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Reflexão

Esperança

Leitura Bíblica: Salmo 49.1-20
Deus redimirá a minha vida da sepultura e me levará para si (Sl 49.15).

Segundo se diz por aí, a única certeza que podemos ter na vida é a morte. E, de fato, todos nós passaremos por ela. O salmo que você acabou de ler nos defronta com esta realidade. Seja você rico ou pobre, importante ou não, não há nada que o possa livrar do fim da sua vida neste mundo. E mesmo que em vida sejamos diferentes uns dos outros, na morte somos todos iguais. O rico se iguala ao pobre, e o mesmo acontece com o sábio e o tolo.
Mas diante dessa realidade quero chamar sua atenção para o versículo que está em destaque. Mesmo que a morte alcance a todos nós, há uma esperança que a transcende. O salmista ainda não conhecia a realidade da ressurreição que se tornou conhecida para nós por meio de Jesus Cristo, mas ele tinha a esperança de que não ficaria esquecido na sepultura. E hoje, desde a vinda de Cristo, temos a firme convicção de que, assim como todos morrem, em Cristo todos serão vivificados. Jesus Cristo venceu a morte ao ressuscitar. E daquele momento em diante, a morte deixou de ter a última palavra. O apóstolo Paulo afirma, ao falar sobre a ressurreição, que a morte foi destruída pela vitória de Cristo. E questiona: “Onde está, ó morte, a sua vitória? Onde está ó morte, o seu aguilhão?” (1Co 15.55)
A realidade da morte não deve nos assustar, mas fazer-nos questionar e avaliar a forma como vivemos. Vejo pessoas negligenciando uma vida relacional com Deus e priorizando coisas que ficarão neste mundo quando morrerem. O que você está buscando e valorizando na sua vida? Saiba que nossa vida é extremamente curta; por isso devemos conduzi-la de maneira que possamos herdar a vida eterna com Deus. Não dedique todos os seus esforços àquilo que pode ser tirado das suas mãos a qualquer momento. Se você quer ter uma esperança viva que jamais perecerá nem perderá o seu valor, busque o Reino de Deus enquanto ainda pode. – MP

Se ao nascer existe a certeza da morte, ao morrer existe a certeza da ressurreição.

Reflexão

Nuvem

Leitura Bíblica: Números 9.15-23
Ensina-me a fazer a tua vontade, pois tu és o meu Deus; que o teu bondoso Espírito me conduza por terreno plano (Sl 143.10).

Em nossa vida temos de tomar numerosas decisões. Algumas são diárias e não trazem consequências importantes (como o que vamos comer ou vestir), outras podem mudar completamente nosso rumo. Isto se dá com a escolha da profissão, do cônjuge, de onde iremos morar… Quanto mais mudança exige, mais complexa a decisão. Nessas horas seria bom ter um direcionamento divino bem visível – como a nuvem no texto que lemos hoje. Em sua longa caminhada pelo deserto, os israelitas não puderam se queixar de falta de orientação divina, pois a nuvem guiou-os naquele período. Nem à noite ela os deixava – mas aí tinha aparência de fogo, ou seja, podia ser vista mesmo na escuridão. Imagino como as crianças deviam observar aquela nuvem, tentando adivinhar quando seria a próxima mudança. De repente, a nuvem se movia: todo o povo se movia também. Onde ela parava, Israel também devia parar. Eles viviam montando e desmontando o acampamento. Qualquer mudança na nuvem era uma ordem de Deus. E eles obedeciam.
Hoje não temos algo assim tão visível, mas também não ficamos sem direção. Deus nos deixou sua Palavra, onde estão todas as orientações necessárias para vivermos de modo agradável a ele. Além disso, o Espírito Santo habita nos cristãos. Quando precisamos da direção divina, podemos buscá-la por meio de oração e leitura da Bíblia. O Espírito Santo mostrará o caminho certo a seguir! Porém, assim como os israelitas no deserto seguindo a nuvem, também temos de obedecer. De que adianta ter a direção certa se não a seguirmos? Se não estivermos dispostos a fazer o que Deus deseja, nem mesmo uma nuvem se movendo fará com que deixemos nossa situação atual.
Você crê que a direção dada por Deus é a melhor para sua vida? Então busque a orientação divina e obedeça àquilo que ele lhe mostrar. Não tenha medo: Deus nunca erra. – VWR

Seguindo a nuvem, os israelitas chegaram a Canaã; se obedecermos a Deus, chegaremos aonde ele deseja!

Reflexão

Sem saída

Leitura Bíblica: 1 Samuel 17.32-51
Alguns confiam em carros e outros em cavalos, mas nós confiamos no nome do Senhor, o nosso Deus (Sl 20.7).

Você já sentiu medo? Já esteve num beco sem saída? Os israelitas, junto com seu rei, estavam desesperados, sem saber o que fazer diante da ameaça do temido gigante Golias. Davi, um jovem pastorzinho de ovelhas, encarou o desafio de lutar contra ele. Ninguém acreditava em Davi. Ele contou ao rei Saul que Deus já o havia ajudado a matar animais ferozes – então ele tinha certeza de que o mesmo aconteceria em relação àquele inimigo que afrontava o próprio Deus.
Davi dispensou as vestimentas de guerra que o rei insistiu que ele usasse e foi ao encontro do gigante zombador com apenas uma atiradeira, cinco pedras e a confiança em Deus. Não foi por meio de suas forças ou pela sua destreza que venceu Golias, mas porque enfrentou o inimigo em nome do Senhor.
Quantas vezes nos desesperamos diante de situações difíceis, por acharmos que não há saída! Sentimo-nos pequenos demais para enfrentar os gigantescos problemas da vida. Se este é o seu caso neste momento, deposite sua confiança em Deus (veja o v 37), vá em frente e creia que ele ajudará.
Davi sabia que a armadura do rei não lhe daria a vitória, por isso a dispensou. Não é pela força própria nem pela proteção que seres humanos possam nos dar que teremos sucesso. Se lutarmos com o auxílio do Senhor, não há inimigo que possa nos resistir – mesmo que sejam gigantes.
Golias tinha intimidado todo o exército do rei Saul; Davi, o frágil jovenzinho do campo, venceu porque o enfrentou confiando no Senhor. Também você e eu podemos derrotar os inimigos e obstáculos da vida se fizermos o mesmo. Você quer a vitória? Não importa quem você seja ou o que você tem; o milagre é Deus quem faz, se assim desejar. Quando ele agir, poderemos dizer que toda a terra saberá que nosso Deus é o único e verdadeiro (veja o v 46). – HS

A maior vitória é não termos de enfrentar sozinhos os nossos gigantes.

Reflexão

O mensageiro

Leitura Bíblica: Hebreus 2.1-4
Nestes últimos dias, porém, ele nos falou pelo Filho… (Hb 1.2).

Depois de o início da carta aos Hebreus dizer que Deus falara no passado aos homens por meio de diversos mensageiros, o versículo em destaque ao lado diz que ele transmitiu sua mensagem definitiva a nós por meio do seu Filho, Jesus Cristo. No capitulo 2 temos a continuidade dessa afirmação, pois o escritor quer fortalecer a importância que devemos dar ao que foi dito por Jesus. Há no texto uma comparação entre os outros mensageiros já usados por Deus e o seu Filho. Se Deus prestigiou a mensagem de outros enviados dele (anjos), como não vai prestigiar a mensagem do seu Filho?
Vejamos então que mensagem foi essa trazida pelo Filho. Foi o anúncio “de salvação”, ou seja, da reconciliação com Deus que nos é oferecida. Essa mensagem foi confirmada por testemunhas oculares, por sinais e maravilhas realizados por elas (os apóstolos) e a promessa dada pelo Filho de que o Espírito Santo lhes seria concedido, também confirmada pelas realizações dos apóstolos.
Diz o texto que os ouvintes que desprezaram a mensagem dos anjos foram punidos. Agora nos cabe a pergunta: o que acontecerá com os que desprezam a mensagem de salvação trazida pelo Filho? O apóstolo Paulo fornece em Romanos 1.18-32 uma descrição bastante drástica do que ocorre nesse caso (convém conferir). Esses versos de Romanos descrevem com realismo o que vemos em programas de TV, nos noticiários dos meios de comunicação, nos jornais, em revistas e nas conversas que ouvimos de nossos contemporâneos. Paulo nos diz que esses fatos são o cumprimento da punição prometida por Deus aos que desprezam a mensagem da salvação. Se temos a mensagem e a prova do que acontecerá se ela for desprezada, o que nos resta fazer? Resposta: aceitá-la agora para nós e agradecer por esse tão grande presente de Deus! – MJT

Que motivos você teria para rejeitar o amor do seu Criador?

Reflexão

Fortes

Leitura Bíblica: Romanos 15.1-7
Deixemos de julgar uns aos outros. Em vez disso, façamos o propósito de não colocar pedra de tropeço ou obstáculo no caminho do irmão (Rm 14.13).

Podemos ter um corpo forte por meio de exercícios físicos e uma alimentação saudável. Na vida espiritual também é necessário que estejamos sempre nos “alimentando” bem, com a Palavra de Deus, e exercitando aquilo que aprendemos com ela pela prática de seus princípios. Quem não cresce em sua vida espiritual acaba ficando fraco. Nossa “força” não terá tanto a ver com o tempo de vida com Cristo ou com nossa idade – vai depender de nossa disposição em aprender.
Não estamos sozinhos neste processo: dependemos uns dos outros para crescer! Precisamos da ajuda dos outros cristãos. Além disso, quando estivermos fortes, não devemos esquecer os que ainda estão crescendo. No texto de hoje, Paulo ensina a necessidade de aceitar os mais fracos, lutar pela unidade e agradá-los. Nem Cristo – o mais forte de todos por ser Deus – agradou a si mesmo. Sigamos seu exemplo! Em geral, os fracos na fé são aquelas pessoas que causam problemas e podem até incomodar os fortes com seus questionamentos ou com sua falta de maturidade na vida cotidiana. Porém, é preciso que os fortes se lembrem de que já foram fracos! Não devem julgar os outros, apontando suas fraquezas – isso só vai piorar a situação. Além disso, devem proteger e ajudar os mais fracos (veja o versículo em destaque). É preciso facilitar o aprendizado cristão ao invés de dificultá-lo. Isso é feito quando os fortes deixam de impor regras que não estão na Bíblia e, para beneficiar o fraco, até abrem mão de algo que sua consciência permite fazer. Pode até parecer injusto, mas é uma atitude de amor. Sua vida não deve causar escândalo àquele que ainda não compreendeu algumas verdades bíblicas. Não podemos cobrar maturidade de quem não a tem – é como esperar que uma criança tenha atitudes de adulto. Se o fraco na fé não age como Jesus, o forte deve agir! – VWR

Ser forte não é impor seu direito – é conseguir abrir mão dele em favor do próximo.

Reflexão

Acalme-se

Leitura Bíblica: Êxodo 14.1-15
Se o Senhor não estivesse ao nosso lado … as águas nos teriam arrastado e as torrentes nos teriam afogado (Sl 124.1,4).

O texto de hoje relata detalhadamente o milagre que Deus rea­lizou para o seu povo diante do Mar Vermelho. No verso em destaque, o salmista escreve possivelmente pensando nesse acontecimento. Se o Senhor não estivesse ao lado do seu povo naquele momento, o que teria acontecido a Moisés e a todos eles? O exército do faraó já os alcançava. O perigo era iminente. O povo tinha sido tirado do sofrimento do Egito, liderado por Moisés, mas não estava totalmente livre do exército inimigo. O que fazer nessa hora tão difícil? Reclamar que Deus não estaria ao lado deles, como alguns fizeram? Dizer que teria sido melhor voltar ao Egito? O povo estava prestes a submergir nas águas.
É como provavelmente já nos sentimos tantas vezes no passado. Mas Deus estava presente, como disse o salmista sobre o milagre do Mar Vermelho. Se o Senhor não estivesse ao nosso lado, teríamos sido engolidos pelas torrentes de problemas que pareciam insolúveis. Deus ensinou a Moisés o que fazer. Mostrou a saída naquele momento dramático: “Diga aos israelitas que sigam avante”. Ficar desanimado, parado, amedrontado e pasmado não soluciona a situação. Marchem com fé! Continuem crendo que Deus abrirá o mar vermelho das dificuldades. Ele é o Deus todo-poderoso que veio a este mundo na pessoa do Senhor Jesus Cristo e que se revela àqueles que confiam nele. O Mar Vermelho que está diante de você será história amanhã. E então, se confiar em Jesus, você confirmará: “Se o Senhor não estivesse ao meu lado”, eu teria sido tragado pelas torrentes de dificuldades da vida. Mas por fé você caminha por terra seca, pois o Senhor estava presente, e assim continuará. – JG

O socorro de Deus vem ao nosso encontro no momento exato.

Reflexão 📖

Em tempo

Leitura Bíblica: Efésios 5.8-17
A tua palavra é lâmpada que ilumina os meus passos e luz que clareia o meu caminho (Sl 119.105).

O tempo é o presente mais precioso que Deus nos dá todos os dias. Por isso é comum ver uma pessoa que passou por uma enfermidade grave dizer: “Agora vou aproveitar cada minuto de minha vida”. E realmente é o que o nosso texto de Efésios 5 nos diz: vivam “aproveitando ao máximo cada oportunidade”. O que fazemos com o nosso tempo? Como aproveitar melhor o tempo?
A única maneira de aproveitar o tempo é gastá-lo com sabedoria. Não se pode guardar o tempo. Ele passa independentemente do que estamos fazendo. Precisamos tomar muito cuidado com a maneira como vivemos. Quantas oportunidades são perdidas por não agirmos no tempo certo! Não nos preparamos financeira, profissional e emocionalmente, e assim ficamos sem condições de realizar muitos dos nossos sonhos. Quantos problemas são criados por mau uso do tempo, muitas vezes destruindo o que já foi conquistado!
Então, como aproveitar melhor o tempo? Efésios 5.15 diz: “Tenham cuidado com a maneira como vocês vivem; que não seja como insensatos, mas como sábios.” Precisamos tratar de extrair o máximo do tempo, aproveitar cada oportunidade com sabedoria. Paulo acrescenta ainda a frase “porque os dias são maus”. Somos advertidos de que a todo instante surgirão dificuldades. São os problemas, tentações, distrações, desânimos, medo e insegurança que estarão presentes. Diante de tudo isso, a única maneira de proceder bem é responder ao chamado de Deus para vivermos como filhos da luz, andando em bondade, justiça e verdade. A vida é um aprendizado constante e nossa missão é aprender a discernir o que é agradável a Deus. Devemos usar nosso tempo fazendo o que ele deseja. A promessa de Deus presente no texto bíblico diz: “Cristo resplandecerá sobre ti”. Ele iluminará nosso caminho. A Bíblia nos orienta em nossas decisões e ações. Ela é lâmpada que ilumina o nosso caminho. – HSG

O tempo voa: ande pelos bons caminhos.

Reflexão

Que modelo!

Leitura Bíblica: Efésios 4.29-5.2
Sejam imitadores de Deus, como filhos amados, e vivam em amor, como também Cristo nos amou e se entregou por nós como oferta e sacrifício de aroma agradável a Deus (Ef 5.1-2).

Uma das palavras que sofreu influência cultural nos últimos anos é “modelo”. Hoje, nossa mente imagina uma jovem esbelta (ou um rapaz), desfilando numa passarela para exibir roupas e calçados da moda. Outrora esta palavra lembrava virtude, perfeição.
Os moradores de Éfeso tinham seu comportamento ditado pelo centro religioso e comercial da cidade – o templo de Ártemis ou Diana, deusa da caça que representava a lua, os campos e bosques, e cujo nome mudava conforme a origem de seu adorador. Éfeso era um porto importante, mas sua vida moral era uma calamidade. Agora, Paulo descreve para o povo que pertencia a Cristo naquela cidade a nova ordem vinda de Deus que deve imperar na comunidade cristã. Era a contraposição ao caos do mundo pagão.
O comportamento ditado pelo texto refere-se a sentimentos, emoções e controle mental daqueles que nasceram de novo e agora devem caminhar em direção à maturidade. O modelo para nos tornarmos imitadores de Deus é seu Filho. Viver em amor seria andar dentro de um círculo delimitado pelo modelo que é Jesus. Sua vida foi pautada pela adoração constante a Deus, em cada sentimento e atitude. Além disso, um de seus objetivos era produzir benefícios aos homens, e o maior deles foi sermos aceitáveis a Deus e iniciarmos um relacionamento com ele. Tudo que fizemos e que desagradou ao Senhor já foi pago por meio de sua morte por nós na cruz. Realmente, Jesus é o modelo perfeito e devemos buscar esse mesmo padrão para que nosso viver seja agradável a Deus. Como nos cultos judaicos as ofertas queimadas faziam subir um cheiro agradável em direção aos céus, nosso viver deve produzir esse mesmo resultado. Viveremos em paz e num relacionamento íntimo com Deus se buscarmos agir conforme o modelo deixado por Jesus. – MJT

Quando focamos um modelo podemos tornar-nos semelhantes a ele.

Reflexão

Crê ou não?

Leitura Bíblica: Isaías 66.1 e 2
Antes de clamarem, eu responderei; ainda não estarão falando, e eu os ouvirei (Is 65.24).

Moro em uma casa de vila. É um velho sobradinho com um pequeno quintal. Em muitas noites de domingo coloco minha cadeira de praia ali ao chegar da igreja e fico olhando para o céu, quieta. Reflito sobre o dia que passou, as pessoas com que cruzei. O que ouvi e cantei, quem está com problemas. Quem não veio. Lembro de algo engraçado ou esqueço de algo que me chateou. Numa manhãzinha de sábado, na quietude das primeiras horas depois de uma semana dura de trabalho, lá estava eu também sentada, pensando nas coisas que tinham e não tinham acontecido. Orando, meditando, divagando em meus pensamentos. Como companhia, uma ponta de angústia a me roçar o coração. Então, quase audivelmente, percebi o Senhor dizer: “Sou o Deus em que você crê, ou não?” Eu, que acabara de ler os mesmos versículos que você leu, estava ali, nem lembrando do que Deus me falara pela sua Palavra. Sentia-me vulnerável, fraca. E a voz do Senhor voltou de novo “Sou o Deus em que você crê, ou não?” Claro, Jesus estava ali. Cheio de graça e de verdade. Da mesma forma que me sentia vulnerável, entendi que Jesus tinha deixado tudo e se tornado um bebezinho, mais vulnerável do que eu naquele momento. Quantas vezes caminhamos sem sentir a presença do Senhor? Jesus, porém, continua ali. Não saiu, não se adiantou, não atrasou. Por causa do nascimento de Jesus e de tudo que ele viveria eu podia crer que Deus continuava Deus. Naquela manhã Deus derramou luz nas trevas da minha alma e afastou aquele desassossego fruto da mistura de inúmeros problemas e ansiedades. O Deus Todo-Poderoso dizia que quem lhe agradava era o humilde de coração. Assim percebi mais uma vez o amor de Deus derramado sobre mim – e agora sobre você, por que não? – AP

Em que Deus você crê?

Reflexão

A oração do enfermo

Leitura Bíblica: Jó 42.7-17
Depois que Jó orou por seus amigos, o Senhor o tornou novamente próspero e lhe deu em dobro tudo o que tinha antes (Jó 42.10).

Talvez alguém que leia o título deste escrito pergunte: será que o autor não quis dizer “A oração pelo enfermo”? Não! Eu quis dizer o que disse, pois quero destacar o valor da oração intercessória feita por alguém em dificuldades. Isso parece contraditório, pois normalmente esperamos que os sãos orem pelos enfermos e não o contrário. Contudo, neste caso, a pedido de Deus, foi assim que ocorreu. Jó, passando por dificuldades terríveis, orou a Deus em favor de seus amigos e foi atendido. Deus não castigou os amigos dele, como bem mereciam, e ainda mudou a situação de Jó para muito melhor do que era antes do surgimento das dificuldades.
Sim, eu também estranhei isso na Bíblia, mas creio ter percebido a razão. Jó, que sempre foi um homem íntegro, correto, temente a Deus (Jó 1.1), e que andava em constante comunhão com Deus, teve por meio do sofrimento uma experiência ainda mais profunda com seu Senhor. Ele testemunhou isso ao final do livro ao dizer a Deus: “Meus ouvidos já tinham ouvido a teu respeito, mas agora os meus olhos te viram” (Jó 42.5). Em outras palavras, ele disse: eu já conhecia a Deus, mas no meio do sofrimento passei a conhecê-lo muito melhor.
O que fazer diante disso? Ora, nunca esqueçamos que os sofredores podem estar em comunhão melhor com Deus do que os demais e, assim, em sintonia mais adequada para interceder. Ao estarmos bem, não nos coloquemos como superiores aos que estão em dificuldades, como os amigos de Jó fizeram. Ao passar por dificuldades, também não nos coloquemos apenas como objetos da intercessão. Ao contrário, aproveitando o potencial de comunhão e intimidade com Deus que as dificuldades podem produzir, intercedamos pelos nossos queridos, nossa igreja e o Reino de Deus. – ARG

Deus também atende à intercessão do enfermo, enfraquecido e aflito.