Arquivo da categoria: Crescimento

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27 de julho

Título – Reconhecimento

Leitura Bíblica: Gênesis 40.1-23.         O Senhor aprova o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios leva à destruição (Sl 1.6).

A vida de José apresenta momentos de tensão e expectativa. Ele agia de forma correta e mesmo assim sofreu com atitudes de pessoas que conviviam com ele. Por meio de sua vida compreendemos que Deus se manifesta de várias maneiras na história. O texto mostra Deus fazendo uso de algo que talvez não seja comum para a maioria: a revelação por sonhos. 

Naquele momento da história, Deus ainda não havia revelado muito de si à humanidade e, por isso, estas formas de manifestação eram necessárias. Ela foi importante porque mostrou que Deus não se esquecera de José. Talvez ao ler sobre José você note que muitos o esqueceram, como seus irmãos e até o copeiro a quem ele interpretou o sonho. Quem sabe você pense que o próprio Deus tenha esquecido José! Mas não foi assim: o texto em momento algum deixa margem para pensarmos desta forma e não dá a entender que José possa ter pensado isso. Sem dúvida José passou por momentos que o fizeram refletir sobre a situação que enfrentava. Entretanto, em tais momentos ele não acusou seus malfeitores e não pensou que Deus o tivesse esquecido. Com José aprendemos que é preciso ter paciência, pois Deus age e dá o devido reconhecimento na hora certa.

Entendemos que, embora nem sempre saibamos como Deus cumprirá o que diz, a realização é precisa, pois Deus é fiel em suas promessas. José esperou anos e então Deus usou os sonhos de seus companheiros para torná-lo livre e reconhecido. Os homens o reconheceram porque primeiro ele foi reconhecido diante de Deus como homem digno e justo. Foi por isso que sua história ficou registrada e o mundo cristão até hoje o admira. – MZK

“Ele é como árvore plantada à beira de águas correntes: dá fruto no tempo certo e suas folhas não murcham” (Sl 1.3).

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📖 Palavra de Sabedoria

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26 de julho

Título – Crer no invisível

Leitura Bíblica: 2 Coríntios 4.8-18.    Olho nenhum viu, ouvido nenhum ouviu, mente nenhuma imaginou o que Deus preparou para aqueles que o amam (1Co 2.9).

Nós temos uma forte tendência para desanimar. Diante das difíceis e desafiadoras situações em nossa vida, há momentos em que temos vontade de desistir de tudo. Isso acontece quando colocamos toda a nossa expectativa naquilo que é visível e material – quando aquilo desaparece, desfalecemos. O texto de hoje nos anima a não olhar apenas para o que é terreno e passageiro, mas a buscar o que não se vê porque é espiritual – ou seja, o eterno Deus. Quando focalizamos o nosso olhar no Senhor e aprendemos a confiar nele, temos força e esperança para enfrentar as mais difíceis circunstâncias.

O texto que lemos hoje foi escrito por Paulo para a comunidade cristã de Corinto, cujos membros viviam numa sociedade idólatra e corrupta. Nesta carta, o apóstolo conta que passou por muitas situações difíceis por causa do evangelho, sendo perseguido em razão da sua tarefa de proclamar a fé em Cristo. Mesmo assim, ele conseguia sempre renovar as suas forças dia após dia, pois o seu olhar não estava voltado para as coisas do presente, mas do porvir: o que Deus preparou para aqueles que o amam, como diz o versículo em destaque. Paulo sabia que o seu bem precioso não poderia ser encontrado em nenhum outro lugar. Sua esperança era estar um dia na presença de Jesus Cristo, por isso conseguia confessar que morrer seria lucro (Fp 1.21).

Deus não quer que coloquemos nossa esperança naquilo que desaparece com o tempo. Nossa vida deve estar firmada no que é espiritual e eterno, e que só pode ser visto com os olhos da fé. Somente Deus, seu amor e sua Palavra (que são eternos) nos darão forças que se renovam diariamente para que não desanimemos em nossa fé e esperança em Jesus Cristo. – DS

A vida do cristão deve estar firmada no que ele crê, não no que vê.

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25 de julho

Título – Paixão por Jesus

Leitura Bíblica: Gálatas 2.16-21.       Ele morreu por nós para que, quer estejamos acordados quer dormindo, vivamos unidos a ele (1Ts 5.10).

Paixão é desejo ardente pela pessoa amada. É disposição para fazer de tudo, até sacrificar-se, para tê-la sempre ao lado. Pode-se também ter paixão por alguma causa religiosa ou política, por exemplo. Saulo foi um homem apaixonado. Primeiro pela religião judaica. Ele entendia muito bem sua Lei, tendo sido instruído rigorosamente pelo rabino Gamaliel (Atos 22.3), e desejava com todo ardor ser obediente a ela. Odiava e perseguia os cristãos. Jesus apareceu a Saulo e o mudou. Sua vida não era mais a mesma. Ele sabia por experiência o que era viver sem Jesus. Saulo deixa de existir para nascer um novo homem que passou a ser chamado Paulo. Aquele que tinha paixão pela Lei passou a ter paixão por Jesus. Por isso, onde quer que estivesse, não deixava de falar do que havia acontecido em sua vida. E ao escrever às igrejas da Galácia, ele demonstra essa paixão por Jesus quando diz estar crucificado com ele. A verdade do evangelho é esta transformação de vida do cristão: seu velho modo de vida é crucificado com Cristo e então ele vive por fé. Sua vida não é mais a mesma: ele passa a ter paixão por Jesus. Em Florença, na Itália, há bem no centro da praça principal uma placa onde está escrito “Aqui Savonarola foi queimado vivo”. Durante muitos anos ele pregara a mensagem cristã na igreja a pouca distância de lá. As pessoas iam à igreja por ir, mas durante a semana não levavam uma vida cristã – faltava-lhes paixão por Jesus. Savonarola pregava do púlpito de sua igreja que, como cristãos, deveríamos ter paixão por Jesus e viver uma vida diferente. Essa mensagem ainda continua na vida daqueles que são fiéis ao Senhor Jesus. – JG

Paixão por Jesus – sinal de vitalidade cristã.

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24 de julho

Título – Silêncio ruim

Leitura Bíblica: Levítico 5.1.                   A palavra proferida no tempo certo é como frutas de ouro incrustadas numa escultura de prata (Pv 25.11).

O livro de Levítico contém numerosas leis dadas por Deus ao povo de Israel para que este fosse santo, ou seja, separado para Deus. Havia leis no tocante à hospedagem, ao manuseio de animais mortos e muitas outras coisas. Algumas delas visavam favorecer relacionamentos e o convívio social. O cristianismo herdou algumas dessas leis.

A lei que proibia acobertar más condutas sugere três forças presentes num bom convívio entre irmãos. Primeiro, a força da influência. Cada um de nós carrega uma “atmosfera” ao redor de si. Essa atmosfera é produzida pelo jeito de ser de cada um. Lembro-me do caso de um cristão que foi vítima de assassinato. Sua conduta era tão ilibada que não houve dúvida entre seus conhecidos de que algo errado com que ele não concordava teria sido feito na firma em que trabalhava. O poder da influência está sempre presente. Outra força é a do exemplo. O que somos afeta todos ao nosso redor. Tudo que fazemos acaba servindo aos outros como bom ou mau exemplo. Nas aldeias israelitas, os anciãos formavam um tribunal em que os maus exemplos deviam ser denunciados. Cada israelita deveria zelar pela honra de seu nome, pois isso mostrava cuidado pela honra do nome do Senhor. A influência e o exemplo sempre demandam muita responsabilidade de cada um dos que vivem como servos de Deus.

Por último, se a influência e o exemplo exercem poder, cada um de nós tem também a responsabilidade de zelar para que estejam sejam sempre presentes em nossa vida. Nesse sentido, uma grande mensagem nos é passada pelo Senhor Jesus. Por não guardar silêncio diante do mal que seus olhos observavam, sofreu a morte. Como jamais pecou, sua vida foi sempre um juízo contra o mal que o cercava. – MJT

A vida de um justo é sempre uma denúncia contra o pecado.

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23 de julho

Título – Corra!

Leitura Bíblica: Lucas 19.1-10.        Assim diz o Senhor, aquele que o criou, ó Jacó, aquele que o formou, ó Israel: “Não tema, pois eu o resgatei; eu o chamei pelo nome; você é meu” (Is 43.1).

Muitos dizem que a curiosidade mata. Pode até ser, mas também faz descobrir a verdade e permite melhorar a vida. Zaqueu, a respeito de quem lemos hoje, teve curiosidade de conhecer Jesus. Ele era um homem rico, chefe dos cobradores de impostos em Jericó, uma importante cidade na época em que vivia e trabalhava. Sua vida foi construída em torno do dinheiro. Deve ter ouvido falar bastante de Jesus para não se importar com o ridículo de subir em uma árvore para vê-lo, já que sua pequena estatura o impedia no meio do ajuntamento de gente. Não só tomou a iniciativa como correu para adiantar-se, pois se não conhecesse Jesus naquele dia, talvez nunca mais tivesse essa oportunidade. Parece que no meio de toda aquela multidão, Jesus viu somente o coração dele pronto para tornar-se um homem novo e diferente. O espanto quando Jesus o chamou pelo seu nome sem o conhecer há de também ter confirmado sua expectativa de que Jesus fosse alguém especial – um profeta, talvez. Por tudo isso, Zaqueu não se mostrou tímido diante de toda aquela gente que conhecia seu alto posto. Obedeceu ao pedido do Mestre descendo depressa da árvore e recebendo-o com alegria. Todo esse esforço dá a entender que ele tinha fome e sede de Deus, tendo percebido que o dinheiro não satisfaz plenamente, tanto que ele mesmo disse a Jesus que daria a metade de seus bens aos pobres e que corrigiria amplamente os males que tinha causado a outros pelo dinheiro. Ele percebeu naquela hora que precisava ser preenchido pelo amor de Jesus. Faça como Zaqueu: corra ao encontro de Jesus antes que seja tarde, para que ele preencha esse vazio que você sente em seu coração. – ETS

Eis uma curiosidade valiosa: conhecer Deus de perto por meio de Jesus.