Reflexão ✅

Beba!

LEITURA BÍBLICA:  João 7.37-39
O Espírito e a noiva dizem: “Vem!” … Quem tiver sede, venha; e quem quiser, beba de graça da água da vida
(Ap 22.17b).

Tente segurar um litro de água em uma das mãos. Impossível, ela escorre e sobra só um restinho. No entanto, existe um meio de segurar um litro de água na mão: quando está congelada. Mas aí ela também não serve para beber, além de ser insuportavelmente fria. Água boa para beber precisa fluir sem empecilhos.

Essa água é uma imagem muito boa para o amor de Deus. A Bíblia diz que Deus derrama seu amor em nós por meio do Espírito Santo (Rm 5.5), ao qual também chama de “água viva”. Ele nos faz viver de verdade, nos anima e satisfaz. É preciso, porém, deixá-lo penetrar e agir livremente até que se torne parte de nós, assim como a água que bebemos faz com o nosso corpo. Jesus ensina que, se oferecermos essa chance ao amor, cumpriremos toda a lei, ou seja, viveremos corretamente, da forma como Deus queria ao nos criar.

No entanto, é importante lembrar que o Espírito Santo só ativará o amor de Deus em nós se puder assumir todo o comando. Isso pode até assustar, porque nós sempre queremos mandar tanto em nossa vida… Muitas pessoas tentam então segurar o Espírito e o amor de Deus nas mãos e, para isso, também o tratam como água: congelam-no em regras e regulamentos. Só que assim o tornam frio e intragável. Há um modo melhor de manter o Espírito presente: oferecer-lhe um vaso – por exemplo, a nossa própria pessoa. Assim ele desenvolverá todo o seu poder benéfico em nós e no mundo que nos cerca.

O versículo em destaque diz que todos os cristãos juntos (a “noiva”) e o Espírito convidam: há água (amor) para todos: venha e beba. É esta água que sacia sua sede por um sentido para a vida e que fortalece os cansados. Ela é tão boa que, depois de experimentar, você nunca mais vai querer outra (João 4.14) e ela vai sustentá-lo para sempre. – RK 

Se você anda com sede por algo que faça a vida valer a pena, venha a Jesus!

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A paz

LEITURA BÍBLICA:  Isaías 57.15-21

 (Cristo) veio e anunciou paz a vocês… (Ef 2.17)

O mundo precisa de paz. Em todos os lugares proliferam problemas que tiram a nossa paz: desemprego, guerras, pobreza, corrupção, tráfico de drogas, riquezas desmedidas. E esta situação não é nova. É como diz Eclesiastes 1.10: “Haverá algo de que se possa dizer: ‘Veja! Isto é novo!’?” Não! Já existiu há muito tempo; bem antes da nossa época”. Não há novidade no correr dos séculos. Muda apenas a forma como o sofrimento e as aflições se apresentam. Os problemas continuam os mesmos. Percebemos que a sabedoria do mundo não é suficiente para trazer paz ao homem.

Além desta falta de paz exterior, há também a falta dela em nosso interior. A certa altura da sua vida, o rei Davi cometeu uma série de erros que tiveram consequências terríveis. Ao ser censurado por um profeta, ele caiu em si e reconheceu que tinha sentido falta de paz por esconder suas falhas, a ponto de quase ficar doente (Sl 32.3-4).

Paz é uma palavra tão simples, mas algo tão difícil de ser encontrado. No entanto, não é impossível de ser obtida! No texto da leitura, Deus declara que nos deseja dar paz e que vai providenciar o necessário para isto. Por isto, ele mandou Jesus Cristo ao mundo, para anunciar a paz e morrer por nós. Só quando aceitamos esta verdade o nosso coração duro, maldoso, invejoso, ganancioso e egocêntrico percebe seus erros e pode confessá-los, como Davi fez ao reconhecer que o profeta tinha razão em sua repreensão.

Jesus viveu entre as pessoas e sentiu na própria carne as consequências da falta de paz no mundo. Ele sabia que isto não mudaria, como expressam os versículos finais da leitura de hoje. Por isto, prometeu: “Deixo-lhes a paz; a minha paz lhes dou. Não a dou como o mundo a dá. Não se perturbem os seus corações, nem tenham medo” (Jo 14.27). Para ter paz interior, aquela que resiste a qualquer circunstância externa, busque-a junto a Deus, que prometeu: “Paz, paz, aos de longe e aos de perto”! – EOL 

Paz com Deus no coração: não há guerra que resista.

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Fazer o bem

LEITURA BÍBLICA:  Atos 10.36-43
O povo se alegrava com todas as maravilhas que [Jesus Cristo] estava fazendo
(Lc 13.17b).

Há no ser humano o desejo de fazer o bem. Mas há, infelizmente, também a tendência de praticar o mal. Em sua carta aos romanos, o apóstolo Paulo menciona esta luta interior: “Sei que nada de bom habita em mim, isto é, em minha carne. Porque tenho o desejo de fazer o que é bom, mas não consigo realizá-lo. Pois o que faço não é o bem que desejo, mas o mal que não quero fazer, esse eu continuo fazendo” (Rm 7.18-19). Como Paulo, temos de admitir que a tendência ao mal nos prende, impedindo que façamos o bem sem segundas intenções.

Isto não acontecia com Jesus. Hoje, lemos um resumo de sua trajetória na terra feito por Pedro. Gostaria de destacar o v 38: “Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e poder, e ele andou por toda a parte fazendo o bem e curando todos os oprimidos pelo diabo, porque Deus estava com ele”. Sobre Jesus, o autor da carta aos Hebreus ainda declara: “Não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, mas sim alguém que, como nós, passou por todo o tipo de tentação, porém, sem pecado” (Hb 4.15). É verdade, Satanás se empenhou ao máximo para desviar Jesus de sua missão, mas o Filho de Deus não cedeu. Ele sempre optou somente pelo bem.

Qual foi o bem maior que Jesus fez na vida do prezado leitor? Na minha, foi o perdão dos meus pecados (tudo aquilo que desagrada a Deus) e a dádiva da vida eterna. Isto representa a misericórdia, o amor e a grande compaixão de Deus. Não há nenhum mérito de minha parte. É tudo graça sobre graça. E, se ao longo dos anos pude fazer alguma coisa boa, repito, foi pela graça de Deus. Concordo plenamente com o que diz Filipenses 2.13: “É Deus quem efetua em vocês tanto o querer quanto o realizar, de acordo com a boa vontade dele”. – HM 

Só conseguimos fazer o bem de verdade quando estamos ligados a Cristo.

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Traição!

LEITURA BÍBLICA:  Mateus 26.14-16 Que posso fazer com você, Efraim? Que posso fazer com você, Judá? Seu amor é como a neblina da manhã, como o primeiro orvalho que logo evapora (Os 6.4).

No livro “O totem da paz”, Don Richardson relata a sua experiência como missionário entre os sawis, povo nativo da parte ocidental da Nova Guiné. Uma das principais características daquele povo era o cultivo da traição como uma virtude, e as pessoas rivalizavam entre si para descobrir quem era mais criativo ao atrair um inimigo para depois matá-lo. Por isso, quando ouviram pela primeira vez a história da Páscoa, os sawis, para horror do missionário, reverenciaram Judas Iscariotes; para eles, este era o verdadeiro herói da história por ter conseguido enganar Jesus, fingindo-se de seu amigo.

Trair é dizer uma coisa e fazer outra. É o que faz o cônjuge que promete fidelidade ao outro, mas cai em adultério. É o chefe que finge aceitar a ideia do funcionário para depois implementá-la como sua própria. Também é louvar a sabedoria de Deus e nega-lhe o direito de dirigir as nossas escolhas. É afirmar: “Tudo, ó Cristo, a ti entrego” e continuar controlando algumas áreas da vida, como a financeira. É disso que Deus fala ao queixar-se de Efraim (o povo de Israel) e Judá, como lemos no versículo em destaque: o amor some ao primeiro sinal do calor dos problemas.

Quando os sawis queriam fazer um pacto de paz real com outra tribo, havia somente um ritual que garantia isso (leia o livro para descobrir qual era – é emocionante). Uma vez celebrado o acordo, ninguém se atrevia a traí-lo. Foi aí que o missionário descobriu como explicar o crime de Judas: ao atacar Jesus, sua traição havia quebrado o pacto de paz que Deus queria fazer com os homens. Os sawis entenderam esta mensagem.

O relato da traição de Judas serve de alerta para nós. Ele traiu Jesus, trocando-o por dinheiro. E nós? O que é tão importante que ameaça tomar o lugar de Deus mesmo depois de termos prometido fidelidade a ele? – DK 

Não é Deus que nos desampara nos momentos difíceis, nós é que nos esquecemos de sua presença.

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Lembre!

LEITURA BÍBLICA:  Lamentações 3.1-23 Lembro-me da minha aflição … e a minha alma desfalece dentro de mim. Todavia, lembro-me também do que pode me dar esperança (Lm 3.19-21).

O texto de hoje descreve uma situação de calamidade. O povo de Judá tinha abandonado seu Deus e por isso foi levado ao exílio na Babilônia. Os judeus sofreram muito durante o cerco a Jerusalém e ao ver sua amada capital destruída. Quando tiveram de deixar sua pátria desolada, sentiram-se abandonados pelo Senhor.

O escritor de Lamentações se lembra de todas as circunstâncias desfavoráveis que o cercam, de sua tristeza e dor. Ele sabia que aquele castigo terrível e a humilhação que seu povo sofria tinham sido causados pela desobediência – Deus não estava sendo injusto. Mesmo assim, o sofrimento o dominava. Até que ele para de pensar apenas nas circunstâncias e se lembra de algo que lhe dá esperança: o amor do Senhor é o que nos mantém, sua misericórdia se renova constantemente e sua fidelidade é grande!

Sua atitude nos ensina a também reagirmos positivamente diante do sofrimento. Todos enfrentamos dificuldades – elas se multiplicam e não nos dão descanso! Porém, o texto de hoje nos leva a pensar: quando estamos cercados de problemas e tudo parece perdido, de que lembramos? Do nosso Deus? Ou nos concentramos apenas no problema e esquecemos tudo o que o Senhor já fez por nós?

Quando sofremos, precisamos lembrar-nos do Senhor. Ele nos ama incondicionalmente e sua fidelidade não tem limites – então podemos confiar em que ele nunca vai nos desamparar. Além disso, podemos contar com sua misericórdia, que também não tem prazo de validade. Quando lembramos de tudo isso e buscamos a Deus, ele nos ajuda a vencer nossas dificuldades – ou ao menos nos dá paciência para suportá-las. Portanto, não esqueça que Deus está sempre perto. Lembre-se dele em todas as situações e peça sua ajuda quando as circunstâncias levarem você a pensar que não há mais esperança. – VWR 

Não é Deus que nos desampara nos momentos difíceis, nós é que nos esquecemos de sua presença.

Palavra de Sabedoria 📖



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