Reflexão

Crê ou não?

Leitura Bíblica: Isaías 66.1 e 2
Antes de clamarem, eu responderei; ainda não estarão falando, e eu os ouvirei (Is 65.24).

Moro em uma casa de vila. É um velho sobradinho com um pequeno quintal. Em muitas noites de domingo coloco minha cadeira de praia ali ao chegar da igreja e fico olhando para o céu, quieta. Reflito sobre o dia que passou, as pessoas com que cruzei. O que ouvi e cantei, quem está com problemas. Quem não veio. Lembro de algo engraçado ou esqueço de algo que me chateou. Numa manhãzinha de sábado, na quietude das primeiras horas depois de uma semana dura de trabalho, lá estava eu também sentada, pensando nas coisas que tinham e não tinham acontecido. Orando, meditando, divagando em meus pensamentos. Como companhia, uma ponta de angústia a me roçar o coração. Então, quase audivelmente, percebi o Senhor dizer: “Sou o Deus em que você crê, ou não?” Eu, que acabara de ler os mesmos versículos que você leu, estava ali, nem lembrando do que Deus me falara pela sua Palavra. Sentia-me vulnerável, fraca. E a voz do Senhor voltou de novo “Sou o Deus em que você crê, ou não?” Claro, Jesus estava ali. Cheio de graça e de verdade. Da mesma forma que me sentia vulnerável, entendi que Jesus tinha deixado tudo e se tornado um bebezinho, mais vulnerável do que eu naquele momento. Quantas vezes caminhamos sem sentir a presença do Senhor? Jesus, porém, continua ali. Não saiu, não se adiantou, não atrasou. Por causa do nascimento de Jesus e de tudo que ele viveria eu podia crer que Deus continuava Deus. Naquela manhã Deus derramou luz nas trevas da minha alma e afastou aquele desassossego fruto da mistura de inúmeros problemas e ansiedades. O Deus Todo-Poderoso dizia que quem lhe agradava era o humilde de coração. Assim percebi mais uma vez o amor de Deus derramado sobre mim – e agora sobre você, por que não? – AP

Em que Deus você crê?

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Reflexão

A oração do enfermo

Leitura Bíblica: Jó 42.7-17
Depois que Jó orou por seus amigos, o Senhor o tornou novamente próspero e lhe deu em dobro tudo o que tinha antes (Jó 42.10).

Talvez alguém que leia o título deste escrito pergunte: será que o autor não quis dizer “A oração pelo enfermo”? Não! Eu quis dizer o que disse, pois quero destacar o valor da oração intercessória feita por alguém em dificuldades. Isso parece contraditório, pois normalmente esperamos que os sãos orem pelos enfermos e não o contrário. Contudo, neste caso, a pedido de Deus, foi assim que ocorreu. Jó, passando por dificuldades terríveis, orou a Deus em favor de seus amigos e foi atendido. Deus não castigou os amigos dele, como bem mereciam, e ainda mudou a situação de Jó para muito melhor do que era antes do surgimento das dificuldades.
Sim, eu também estranhei isso na Bíblia, mas creio ter percebido a razão. Jó, que sempre foi um homem íntegro, correto, temente a Deus (Jó 1.1), e que andava em constante comunhão com Deus, teve por meio do sofrimento uma experiência ainda mais profunda com seu Senhor. Ele testemunhou isso ao final do livro ao dizer a Deus: “Meus ouvidos já tinham ouvido a teu respeito, mas agora os meus olhos te viram” (Jó 42.5). Em outras palavras, ele disse: eu já conhecia a Deus, mas no meio do sofrimento passei a conhecê-lo muito melhor.
O que fazer diante disso? Ora, nunca esqueçamos que os sofredores podem estar em comunhão melhor com Deus do que os demais e, assim, em sintonia mais adequada para interceder. Ao estarmos bem, não nos coloquemos como superiores aos que estão em dificuldades, como os amigos de Jó fizeram. Ao passar por dificuldades, também não nos coloquemos apenas como objetos da intercessão. Ao contrário, aproveitando o potencial de comunhão e intimidade com Deus que as dificuldades podem produzir, intercedamos pelos nossos queridos, nossa igreja e o Reino de Deus. – ARG

Deus também atende à intercessão do enfermo, enfraquecido e aflito.

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Reflexão ✅

Quem é Jesus?</

Leitura Bíblica: Marcos 8.27-29
[Jesus perguntou:] Quem vocês dizem que eu sou? Pedro respondeu: Tu és o Cristo (Mc 8.29).

Não há como negar a vida e a história de Jesus Cristo como homem. Muitos podem não acreditar nele como Filho de Deus, mas não podem negar que ele de fato existiu. As marcas e exemplos que ele deixou enquanto esteve aqui na terra são incontestáveis. Ele dividiu a história entre antes e depois de Cristo.
No mundo corporativo ele é visto como um ótimo modelo de líder; para algumas religiões, é um profeta que recebeu uma iluminação especial. Diz-se muita coisa sobre Jesus, mas o que interessa mesmo é o que ele significa em sua vida e se ele é para você o que a Bíblia afirma. Quando Jesus esteve na terra, faziam-se muitos comentários a seu respeito. As pessoas especulavam sobre quem ele seria e assim surgiu de tudo um pouco. Quando os discípulos foram questionados, Pedro respondeu o que está no versículo em destaque. Ele sabia quem era Jesus realmente e por isso não precisava ficar imaginando. Não basta apenas achar que Jesus foi um grande homem, profeta de Deus; é preciso saber que ele é de fato o Filho de Deus, enviado para morrer em nosso lugar e o único caminho para chegarmos a Deus.
Mas como será que Pedro soube quem ele era? Porque Deus revelou isso a ele (Mt 16.17) e também por causa de sua convivência com o Mestre. Ele caminhava com Jesus, ouvia seus ensinamentos e via seus milagres. Sua convicção vinha da experiência com Jesus. Hoje muitos afirmam saber que Jesus é o Filho de Deus porque alguém lhes contou. Mas não basta saber, é necessário ter uma experiência com ele e descobrir por si mesmo que ele realmente é quem afirma ser. Quem é Jesus para você? É apenas um homem exemplar ou é aquele que realmente faz diferença na sua vida? Crer que ele é o Filho de Deus significa entregar sua vida por completo aos cuidados dele e crer nele, para experimentar vida nova agora e eterna com ele no céu. – IG

Se Jesus é para você o que a Bíblia afirma, sua vida precisa comprová-lo.

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Reflexão

Vontade de Deus

Leitura Bíblica: Marcos 3.31-35
Quem faz a vontade de Deus, este é meu irmão, minha irmã e minha mãe (Mc 3.35).

No texto de hoje, Jesus aproveita a chegada de seus familiares para ensinar aos seus seguidores uma importante lição. Para fazer parte de sua família, não é preciso ter parentesco de sangue: deve ocorrer um nascimento espiritual. Quando Jesus afirma “aqui estão minha mãe e meus irmãos”, declara que são os seus discípulos que formam sua verdadeira família.
A expressão “quem faz…” (v 35) demonstra que todos – pretos, brancos, vermelhos, marrons e amarelos, homens e mulheres, velhos e jovens, ricos e pobres, presos e livres, cultos e iletrados, judeus e gentios – podem ser incluídos na graça de Deus. É um exemplo interessante de deliberada “linguagem inclusiva”. Mas, antes que surja qualquer ideia de inclusão ilimitada, é preciso salientar que o mesmo versículo traz uma condição: “Quem faz a vontade de Deus…”. Em vez de incluir todos que estão “ao seu redor” (v 32), a afirmação de Jesus parece limitar os que são qualificados como sua família àqueles que ouvem e fazem o que Deus deseja (veja o versí­culo em destaque). O propósito de Jesus não era menosprezar seus familiares, mas demonstrar pelo contraste o significado do verdadeiro laço familiar. Jesus não tratou ninguém com falta de amor – nem mesmo os seus inimigos – muito menos iria fazê-lo com seus irmãos e com sua mãe. A mesma oferta feita a todos que estavam ao seu redor foi estendida também àqueles com quem dividia os laços sanguíneos. De fato, vários dos seus familiares tornaram-se seus discípulos, sendo obedientes a Deus. Mas lembre-se que ninguém é capaz de “fazer a vontade de Deus” por si só, a não ser somente pelo poder e pela graça soberana de Deus. Você já pode se considerar membro da família de Jesus? Pode afirmar que “faz a vontade de Deus”? – CK

Quem obedece a Deus faz parte de sua família.

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Reflexão

Nome

Leitura Bíblica: Êxodo 3.1-17
Qual é o nome dele? Que lhes direi? (Êx 3.13b).

Há mais coisa que poderíamos dizer sobre o nome de Deus do que caberia nesta pequena meditação. Por isso, queremos destacar aqui a santidade do nome de Deus.
No leitura bíblica que fundamenta nossa meditação, Moisés é chamado para libertar o povo de Israel da escravidão entre os egípcios. Diante disso, ele quer saber como explicar aos israelitas quem era esse Deus que ele apresentaria como seu mandatário. Então Deus se identifica como o “Eu Sou”, aquele que é eterno e absoluto. Ele usa o passado do povo para se apresentar: assim como se manifestara aos antepassados – Abraão, Isaque e Jacó – agora se mostrava a todo o povo.
Para nós, o nome serve como identificação. Nem sempre damos importância ao significado em si. No pensamento hebraico, no entanto, o nome está intimamente ligado à pessoa e pode indicar até mesmo o seu caráter. Por isso, ao responder a Moisés, Deus não apenas lhe deu uma identificação, mas uma descrição de sua natureza: “Eu Sou”. Não era necessário dizer mais nada. Esse nome é pleno, eterno, único e santo. O nome de Deus é tão especial que a Bíblia adverte até mesmo contra invocá-lo por qualquer motivo. Tal é a seriedade do nome de Deus que ele mesmo disse: “Não tomarás em vão o nome do Senhor, o teu Deus, pois o Senhor não deixará impune quem tomar o seu nome em vão” (Êx 20.7).
Mesmo assim, infelizmente existem pessoas que banalizam o nome de Deus e o evocam por motivos fúteis, dizendo: “Deus do céu”, “meu Deus” e por aí vai. Além disso, há pessoas que, sem pensar, afirmam: “juro por Deus…”, quando na verdade não estão nem considerando a existência e o poder de Deus.
E você? Em que situações você invoca o nome de Deus? Você o faz realmente pensando nele, ou de forma automática e até leviana? Não fale de Deus ou com Deus se não estiver sendo sincero. Por outro lado, se esse for realmente o seu desejo, fale com Deus à vontade: ele está sempre atento para nos ouvir. – MM

O nome de Deus é tão santo que não deve ser invocado por qualquer motivo.

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