Arquivo do mês: setembro 2016

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Reflexão 📖

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10 de setembro

Título – Imunes?

Leitura Bíblica: Lucas 6.46-49.         Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela não caiu, porque tinha seus alicerces na rocha (Mt 7.25).

A região onde moro foi atingida por ventos fortes, acompanhados de chuva e granizo, que destelharam e inundaram casas, derrubaram árvores, postes e construções. Em minha cidade, alguns locais não foram atingidos ou tiveram poucos danos. Casas de cristãos autênticos foram destruídas, enquanto pessoas sem Deus não tiveram prejuízo algum. Por que uns são poupados e outros não? Os cristãos não deveriam ter privilégios?

No texto de hoje há algo que muitas vezes passa despercebido: as duas casas são atingidas pela inundação. Ou seja, os cristãos não são imunes ao sofrimento – que muitas vezes não tem a ver com algum erro. Como a tendência humana é achar que uma tragédia é a punição divina por desagradarmos a Deus, Jesus deixou bem claro em Lc 13.1-5 que quem sofre não é mais culpado do que os outros. Desastres, porém, servem de alerta: todos precisam se arrepender! Não para preservar a vida física ou os bens, mas para ter a certeza de vida eterna com Deus.

Ao invés de julgar os outros se fomos poupados – por pura misericórdia divina, não por merecimento – deveríamos questionar: e se fosse comigo? Minha vida está correta diante de Deus? Está firmada na Rocha, Jesus? Tenho praticado o que aprendo na Bíblia? Além disso, se não tivemos prejuízos, podemos ajudar aqueles que tiveram. Quando sofremos, reordenamos nossas prioridades. Não vamos escapar do sofrimento por seguir a Cristo, mas podemos contar com o cuidado e a proteção de Deus enquanto passamos por momentos difíceis. Ele está no controle! Além disso, nos dá a garantia de vida completa agora e para sempre. Já quem ignora os avisos divinos pensa que está seguro, mas sua queda será grande (Mt 7.27). Passar a eternidade longe de Deus, em sofrimento constante e sem fim, deveria nos assustar mais do que qualquer tragédia que possamos vivenciar. – VWR

O que nos acontece é importante, mas o que importa é se acontece com Deus ou sem ele.

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📖 Palavra de Sabedoria

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9 de setembro

Título – Lei e graça

Leitura Bíblica: Mateus 23.1-6 e 16-28.                                                                 O pecado não os dominará, porque vocês não estão debaixo da lei, mas debaixo da graça (Rm 6.14).

O povo de Deus foi escravo no Egito por quatrocentos anos, em meio a pessoas com costumes totalmente diferentes. Com sua libertação e peregrinação rumo à nova terra, onde habitavam povos de cultura também diferente, fez-se necessária a constituição de leis que regessem o povo para que fosse preservado e não se perdesse, pois, embora sem terra, formavam uma nação e precisavam de uma identidade.

A implementação daquelas leis foi muito problemática, pois deveria ser extremamente minuciosa. Era da competência do sacerdócio exercer, além da função espiritual, a de legislador, juiz e executor de tais leis.

Porém, apesar de santa e perfeita, a lei foi sofrendo desgaste, pois os mesmos que legislavam cometiam pecado, tornando injusta sua aplicação e, sendo rigorosos na lei, esqueciam-se da misericórdia, tão necessária para a compreensão do ser humano.

A graça de Deus não nos impõe mandamentos; seu único mandamento é o amor. A força da lei está na punição; a da graça, no perdão. Não deixarei de agir mal por causa de uma lista de regras, mas por amor ao meu próximo e principalmente a Deus. A lei generaliza porque é igual para todos, focando na atitude e não nas intenções. Já a graça é diversificada por ser singular e incomparável – considera tudo, tanto a prática quanto sua motivação. Jesus curou e colheu espigas num sábado, tocou num leproso e num esquife, foi tocado por uma mulher que sangrava e abençoou-a e deixou de condenar uma outra mulher em flagrante adultério – atos que a lei condenaria. A graça de Jesus superou a lei, estabelecendo outra regra para reger todas as nossas ações: a do o amor manifestado em Cristo quando morreu por todos nós para que ao mesmo tempo a lei fosse cumprida e sua graça derramada sobre a humanidade. – LFS

Em Cristo prevalece a lei do amor.

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📖 Palavra de Sabedoria

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8 de setembro

Título – Positivo e negativo

Leitura Bíblica: 1 Timóteo 6.17-21.         A piedade com contentamento é grande fonte de lucro (1Tm 6.6).

Os escritos do apóstolo Paulo frequentemente contrapõem aspectos positivos e negativos. Faz isso porque a vida é assim mesmo. Toda ação correta tem resultados benéficos, toda ação errada resulta em problemas.

No texto que lemos hoje, Paulo recomenda aos ricos que evitem duas coisas negativas. Primeiro, que não sejam arrogantes. A arrogância não é fruto apenas da riqueza. Conversei certa ocasião com um jovem pastor arrogante por ter estudado em um seminário que ele julgava o melhor de todos. Colocou defeito em todos os outros. Só o seminário onde estudara era bom. No entanto, a riqueza favorece a arrogância porque proporciona recursos que outros não têm. Outra atitude negativa que Paulo assinala é depositar esperança nas riquezas. Anos atrás, um Cadillac dava glamour ao proprietário, e hoje?

A seguir Paulo apresenta o positivo. Como é rica a lista! Esperança em Deus. Prática do bem, generosidade. Disposição para repartir – uma virtude rara. Muitos pensam que riqueza é apenas bem material, mas há muitas outras. Quanta riqueza um médico, um professor, um juiz, um bom pedreiro, mecânico, motorista, um chefe de família têm para repartir! Um jovem estava desanimado por dificuldades financeiras e um fora que havia recebido da namorada. Seu pastor o consolou dizendo: “Você está chorando a perda da prata, mas Deus lhe reservou o ouro!” Anos depois, lembrando-se das palavras do seu antigo pastor, cumpriu o seu sonho com um excelente casamento e realização profissional maior do que poderia ter imaginado. Despertar a fé não é distribuir riquezas? Paulo considerava a piedade – ou seja, a atitude de levar a vida sob a direção de Deus – um grande valor, e recomenda a Timóteo que a guarde cuidadosamente – um precioso conselho para cada um de nós. – MJT

A presença de Deus é que torna positiva a vida que sem ele seria negativa.

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📖 Palavra de Sabedoria

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Feliz é a nação cujo Deus é o Senhor. Sl 33.12

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📖 Palavra de Sabedoria

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7 de setembro

Título – Dedicação

Leitura Bíblica: Esdras 6.15-18.         Não! Faço questão de pagar o preço justo. Não oferecerei ao Senhor, o meu Deus, holocaustos que não me custem nada… (2Sm 24.24).

O povo de Deus havia sido levado ao cativeiro babilônico e muitos anos depois tem a oportunidade de retornar para sua terra e reconstruir a cidade e o templo que haviam sido destruídos com a invasão de Nabucodonosor. Quando o templo foi concluído, o povo faz uma festa de dedicação do novo templo.

A experiência do retorno dos exilados e da reconstrução do templo nos faz refletir sobre a nossa postura em relação a Deus. O povo já tinha o mais importante: o relacionamento com Deus. Mas não se contentou com isso. Em vez de apenas receber ajuda de Deus, escolheu dedicar o novo templo ao Senhor, reconhecendo que era algo que ele mesmo lhe dera. Se você já tem um relacionamento com Deus, o que e quanto você está disposto a dedicar à obra dele? E não estamos falando apenas em termos financeiros. O texto também diz que as pessoas foram organizadas em grupos para o “serviço de Deus em Jerusalém”. Quando se trata de oportunidades missionárias, projetos sociais e atividades da sua igreja, você se envolve pessoalmente, com suas habilidades, capacidades, recursos, tempo, influências, etc.?

Deus não depende de nós para cumprir a sua vontade neste mundo. Também não se trata de retribuir a Deus pelo que ele fez por nós. Isso está totalmente fora do nosso alcance. No entanto, ele nos permite participar desta grande obra, usando os recursos, o tempo, os talentos e as habilidades que ele mesmo nos deu. No versículo em destaque, o rei Davi recusa o presente (bem intencionado) de um súdito, que lhe economizaria um bom dinheiro na construção de um altar para Deus. Mas Davi não quis adorar a Deus à custa de outra pessoa: preferiu investir o que era seu. Ninguém é forçado a dedicar seus bens, suas forças e seu tempo a Deus – mas que grande privilégio é poder fazer isso! Não perca esta oportunidade. – MZK/CK

Deus pede somente que você faça o melhor que pode (Robert Benson).

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6 de setembro

Título – Obras não resolvem

Leitura Bíblica: Atos 10.1-16.                  As tuas orações e as tuas esmolas subiram para memória diante de Deus (At 10.4b).

A história da conversão de Cornélio revela muito a respeito da relação entre fé e obras (atitudes). Como cristão protestante, esta história sempre me gerava certa crise. Afinal de contas, é um consenso entre os protestantes que nossa justificação diante de Deus vem somente pela fé, independente de esforços (obras – Rm 3.28; 4.6). Então, por que Deus enviou um anjo para comunicar a Cornélio que suas obras (orações e esmolas) “subiram para memória diante de Deus”? Analisando o texto, a resposta está na continuidade do diálogo do anjo com Cornélio, mandando-o chamar Simão Pedro.

Ou seja: Se Deus levava em consideração as boas ações de Cornélio e se estas fossem suficientes para sua entrada no céu, por que “moveria céus e terra” para que ele ouvisse o que o apóstolo Pedro tinha a lhe anunciar? E o que este tinha a dizer? Era a boa notícia (evangelho) da paz com Deus da qual Cristo é o autor (v 36).

De fato, se houvesse alguma possibilidade de um homem reconciliar-se com Deus por meio de boas obras, este homem seria Cornélio. E a história de seu zelo e de sua necessidade de conversão está registrada no livro de Atos dos Apóstolos para deixar ainda mais claro que todos, sem exceção, carecem da misericórdia e da graça de Deus para serem salvos da morte espiritual (Rm 2.4). Outro detalhe na história de Cornélio que revela o quanto ele carecia do conhecimento de Deus aparece quando Pedro se encontra com ele e Cornélio imediatamente se prostra e adora Pedro (v 25). A esta atitude, Pedro o levanta do chão e corrige sua noção imperfeita do que importa para Deus (v 26).

Seríamos nós também Cornélios querendo conquistar Deus com nossos bons esforços? Aqui fica claro que ele quer mesmo é que aceitemos o presente do seu perdão por meio dos méritos de Cristo. – ALS

“Todos pecaram e carecem da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente, por sua graça” (Rm 3.23-24 ARA).