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Reflexão 📖

24 de Novembro
Mistério?

LEITURA BÍBLICA: Romanos 16.25-27 Agora revelado e dado a conhecer pelas Escrituras proféticas por ordem do Deus eterno, para que todas as nações venham a crer nele e a obedecer-lhe. (Rm 16.26)

Parece um filme de suspense: todos aguardam com expectativa as próximas cenas. Ouve-se uma música de fundo dramática. O que acontecerá? MISTÉRIO! Mas será que o apóstolo Paulo usou a palavra mistério no texto lido para dar um ar de suspense ao episódio da revelação do Filho de Deus? Bem poderia ser, pois nas religiões pagãs da época havia segredos bem guardados, chamados de “mistérios”, que só eram revelados aos iniciados. Mas o que haveria de misterioso na fé cristã?

Nada! Não há mistério na fé cristã. Não no sentido de que haja algo oculto com relação à nossa reconciliação com Deus (a salvação). É verdade que no passado havia, sim, algo oculto. Era o significado das promessas comunicadas pelos profetas ao longo do Antigo Testamento ao povo judeu, e que já haviam sido planejadas por Deus desde a eternidade. Ou seja: a vontade de Deus em salvar por meio da fé obediente todos os que se afastaram dele já existia desde a eternidade no coração do Senhor.

Neste sentido, portanto, havia um mistério em torno da pessoa de Jesus Cristo (Mc 4.11, 1Co 2.1). Ele era o prometido, o aguardado, mas ainda não presente e conhecido. A partir da sua chegada ao mundo, porém, Jesus passa a ser o mistério revelado de Deus. Ele não estava mais oculto, podia ser conhecido por qualquer pessoa que o visse ou ouvisse. E hoje também pode ser conhecido por qualquer pessoa que atenda à sua mensagem.

Por meio da fé obediente em Jesus Cristo, qualquer pessoa tem acesso à salvação. Não é necessário um convite especial, nem um cerimonial de iniciação. Basta apenas responder com fé ao chamado pessoal de Jesus. Sem mistérios, sem segredos, sem letras miúdas no rodapé. Deus se revela em Cristo a todos por meio do Evangelho, e de graça concede perdão e salvação para todo aquele que crê. – AS

Não há segredo para ter a salvação: tudo está claro, basta crer em Cristo.

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23 de Novembro
Dinheiro

LEITURA BÍBLICA: 1 Timóteo 6.6-11 Ponham sua esperança… em Deus, que de tudo nos provê ricamente, para a nossa satisfação. (1Tm 6.17b)

“Quem quer dinheiroooo?” Esta pergunta, bordão de um famoso apresentador brasileiro, nunca ficou sem resposta – quem seria tolo de recusar um presente desses? Imagino que qualquer pessoa que ouça esta pergunta responda (ou – seja sincero – pelo menos pensa): “Eu!”

Querer dinheiro não é um desejo ruim em si. Numa sociedade como a nossa, precisamos dele para viver. Um pai de família, por exemplo, que trabalha com dedicação, cumpre sua responsabilidade quando busca melhorar a renda e merece o salário que ganha. Poupar para o futuro é aconselhável – não para acumular riquezas, mas para ter o sustento quando não for mais possível trabalhar. Deus espera de nós uma administração sábia de todos os bens e talentos que temos.

Infelizmente, é muito fácil deixar-se levar pela ambição. A Bíblia faz soar um alarme: amar o dinheiro é a causa de todos os males (v 10). Ela diz também que “quem ama o dinheiro jamais terá o suficiente” (Ec 5.10a). É neste ponto que começamos a fazer concessões e a comprometer nossos valores. A integridade vai por água abaixo. Torna-se tão fácil jogar na loteria, incluir umas despesas a mais na prestação de contas da empresa ou cancelar o passeio prometido ao filho para trabalhar mais um pouco.

A leitura de hoje indica um caminho muito diferente para viver bem: a fórmula é piedade (devoção a Deus) com contentamento (em ter o suficiente para comer e vestir). Experimente viver como Jesus recomenda: coloque o reino de Deus e a vontade dele acima de tudo, e você receberá o que precisa para viver (Mt 6.33 – o contexto mostra que ele falava do essencial, comida e roupa, não de casa na praia). E, quem sabe, um dia você consiga dizer como Paulo: “Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação … tendo muito, ou passando necessidade. Tudo posso naquele que me fortalece” (Fp 4.12b-13). – DK

O dinheiro é um bom escravo, mas um mau senhor.

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22 de Novembro
Progressão

LEITURA BÍBLICA: Salmo 1.1-6   Bem-aventurado o homem que não anda… não se detém… nem se assenta… (Sl 1.1 ARA)

Progressão significa uma sequência de ações que avançam passo a passo em direção a um alvo. O versículo em destaque alerta contra uma “progressão” em direção ao mal: quem anda no conselho dos ímpios, detém-se no caminho dos pecadores, assenta-se na roda dos escarnecedores. Vale dizer que quem anda acompanha algo, quem se detém dá atenção àquilo e quem se assenta acomoda-se ali para ficar. É por aí que o mal passa a dominar a vida. Um exemplo: um garoto aceita dar uma “pitadinha” no cigarro do colega já fumante. No dia seguinte vai aceitar um cigarro inteiro. Tragadas e tosses à parte, em breve ele estará fumando um maço por dia. O mesmo se dá com outros vícios: experimenta, gosta e fica! É um caminho sem volta – uma progressão – negativa, no caso. Assim é sábio o que Deus ensina neste salmo ao dizer que bem-aventurado é o que não anda, não se detém e nem se assenta. Todo começo é pequeno: o primeiro passo (de uma grande jornada); uma nascente de água (de um rio caudaloso); a minúscula faísca (de um incêndio devastador); uma quase invisível semente (de uma árvore frondosa), etc. Mas Deus, ao bendizer o que não anda, não se detém, e nem se assenta, explica o “porquê”: é que “sua satisfação está na lei do Senhor, e nessa lei medita dia e noite”. Ele é comparado a uma árvore que cresce junto a um rio, para o qual estende suas raízes e graças ao qual verdeja e frutifica (ver também Jr 17.8). Para o cristão, o rio é a Palavra de Deus, na qual ele medita sempre; dela retira o sustento para a alma, e tudo que faz prospera. Prosperar não significa necessariamente ficar rico, mas conseguir com que tudo o que se faz seja bem feito, porque corresponde aos propósitos de Deus. – ETA

Ande com Deus, detenha-se para estudar sua Palavra e assente-se em sua paz, e você será bem sucedido.
 

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21 de Novembro
Pobre!

LEITURA BÍBLICA: Provérbios 19.1-7 Quem trata bem os pobres empresta ao Senhor, e ele o recompensará. (Pv 19.17)

A nossa tendência como seres humanos é admirar e ajudar os que têm mais recursos e esquecer os mais pobres. Estes, segundo um dicionário, podem ser considerados pessoas que são dignas de compaixão, infelizes ou tristes. A Bíblia nos adverte a nos compadecermos dos pobres indistintamente, e o versículo em destaque nos mostra que isso tem a ver com nosso relacionamento com o Senhor (como se fosse uma espécie de empréstimo com retorno garantido).

Certa vez, tive uma experiência marcante. Era um dia bastante propício para uma confraternização com amigos. Durante o percurso, algo inesperado aconteceu. Ao passar pelo meio de uma favela, percebi que um pobre menino fora atropelado, mas ninguém prestara socorro. Na verdade, meu desejo era passar “pelo outro lado” assim como o sacerdote e o levita na parábola do bom samaritano (Lc 10.31-32). Contudo, o texto que lemos hoje me impulsionou a ter compaixão daquela criança, voltando para socorrê-la. Quando cheguei ao local, sabia que poderia ser acusado da autoria do atropelamento, mas acreditei que estava fazendo isso para Deus. Enfim, o Senhor teve misericórdia de mim e, na sua soberania, deu-me o privilégio de ajudar o menino, que estava a ponto de morrer por “ausência de compadecimento”. Assim, levei-o para o hospital, onde foi salvo.

Diante de tudo que aconteceu, posso afirmar categoricamente que, sejam quais forem as circunstâncias, Deus protege e recompensa aquele que se compadece dos pobres. Meu amigo, você também precisa investir na ajuda aos mais necessitados. Além de agradar ao Senhor com a sua obediência, você também pode levar tais pessoas a um encontro com Deus, mostrando que você se importa com elas porque o Senhor as amou primeiro. – DMS

Se não amo o próximo a quem vejo, como posso amar a Deus, a quem não posso enxergar? (conforme 1Jo 4.20)
 

“QUE SEU DIA A DIA FIQUE SEMPRE MELHOR A MEDIDA QUE VOCÊ SE FIZER MELHOR.”

 

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20 de Novembro
Alegria, alegria

LEITURA BÍBLICA: Habacuque 3.17-18 Alegrem-se sempre no Senhor. Novamente direi: Alegrem-se! (Fp 4.4)

Talvez alguns se lembrem de uma música com o título desta mensagem, que falava em caminhar contra o vento, sem lenço e sem documento. Mas não é dela que falaremos aqui, e sim do recado do apóstolo Paulo aos cristãos de Filipos no versículo em destaque.

As pessoas se alegram por vários motivos. Há a alegria que move as multidões nas festas populares e nos aniversários, nos shows artísticos, nas vitórias do clube do coração, na aprovação em exames…Mas tudo isso passa. A alegria pela vitória de seu clube pode virar tristeza por uma derrota no próximo jogo. A do carnaval termina na quarta-feira de cinzas, às vezes de maneira triste e trágica. Competições esportivas, eleições ou vestibulares sempre causam alegria em uns e tristeza em outros: o que faz rir também faz chorar. Enfim, a alegria pode durar a noite inteira, mas sempre chega a manhã, e com ela a realidade. As alegrias da vida não são eternas.

Não é assim com a alegria no Senhor; ela não leva ninguém à tristeza e é eterna, mesmo em meio às tribulações da vida. Alegramo-nos no Senhor porque ele tem palavras de vida eterna (Jo 6.68); ele é o Caminho, a Verdade e a Vida, e nos leva ao Pai (Jo 14.6); seu sangue nos purifica de todo pecado (1 Jo 1.7); ele vive sempre para interceder por nós (Hb 7.25); ele nos dá a vida eterna (Jo 10.28).

Alegramo-nos no Senhor porque, ainda que andemos pelo vale da sombra da morte, não há o que temer pois ele está conosco (Sl 23.4); porque sabemos que por sua vitória na cruz e sua ressurreição o túmulo não é o fim, mas a passagem para a vida eterna (Jo 11.25). Alegramo-nos no Senhor como o profeta Habacuque expressou no texto da leitura bíblica de hoje.

Por isso, mesmo caminhando em meio às dificuldades desta vida, ainda que sem lenço e sem documento, ao ouvir a voz do Senhor me chamar, responderei: Eu vou! – MNL

Na presença de Deus, a alegria cresce por si.
 

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19 de Novembro
Santos desejos

LEITURA BÍBLICA: Cântico dos Cânticos 1.1-4                                  Leve-me com você! Vamos depressa! Leve-me o rei para os seus aposentos! (Ct 1.4)

Lá em casa temos experiências inesquecíveis de carinhos e afagos. Tivemos três filhos e sempre tivemos pequenos animais domésticos. O único filho que nunca gostou de afagos foi o mais velho, por ser autista. Nosso papagaio, conosco há mais de 15 anos, adora um afago na cabeça.

O Cântico dos Cânticos tem o amor e o carinho como tema. Pode-se entendê-lo simplesmente como um poema sobre o amor conjugal, mas também como ilustração do amor de Deus por nós. Visto assim, a figura de Cristo está presente aqui, manifestando o amor entre ele e sua noiva, a Igreja. Lembro-me de uma frase atribuída a alguém que observou um jovem cristão condenado pelo governo ateu do seu país por distribuir textos bíblicos. Vendo sua felicidade no meio do sofrimento, percebeu que “o seu Cristo lhe basta”. Aquilo era o afago de Cristo ao seu servo na prisão.

O texto que lemos também fala do perfume agradável do nome do noivo. O apóstolo Paulo afirma que nós somos o perfume de Cristo (2Co 2.15). Feliz é o cristão ou a igreja que exala esse perfume. Existem pessoas que seus conhecidos identificam só pelo perfume que costumam usar. Notam sua presença mesmo sem vê-las – e seu nome faz lembrar seu perfume.

Lemos ainda dos aposentos do noivo, o lugar onde ele habita. Quais seriam os aposentos de Cristo? Podemos pensar em três: o corpo do cristão, onde Cristo mora por meio do Espírito Santo (1Co 3.16); a própria igreja, incluindo suas instalações, também é lugar da habitação de Deus (1Pe 2.5) e, por fim, pode referir-se ao céu (Ap 7.15). Todos são ilustrações riquíssimas para o amor entre Cristo e sua noiva.

O relacionamento de Cristo com nossa alma, a igreja ou nosso espírito deveria ser de profundo amor. Como você classificaria seu relacionamento com Cristo? – MJT

Vida de verdade é ter o Criador da vida morando em nós.
 

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18 de Novembro
Deixar para trás

LEITURA BÍBLICA: Marcos 10.17-31 [Pedro disse a Jesus:] Nós deixamos tudo para seguir-te. (Mc 10.28)

Chamou minha atenção uma música de Jeremy Camp que diz: “… deixando as coisas tão queridas que eu seguro, deixando toda minha dor e todos os meus medos…” Fiquei pensando em como há coisas em nossa vida que temos dificuldade de realmente entregar nas mãos de Deus. Sabemos que ele tem os melhores planos para nós e que nunca vai nos desamparar, mas, na hora da prática, como é difícil deixar que ele assuma o controle!

Por um lado, Jesus ensina que devemos entregar tudo a ele e deixar que ele cuide do que for necessário; por outro lado, nós teimamos. Há certas coisas que gostamos de agarrar com firmeza… Entregamos-lhe parte de nossa vida e queremos continuar controlando o restante. Quanto mais fortemente seguramos algo – seja um hábito, uma pessoa que colocamos acima de Deus, a área sentimental ou a questão financeira, por exemplo – nós mesmos estamos tornando nosso fardo mais pesado, deixando-o mais difícil de ser carregado. Por não abrirmos mão destas coisas, deixamos de contemplar o que Deus tem para nós.

Muitas vezes criticamos o moço rico da leitura de hoje, por ele ter amado mais seu dinheiro e sua posição social do que a Deus, mas quantas vezes nós também queremos seguir a Jesus dando a ele apenas uma parte de nós! O que o Senhor quer é que deixemos tudo em suas mãos para que ele possa limpar e restaurar nossa vida, tirando aquilo que não presta e que precisamos deixar que vá embora. Isto pode incluir mágoas, inveja, orgulho, vícios, autossuficiência, amor ao dinheiro, obsessão pelo trabalho – e a lista continua. Qualquer uma destas coisas, se não colocada nas mãos de Jesus, pode se tornar mais importante para nós do que seguir a ele, embora nem sempre tenhamos consciência disso. – IG

Deixar tudo nas mãos de Deus não é fácil, mas vale a pena!
 

Invista em qualidade de vida

 

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17 de Novembro
Corvos e lírios

LEITURA BÍBLICA: Lucas 12.22-31 Observem os corvos: não semeiam nem colhem, não tem armazéns nem celeiros; contudo, Deus os alimenta. E vocês tem muito mais valor do que as aves! (Lc 12.24)

Jesus acabara de contar a parábola do rico insensato (Lc 12.13-21), sobre um homem que confiava totalmente em suas riquezas. Depois de reconstruir os seus celeiros, ele diz para si mesmo: “Você tem grande quantidade de bens, armazenados para muitos anos. Descanse, coma, beba e alegre-se” (v 19). Ele é chamado de insensato, por confiar demais nos seus próprios bens.

Jesus então contrasta esta atitude com o exemplo de pequenos animais e plantas. O próprio Deus alimenta os corvos, mesmo que não semeiem, colham ou tenham celeiros (v 24). Também os lírios não trabalham e nem tecem, mas são vestidos pelo próprio Deus, de forma tão magnífica como nem Salomão se vestiu.

Jesus não está ensinando que não devemos trabalhar ou planejar a nossa vida. Pelo contrário: a Bíblia está cheia de exortações neste sentido (Tg 4.13-17; 2 Ts 3.10). O que o texto ensina é que não devemos confiar demais em nós mesmos, pois a vida é muito mais do que comida e roupas. Mesmo se tivermos reservas de comida ou bens que garantam nosso sustento para o resto da vida, a pergunta de Jesus é: “Quem de vocês, por mais que se preocupe, pode acrescentar uma hora que seja à sua vida?” (v 25). Embora seja necessário ocupar-se com as coisas da vida e trabalhar, há uma preocupação muito mais importante e urgente do que essa: buscar o Reino de Deus, isto é, fazer o que é importante para Deus! Guardar um pouco de comida vai garantir apenas o dia de amanhã (e, na verdade, eu nem sei se estarei vivo amanhã); buscar o Reino de Deus vai garantir a nossa eternidade, e isso faz toda a diferença. Quando nos preocupamos com o que importa para Deus, ele nos dá as outras coisas de que precisamos, com muito mais alegria do que já faz com as aves e com os lírios. – CK

Não se preocupe com as coisas passageiras; preocupe-se com a sua eternidade.
 

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16 de Novembro
Mistérios

LEITURA BÍBLICA: Gálatas 4.12-14     Ó profundidade da riqueza da sabedoria e do conhecimento de Deus. Quão insondáveis são os seus juízos e inescrutáveis os seus caminhos! (Rm 11.33)

Um rapaz irlandês cristão encontrou por “acaso” um livro sobre o Brasil. Naquele momento não sabia que seria o primeiro passo da sua vocação missionária. Depois sempre lhe vinha “Brasil” à mente. Deus o dirigiu a fazer um curso bíblico, ele viajou ao Brasil, aprendeu o idioma e passou vários anos pregando o evangelho no Nordeste. Como explicar um acaso que Deus aproveita para alcançar dezenas de pessoas com a sua mensagem? Segundo o texto acima, foi uma doença que fez o apóstolo parar entre os gálatas. Apesar da aflição, pregou-lhes o evangelho, muitos creram em Cristo e tornaram-se cristãos. Por que Deus não curou Paulo logo para continuar sua viagem? Permanece um mistério, pois não tinha Paulo mesmo feito milagres pelo poder de Deus? Outras passagens indicam que o seu sofrimento físico provinha talvez de uma doença crônica que permaneceria até que Deus quisesse dar-lhe a cura.

Como explicar o caso da esposa de um pastor (conhecidos nossos) que passou quinze anos com problemas graves sem cura? O casal procurou todos os meios possíveis, inclusive a oração específica pela cura – tudo sem efeito. Ao longo do caminho difícil encontraram a solução espiritual em aceitar tudo das mãos de Deus, seu coração tranquilizando-se com textos como aquele em destaque. Não conseguiam entender os caminhos de Deus, enquanto ao mesmo tempo sofriam com os comentários de algumas pessoas, de que faltaria fé ao casal. No entanto, o casal imitava a fé paciente de Jó, esperando em Deus pelo alívio no dia escolhido por ele. Deus lhes ensinou também outra verdade, segundo contaram: “Deus nos levou por um caminho difícil, mas não precisa revelar a razão.” Lembra Isaías: “Assim como os céus são mais altos do que a terra, também os meus caminhos são mais altos do que os seus caminhos” (Is 55.9). – TL

O poder de Deus se revela na nossa fraqueza (cf. 2Co 12.9).
 

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15 de Novembro
Prioridades

LEITURA BÍBLICA: 2 Samuel 2.1-7 [Jesus] orou: Meu Pai, se for possível, afasta de mim este cálice; contudo, não seja como eu quero, mas sim como tu queres. (Mt 26.39b)

No texto que você acabou de ler, vemos que Davi buscou a orientação de Deus para saber aonde deveria ir. Depois da morte do rei Saul, muitas vidas dependiam de seus movimentos. Davi, então, levou sua família consigo. Cada um dos seus homens fez a mesma coisa. Em seguida, demonstrou reconhecimento pelo que algumas pessoas fizeram por Saul, dando a este um sepultamento digno e honrando seu nome. Afinal, apesar de todo o sofrimento que ele causara a Davi, tinha sido o primeiro rei de Israel.

Estas atitudes de Davi demonstram quais eram suas prioridades – pelo menos em grande parte de sua vida. Ele queria fazer o que Deus ordenasse e também valorizava as pessoas. Davi foi um grande homem e nos ensina que em primeiro lugar importa o que Deus é para mim, depois o que eu sou para Deus. Se não há espaço para Deus em minha vida, não serei lá grande coisa.

Isso nos faz pensar em quais são nossas prioridades. Numa época em que a família é tão desvalorizada, demonstramos amor à nossa? Cabe-nos reconhecimento pelas boas ações dos que nos cercam? Sem dúvida! Um irmão confidenciou-me que disse à sua esposa: “Todos me elogiam, mas nunca ouço de você um elogio, apenas reclamações”. E como está nossa vida com Deus? Mesmo sabendo das consequências, temos a coragem de assumir os desafios que ele nos coloca? Apesar dos sacrifícios, obedecemos? Veja o que coube ao principal descendente de Davi, Jesus Cristo. No momento em que ele disse o que está registrado no versículo em destaque, estava com o rosto em terra, clamando ao Pai, enquanto nenhum de seus discípulos o acompanhava naquela hora dramática. Mesmo que todos me abandonem, prosseguirei sozinho? Fique atento às perguntas que surgirão na sua caminhada. Não erre nenhuma resposta – se não souber, busque-as em Deus. – MJT

Nossas atitudes demonstram nossas prioridades.
 

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