Arquivo do mĂŞs: novembro 2014

ReflexĂŁo âś…

Vontade de Deus

Leitura BĂ­blica: Marcos 3.31-35
Quem faz a vontade de Deus, este Ă© meu irmĂŁo, minha irmĂŁ e minha mĂŁe (Mc 3.35).

No texto de hoje, Jesus aproveita a chegada de seus familiares para ensinar aos seus seguidores uma importante lição. Para fazer parte de sua família, não é preciso ter parentesco de sangue: deve ocorrer um nascimento espiritual. Quando Jesus afirma “aqui estão minha mãe e meus irmãos”, declara que são os seus discípulos que formam sua verdadeira família.
A expressĂŁo “quem faz…” (v 35) demonstra que todos – pretos, brancos, vermelhos, marrons e amarelos, homens e mulheres, velhos e jovens, ricos e pobres, presos e livres, cultos e iletrados, judeus e gentios – podem ser incluĂ­dos na graça de Deus. É um exemplo interessante de deliberada “linguagem inclusiva”. Mas, antes que surja qualquer ideia de inclusĂŁo ilimitada, Ă© preciso salientar que o mesmo versĂ­culo traz uma condição: “Quem faz a vontade de Deus…”. Em vez de incluir todos que estĂŁo “ao seu redor” (v 32), a afirmação de Jesus parece limitar os que sĂŁo qualificados como sua famĂ­lia Ă queles que ouvem e fazem o que Deus deseja (veja o versí­culo em destaque). O propĂłsito de Jesus nĂŁo era menosprezar seus familiares, mas demonstrar pelo contraste o significado do verdadeiro laço familiar. Jesus nĂŁo tratou ninguĂ©m com falta de amor – nem mesmo os seus inimigos – muito menos iria fazĂŞ-lo com seus irmĂŁos e com sua mĂŁe. A mesma oferta feita a todos que estavam ao seu redor foi estendida tambĂ©m Ă queles com quem dividia os laços sanguĂ­neos. De fato, vários dos seus familiares tornaram-se seus discĂ­pulos, sendo obedientes a Deus. Mas lembre-se que ninguĂ©m Ă© capaz de “fazer a vontade de Deus” por si sĂł, a nĂŁo ser somente pelo poder e pela graça soberana de Deus. VocĂŞ já pode se considerar membro da famĂ­lia de Jesus? Pode afirmar que “faz a vontade de Deus”? – CK

Quem obedece a Deus faz parte de sua famĂ­lia.

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ReflexĂŁo âś…

Nome

Leitura BĂ­blica: ĂŠxodo 3.1-17
Qual Ă© o nome dele? Que lhes direi? (ĂŠx 3.13b).

Há mais coisa que poderíamos dizer sobre o nome de Deus do que caberia nesta pequena meditação. Por isso, queremos destacar aqui a santidade do nome de Deus.
No leitura bíblica que fundamenta nossa meditação, Moisés é chamado para libertar o povo de Israel da escravidão entre os egípcios. Diante disso, ele quer saber como explicar aos israelitas quem era esse Deus que ele apresentaria como seu mandatário. Então Deus se identifica como o “Eu Sou”, aquele que é eterno e absoluto. Ele usa o passado do povo para se apresentar: assim como se manifestara aos antepassados – Abraão, Isaque e Jacó – agora se mostrava a todo o povo.
Para nós, o nome serve como identificação. Nem sempre damos importância ao significado em si. No pensamento hebraico, no entanto, o nome está intimamente ligado à pessoa e pode indicar até mesmo o seu caráter. Por isso, ao responder a Moisés, Deus não apenas lhe deu uma identificação, mas uma descrição de sua natureza: “Eu Sou”. Não era necessário dizer mais nada. Esse nome é pleno, eterno, único e santo. O nome de Deus é tão especial que a Bíblia adverte até mesmo contra invocá-lo por qualquer motivo. Tal é a seriedade do nome de Deus que ele mesmo disse: “Não tomarás em vão o nome do Senhor, o teu Deus, pois o Senhor não deixará impune quem tomar o seu nome em vão” (Êx 20.7).
Mesmo assim, infelizmente existem pessoas que banalizam o nome de Deus e o evocam por motivos fĂşteis, dizendo: “Deus do cĂ©u”, “meu Deus” e por aĂ­ vai. AlĂ©m disso, há pessoas que, sem pensar, afirmam: “juro por Deus…”, quando na verdade nĂŁo estĂŁo nem considerando a existĂŞncia e o poder de Deus.
E você? Em que situações você invoca o nome de Deus? Você o faz realmente pensando nele, ou de forma automática e até leviana? Não fale de Deus ou com Deus se não estiver sendo sincero. Por outro lado, se esse for realmente o seu desejo, fale com Deus à vontade: ele está sempre atento para nos ouvir. – MM

O nome de Deus Ă© tĂŁo santo que nĂŁo deve ser invocado por qualquer motivo.

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ReflexĂŁo âś…

Conselho de sogra

Leitura BĂ­blica: Rute 3.1-5
Consagre ao Senhor tudo o que vocĂŞ faz, e os seus planos serĂŁo bem-sucedidos (Pv 16.3).

Normalmente as pessoas fazem muitas piadas sobre as sogras, em geral depreciativas. Talvez até existam sogras ruins que por vezes atrapalham a vida das noras e dos genros. Mas seria muito infeliz dizer que todas são assim. Conheço muitas sogras que são excelentes. Minha própria sogra é uma verdadeira mãe para mim. Noemi era a sogra de Rute, e também ela era como uma mãe para sua nora. Note no texto de leitura bíblica sua preocupação com um futuro seguro e feliz para ela. Ambas eram viúvas: tanto Noemi como Rute. Rute, a nora, havia declarado seu amor pela sogra já no capítulo 1 (versículos 16 e 17:“Não insistas comigo que te deixe e que não mais te acompanhe. Aonde fores irei, onde ficares ficarei! O teu povo será o meu povo e o teu Deus será o meu Deus! Onde morreres morrerei, e ali serei sepultada. Que o Senhor me castigue com todo o rigor se outra coisa que não a morte me separar de ti!”). Enfim, nora e sogra se amavam, respeitavam, honravam. Uma queria o bem da outra. E na continuidade da história vemos que não foi somente por alguns momentos, mas uma atitude duradoura!
O conselho de Noemi ajudou Rute a conseguir encaminhar seu futuro. Rute atendeu ao conselho da sogra e o final feliz aconteceu! É perfeitamente possível haver união entre nora e sogra. Cada uma deve buscar fazer a sua parte para o bem geral da família. Todos nós queremos ter um final feliz e ninguém quer passar por momentos difíceis, mas é impossível viver sem ter nenhum problema para resolver. Então, um bom conselho é investir na união da família aplicando a recomendação do versículo em destaque acima, ouvir os conselhos dos mais experientes e externar o amor do coração em atitudes práticas pelos familiares! – ACS/VS

Conselhos de familiares merecem atenção, venham como vierem.

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ReflexĂŁo âś…

A Deus o que Ă© de Deus

Leitura BĂ­blica: Mateus 22.15-22
Deem a César o que é de César e a Deus o que é de Deus (Mt 22.21b).

É bastante conhecida a passagem bíblica da nossa leitura de hoje. Os inimigos de Jesus planejaram uma armadilha para incriminá-lo ao perguntar-lhe se era justo pagar tributo a César. Se a resposta de Jesus fosse “sim”, seria acusado de ser colaborador dos romanos. Se respondesse “não”, seria acusado de se rebelar contra a autoridade romana.
A reação de Jesus está descrita na leitura bíblica e sua conclusão é a do versículo em destaque. Os homens, admirados, retiraram-se.
Como cidadãos, temos direitos e deveres perante o governo. Cumprimos nossas obrigações, inclusive pagando os impostos. E exigimos os nossos direitos garantidos pelas leis. Damos, pois, a César o que é de César.
E como tem sido nosso relacionamento com Deus? Com certeza recorremos a ele nas horas mais difíceis, quando necessitamos de saúde, proteção, auxílio, bênçãos financeiras, etc. Ele passa a ser nosso médico, nossa segurança, nosso banco, nosso advogado, etc.
Temos dado a Deus o que é de Deus? Temos dado a ele, e somente a ele, nossa adoração? Temos glorificado o Senhor pela cura de enfermidades, por livramentos de morte? Temos dado a ele uma fração de nosso tempo para orar, para ler sua Palavra? Nosso dia de descanso é dedicado exclusivamente ao nosso lazer ou entregamos a ele uma parte desse dia? Temos dedicado a Deus nossa obediência, nossa fidelidade? Temos pago a ele, e somente a ele, o tributo do nosso louvor?
Nossa oração deve ser no sentido de que, quando estivermos diante do Filho de Deus, o Rei dos reis, o Senhor dos senhores, não sejamos encontrados como sonegadores dos tributos a ele devidos, mas como fiéis cidadãos do seu Reino, porque do leão do imposto de renda alguns até escapam, mas não do julgamento do Leão de Judá. – MNL

Tributemos ao Senhor a glĂłria devida ao seu nome.

ReflexĂŁo âś…

Fraqueza humana

Leitura BĂ­blica: Ester 1.1-5;10-22
[Pela fĂ©] da fraqueza tiraram força… (Hb 11.34).

Este texto é uma comprovação de que em qualquer época o homem é sempre o mesmo. O argumento usado pelos conselheiros do rei Xerxes mostra o egoísmo presente na decisão. Se até os nobres da corte estavam preocupados com a consequência do fato, que se dirá dos simples súditos? Por outro lado, vemos como cometemos julgamento prematuro a respeito de outros. Será que as mulheres do reino não poderiam, individualmente, fazer suas escolhas de conduta no tocante ao marido? É notável como tais nobres legislavam em causa própria. São parecidos com alguns políticos de hoje, que apenas beneficiam aqueles que pertencem ao mesmo partido.
Vejamos também o que pensavam os nobres. A rainha Vasti deveria ser substituída por outra que aceitasse ser mulher-objeto. Peça de admiração que valesse por sua beleza e não pelo caráter. Isso lembra bem os valores dos dias em que vivemos. Será que somos uma geração mais civilizada? Também há algo invisível aos conselheiros do rei. Se, para ter autoridade em sua casa, os maridos precisassem de um edito real, que líderes fracos seriam! Nem perceberam que o conselho era uma revelação tão vergonhosa para eles. Segundo a Bíblia, a liderança masculina no casamento não se estabelece por meio de ordens, mas por amor à esposa e a Cristo (Ef 5.22-33), e acontece pelo exemplo.
O texto nos mostra que a fraqueza humana é encontrada em todas as gerações. Mas Deus não quer que nos conformemos com isso. Por meio de Cristo, ele oferece seu perdão àqueles que reconhecem sua fraqueza e se arrependem dela. O único modo de libertar-se da necessidade de continuar desobedecendo a Deus é entregando a vida a Cristo, que a torna nova e eterna. Ele transforma não apenas nossa família, mas todos os nossos relacionamentos e valores. – MJT

Quem vive com Deus não precisa forçar a situação, mas ganha uma força que faz bem a todos.

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