Arquivo da categoria: Estudos

Reflexão 📖

13 de janeiro
Povo de Deus

Leitura Bíblica: Jeremias 2.1-13.   Vocês já não são estrangeiros nem forasteiros, mas concidadãos dos santos e membros da família de Deus (Ef 2.19).

O povo de Israel, a quem o profeta Jeremias fala em nome de Deus na leitura bíblica de hoje, era muito especial. Sua história está nas páginas da Bíblia anteriores ao trecho indicado. Deus criara esse povo para ser o seu representante no mundo. Manifestou-se a ele, instruiu-o para lhe assegurar uma vida exemplar e feliz, protegeu-o e cuidou dele. Em troca, bastaria o povo seguir as leis divinas e demonstrar sua fidelidade e devoção ao único Deus vivo – algo autêntico, muito melhor do que todas as grosseiras tentativas religiosas dos outros povos. Mesmo assim, Israel quase continuamente se afastava de Deus para seguir suas próprias ideias, trazendo cada vez mais ruína sobre si. É o que Jeremias denuncia. Séculos depois, Deus enviou seu filho Jesus, para que todo aquele que entregasse sua vida a ele passasse a fazer parte do seu povo – não mais restrito aos israelitas. Tais pessoas passaram a ser conhecidas como cristãos. Hoje vivemos numa sociedade que costuma denominar­se cristã, e é bem provável que você também se considere um seguidor de Cristo. Note, porém, que muitos “cristãos” se comportam em relação a Deus tal qual os israelitas no tempo do texto lido: têm o nome de povo de Deus, mas na prática o ignoram totalmente. A profecia de Jeremias é mais um dos muitos esforços de Deus para chamar seu povo à razão, alertando-o de que vinha perdendo o acesso à fonte da vida e que assim acabaria mal. Pois bem: se a postura da cristandade hoje é similar à de Israel naquela época, suas advertências têm a mesma validade para nós. Não sei qual é a sua postura de cristão ou não, mas fica aqui o recado de que pertencer à comunidade da qual fala o versículo em destaque é um privilégio que não se adquire por um carimbo num documento, mas pela entrega prática da vida a Jesus Cristo. – RK

Chamar-se de cristão e não o ser de fato é uma ilusão trágica.

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12 de janeiro
Oração

Leitura Bíblica: Marcos 1.35-39.         De madrugada, quando ainda estava escuro, Jesus levantou-se, saiu de casa e foi para um lugar deserto, onde ficou orando (Mc 1.35).

Quando estudamos as Escrituras, logo percebemos que a divindade de Cristo está muito clara em toda a Bíblia. Ele era Deus antes de vir a este mundo, não deixou de ser Deus ao encarnar na pessoa de Jesus e continua sendo Deus para toda a eternidade. A partir desta verdade, algumas pes­soas logo poderiam concluir: sendo ele o próprio Deus, não teria necessidade de orar e estar em contato com o Pai. Entretanto, quando lemos os quatro evangelhos, vemos que aconteceu justamente o contrário: há inúmeros textos que mostram Jesus orando e tirando longos períodos para isso.

O texto de hoje afirma que Jesus levantou muito cedo, foi para um lugar isolado e passou um longo tempo em oração. Quando os discípulos o encontram, logo avisam: “Todos estão te procurando”. A tendência do ser humano numa situação como esta seria: “Se todos estão me procurando, então preciso atendê-los. Não há tempo a perder, nem com oração”. Mas Jesus é diferente: enquanto todos o procuram, ele tira tempo para ter intimidade com o seu Pai. Esta é a atitude de Jesus em vários momentos da sua vida: diante de decisões importantes, de momentos de crise e oposição, de longas jornadas de pregação e ensino, etc. vemos Jesus retirando-se e tendo um tempo a sós com o seu Pai.

Disto precisamos tirar uma lição importantíssima: se Jesus, sendo o próprio Deus, sentia a necessidade e a importância de orar e estar em intimidade com o Pai, quanto mais nós, miseráveis seres humanos, totalmente dependentes de Deus, precisamos nos exercitar na oração. Não dependa apenas das suas próprias forças, por mais capacitado que você se julgue. Aprenda com Jesus a orar e a ter intimidade com o Pai. – CK

Nem sempre orar é submeter minhas necessidades a Deus; antes, é submeter a mim mesmo a ele.
  

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11 de janeiro
Amor

Leitura Bíblica: João 13.31-38.         Um novo mandamento lhes dou: amem-se uns aos outros. Como eu os amei, vocês devem amar-se uns aos outros (Jo 13.34).

Perto do final de sua vida, Jesus tem um encontro muito especial com seus discípulos. Afirma que estaria só pouco tempo com eles. De fato, seria a última noite de sua vida. Pouco depois ele seria preso e julgado, e crucificado no dia seguinte. Isso leva Jesus a tratar algumas coisas importantíssimas com seus seguidores.

Ele afirma ter um novo mandamento para eles: o mandamento do amor. Entretanto, não é algo propriamente novo: já o Antigo Testamento ordenava amar o próximo como a si mesmo (Lv 19.18), e Jesus ratificou esse mandamento em várias ocasiões.

O que então há de novo nele? Talvez a forma como se deveria amar. Primeiramente, poderíamos dizer que não era como Judas amava Jesus, pois naquela mesma noite ele trairia seu Senhor. Com certeza também não era como Pedro, pois pouco depois daquele encontro ele negaria Jesus três vezes. Sem sombra de dúvida também não era como o restante do grupo de discípulos amava, pois no momento mais difícil da vida de Jesus, enquanto estava sendo preso, todos o abandonaram. Como então deveria ser este amor de que Jesus estava falando?

Ele afirma que seus discípulos deveriam amar como ele mesmo amou. Esta é a diferença, a novidade do seu mandamento: amar como Jesus amou. Quando se pergunta como Jesus amou, geralmente nos lembramos de que ele morreu em nosso lugar. Mas vale lembrar que, no momento em que Jesus institui este novo mandamento, ele ainda não havia morrido. Isso só acontece no capítulo 19 de João. Ou seja, Jesus já havia provado seu amor ainda antes de sua morte – buscando por meio de tudo o que dizia e fazia o benefício das pessoas com quem tratava. É a disposição de sempre servir ao próximo sem esperar retorno. Isso nos ensina uma grande verdade: não espere morrer para mostrar seu amor às pessoas que estão ao seu redor! – CK

Ame simplesmente como Jesus amou.

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10 de janeiro
Voz do povo

Leitura Bíblica: Atos 14.8-20.              Como é feliz o homem que põe no Senhor a sua confiança, e não vai atrás dos orgulhosos, dos que se afastam para seguir deuses falsos! (Sl 40.4).

“A voz do povo é a voz de Deus” – quantas vezes já ouvimos isso? Se pensarmos no caráter de Deus, logo vamos concluir que a maioria das vezes em que esta frase é usada ela não faz sentido algum. Por exemplo, no texto que lemos hoje temos duas situações que demonstram a falsidade deste ditado.

Na época em que elas ocorreram, a idolatria era muito comum e influenciava muitas atividades. Para os gregos e romanos, os deuses eram semelhantes aos humanos, embora mais poderosos. Quando Paulo curou um paralítico em Listra, as pessoas não tiveram dúvidas: aquilo só podia ser obra divina (e era!). Só que direcionaram a adoração a Paulo e Barnabé. Estes logo se apressaram a apontar quem tinha feito o milagre – o Deus verdadeiro. Como autênticos seguidores de Cristo, não permitiram que a glória devida somente a Deus fosse dada a homens. Estavam ali exatamente para levá-los a deixar a idolatria e seguir o único Deus. Porém, as pessoas queriam uma divindade que pudessem ver e tocar.

Logo depois, os mesmos que chamaram Paulo de deus chegaram ao ponto de apedrejá-lo. Foram influenciados e mudaram de opinião. A “voz do povo” pode ser bem volúvel – e Deus não é assim. Ele não muda, por isso podemos confiar nele.

Apenas com estes exemplos – com pouco tempo de intervalo Paulo foi considerado digno de adoração e depois merecedor de morte – já podemos ver o quanto a “voz do povo” é diferente do que Deus quer. Nenhuma das duas situações agradava a Deus! Ainda bem que Paulo e Barnabé mantiveram sua integridade e não se deixaram levar pela pressão popular!

Muitas vezes, seguir a maioria é um grande erro. Pessoas são falhas e podem mudar de opinião no instante seguinte. Já Deus é perfeito, sabe de todas as coisas e não muda. Somente a ele devemos seguir! – VWR

A quem você dá atenção?

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9 de janeiro
Destruição

Leitura Bíblica: Oseias 4.1-6          Meu povo foi destruído por falta de conhecimento (Os 4.6).

Quando adolescente, eu sentia raiva quando via os noticiários. Diante da injustiça, da humilhação, da violência, meu sentimento de justiça me levava a desejos de vingança. Ao perceber que algo não estava correto e ao mesmo tempo sentir que era impotente, me ocorria o pensamento de que poderia mudar tudo por meio da força. Com o tempo vi que esta solução era ineficaz contra a maldade que há no mundo. Por outro lado, ao conviver com a violência, acostumei-me a ela, tanto que por vezes não senti que aquilo era uma afronta à vontade de Deus.

Quando não identificamos um pecado como algo que desde seu fundamento ataca e agride a honra de Deus, então nos acostumamos a ele de modo que não mais nos incomodamos. Ao ver a injustiça como corriqueira, não acusamos mais. Quando a maldade se torna comum, passamos a saboreá-la diante da televisão como uma simples “notícia”. Péssima notícia! Urge quem diga que isto está errado. Um exemplo: para garantir nosso pequeno conforto suportamos a poluição e destruição do ambiente em que vivemos. Estamos sendo destruídos por falta de conhecimento. Achamos que por herdarmos o céu não precisamos comprometer-nos com a Terra.

No texto da leitura de hoje, os sacerdotes foram duramente repreendidos por Deus por desviarem o povo do foco. Alimentavam uma fé que esperava somente a bênção de Deus, mas cujo conteúdo era vazio de significado. Acreditavam que por serem religiosos Deus tinha obrigação de zelar por eles, mas esqueceram-se do compromisso que Deus havia firmado com o povo, uma aliança na qual Deus concedia suas bênçãos para o povo que em gratidão lhe obedecesse.

Não perca de vista suas responsabilidades. Não permita que o pecado considerado “normal” por aí se torne normal também para você. Deixe o conhecimento de Deus e de sua Palavra transformar sua vida. – AS

Só o conhecimento de Deus transforma más notícias em boas por meio de Cristo!

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8 de janeiro
Degradação

Leitura Bíblica: Gênesis 7.17-24 Todos os seres vivos foram exterminados da face da terra; tanto os homens, como os animais grandes, os animais pequenos que se movem rente ao chão e as aves do céu foram exterminados da terra. Só restaram Noé e aqueles que com ele estavam na arca (Gn 7.23).

Toda semana dirijo-me a uma comunidade cristã situada numa região da capital paulista chamada Cracolândia. A maioria dos frequentadores dos programas religiosos vem daquela área degradada, salvo os voluntários e os missionários (alguns deles também envolvidos com drogas no passado). A caminhada que faço para chegar até ao local, por mais que por lá passe com fre­quência, sempre me choca. Não há como se acostumar com a degradação.

O versículo em destaque fala no extermínio de praticamente todos os seres vivos causado pelo dilúvio. Hoje podemos dizer que a droga é um dos fatores que acaba com o ser humano, mas como faz isto aos poucos, é deprimente para quem acompanha o processo. O vício em geral começa com um gole de bebida alcoólica ou um cigarro, apenas para experimentar. Porém, após certo tempo, grande parte destes iniciantes termina naquela multidão. Quando vejo aquele quadro degradante, sempre me lembro do título de um famoso filme: “Assim caminha a humanidade”. Tal situação acaba misturando os homens e os animais num mesmo modo de viver, onde predomina a sujeira, o vício, a podridão, o mau cheiro – um quadro horrível.

O capítulo no qual está o texto que lemos hoje começa com a ordem de Deus a Noé: “Entre na arca”. Hoje, temos também uma chance de deixar a corrupção que nos envolve se entregarmos nossa vida a Cristo. Ele é a nossa “arca”. Não caminhe como a humanidade corrompida para não ter o mesmo fim desta. E, se você já vive com Jesus, siga seu exemplo e demonstre a todos a diferença que ele fez em sua vida! – MJT

Parar de seguir a humanidade corrupta e optar pelo caminho divino é experimentar nova vida com Cristo.

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7 de janeiro
Crises

Leitura Bíblica: 1 Samuel 19.1-11 Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmo (Fp 2.3).

É comum enfrentarmos problemas de relacionamento. O ambiente de trabalho, por exemplo, pode ser complicado. Ainda jovem, trabalhei numa grande empresa. Por ser cristão, um companheiro de trabalho me odiava gratuitamente. Não perdia nenhuma oportunidade que surgisse para me perturbar.

Davi enfrentou essa mesma situação. Por amar a Deus e sua causa, colocou a vida em risco para defender a glória do Senhor e passou a sofrer com os ciúmes de Saul, o rei. Como administramos os nossos sentimentos quando outro é elogiado em vez de nós mesmos? Foi o problema de Saul. Ele não era capaz de dominar o que sentia a cada vez que Davi era elogiado. A inveja fluía com violência de seu interior.

Jônatas, por sua vez, é o personagem em crise na leitura bíblica de hoje. Amava seu pai, obedecia-lhe, mas ao mesmo tempo tinha grande amizade e admiração por Davi. Quando viu que seu pai tentava matar Davi, começou a elaborar planos para ficar com ambos e não conseguiu. Imagine a crise que Jônatas enfrentou quando descobriu a debilidade emocional de seu pai. Nossa derrota diante de nossos sentimentos é uma grande arma para Satanás. Quando vê o terreno preparado, consegue provocar grandes tragédias, como repetidamente vemos nos noticiários.

Mais adiante (1Sm 20.30-31), a crise de Jônatas culmina com uma grande acusação de deslealdade por parte de seu pai. Saul tenta convencer Jônatas de que estava tentando matar Davi para que mais tarde Davi não tirasse o reino de Jônatas. A história inteira de Saul mostra como seu orgulho acabou por levá-lo à ruína – e esse orgulho e o ciúme resultante destruiu o relacionamento com seu filho e ainda criou sérias dificuldades para Davi, que só lhe fizera bem. O remédio para essas nossas crises é o conselho de Paulo aos filipenses no versículo em destaque. A humildade sempre é mais benéfica que a soberba. – MJT

A humildade é um excelente remédio contra o orgulho e o ciúme.

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6 de janeiro
Permanecer

Leitura Bíblica: Filipenses 3.17-4.1 Sigam unidos o meu exemplo e (…) permaneçam assim firmes no Senhor (Fp 3.17; 4.1).

Quando criança, meus pais insistiram que eu fizesse alguns cursos, como música e informática, e que praticasse esportes, como futebol, natação e judô. Frequentei por algum tempo cada uma dessas atividades, mas não permaneci muito em nenhuma delas. Hoje percebo que foram boas para minha formação e que poderia ter tirado mais proveito de cada uma caso tivesse continuado a praticá-las. Paulo vem afirmando no contexto da leitura de hoje a importância de permanecermos no caminho que nos foi proposto por Cristo quando nele cremos. Quando fala em cidadania, palavra que se refere diretamente a uma ligação com nações e estados, ele enfatiza qual é o rumo da nossa caminhada neste mundo. O cristão está a caminho de um alvo celestial. Sua pátria não está neste mundo, está no céu. É quanto a isso que Paulo pede a nós que sigamos seu exemplo, que imitemos o seu modo de viver e agir. De nada adianta termos um dia ouvido falar do evangelho e nos interessado por uma caminhada de fé se o trabalho, as opiniões alheias, enfermidades e outras preocupações da vida nos afastarem do Senhor. Neste caso acabaremos por adorar a nós mesmos e a nos ocupar apenas com aquilo que é material, com o que traz satisfação momentânea. Quem se concentra nisso, acaba errando o alvo (o que é justamente o sentido original da palavra “pecado”) e se perde por aí em uma vida longe de Deus e sem garantia da vida eterna.

Podemos ter alegrias neste mundo, fazer cursos, praticar esportes e também nos ocupar com as dificuldades do dia a dia. Porém, o essencial é permanecermos firmes no Senhor, tendo nossa meta de vida não em alvos passageiros, mas na nossa pátria eterna, celestial. – AS

Só chega ao alvo quem se orienta por ele.

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5 de janeiro
Lei

Leitura Bíblica: Salmo 119.10-16  Tenho prazer nos teus mandamentos; eu os amo (Sl 119.47).

O salmo 119 inteiro é um elogio à lei e aos mandamentos de Deus. Isso pode soar estranho no Brasil, onde as leis são sistematicamente desrespeitadas em todos os níveis sociais, da pessoa mais simples até às mais altas autoridades. Não podemos generalizar, uma vez que há muitos cidadãos que cumprem bem a lei, mas de forma geral a nossa cultura valoriza a esperteza e a habilidade de aproveitar todos os atalhos possíveis para obter vantagens pessoais. Como podemos entender então o que significa ter alegria e prazer na lei divina? Feito à imagem e semelhança de Deus, o ser humano tem inteligência e autonomia para tomar suas próprias decisões. No entanto, ele foi desobediente e se afastou de Deus – com efeitos colaterais inesperados: em vez de conseguir prazer nas suas próprias conquistas, o homem sente-se incompleto. Então, ele busca constantemente suprir por meio de poder, dinheiro, sexo, realização profissional, etc. o que falta para obter a alegria tão ansiada. É um labirinto de possibilidades. É aqui que entra a lei de Deus. Ela serve como uma placa de trânsito que nos aponta o caminho certo. A lei de que fala o salmo não é um conjunto de regras irritantes, que seguimos apenas para não levar multa ou ir para a cadeia. Na verdade, trata-se da instrução de vida dada pelo Criador: quanto mais a conhecermos e nos empenharmos em segui-la, mais perceberemos a sua utilidade como manual para melhorar nosso relacionamento com Deus. E quanto mais próximos estivermos do Senhor por meio de Cristo, mais alegria teremos em nossa vida. 

O prazer na Palavra de Deus não aparece de um dia para o outro. É preciso cultivar a leitura e o estudo dela para absorver cada vez mais os seus ensinamentos (v 11, 15). Aprendemos pela repetição (v 13). Talvez por isso esse também seja o salmo mais longo da Bíblia: é um processo demorado, ao qual é preciso dedicar esforço. Mas ele vale a pena! – DK

A alegria real é como um tesouro: é preciso ter um mapa (a Bíblia) e muita disposição para encontrar – vale a pena tentar!

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4 de janeiro
Satisfação

Leitura Bíblica: Salmo 112                  Tu me farás conhecer a vereda da vida, a alegria plena da tua presença, eterno prazer à tua direita (Sl 16.11).

Lembro-me da seguinte afirmação em um cântico: “Satisfação é ter a Cristo. Não há melhor prazer já visto: sou de Jesus e agora eu sinto satisfação sem fim!” É uma grande verdade: ao conhecer Cristo, encontramos a real satisfação. A alegria que Deus nos dá é incomparável. Nosso texto base começa dizendo isso: “Aleluia! Como é feliz o homem que teme o Senhor e tem grande prazer em seus mandamentos!” Agostinho narra esta expe­riência em sua vida dizendo: “Como foi maravilhoso eu ficar repentinamente livre daquelas alegrias infrutíferas que antes eu tinha medo de perder!… Tu as expulsaste de mim; tu, que és a verdadeira e a soberana alegria. Tu as expulsaste de mim e ocupaste o lugar delas… Ó Senhor, meu Deus, minha Luz, minha Riqueza, minha Salvação”.

Sim, quando experimentamos a verdadeira alegria no Senhor, Deus abre os nossos olhos e mostra como é miserável o pecado que nos atrai. Passamos a perceber o vazio das muitas paixões e como a busca de prazer fora de Deus é uma constante decepção. O final do Salmo 112 diz: “O desejo dos ímpios se frustrará”. Conviria refletir sinceramente se realmente temos o nosso prazer nos valores eternos da lei do Senhor, se é realmente ali que buscamos nossa satisfação. Será que nosso prazer está em anunciar as obras que Deus tem realizado em nossa vida? Não estaríamos colocando nossa esperança na incerteza das riquezas deste mundo, em vez de nos firmarmos em Deus, que tudo provê ricamente para a nossa satisfação? John Piper faz uma pergunta: “Não estaríamos escravizados aos prazeres deste mundo, de modo que, apesar de toda a nossa conversa sobre a glória de Deus, amamos a televisão, a comida, o sono, o sexo, o dinheiro e o louvor humano tal como outras pessoas os amam?”

Sejamos sóbrios e não troquemos as delícias perpétuas por prazeres efêmeros. – HSG

Que no íntimo do meu coração eu tenha prazer no Senhor.