Arquivo da categoria: Estudos

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23 de janeiro
Duas experiências

Leitura Bíblica: 1 Tessalonicenses 4.13-18            Dada a ordem, com a voz do arcanjo e o ressoar da trombeta de Deus o próprio Senhor descerá dos céus e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro (1Ts 4.16).

Relatando acontecimentos desagradáveis num programa esportivo, um dos comentaristas afirmou que estava assustado com o que vem acontecendo em nossos dias. Um dos outros afirmou então: “Não estou preocupado, sei que serei arrebatado primeiro”. Pensei: só alguém que está em Cristo pode pensar assim.

Em muitas celebrações de velório, duas gloriosas experiências passam despercebidas pelos pregadores que escolhem o texto da leitura bíblica de hoje para através dele trazer consolo aos presentes. Trata-se da ressurreição e do arrebatamento (ou seja, ser levado para junto de Deus sem passar pela morte). Muitos nem notam, mas a morte os coloca em vantagem aos arrebatados em vida. Cristo foi o primeiro a passar pela ressurreição sem a interferência de terceiros. Em virtude disso ele recebeu o título de “primogênito dentre os mortos”. As ações divinas são sempre acompanhadas de justiça e amor. Quem viu o terror da morte, verá o Senhor Jesus primeiro. Quem por ela não passou, sobe como companheiro dos ressuscitados. A morte foi deixada por Deus como punição do pecado. Na Bíblia, pecado e morte são sinônimos.

A ressurreição dos mortos em Cristo e o arrebatamento dos que vivem em Cristo fazem parte do dia do retorno do Senhor. Por isso Paulo exclama: “Onde está, ó morte, o seu aguilhão?” (1Co 15.55). A morte foi derrotada porque o pecado foi derrotado. Nosso pecado levou Cristo à morte, e se aceitarmos esse ato do amor de Deus, estaremos, em vez de condenados, salvos da morte para estar com ele para sempre. Aquele que está em Cristo tem pela frente estas duas notáveis experiências. Paulo termina dizendo: “Consolem uns aos outros com essas palavras”. – MJT

Ore: Senhor! Que em meu coração habite essa esperança.

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22 de janeiro
Quadros

Leitura Bíblica: Lucas 15.11-32.      Este meu filho estava morto e voltou à vida; estava perdido e foi achado. E começaram a festejar o seu regresso (Lc 15.24).

A relação de Jesus com os pecadores não estava agradando os líderes religiosos de sua época. Isso acontecia porque muitos deles se achavam justos diante de Deus, e por isso não poderiam ter contato com pecadores. No texto da leitura de hoje temos a conhecida parábola do filho pródigo, que também poderia receber o título de “a história do pai amoroso”. Nela Jesus pinta dois quadros: a condição do filho mais novo e a do mais velho. No primeiro quadro – do filho mais novo – Jesus expõe uma figura que no mínimo gerava repulsa em seus ouvintes: um gastador, rebelde, imoral e impuro que, para completar esse quadro ruim, ainda desejou comer ração de porco. O segundo quadro, agora do filho mais velho, trata de um rapaz obediente que não gastou os bens de seu pai com prostitutas. No entanto, a história de Jesus guarda uma grande surpresa: o filho mais novo se arrepende e decide voltar para casa. Começa então a pintura de novos quadros. No primeiro Jesus retrata a feliz condição do filho mais novo: perdoado e aceito por seu pai, ganhou roupas novas, um anel no dedo indicando que ele era novamente filho, e de quebra ainda ganhou uma grande festa para comemorar seu regresso. No segundo quadro, a triste condição do filho mais velho: orgulhoso, não aceitava a festa para o seu irmão, não gostou do fato de ele ter voltado, e mesmo com grande esforço de seu pai, não perdoa seu irmão. Sempre esteve na casa do pai, mas nunca teve um relacionamento com ele porque se achava justo por si mesmo. Essa parábola foi contada exatamente por causa do filho mais velho, pois era orgulhoso e não sabia perdoar, e ambos precisavam da graça do pai. A festa representa a graça de Deus sobre a nossa vida e todos estamos convidados a participar dela. – CMW

Não deixe o seu orgulho excluir você da festa de Deus.

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21 de janeiro
Alvoroço

Leitura Bíblica: Atos 17.1-9.      Quando os judeus de Tessalônica ficaram sabendo que Paulo estava pregando a palavra de Deus em Bereia, dirigiram-se também para lá, agitando e alvoroçando as multidões (At 17.13).

Estamos tão saturados de imagens e informações que hoje é mais difícil chamar a atenção das pessoas. Por exemplo, se alguém quer contar uma história para uma criança, terá mais sucesso se mostrar desenhos ou um vídeo. As novas gerações estão tão acostumadas com a televisão e o computador que, para muitos, apenas ouvir não é atrativo.

Na época do texto que lemos hoje, Paulo não precisava usar recursos audiovisuais para transmitir sua história – aliás, a mais emocionante de todas. Como então conseguia, em conjunto com outros cristãos, causar “alvoroço por todo o mundo” (v 6)? É que a mensagem por eles pregada não era como qualquer outra. Eles anunciavam Jesus, o Filho de Deus enviado à Terra para morrer por nós. Mas o “herói” não permaneceu morto – ele ressuscitou e, por meio dele, as pessoas podem ter acesso a Deus e vida eterna com ele. Apesar de não usar ilustrações em sua mensagem, os cristãos demonstravam com suas próprias vidas a transformação efetuada pelo Espírito Santo.

Quando Cristo é pregado, ninguém consegue ficar indiferente. Alguns, porém, reagem contra a mensagem (veja o versículo em destaque). Ainda hoje, esses dois tipos de alvoroço podem ser causados por nós: a favor ou contra a mensagem cristã. Não precisamos nem mesmo usar palavras – nosso modo de vida vai demonstrar a todos de que lado estamos. Podemos proclamar Jesus ou afastar as pessoas dele. Quando entregamos nossa vida a Cristo e demonstramos isso publicamente, podemos causar espanto, gerar conflitos e até desagradar a alguns. O que importa, porém, é que vidas sejam transformadas pelo amor de Cristo.

Que tipo de “alvoroço” você tem causado? Sua vida ilustra o que Deus quer para a humanidade ou expressa o que desagrada a ele? – VWR

O cristão transmite uma imagem de Deus, mas seria sempre verdadeira?

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20 de janeiro
Triste

Leitura Bíblica: Salmo 42.1-6.           Por que você está tão triste, ó minha alma? Por que está assim perturbada dentro de mim? Ponha sua esperança em Deus! Pois ainda o louvarei; ele é meu Salvador e meu Deus (Sl 42.5).

Provavelmente você já esteve triste em algum momento da sua vida. A tristeza pode ser provocada por diversas situações. A perda de um ente querido, a demissão do trabalho, conflitos familiares e injustiça sofrida são alguns dos motivos que podem provocar tristeza em nós. Mesmo a pessoa mais entusiasmada já passou por momentos sombrios na sua vida.

O autor do salmo que você acabou de ler estava passando por um momento de profunda tristeza. Chega a afirmar que as lágrimas eram o seu alimento de dia e de noite. Ele não nos fala de maneira muito clara o motivo de tamanha tristeza. Talvez nem ele conseguisse explicar a razão de tantas lágrimas. Chega a se questionar, conforme o versículo em destaque, sobre a razão de sua alma estar tão triste e perturbada.

Pode ser que você já tenha experimentado ou esteja experimentando momentos como esses na sua vida. Geralmente são ocasiões nas quais não temos mais esperança. Parece que uma espessa névoa está diante de nós. Mas, apesar disso, quero convidá-lo a aprender com o salmista. Ele diz para si mesmo: “Ponha a sua esperança em Deus! Pois ainda o louvarei!” (v. 5). Mesmo diante de uma situação de tristeza profunda ele toma uma decisão que mudará sua tristeza em louvor, em alegria. No Salmo 25 v. 3, Davi testemunha dizendo: “Nenhum dos que esperam em ti ficará decepcionado”. Por isso, se você está passando por um momento de tristeza, ponha sua esperança em Deus. Ele faz voltar o sol depois de longos dias de chuvas. Ele faz surgir o amanhecer após a noite mais escura. Se você colocar sua esperança em Deus, tenho plena certeza de que ele transformará seu pranto em riso. Suas lágrimas serão substituídas por cânticos de louvor, pois nada poderá impedi-lo quando ele quiser vir em seu favor. – MP

Hoje o Senhor transformará a minha tristeza em alegria, pois a minha esperança está nele.

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19 de janeiro
Poder imensurável

Leitura Bíblica: Salmo 104.31-34.  Bendiga o Senhor a minha alma! Bendiga o Senhor todo o meu ser! Bendigam o Senhor todas as suas obras em todos os lugares do seu domínio (Sl 103.1 e 22a).

O texto que lemos hoje faz parte de um lindo poema de louvor ao Senhor – que tal lê-lo todo? Ele descreve a natureza de uma forma muito especial e mostra o poder de Deus sobre a sua criação. E você, já reparou como tudo o que Deus criou funciona de um modo perfeito? A contemplação do universo deveria despertar muitos sentimentos no ser humano; entre eles, poderíamos citar o desejo de louvar e obedecer ao seu Criador. É impressionante observar que no mundo físico as leis do Senhor são obedecidas de forma irrestrita – conforme os versículos 7 e 9 deste mesmo salmo. Então, não deveria ser assim também com o ser humano?

Quando lemos o versículo 33, fica evidente que o salmista afirma que cantará louvores ao Senhor porque percebe a grandeza de Deus por meio daquilo que ele criou. Então vem a pergunta: o que a criação desperta em você? Você consegue ver o poder de Deus por meio dela? O grande desejo do salmista é que a glória do Senhor seja manifesta para sempre. O cristão deveria desejar o mesmo, alegrando-se sinceramente, não importando as circunstâncias, ao perceber o que Deus fez e faz. Sua vida, então, será um cântico ao Senhor, reconhecendo que ele é aquele que mantém sua criação e merece todo o louvor. Se você não encontra motivos para louvá-lo, observe tudo o que Deus criou. Adore a Deus porque ele lhe deu vida e governa sobre tudo com perfeição. Isso é o mínimo que podemos fazer individualmente para reconhecer o poder do Senhor. Que ele realmente possa se alegrar ao contemplar parte de sua preciosa criação: você. Isso acontecerá se o seu desejo for o mesmo do salmista: que toda sua vida seja um verdadeiro cântico de louvor que engrandece ao Senhor pelo seu grande poder. – MZK

Grande é o Senhor e digno de ser louvado; sua grandeza não tem limites (Sl 145.3).

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18 de janeiro
Ester

Leitura Bíblica: Ester 4.12-17                  O que se requer dos encarregados é que sejam fiéis (1Co 4.2).

A leitura bíblica de hoje começa no meio de uma narrativa. Trata de uma ameaça grave ao povo judeu, cativo na Pérsia. Ester, judia e esposa do rei persa, deveria interferir para salvar seu povo. Para entender tudo, o melhor será ler o livro de Ester desde o início. Ele é um documento da graça e da sabedoria de Deus que nos avisa dos perigos de sermos volúveis e conduzidos pelas emoções.

Embora o livro tenha o nome da rainha Ester e não mencione a pessoa de Deus, a ação divina é nítida ali. Além de Deus, outro personagem central do livro é o tio de Ester, Mardoqueu. O brilho de Ester é marcante, mas dependeu da iniciativa de Mardoqueu. No seu aviso à sobrinha, ele mostra duas virtudes: coloca seu plano a serviço de Deus, mas sabe que Deus é maior que os seus planos. Reconhece que Deus é quem dispõe dos meios necessários. Revelou também o líder que era ao motivar sua sobrinha, mostrando-lhe a grande oportunidade que tinha. Ao mesmo tempo percebeu o perigo que Ester correria, mesmo sendo rainha.

Ester, por outro lado, vendo a grandeza do desafio, buscou o auxílio de Deus. Também foi sábia ao incluir seus patrícios no desafio. Sua declaração “Se tiver de morrer, morrerei”, é uma das mais eloquentes da Bíblia. Quantos de nós poderíamos, numa hora em que nossa fidelidade a Deus fosse desafiada, repetir essa frase?

Nosso texto termina assim: “Mardoqueu retirou-se e cumpriu todas as instruções de Ester”. Estas sem dúvida faziam parte dos planos que Deus estabelecera para sua vida. Quando alguém cumpre todas as instruções de Deus, ele por certo agirá. Quem poderia imaginar que Deus daria uma noite de insônia ao rei? Com essa providência, o Senhor antecipou-se a Mardoqueu e Ester, mostrando que ele estava no controle dos acontecimentos. Tanto em situações de calmaria como em crises, ele é o todo-poderoso. De nós, ele requer apenas confiança e fidelidade. – MJT

Concentrar-se nas ameaças ou em Deus faz toda a diferença.

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17 de janeiro
Em suas mãos

Leitura Bíblica: 1 Crônicas 21.1-13.  Veja, eu gravei você nas palmas das minhas mãos (Is 49.16a).

Em minha aula de neuroanatomia, achei muito interessante uma observação da professora. Ela disse que em nosso cérebro a maior área é a que corresponde à parte do corpo mais utilizada por nós. Assim, a área relacionada com as mãos é grande, dada sua importância em nossas atividades diárias.

Nossas mãos realmente têm muitas funções. Elas trabalham, amparam, acariciam, ajudam a fazer o bem. Com elas gesticulamos, dando mais vida às nossas expressões. Se estão erguidas, podemos estar louvando a Deus; se abaixadas, podem segurar as mãos de uma criança ou de alguém que amamos. Com as mãos carregamos fardos e também entregamos o sustento a alguém. Podemos usá-las para machucar e acusar ou então para livrar alguém da condenação. Com nossas mãos conduzimos quem não pode enxergar o caminho, ou então desviamos. Com elas atacamos e nos protegemos. Na batalha, seguram as armas; no descanso, nossa cabeça. Elas batem, afagam, curam e matam. Podem servir tanto a um roubo quanto a uma doação.

O fato é que nossas mãos estão sempre sendo utilizadas e observadas por nós. Não é mesmo de se estranhar que quando precisamos lembrar-nos de alguma coisa, logo escrevemos ou deixamos alguma marca nas mãos, pois é impossível permanecer por muito tempo sem olhar para elas ou sem ter de utilizá-las. Então, fatalmente nos lembraremos de nosso compromisso.

No versículo em destaque, lemos que o Senhor nosso Deus grava o nome e a vida daqueles que confiam nele em suas mãos. Elas trabalham para nosso bem, operam milagres, ajudam. São as mesmas mãos que nos criaram e que nos mantêm preservados. Por meio delas ele luta por nós, conforta-nos na dor e aponta a direção quando estamos perdidos. Mesmo quando precisamos ser punidos, como Davi, ainda é preferível “cair em suas mãos”, pois podemos contar com sua misericórdia.

É um privilégio ter nossas vidas nas mãos de Deus! – LFS

Nas mãos de quem você deseja estar?

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16 de janeiro
Sacrifício

Leitura Bíblica: Salmo 50.1-23    Ofereça a Deus em sacrifício a sua gratidão… (Sl 50.14).

Nos tempos antigos a adoração era prestada por meio do sacrifício de animais; já hoje em dia a maneira como tradicionalmente as pessoas que temem a Deus pretendem homenageá-lo se dá por meio de cultos e louvores. Reunir-se para adoração conjunta ou celebração, cantar, tocar instrumentos, orar, erguer as mãos no louvor são algumas das manifestações exteriores usadas para expressar adoração.

Antigamente muitos achavam que bastaria apresentar sacrifícios de animais para que Deus deles se agradasse, mas ouviram dele: “Vocês acham que eu preciso disto?” Talvez durante algum dos nossos cultos alguém escutasse a voz de Deus dizendo: “Parem com esse barulho! Vocês acham que porque cantam, levantam as mãos, reviram os olhos ou choram emocionados eu estou me agradando de vocês?” As expressões exteriores de adoração não são ruins em si mesmas, desde que correspondam a corações real e verdadeiramente rendidos a Deus.

As Escrituras insistem em mostrar que o importante no relacionamento com Deus é a coerência de vida: cumpra seus votos (suas promessas), diz ele. E ao ímpio, que apesar do discurso tem vida torta diante de Deus, ele diz: “Que direito você acha que tem de ficar recitando minha lei ou citando minha aliança? Você fica citando versículos bíblicos e postando textos sobre o meu amor, mas não me obedece e dá as costas às minhas palavras! Fala mas não faz!”

Ainda me lembro da história do traficante que dizia ter a proteção de Deus porque sempre recebia pastores em sua casa, que oravam por ele. Ele precisava, sim, de oração, mas para arrepender-se e mudar de vida! A aliança com Deus não diz respeito a conversa fiada, mas vida de verdade. Somos gratos a Deus? Nossa vida precisa demonstrá-lo no dia a dia, em cada passo do dia. – MHJ

O relacionamento com Deus precisa ser verdadeiro e não de palavras.

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15 de janeiro
Teimosia

Leitura Bíblica: Salmo 81.1-16.           O meu povo não quis ouvir-me; Israel não quis obedecer-me. Por isso os entreguei ao seu coração obstinado, para seguirem os seus próprios planos (Sl 81.11-12).

Quando eu era menino e vivia na roça, um querido amigo entregava leite utilizando um jumentinho que chamarei de “Teimoso”. Embora lento na maioria das vezes, Teimoso era um meio de transporte eficaz e eficiente, pois fazia o trajeto com perfeição, parando sem comando nas casas de todos os clientes. Durante anos realizou essa proeza. A distribuição de leite acontecia costumeiramente nas mesmas residências, conforme a necessidade. Esporadicamente, contudo, por algum motivo um ou outro cliente mandava suspender a entrega do produto. Eis o problema do Teimoso! Era comum ele empacar e somente sair depois de um bom tempo parado. Na verdade, podia até ser surrado, mas, mesmo assim, desobedecia e ninguém conseguia arredá-lo dali até que todos os procedimentos fossem realizados. Acredite, Teimoso só prosseguia no trajeto após “entender” que o leite que transportava havia sido descarregado do seu lombo!

No texto bíblico de hoje encontramos um povo teimoso semelhante ao jumento que descrevi: não escutava a voz do dono. Diante disso, o Senhor declarou: “Ouça, meu povo, as minhas advertências; se tão somente você me escutasse, ó Israel!” (v 8). A exortação acerca da teimosia do povo é a mensagem central desse texto, sendo muito clara também para o nosso cenário. Quantas vezes queremos medir forças com Deus! Achamos que a nossa vontade precisa prevalecer em detrimento dos propósitos do Senhor. Assim, como consequência, sofremos hoje por conta das teimosias do passado. Somos “turrões”, mas é hora de mudar. Precisamos ouvir a voz de Deus e experimentar constantemente a vontade do Senhor que, segundo Romanos 12.2, é boa, perfeita e agradável. Por mais experiências que tenhamos, o melhor conselho vem do Senhor. Ouçamos a sua voz! – DMS

Além de emperrar nossa vida, a teimosia pode nos afastar de Deus.

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14 de janeiro
Espadas

Leitura Bíblica: 2 Samuel 2.10-17 [Jesus disse:] Guarde a espada! Pois todos os que empunham a espada, pela espada morrerão (Mt 26.52).

O texto de hoje relata uma batalha entre os exércitos de Davi e Is-Bosete. Seus comandantes, Joabe e Abner, decidiram pelo enfrentamento entre doze soldados de cada lado. Estes desembainharam suas espadas e atacaram-se simultaneamente, morrendo juntos. Não houve vencedores nesse primeiro embate e aquele local passou a se chamar Campo das Espadas. Seguiu-se uma dura batalha entre os soldados, e a vitória foi do exército de Davi. Este, em outra ocasião, escapara de ser morto por meio de uma espada pelo gigante Golias (1Sm 17.38-51). Aquele homem grande e terrível foi derrubado com uma simples pedra atirada em sua testa; depois, Davi tomou-lhe a espada e cortou sua cabeça.

Séculos mais tarde, o Senhor Jesus estava com seus discípulos no Getsêmani quando Judas chegou na companhia dos que iriam prendê-lo. Estes estavam munidos de espadas e varas para a realização de suas intenções (Mt 26.36-56). Um dos discípulos, Pedro (Jo 18.10), lança mão da espada e decepa a orelha do servo do sumo sacerdote 

Aqui a história é diferente das duas outras ocorrências – contra Golias e o exército de Is-Bosete, foi por meio do enfrentamento que Davi venceu. Desta vez, Jesus repreende Pedro e demonstra que aquele momento não seria de luta, mas de paz: sarou Malco, o inimigo que fora ferido.

Em nossos dias, a violência está em todos os lugares e causa mais vítimas a cada dia. Podemos dizer que a paz que o mundo oferece é aparente e não duradoura. Quem segue a Cristo, porém, experimenta a paz que excede todo o entendimento (Fp 4.7) e não precisa lutar para obtê-la. Seguindo os princípios da Palavra de Deus, o cristão evitará a espada, a belicosidade, o desentendimento. Por meio do sacrifício de Cristo na cruz, está em paz com o Pai. Em sua vida diária, deve buscar um relacionamento pacífico também em relação às outras pessoas. – ETA

As armas do cristão devem ser as de Cristo: amor e perdão!