Arquivo da categoria: Estudos

Reflexão 📖

15 de Junho
Mudança!
LEITURA BÍBLICA:  Êxodo 1.1-12
Em tempos difíceis, [o Senhor] me esconderá no seu abrigo. Ele me guardará no seu Templo e me colocará em segurança no alto de uma rocha (Sl 27.5 – NTLH).

Quando meu filho saiu da escola na qual passara os primeiros anos de sua vida estudantil para preparar-se em outra instituição, pois pretendia entrar para um colégio militar, lembro que esta mudança me chocou. Eu esquecera que nem sempre nossa vida segue em linha reta, de forma previsível. Às vezes as mudanças são apenas de rota, mas também podem nos atordoar de tal forma que parecem estar além de nossa capacidade de compreender ou resistir.

Na leitura de hoje, o povo de Israel também passava por um momento de grandes mudanças. Durante algum tempo, tudo correra muito bem para os israelitas no Egito, por causa do respeito que o Faraó tinha por José. No entanto, depois da morte de José as coisas mudaram. Subiu ao trono do Egito um novo rei, que não conhecia José. O poder mudara de mãos. Com isso, as coisas também mudaram para os hebreus, que passaram a ser escravizados.

Há semelhanças entre a experiência daquele povo e a nossa. As coisas mudam: lutamos para dar uma boa educação aos nossos filhos, e eles acabam escolhendo outros caminhos. Dedicamo-nos a uma amizade e sofremos decepção. Procuramos viver de modo digno e honroso, mas a calúnia e a mentira tentam manchar nossa reputação. Amamos uma pessoa e depois descobrimos que não somos correspondidos. As coisas mudam. O que fazer? O versículo em destaque nos garante que Deus está por perto para nos proteger em qualquer situação. O próprio Jesus enfrentou mudanças durante sua vida: no início, todos queriam ser seus amigos, depois todos o abandonaram. Os líderes do povo não se cansavam de procurar dificultar-lhe a vida. Mas Jesus procurava refúgio e segurança em Deus, até mesmo no Getsêmane, sabendo que estava para morrer. Essa é a melhor atitude que podemos ter. É como diz um antigo cântico: “Segura na mão de Deus, e vai!” – KCB 

Nossa segurança está em Deus, que nunca muda – ele é o mesmo ontem, hoje e para sempre.

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14 de Junho

Não esqueça

LEITURA BÍBLICA:  Salmo 103.1-18   Bendize, ó minha alma, ao Senhor e não te esqueças de nenhum só de seus benefícios (Sl 103.2 ARA).

Existe uma lenda sobre um dia em que o sol não teria nascido. Às 6 horas da manhã tudo estava escuro; às 7 horas ainda era noite. Chegou o meio-dia e era como se fosse à meia-noite. Por volta das 4 horas da tarde, grande número de pessoas dirigia-se às igrejas a fim de rogar que Deus mandasse o sol. Na manhã seguinte, grandes multidões se reuniram do lado de fora das casas para observar o céu. As pessoas irromperam em aplausos e louvaram a Deus quando os primeiros raios de sol abriram as portas do amanhecer.

Ser agradecido parece não ser algo tão natural ao ser humano. Se olharmos para o Novo Testamento, encontramos a história de dez leprosos que foram curados por Jesus (Lc 17.11-19). A única coisa que uma pessoa com lepra poderia esperar naquela época era a morte, pois não havia cura. Mas felizmente aqueles dez foram curados. Contudo, apenas um voltou para agradecer e louvou a Deus em alta voz.

O apóstolo Paulo escreveu aos tessalonicenses: “Deem graças em todas as circunstâncias, pois esta é a vontade de Deus para vocês em Cristo Jesus” (1Ts 5.18). Parece-me que Davi, autor do salmo que você leu, tinha essa preocupação. Ele não queria esquecer-se de nenhuma das dádivas do Senhor. Nos versículos finais do salmo chega a conclamar os anjos, os exércitos, os servos do Senhor e todas as suas obras para bendizer a Deus.

Você já agradeceu a Deus e o louvou neste dia? Quero motivá-lo a refletir e a perceber quantos motivos você tem para isso. Lembre-se: o sol, a chuva, sua vida, o alimento diário – tudo é presente de Deus. Além desses, tenho certeza de que você encontrará muitas outras razões para louvar o Senhor. Não faça como os nove leprosos que receberam algo tão importante e esqueceram-se de agradecer a Deus. Seja diferente: louve sempre o Senhor! – MP 

Louvar o Senhor é reconhecer que toda dádiva procede dele.

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13 de Junho
Servos
LEITURA BÍBLICA:  1 Coríntios 10.31-33
Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos(Fp 2.3).

Tudo é meu, pensamos egoisticamente. Orgulhamo-nos em dizer que tudo o que temos é o resultado do nosso trabalho. Nosso pensar não é outro senão o bem-estar de cada dia. O cristão, porém, deve ter em mente que Deus lhe deu uma grande responsabilidade. No texto em pauta aprendemos que devemos ser servos na comunidade, pensando nos outros ao nosso redor, e que nada, na realidade, é nosso. Somos apenas servos. O ensino de Paulo quando escreveu aos Filipenses é um dos textos mais difíceis de aplicar, pois ele diz que devemos considerar os outros superiores. Humanamente isso é uma impossibilidade. Pensar primeiro nos outros, considerá-los superiores, parece brincadeira! Mas concentrar-se apenas em si mesmo e não pensar nos outros é naturalmente eliminá-los da nossa vida. É agir como Caim quando respondeu a Deus: “Sou eu o responsável por meu irmão?” (Gn 4.9)

Ouvi um episódio contado por um médico que trabalhou no meio de pessoas muito pobres. Certa vez ele estava num restaurante tomando sua refeição, quando chegou um menino pedindo-lhe comida. O médico deu-lhe o seu prato. O menino saiu às pressas, com um sorriso largo, na direção da rua. Quando o médico saiu do restaurante viu aquele menino rodeado por outros sentados na calçada comendo a comida que ele lhe tinha dado. Do ponto de vista humano, o normal seria o menino comer sozinho a comida oferecida, mas ele desejou compartilhar com os seus amiguinhos. Serviu o que ganhara! Para o cristão, servir na comunidade deveria ser natural. É assim que ele pode demonstrar o seu amor por Jesus. Esse amor é que nos motiva a dedicar atenção aos outros. Somos, sim, responsáveis por nossos irmãos. Somos cristãos porque Cristo deu sua vida por nós. Como não agir da mesma forma? – JG 

Tudo o que temos é empréstimo de Deus – a devolver beneficiando o próximo.

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12 de Junho
Escolha
LEITURA BÍBLICA:  Josué 24.14-25
Eu e a minha casa serviremos ao Senhor (Js 24.15b).

O povo de Israel fora libertado da escravidão no Egito para ir a Canaã (atual Palestina), terra que Deus lhe prometera. Isto se deu sob a liderança de Moisés. Com a morte deste, coube a Josué introduzir o povo na nova terra. Ali deveriam habitar perpetuamente, vencidos os povos que a ocupavam antes. A terra foi dividida em porções para que cada uma das doze tribos de Israel pudesse ter o seu lar, incluindo vinhas e olivais para se alimentarem, conforme o Senhor prometera, embora não tenham sido eles que as tivessem plantado e cultivado (Js 24.13). Chegara o momento da renovação da aliança com Deus, e Josué apresentou um desafio: “Temam o Senhor e sirvam-no com integridade”.

Também deveriam tomar uma decisão quanto aos outros deuses aos quais seus antepassados haviam servido. Foi-lhes concedida a liberdade de escolher entre aqueles deuses, os deuses dos amorreus (o povo local) ou ao Senhor, o Deus vivo que os conduzira no deserto e que lhes dera a promessa de nunca deixá-los nem abandoná-los (Dt 31.6). Josué deixou bem claro que ele e sua família serviriam ao Senhor.

Este ponto é o início da leitura bíblica indicada para hoje. Note que o povo estava pronto para imitar o bom exemplo de Josué, mas sem pensar no preço disso: teriam de abandonar, jogar fora, os deuses estranhos (de pau, de pedra, de barro) para que pudessem viver sob os cuidados do Senhor; caso contrário o teriam como inimigo. Uma vez conscientes disso, a aliança se completou e a escolha correta foi feita por todos.

Assim também deve ser em nossos dias: temos de fazer uma escolha firme: servir e seguir ao Deus verdadeiro ou servir aos outros deuses, por exemplo ídolos, superstições, esoterismo, dinheiro, bens materiais, e tantas “atrações” que o mundo nos oferece e que tomam o lugar de Deus, a nossa prioridade, pois Jesus nos deixou a recomendação: “Seja fiel até a morte e eu lhe darei a coroa da vida” (Ap 2.10b). – ETA 

O nosso deus é aquilo que conquista a prioridade dos nossos corações.

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11 de Junho
Os destinatários
LEITURA BÍBLICA:  Tiago 1.1
Não temos aqui nenhuma cidade permanente, mas buscamos a que há de vir (Hb 13.14).

Tiago está iniciando uma carta a leitores com quem se preocupava em virtude dos sofrimentos que estavam passando por serem servos de Jesus Cristo. Ele os distingue como pessoas que estavam dispersas.

Pessoas que moram em países politicamente sólidos geralmente não passam por essa triste experiência de serem obrigadas a abandonar tudo, sem saber o que acontecerá no momento seguinte ou se chegarão a algum destino. Em nossos dias, a imprensa registra o enorme sofrimento dos dispersos por motivo de guerras ou catástrofes naturais que têm surgido a cada instante, até mesmo no Brasil.

Agora, citemos um fato curioso. Você leu o que diz o versículo em destaque? Em certo sentido, não importa se vivemos em um lugar fixo e bem estruturado, pois temos neste mundo uma moradia temporária. Somos apenas zeladores do patrimônio de nosso Pai e o que é material não será eternamente nosso. Pobre do cristão que está de olho nas riquezas desta terra! Cedo ou tarde tudo lhe será tirado. Mas não lamente esse fato, pois servimos a um Senhor que nos reserva coisa muito melhor! Jesus nos levará para a casa do Pai, onde há inúmeros aposentos (Jo 14.2-3).

A Bíblia é um livro que trata de temas espirituais e eternos, portanto somos os destinatários de todos os seus ensinos. Os homens (principalmente os pós-modernos) empregam toda a sua energia naquilo que não permanece, enquanto têm riquezas eternas ao seu dispor. Nelas é que deveriam investir!

Leia o restante do livro de Tiago – em minha opinião, um dos mais notáveis documentos já escritos. Tenho certeza de que você será fortalecido a perseverar em sua fé até o fim e a não perder a herança eterna por causa da temporária e terrena. – MJT 

Quando compreendemos que a terra não é nosso lar, nossa vida ganha uma nova perspectiva.

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10 de Junho

Maturidade

LEITURA BÍBLICA:  Hebreus 5.7-6.3     Quando eu era menino, falava como menino, pensava como menino e raciocinava como menino. Quando me tornei homem, deixei para trás as coisas de menino (1Co 13.11).

Como é bom relembrar os tempos de infância! Lembro-me bem dos momentos na década de 70 que passei subindo nas árvores para pegar frutas. Nos anos 80, a minha alegria era atear fogo nos terrenos baldios. Eu era o verdadeiro “menino-tocha”. Numa dessas brincadeiras, o fogo se alastrou e por pouco não atingiu uma área residencial. Coisas de garoto travesso! Já nos anos 90, mais maduro, participei de um curso de resgate realizado pelos bombeiros e passei a ajudar os verdadeiros heróis que lutam contra as forças do fogo.

O fenômeno da maturidade é algo que deve acompanhar a vida de todo ser humano. Crescer e amadurecer são coisas que se esperam naturalmente do homem; se isso não acontece, há algum problema. Este princípio também se aplica à vida espiritual, assunto central do texto de hoje. Os cristãos hebreus não estavam progredindo em sua caminhada com Deus. Eles já deveriam ter condições de ser mestres; contudo, continuavam ainda meninos (v 12-13). Há cristãos que chegam ao final da vida e ainda não amadureceram. Muitos acham que é preciso apenas deixar o tempo passar e o crescimento virá – o que não acontece. A maturidade espiritual não ocorre automaticamente, muito menos rapidamente. Vale ressaltar que uma vida cristã madura se cultiva com bons hábitos, como o estudo da Bíblia, a oração constante, o serviço e relacionamentos interpessoais saudáveis. Cristãos maduros são aqueles que conseguem unir conhecimento e prática. Certa ocasião, ouvi dizer que “prática sem conhecimento gera fanatismo; conhecimento sem prática gera comodismo e prática com conhecimento gera dinamismo”.

Precisamos avançar rumo à maturidade em nossa vida nas áreas física, emocional, e, sobretudo, espiritual. – DMS

Cresçam na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo (2Pe 3.18a).

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9 de Junho
Qual Judas?
LEITURA BÍBLICA:  Lucas 6.12-16
Escolham hoje a quem irão servir… (Js 24.15a)

Pouco tempo depois de Jesus começar a falar em público sobre o amor de Deus e como era possível tê-lo como amigo, ele escolheu doze homens para serem seus discípulos. Queria transmitir-lhes todos os detalhes de sua mensagem, para que eles depois ajudassem a espalhá-la pelo mundo. Ensinava-os conversando com eles e também pelo exemplo diário, na convivência direta.

O texto de hoje traz a lista de nomes dos homens escolhidos. Os dois últimos são: Judas (ou Tadeu, conforme Mc 3.18), filho de Tiago, e Judas Iscariotes. Nome igual, destinos tão diferentes – tudo por causa de uma escolha. Os dois tiveram as mesmas oportunidades de aprender com Jesus, mas quando chegou a hora de decidir se queriam realmente continuar do lado dele, o resultado foi oposto.

Judas Iscariotes tornou-se sinônimo de traidor, de amigo falso. Ele é citado várias vezes nos Evangelhos. Já o outro Judas é mencionado fazendo uma pergunta ao Mestre (Jo 14.22) e em Atos 1.13, no grupo dos discípulos que se reuniram em Jerusalém após a ascensão de Jesus. Disso podemos concluir que este Judas escolheu servir a Jesus, obedecendo às suas ordens.

Estes dois Judas, citados lado a lado por Lucas, são um bom exemplo de como as coisas exteriores (nome, origem, profissão, posses, etc.) não definem o nosso futuro. Podemos ser famosos, habilidosos, inteligentes – nada disso importa se não escolhermos servir a Jesus. No versículo em destaque, Josué, líder do povo de Israel, adverte o povo da necessidade de escolher entre o Senhor e os deuses dos outros povos. Ele usou palavras duras, para deixar bem claras as consequências dessa decisão. Naquela época, o povo de Israel decidiu servir ao Senhor. Judas, o filho de Tiago, também optou por obedecer a Jesus. Qual vai ser a sua decisão? – DK 

Podemos servir a Cristo ou agir como um falso amigo dele. Qual dos Judas será seu exemplo?

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8 de Junho

Planos

LEITURA BÍBLICA:  Tiago 4.13-17.         Ao homem pertencem os planos do coração, mas do Senhor vem a resposta da língua (Pv 16.1).

Certo dia, fui fazer um bolo de chocolate. Coloquei todos os ingredientes na tigela, bati a massa e, quando estava despejando na forma, lembrei-me de algo muito importante e indispensável para aquela receita: havia esquecido fermento. Sem este ingrediente, meu bolo teria sido um desastre e eu não alcançaria o resultado desejado. Isso me fez pensar em quantas vezes fazemos planos, projetamos nosso futuro e esperamos que dê tudo certo. No entanto, acabamos esquecendo o principal ingrediente: Jesus e sua vontade.

Fazer planos é necessário, pois precisamos de propósitos e objetivos. Deus nos deu liberdade para escolhermos nosso caminho, o que nos traz também a responsabilidade de traçar os projetos com cuidado e inteligência. Mas, como diz o texto da leitura, devemos fazê-los sempre na dependência de Deus. Mesmo que já estejamos caminhando com Jesus por um bom tempo, não estamos isentos de cair no erro de fazer as coisas sem ele, pois depois de algum tempo não é difícil passar a confiar em nós mesmos e na nossa capacidade de resolver os problemas. Devemos estar atentos para jamais esquecer de colocar Jesus no centro desses planos. Não basta pedir que ele os abençoe, mas é preciso apresentá-los a ele e dar liberdade para que ele aja e modifique o que é necessário. É isto o que na maioria das vezes não estamos dispostos a fazer. Precisamos ter cuidado para não fazer prevalecer nossos planos, alegando ou nos convencendo serem estes os projetos de Deus.

Sem ele, todos os nossos planos serão frustrados, pois mesmo que consigamos atingir os objetivos, isso não trará a realização pessoal que esperávamos, porque isso só é possível com Jesus. A circunstância e situação podem não parecer ou ser as melhores, mas a vontade de Deus é o melhor lugar para se estar. – IG 

É melhor ter nossos planos modificados do que realizá-los sem Jesus.

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7 de Junho
Deus é bom
LEITURA BÍBLICA:  Salmo 25.1-10
Bom e justo é o Senhor (Sl 25.8a).

Joaquim Silvério dos Reis é execrado no Brasil como traidor dos inconfidentes mineiros, mas do ponto de vista da Coroa Portuguesa, foi um herói – traidor teria sido Tiradentes. Bom é o promotor que “bota” bandido na cadeia, mas os criminosos não o veem da mesma forma. O jogador que marca a favor do “meu” time é bom, o que faz o mesmo pelo adversário é o “carrasco”. É natural que seja assim, pois temos uma visão umbilical do mundo: julgamos entre bom e mau conforme nosso próprio ponto de vista. Raramente é diferente.

Esta forma de ver as situações contamina nossa compreensão da bondade divina. “Deus é bom”, dizemos, quando somos guardados do perigo. Mas, e se o pior acontece, ele deixa de ser bom? Não, Deus é bom sempre, em qualquer circunstância, e não porque atende nossos pedidos. Bondade é parte do caráter do único Deus, o absoluto Criador de todas as coisas. Mantendo isto claro, poderemos nos livrar de muitos tropeços: posso até não entender os quês e porquês – ou mesmo coisa alguma – mas consigo manter a paz porque sei que Deus é bom.

Talvez fosse isto que Jesus tivesse em mente quando disse: “Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo” (Jo 16.33b). Ele afirmou isso pouco tempo antes de passar por traição, prisão, violência, julgamento forjado, tortura e morte vergonhosa. Ele não disse “vou vencer”, mas “venci”. Por quê? Creio que, entre outras coisas, porque não se deixou moldar pelo padrão da sociedade com a qual conviveu, mas manteve-se fiel ao Pai e, consequentemente, a si mesmo. Seu sacrifício na cruz não apenas reabriu a possibilidade de termos um relacionamento com o Pai, mas também de nos tornarmos seus filhos. Tal condição não é um salvo-conduto contra dores de cabeça no mundo, mas a certeza de que Deus nos ama e nos conhece individualmente. – MHJ 

Que a confiança na bondade do Pai nos dê paz em qualquer circunstância.

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6 de Junho
Fragrância
LEITURA BÍBLICA:  2 Coríntios 2.14-17
Graças a Deus que sempre nos conduz vitoriosamente em Cristo e por nosso intermédio exala em todo lugar a fragrância do seu conhecimento (2Co 2.14).

A indústria química consegue produzir perfumes cada vez mais acessíveis aos consumidores, mas que nunca serão iguais aos aromas naturais. Da mesma forma, há sempre alguém disposto a apresentar um evangelho mais barato, não autêntico.

Paulo escreveu que recebera o evangelho verdadeiro. O próprio Jesus veio ao seu encontro no caminho de Damasco (At 9), em uma forte luz vinda do céu, e, mais tarde, ele recebeu a tarefa de pregar a mensagem cristã. Esta consistia em anunciar que Jesus viera ao mundo revelar o Pai, morrera num cruz, fora sepultado, ressuscitara ao terceiro dia, ascendera ao céu, estaria sempre conosco e um dia voltará. Este é o evangelho autêntico, sem falsificação. E Paulo afirma ainda que não negocia nem distorce tal mensagem, pois ela é a Palavra de Deus. Ele foi fiel na pregação, com sinceridade e amor. Por essa razão sofreu muito (2Co 11). Tinha em seu próprio corpo as marcas de Jesus (Gl 6.17b). Dele sempre saía a fragrância do verdadeiro evangelho. Era um instrumento escolhido por Deus para anunciar a mensagem divina a todo o mundo. Sua motivação era apresentar a fragrância verdadeira e não falsificada de Jesus a todos os que ainda não o conheciam.

Se você ainda não tem esse perfume autêntico, pode possuí-lo sem gastar seu dinheiro. É apenas uma questão de reconhecer que Deus está bem perto de você, desejando fazer parte da sua vida. E quando você entender e aceitar seu convite, a sua vida será diferente. Ao entregar sua vida a Jesus e submeter-se totalmente à sua vontade, a fragrância de Cristo estará presente onde você estiver, qualquer que seja o ambiente. Em minha casa tenho vários pés de rosas. Elas exalam a sua fragrância constantemente. Assim é o cristão: ele exala o aroma de Cristo, e esse é o seu estilo de vida na comunidade. – JG 

Por onde passa, o cristão exala a fragrância de Cristo.