Arquivo da categoria: Estudos

Reflexão 📖

4 de Agosto

Por quê?

LEITURA BÍBLICA: Jó 3.1-11;24-26.     Por que não morri ao nascer? (Jó 3.11a)

Quando sofremos, questionamos muitas coisas – como Jó. Ele tinha perdido quase tudo e preferia nem ter nascido para não ter de passar por tanto sofrimento. Quantos não pensam assim? Argumentam que não pediram para nascer. Isso não muda a situação em si, mas esconde algo pior. Pensam que não são importantes para ninguém. Sua ausência não seria sentida. Ninguém se importa com o que estão passando. E, pensando assim, só aumentam seu sofrimento ao constatar que estão sozinhos e não há ninguém para ajudar…

Será mesmo verdade? Jó estava desesperado, mas ele sabia que havia alguém observando tudo – o Senhor – tanto que recorre a ele, pedindo explicações e tentando defender sua causa. No final do livro, ele tem certeza da presença de Deus, pois o próprio Senhor fala com Jó e lhe mostra que, afinal, não compete ao ser humano saber os motivos divinos.

Dia desses, uma amiga estava numa situação difícil. Ela precisava lembrar-se de algo, mas sua memória não ajudava. Aquilo estava trazendo muito sofrimento. Se não lembrasse, ela teria de arcar com uma grande despesa. A quem recorrer? Ninguém conseguia ajudá-la. Até que ela orou e pediu que Deus a ajudasse a lembrar-se. No instante seguinte, a imagem tão esperada apareceu em sua mente. O que mais a impressionou não foi a resposta rápida à sua oração, mas o fato de aquilo demonstrar que Deus se importava com ela.

Apesar de nossas dúvidas, podemos ter certeza de que, mesmo que mais ninguém se importasse conosco, Deus se importa. Ele planejou nosso nascimento e se interessa por cada área de nossa vida, cada sentimento, cada circunstância. Ele não observa de longe: está pronto a nos ajudar. Às vezes, o auxílio será imediato, como no caso acima. Outras vezes, não. Mas isso não significa que Deus não esteja ouvindo. Ele se importa conosco mesmo quando parece demorar. Lembremos sempre que, ainda que a dor não passe, podemos contar com sua companhia e seu amor. – VWR 

Prove, e veja como o Senhor é bom. É muito feliz aquele que se refugia nele! (cf. Sl 34.8)

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3 de Agosto

A irresponsabilidade

LEITURA BÍBLICA: Mateus 24.9-12 Devido ao aumento da maldade, o amor de muitos esfriará (Mt 24.12).

O mundo hoje está motorizado. As fábricas de automóveis lançam milhares de carros diariamente nas ruas e estradas, que ficam cada dia mais congestionadas. O lamentável é que isso é acompanhado de transgressões às leis do trânsito, causando graves acidentes. Algo curioso aconteceu por estes dias. Depois de um deputado estadual alcoolizado ter causado um acidente fatal, matando dois jovens, descobriu-se que dois terços dos deputados da mesma assembleia haviam cometido faltas graves no trânsito, mas nem sequer tinham recebido comunicação de suas transgressões.

O versículo-chave do nosso texto diz que, devido ao aumento da maldade, o amor de muitos esfriará. A palavra original aqui traduzida por “maldade” também poderia ser traduzida por “iniquidade” ou “ilegalidade” – desrespeito às leis. O ser humano vive afastado de Deus e consequentemente não obedece aos princípios estabelecidos pelo Criador. Mas não só desobedece aos princípios de Deus, como esse desrespeito aos princípios de Deus leva o ser humano a desrespeitar também as leis do país. Desrespeitoso, toma a mesma atitude de Caim: “Sou eu o responsável por meu irmão?” (Gn 4.9). Daí nascem o descaso, a irresponsabilidade, a brutalidade que desemboca nesta onda de violência que sufoca a cordialidade, o respeito e o amor, levando a humanidade cada vez mais em direção ao abismo. A solução seria a volta para viver os princípios de Deus – e isso não é difícil quando nos lembramos de que o próprio Deus quer capacitar-nos a isso porque nos ama, ao nos reconciliar com ele pelos méritos de Jesus Cristo (João 3.16), conforme também nos promete em Filipenses 2.13: “É Deus quem efetua em vocês tanto o querer como o realizar, de acordo com a boa vontade dele”. – HM

Só existe uma solução para os conflitos e problemas deste mundo: o amor de Deus.

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2 de Agosto
Quem fala?

LEITURA BÍBLICA: Salmo 50.14-17.  Clame a mim, e eu responderei e lhe direi coisas grandiosas e insondáveis que você não conhece (Jr 33.3).

Tenho viajado muito nos últimos anos e isto tem sido uma bênção para mim: posso conhecer pessoas, compartilhar alegrias e bênçãos, além de aprender mais sobre aquilo que o Senhor está fazendo no meio do seu povo. Sempre levo o celular para manter contato com meus familiares. Uma das recomendações de minha esposa é: assim que chegar ao seu destino, ligue imediatamente para mim. Ela apenas deseja saber se a viagem correu bem. Quando retorno, sou eu que ligo para avisar que já estou a caminho. Essa comunicação nos faz muito bem e nos deixa tranquilos.

Uma vez resolvi chegar de surpresa, sem avisar. Eu sabia que a minha esposa estava em casa. Abri a porta silenciosamente e, exatamente naquele instante, o telefone da casa tocou. Rapidamente coloquei minha mala sobre a mesa e corri para atender, antes que a secretária eletrônica ou mesmo a minha esposa o fizesse; ainda ofegante, disse: ‘Alô!’. Nenhuma resposta. Repeti: ‘Alô! Quem está falando?’. Escutei alguns barulhos, mas ninguém falava. Foi então que percebi a luz do meu celular piscando e fui olhar a tal ligação. Inconscientemente, eu havia ligado para o telefone de casa, pressionando o número que estava na memória! Foi muito engraçado e fiquei ali em pé, rindo de mim. Quando a minha esposa chegou e eu lhe contei, rimos juntos da situação.

Mas imediatamente me ocorreu que é assim que muitas vezes ajo em minhas orações: parece mais uma ligação para mim mesmo do que para Deus. Lembrei-me de quando trabalhava em uma empresa e era explorado, ganhando muito pouco pelas horas trabalhadas. Isso gerou em mim indignação e impaciência, e comecei a procurar outro emprego e reclamar dos diretores. Estava agindo em causa própria! Certo? Não, errado! O Senhor diz na sua Palavra: “Clama a mim…”. Eu deveria buscá-lo em primeiro lugar, deveria falar com Ele primeiro. – NND

“Perto está o Senhor de todos os que o invocam…”. Salmo 145.18

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1° de Agosto

Necessidade

LEITURA BÍBLICA: 2 Reis 4.1-7.      Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apoie em seu próprio entendimento (Pv 3.5).

Quando somos acometidos por uma dificuldade ou uma necessidade, seja ela financeira, de saúde ou emocional, de imediato tomamos algumas providências. Se faltar dinheiro, corremos a um banco ou uma financeira, ou mesmo a um familiar, para emprestar o montante que falta. Se alguém ficar doente na família, logo procuramos um hospital ou um médico para que tenhamos um bom atendimento. Se o problema for emocional, vamos em busca de um amigo que nos ouça e nos ofereça algum conforto.

De maneira geral confiamos a solução dos nossos problemas a nós mesmos, à nossa capacidade de resolver sozinhos qualquer dificuldade que apareça. Nossa falta de contato com Deus – o pecado – nos faz crer que somos autossuficientes, que nossa inteligência, nossas potencialidades e qualidades são plenamente suficientes para resolver todo e qualquer problema que aparecer. E se não conseguirmos sozinhos, então recorremos a uma outra pessoa que tenha conhecimentos técnicos e científicos, ou mesmo boa vontade, de forma que possa nos ajudar a enfrentar e resolver a situação problemática em que nos encontramos.

O advento da tecnologia, da informação e da ciência ainda reforçou esse hábito de deixar de lado a confiança em Deus para resolver nossos problemas e apostar todas as fichas na técnica, isto é, em nosso próprio entendimento.

É claro que foi Deus quem nos deu a possibilidade de produzir o conhecimento e a ciência, porém ele nos adverte que não devemos fazer do nosso entendimento um deus ao qual confiamos nossa vida. Assim como a viúva da leitura de hoje confiou integralmente na palavra de Deus dita por meio de Eliseu e foi suprida em sua necessidade, também nós devemos em primeiro lugar confiar em oração todas as nossas necessidades às mãos de Deus e depois agir conforme a sabedoria que o próprio Deus nos dá. – AS

Deus dá aos que confiam nele aquilo de que necessitam.

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31 de Julho
Dê a preferência

LEITURA BÍBLICA: Gênesis 13.1-12 Prefiram dar honra aos outros mais do que a si próprios (Rm 12.10).

“Quem parte e reparte, e não fica com a melhor parte, é bobo e sem arte.” Sempre ouvia esse ditado de um dos meus irmãos quando eu ainda era criança. Nunca o esqueci, embora tivesse dificuldade para agir assim porque ficava sem graça de sempre escolher a parte melhor.

No texto da leitura, encontramos Abrão e Ló enfrentando dificuldades para sustentar seus rebanhos porque estes eram grandes demais para a terra que ocupavam. Surgiu conflito entre seus trabalhadores. Abrão então, por querer manter a paz na família, propõe a Ló, seu sobrinho, que se separem. Sendo o mais velho, a preferência era de Abrão, mas ele generosamente permitiu que Ló escolhesse primeiro, acatando a sua decisão sem discussão. Aparentemente, Abrão saiu perdendo com isso.

O ser humano age como Ló: o negócio é levar vantagem e ter a melhor porção da partilha. O nosso impulso natural é sempre olhar primeiro para nós mesmos: quero ter mais proveito, chegar primeiro, fazer valer meus direitos. Não paramos para ouvir as razões dos outros e nem consideramos seus interesses ou desejos. Na ânsia de escolher um bom lugar, Ló acabou fazendo a pior escolha. Por olhar somente as vantagens exteriores, foi para o pior lugar possível. Mal sabia ele que dessa forma perderia sua terra, seu lar, sua esposa, pois a cidade onde se estabeleceu e aquela linda planície verdejante foram totalmente destruídas por causa da maldade das pessoas que moravam ali (Gn 19).

Abrão, porém, ao dar a preferência a Ló, demonstrou sua fé de que, qualquer que fosse a escolha de seu sobrinho, ela não interferiria na promessa que Deus havia preparado para ele próprio. Ao desistir do controle sobre sua escolha, demonstrou maturidade e confiança de que sua porção já tinha sido previamente escolhida por Deus. – LFS 

Escolha deixar Deus escolher.

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30 de Julho
Efeito borboleta

LEITURA BÍBLICA: 1 Coríntios 3.5-10 Somos cooperadores de Deus; vocês são lavoura de Deus e edifício de Deus (1Co 3.9).

Edmard Lorenz foi o primeiro cientista a analisar a teoria chamada “efeito borboleta”, segundo a qual o bater de asas de uma borboleta no Pacífico pode ser responsável pelo aparecimento de um tufão do outro lado do planeta. Esta teoria do caos afirma que um pequeno evento pode ter consequências imprevisíveis, pois o resultado final é determinado por ações interligadas de forma quase aleatória.

Se até o movimento de uma asa de inseto pode, teoricamente, ter tamanhas implicações, será que nós podemos saber e medir o que uma simples ação nossa é capaz de causar? Atribui-se a E.H. Chapin a frase: “Toda ação de nossa vida toca alguma corda que vibrará na eternidade”.

Paulo ensina em nosso texto base que somos cooperadores de Deus. Deus utiliza cada um de nós para realizar sua obra aqui na terra. Há tarefas que nós devemos cumprir: uma oração, uma palavra de consolo, um sorriso, uma ajuda prática. Por meio delas, tornamo-nos parceiros, ajudantes de Deus. Acredito que Deus não se move para fazer aquilo que nós podemos realizar. Cada um de nós tem seus dons e habilidades – como acontecia com Paulo e Apolo. Trabalhavam cada um do seu modo, com as forças que Deus lhes dava para o trabalho. E Deus cuidava da parte que não estava ao alcance deles: o crescimento em si.

Sempre devemos acreditar que pequenas atitudes podem gerar grandes transformações. Não sabemos agora o resultado das pequenas coisas que podemos fazer – mas Deus sabe. Precisamos deixar de lado a preguiça, o comodismo e a esperança de que as coisas aconteçam enquanto estamos de braços cruzados. E, é bom lembrar, cruzar os braços e não fazer nada também é uma ação com consequências – igualmente imprevisíveis. Que Deus nos abençoe com fé para acreditar que podemos fazer diferença neste mundo tão carente de ações boas. – HSG 

Lance as sementes e Deus dará o crescimento.

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29 de Julho
As pedras clamarão

LEITURA BÍBLICA: Lucas 19.37-40.   Não estamos agindo certo. Este é um dia de boas notícias, e não podemos ficar calados (2Rs 7.9).

A multidão estava eufórica. Transbordava de alegria pelos milagres que Jesus realizara. Não conseguia calar-se. Jesus estava entrando em Jerusalém. Era o momento certo de adorar em alta voz e contar tudo o que ele tinha feito. “Bendito é o Rei que vem em nome do Senhor!” “Paz no céu e glória nas alturas!” Mas havia alguns que não estavam contentes em ver a multidão feliz. Eram os fariseus. Eles queriam que os discípulos se calassem. Jesus, então, responde: “Se eles se calarem, as pedras clamarão.” Jesus deixa claro com isso que não havia mais como esconder que ele era o Messias. De nada adiantaria calar os discípulos, pois até as pedras poderiam gritar. O Filho de Deus estava entrando em Jerusalém. Era o Rei eterno que chegava. Os discípulos compreenderam essa mensagem e por isso o adoravam e se alegravam com a vinda do Messias prometido, a chegada da salvação. As boas novas estavam sendo reveladas na pessoa do Senhor Jesus. Ele veio para reinar na vida dos cristãos.

O cristão não pode ficar com a boca fechada. O Evangelho precisa ser anunciado. Quando Jesus redime uma pessoa que crê, ela passa a ter dentro de si uma maravilhosa mensagem a transmitir. O versículo em destaque refere-se a uma ocasião em que inimigos tinham sitiado Samaria, e o povo passava por grande fome. Casualmente, quatro leprosos que moravam fora da cidade descobriram que o exército inimigo tinha fugido. No primeiro momento, tiraram proveito próprio da situação, comendo e bebendo, mas logo perceberam seu erro, chegando à conclusão: “Não estamos agindo certo! (…) Não podemos ficar calados!” Que o nosso coração também possa se alegrar tanto com a salvação recebida que transborde e nos leve falar de Jesus – simplesmente porque não conseguimos ficar calados! – JG

Fala, e não te cales, do que Deus tem feito por ti.

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28 de Julho
Reações

LEITURA BÍBLICA: Mateus 9.27-34.       A boca [do homem] fala do que está cheio o coração (Lc 6.45b).

Quando alguma coisa muito boa acontece com você ou na sua frente, como você reage? Procura imediatamente alguém para contar a novidade? Ou então, numa versão bem contemporânea, corre para o computador para postar a foto do acontecido em alguma rede social?

No texto que lemos, vemos três reações diferentes à demonstração do poder de Jesus. Os dois cegos curados por ele não conseguiram se conter. Apesar da advertência de Jesus para não falarem nada a ninguém, eles “espalharam a notícia por toda aquela região” (v 31). A alegria pela cura transbordou de forma incontrolável no coração deles. Imagino que tenham parado todas as pessoas na rua, mesmo desconhecidos, para contar: “Fui cego e agora vejo – Jesus me curou!” Quando nosso ser está cheio de gratidão, isso transparece no rosto e nas palavras.

No segundo evento, quando Jesus expulsa um demônio, a multidão que assistiu àquilo ficou atordoada. Consigo ver todas aquelas pessoas de queixo caído, sem ação, um olhando para o outro dizendo: “Nunca vi nada assim…” Mas, aparentemente, a reação deles não passou de espanto. Quando um fato não nos emociona de verdade, acabamos ficando indiferentes.

Já a reação do último grupo destila inveja, despeito e descrença. Eles não tinham como negar que um mudo voltara a falar – o fato era óbvio demais. Por isso, resolveram criticar: “É, pode ser que o Fulano não esteja mais mudo, mas tem alguma coisa errada aí… Isso é sinistro demais, deve ter sido coisa de demônio”. O problema é que eles sabiam quem Jesus era. Sua crítica não vinha de uma dúvida real que eles tinham, mas da inveja que sentiam. Quando sentimos inveja ou despeito, isso fica claro no nosso falar (veja o versículo em destaque).

Jesus morreu para que os erros que você cometeu fossem perdoados por Deus. Ele ressuscitou para que você possa viver no céu com ele. Qual é a sua reação diante desta notícia maravilhosa? – DK 

Nossa reação a Jesus demonstra o quanto somos afetados pelo que ele fez.

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27 de Julho
Maldades

LEITURA BÍBLICA: Isaías 59.1-21.         As suas maldades separaram vocês do seu Deus; os seus pecados esconderam de vocês o rosto dele, e por isso ele não os ouvirá (Is 59.2).

Na Alemanha existe um parque onde é possível brincar com nossos cinco sentidos. Lá visitei uma casa completamente escura em seu interior, mas toda mobiliada. Um guia deficiente visual conduziu-me pelos cômodos, perguntando se eu “via” que objetos ali estavam. A prova final foi sentar-se à mesa e tomar uma xícara de café. A sensação de não saber se conseguiria levar a bebida até a boca foi terrível!

Enquanto nossa vida se encontra dominada pelo pecado (tudo o que desagrada a Deus), nós vivemos assim: tateando sem saber se estamos no rumo certo. Nossa vida é dominada pelo pecado. A maldade nos encobre como se fosse uma densa treva e nos impede de ver nossa situação de forma clara. Por isso não é possível seguir adiante como se o problema não existisse. No caminho, acabamos por tropeçar e até nos machucamos. Quando a maldade, a injustiça e a mentira reinam em nossa vida, sentimos completa falta de paz conosco, com nosso próximo e também com Deus.

O texto de hoje nos diz que, apesar de experimentar estas consequências tão ruins, o povo não buscou o Senhor por meio da oração. Foi necessário então que Deus demonstrasse sua ira e agisse com justiça e poder, revelando às pessoas sua real condição diante dele. Hoje, a ameaça do juízo de Deus não deve ser lembrada para nos amedrontar, mas para nos conduzir ao arrependimento e à confissão daquilo que desagrada ao Senhor. Não há outro caminho a não ser o de reconhecer a nossa situação: nossa maldade nos deixou cegos! Temos vivido longe do Senhor! Estamos acreditando nas mentiras que nós mesmos criamos! Quando admitimos tudo isso, libertamo-nos de uma grande carga e passamos a enxergar a vida com os “olhos da fé” em Cristo Jesus. Ele é o “Deus Conosco” (Mt 1.23), que transforma a vida de cada um que se arrepende e se coloca diante do Pai com coração quebrantado. – AS

A oração de quem se arrepende e pede perdão tem resposta imediata.

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26 de Julho
Anzol

LEITURA BÍBLICA: 1 Pedro 5.8-11 Submetam-se a Deus. Resistam ao diabo, e ele fugirá de vocês(Tg 4.7).

No livro “O Velho e o Mar”, o escritor conta a história de um pescador experiente que há tempos não pescava nada. Em alto-mar, ele lança o anzol com uma isca apetitosa e espera pacientemente a chegada de um peixe. De repente, a linha se move. Uma fisgada. Outra, e outra mais. Lá está o grande peixe. “Anda cá”, diz o velho, “faça a volta. Não seja tolo, peixe, coma a isca agora mesmo. Não fique aí nadando daqui para lá, coma”. Ao morder a isca, o peixe percebe que não pode ir mais longe porque o anzol o segura. Agora ele está preso ao pescador.

Assim como o pescador espera o peixe em alto-mar, a Bíblia nos ensina que há alguém à procura do cristão. Ele tem um anzol coberto por uma isca que chama atenção. No livro de Jó lemos o diálogo que Deus travou com Satanás: “De onde você veio?” “De perambular pela terra e andar por ela” (Jó 1.7). Ele rodeia o mundo pacientemente, lançando anzóis com iscas convidativas – sempre preparadas com aquilo que mais atrai o coração humano. Está procurando agarrar alguém que aceite o seu oferecimento.

No texto que você leu hoje, Pedro compara Satanás a um leão faminto. Seu ataque é fulminante. O cristão se vê agarrado pelo inimigo. É como um peixe seguro pelo anzol. A luta começa. É uma batalha extraordinária. Podemos tentar resistir tenazmente, mas somente venceremos com a ajuda daquele que é mais poderoso do que Satanás. Nada mais pode nos ajudar – nem vontade, religião, trabalho ou família. Somente Jesus tem o poder que seus seguidores precisam para vencer a luta contra o inimigo, que está ao seu redor lançando o anzol com iscas apetitosas.

Assim como o pescador prepara a isca específica para o peixe que quer pegar, também Satanás usa atrativos diferentes. Cada cristão deve olhar para si mesmo, conhecer suas fraquezas, buscar a ajuda de Deus e resistir aos convites de Satanás. – JG 

Que Cristo nos ajude a escapar das iscas lançadas por Satanás!