas, de força, de obras caridosas, nem de bons princípios de vida. A paz depende de Cristo. Quando cremos em Cristo, somos presenteados com a paz de Deus em nós, e chamados a ser pacificadores (Mt 5.9). – AS


Cristo é a nossa paz, por isso podemos anunciar e viver a paz já neste mundo.

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Deus chama
LEITURA BÍBLICA:  Mateus 4.18-22
Sigam-me, e eu os farei pescadores de homens (Mt 4.19b).

Jesus estava buscando discípulos: pessoas que ele pudesse ensinar e que o ajudassem a realizar seu propósito. Este objetivo de Jesus cumpriu-se há cerca de dois mil anos, mas ainda hoje Deus quer a ajuda de pessoas para espalhar a notícia a respeito do que Jesus fez. Costumamos pensar que isto é tarefa de pastores e missionários, pois estes é que foram chamados por Deus, mas isto é um engano.

Recebi carta de uma jovem que dizia que seu sonho era passar o dia todo na igreja, junto com os cristãos, só cantando e louvando a Deus. Achava que seria maravilhoso. Mas a vida cristã não se resume a isso – Deus não está em busca de pessoas que fiquem o dia inteiro dentro da igreja. Afinal, quem são, então, as pessoas chamadas por Deus, e o que ele espera delas?

No texto da leitura bíblica de hoje, o que Pedro, André, Tiago e João estavam fazendo? Trabalhavam com dedicação nas suas tarefas profissionais como pescadores. Ou seja: Jesus chamou pessoas ativas, que estavam mostrando serviço. A melhor forma de começar a trabalhar para Deus é arregaçar as mangas e se dispor ao serviço, pois Deus não chama pessoas preguiçosas.

E o que Jesus esperava destes homens que chamara? Seu convite foi: “Farei de vocês pescadores de homens”. A pesca era algo que fazia parte do cotidiano deles. Ainda que no primeiro momento não tenham entendido do que Jesus falava, sabiam que poderiam ajudar, pois tinham experiência como pescadores. Deus nos dá dons e talentos, e quer que os usemos para passar a mensagem de Jesus adiante.

Onde quer que estivermos, haverá oportunidades para falar de Jesus e demonstrar o amor de Deus pelas pessoas. É só prestar atenção e aproveitar imediatamente as chances quando elas aparecem. Nem sempre se trata de falar: às vezes é preciso só ouvir, ou então ajudar de forma prática. Portanto, se você perceber que Deus quer algo de você, atenda-o imediatamente. – MM 

Deus tem tarefas para todos: basta dispor-se fazer sua parte!

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