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1º de novembro

Título – Revolta constante

Leitura Bíblica: Salmo 2.1-12.       Adorem ao Senhor com temor; exultem com tremor (Sl 2.11).

O Salmo 2 é pouco conhecido. Ele denuncia uma rebelião mundial contra Deus. O leitor dos tempos passados talvez tivesse dificuldade para notar na prática a verdade dessa denúncia, mas hoje, com a comunicação globalizada a que estamos acostumados, é fácil perceber isso. A cada instante surge alguém na mídia com uma agressão gratuita a Deus. O existencialismo determina a conduta do cidadão contemporâneo. Ele nega a autoridade de Deus sobre os homens; por isso, o que importa é a experiência que a vida pode lhe proporcionar, sem levar em conta que há uma futura prestação de contas. De acordo com essa filosofia, o indivíduo é o único responsável por dar significado à sua vida e em vivê-la de maneira sincera e apaixonada. Portanto, o ser humano vai tentando escolher o que quer ser, de acordo com sua própria vontade.

No entanto, a Bíblia diz o seguinte sobre a natureza humana: “Todos se desviaram, igualmente se corromperam; não há ninguém que faça o bem, não há nem um sequer” (Sl 53.3). Com isso, o ser humano tem apenas a ilusão de que é capaz de escolher o que quer ser: sendo corrompido, sua opção será sempre viver à rédea solta, ou seja, o mal. O resultado é o ambiente atual, já previsto por Paulo em 2 Timóteo 3.1-9, um texto que poderia ser a primeira página de um jornal de nossos dias.

O Salmo 2 não fica na denúncia. Ele apresenta também uma advertência de Deus: veja o versículo em destaque. Não é possível viver como se Deus não existisse. É preciso ser prudente e servir ao Senhor com temor. Os últimos três versos se referem àqueles que praticam isso, e termina dizendo que estes são felizes. Vale a pena seguir esta orientação e não participar da revolta constante que predomina no mundo. É melhor colocar-se ao lado de Deus, em vez de contra ele. De que lado você está? – MJT

Aquele que teme a Deus alegra-se hoje e também amanhã.

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31 de outubro

Título – Regra áurea

Leitura Bíblica: Lucas 10.25-37.      Assim, em tudo, façam aos outros o que vocês querem que eles façam a vocês; pois esta é a Lei e os Profetas (Mt 7.12).

Sei o quanto é custoso e difícil enxergar nossas próprias ações, pois temos um grande empecilho: a parcialidade. Somos parciais principalmente conosco mesmos. E não somente conosco, mas também com quem nos interessa, faz parte de nosso convívio ou por quem nutrimos afeto.

Temos o costume de reclamar do tratamento que recebemos dos outros e nos esquecemos de como os tratamos. Queremos ser acolhidos, mas desprezamos. Queremos ser auxiliados, mas somos indiferentes. Queremos ser honrados, mas humilhamos. Não gostamos de ser criticados, mas criticamos – e sempre achamos que poderíamos ter feito melhor. Sentimo-nos no direito de ter sempre a preferência, mas se alguém recebe algum privilégio, não aceitamos. Somos exigentes com os outros, mas condescendentes conosco mesmos. Nem sempre gostamos de ser tratados da forma que tratamos o nosso próximo.

Queremos ser ajudados em nossos problemas, mas fechamos os olhos aos problemas dos outros. Temos uma imensa dificuldade em aceitar a opinião de outra pessoa e respeitar sua maneira de pensar, mas muitas vezes queremos impor as nossas. Quando nos dispomos a discutir, preferimos ser ouvidos, mas temos uma barreira quase intransponível para ouvir. Não compreendemos o outro, mas nos angustiamos quando não nos entendem. Julgamos a aparência e atitudes das pessoas, mas nos indignamos quando nos olham com maus olhos. Fazemos comentários maliciosos e revelamos segredos dos outros, mas vamos à forra quando somos difamados ou expostos.

Claro que não acho que seja agradável receber um tratamento inadequado, porém mais importante do que se entristecer com o tratamento ruim recebido é sentir o mesmo pesar quando nós não tratamos bem o próximo. Pense nisso! – LFS

Antes de agir ou falar, é bom pensar em como eu me sentiria se agissem ou falassem assim comigo.

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30 de outubro

Título – Pensar e agir

Leitura Bíblica: Provérbios 3.5-8.          Eu sou o Senhor, o seu Deus; ajam conforme os meus decretos e tenham o cuidado de obedecer às minhas leis (Ez 20.19).

Li uma história que dizia: Um dia, um bezerro precisou atravessar uma floresta virgem para voltar a seu pasto. Sendo animal irracional, abriu uma trilha toda tortuosa, cheia de subidas e descidas. No dia seguinte, um cão percorreu essa mesma trilha. Depois foi a vez de um carneiro, líder de um rebanho, que, vendo o espaço já aberto, fez seus companheiros seguir por ali. Mais tarde, os homens começaram a usar esse caminho: entravam e saíam, viravam para os lados, abaixavam-se, desviavam-se de obstáculos, reclamando com toda razão. Mas não faziam nada para melhorar aquilo. Depois de tanto uso, a trilha acabou virando uma estradinha onde os animais de carga se cansavam percorrendo em três horas uma distância que poderia ser vencida em trinta minutos se não seguissem o caminho aberto por um bezerro. Muitos anos se passaram e a estradinha tornou-se a rua principal de um vilarejo, e posteriormente a avenida principal de uma cidade. Todos reclamavam do trânsito porque o trajeto era péssimo. Enquanto isso, a velha e sábia floresta ria ao ver os homens seguindo como cegos o caminho aberto sem nunca se perguntarem se aquela seria a melhor escolha. 

Fazemos muitas coisas simplesmente por fazer, sem avaliar se realmente aquilo é o melhor e, sobretudo, sem questionar se é o que Deus quer de nós.

O caminho correto não é simplesmente seguir uma trilha já aberta. Também não é o acúmulo de atividades e a agenda sempre cheia. Muito menos correto ainda é o caminho da acomodação, não fazendo nada, não se envolvendo com nada. A leitura bíblica de hoje é uma seta que aponta na direção certa. Seguindo-a, saberemos o que fazer e teremos motivação para fazer tudo com dedicação e alegria. – HSG

Deus quer orientar-nos – por que se perder por aí?

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29 de outubro

Título – Repartir

Leitura Bíblica: Eclesiastes 11.1-6.    Reparta o que você tem … pois você não sabe que desgraça poderá cair sobre a terra (Ec 11.2).

O livro de Eclesiastes contrapõe a visão humanista à transcendental. O autor observa as ações humanas e chega à conclusão que fazemos muitas coisas mas não há sentido algum nisso – é “correr atrás do vento”. Ao final ele nos mostra que devemos olhar a vida como Deus a vê.

Por exemplo, o texto de hoje faz uma recomendação absurda aos olhos humanos, pois o estímulo ao consumismo é uma marca inconfundível de nossos dias. Além disso, o egoísmo desenfreado tem sido responsável por muita miséria existente em todo o mundo. Apesar disso, a Bíblia nos exorta a repartir o que temos – não para nosso benefício, mas por amor. Porém, quando somos generosos, muitas vezes recebemos algo em troca. A expressão “lançar o pão sobre as águas” me lembra como os peixinhos surgem à tona para desfrutar um pedaço de pão esfarelado. Quantos grandes peixes não surgirão daqueles pequeninos? Jamais vi alguém que, tendo investido na vida de outra pessoa, mais tarde não tenha colhido abundante retorno – às vezes até material.

Também é preciso lembrar que nossa vida depende tanto de nossas ações como dos fatores naturais que fogem ao nosso controle. Facilmente esquecemos que nada podemos fazer diante de infortúnios, acidentes provocados por outros motoristas, violência, tempestades, secas. Devemos deixar tudo isso aos cuidados de Deus, fazendo também a parte que nos cabe. É oportuno lembrar a ilustração dos construtores da casa, relatada por Jesus em Mt 7.24-27. O infortúnio veio sobre ambas, mas a casa que estava sobre a rocha resistiu. Sem dúvida, um lamentava e o outro se alegrava. De nada adianta esperar a ajuda de Deus se nossa vida não estiver alicerçada nele. Não sabemos que tipo de tragédia nos atingirá no futuro, mas somos incentivados a repartir o que temos com os outros. Talvez logo mais nós é que precisaremos de ajuda! – MJT

Repartir com os outros é um exercício de fé que nos prepara para os dias difíceis.

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28 de outubro

Título – Antes e depois

Leitura Bíblica: Hebreus 12.18-24       Já que estamos recebendo um reino inabalável, sejamos agradecidos e, assim, adoremos a Deus de modo aceitável, com reverência e temor (Hb 12.28).

No livro de Hebreus, o autor descreve como era a vida das pessoas antes de Jesus e como passou a ser depois da chegada dele. Antes, as pessoas não tinham acesso direto a Deus. Era necessário um sacerdote servir de intermediário, mas teria primeiramente de oferecer sacrifícios por si mesmo e depois pelo povo (Hb 9.7), alguns destes até diariamente (Hb 10.11): um cordeiro no início do dia e outro à tarde (Êx 29.38-39). Apesar da grande quantidade de sacrifícios, eles eram imperfeitos, ou seja, não tinham validade eterna. Quando as pessoas tentavam aproximar-se de Deus, diz o texto de hoje no verso 21 que o espetáculo era tão terrível que até Moisés – o líder do povo de Deus, com quem Deus falava diretamente – disse: Estou apavorado e trêmulo!

Todavia, depois do sacrifício único e definitivo de Jesus, tudo ficou mais fácil. Simbolicamente chegamos ao monte Sião, à Jerusalém celestial, à cidade do Deus vivo. Não precisamos ficar com medo, apavorados, como acontecia antes de Jesus. Não são necessários mais cordeiros e outros animais como sacrifício porque Jesus Cristo é o sacrifício perfeito para sempre. Podemos ter acesso a Deus em qualquer lugar, dia e hora. Não necessitamos mais de nenhum intermediário. Pela oração, a leitura da Bíblia e consagração temos livre acesso a Deus. Que facilidade!

Em nossa vida particular também podemos ter a expe­riência do antes e do depois de Jesus. Quem leva sua vida alheio a Jesus, na verdade não tem esperança. Falta-lhe a presença de Deus. Percebendo isso, a humanidade tem tentado muitas coisas e oferecido sacrifícios, mas em vão. Quando, porém, permitimos que Jesus nos reconcilie com Deus, tudo fica mais fácil porque ele passa a dirigir nossa vida e nos conduzir através das nossas dificuldades. – MJT

Não se sacrifique, Jesus já se sacrificou por você.

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27 de outubro

Título – Você quer?

Leitura Bíblica: Lucas 18.35-43.            Eu quero ver (Lc 18.41).

Se há alguém que teria todas as razões para se esconder atrás de traumas de infância, injustiças da vida, “má sorte” e decepção com a raça humana é José, bisneto de Abraão! A vida desse rapaz foi marcada por dificuldades. Porém, diante de todas elas ele tinha sempre a mesma atitude: confiar em Deus e buscar nele forças para superá-las! Outro caso é o do nosso texto: um mendigo, cego, oprimido e condenado à desesperança, clama por Jesus e é confrontado por ele: “O que você quer?” E ele sabia: “Eu quero ver” – e lutou por isso!

Dificuldades, traumas ou problemas fazem parte da vida. E o que você faz com eles? Alguns se deixam vencer pelas rasteiras da vida e permanecem prostrados, achando que Deus se esqueceu deles; outros buscam forças em Deus para se levantar com determinação para seguir adiante. E isso não depende daquilo que podemos, mas do quanto queremos.

O nicaraguense Tony Melendez é alguém que poderia ter-se resignado a uma vida de amargura e reclusão por ter nascido sem braços e mãos. No entanto, não sucumbiu às prisões da impossibilidade e da autocomiseração e se superou, tornando-se um habilidoso cantor e violonista cristão, aprendendo a tocar violão com os pés e abençoando a vida de multidões com seu exemplo, seu talento e seu compromisso com Deus. Ele optou por seguir a vida debaixo da graça de Cristo, mesmo sem suas mãos e braços! O cego poderia ter-se deixado intimidar por sua condição e pelos que o faziam calar-se, mas sua fé e determinação falaram mais alto diante de Jesus.

Da mesma maneira, você tem diversas opções diante do que lhe acontece, sejam limitações, circunstâncias ou dificuldades. A mais fácil de todas é sucumbir a elas – esta, porém, é inútil. A opção mais difícil é enfrentá-las para vencê-las com a graça e o poder de Deus – e esta é a única que o torna humano em toda a sua potencialidade! Por meio da graça de Deus, você pode. A pergunta é: você quer? – WMJ

Se Deus quiser – e você também, Deus pode – e você com ele.

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26 de outubro

Título – Alegria

Leitura Bíblica: Filipenses 4.1-9.            O choro pode persistir uma noite, mas de manhã irrompe a alegria (Sl 30.5).

Um provérbio afirma que “se você quiser ter alegria por uma hora, embriague-se. Se quiser ter alegria por três dias, case. Se quiser ter alegria por oito dias, mate um porco e coma. Se quiser ter alegria por toda a vida, vá pescar”. Infelizmente, na sociedade em que vivemos a preocupação de muitos tem sido procurar alegria por esses meios. Na vida há somente dois tipos de alegria: (1) aquela produzida pelos prazeres que o mundo oferece, que dura muito pouco, é temporária; (2) a alegria que não depende daquilo que fazemos, mas da nossa espiritualidade. Esta é o resultado de um relacionamento com Deus. É alegria produzida por Deus, e é duradoura. Na vida do cristão ela tem o poder de dissipar as tristezas, os suspiros, as mágoas, as frustrações, os desapontamentos, os sofrimentos e as lágrimas. O choro pode durar até uma noite, mas tudo passa e um novo tempo surge porque a alegria do Senhor é a força daquele que crê em Deus e o segue por meio do Senhor Jesus Cristo. Um cântico expressa isso dizendo que “a alegria está no coração de quem já conhece a Jesus”. Foi o que Paulo escreveu da prisão aos filipenses, dizendo que deveriam alegrar-se sempre, mesmo nas circunstâncias mais difíceis da vida.

O cristão deveria ser uma pessoa possuída inteiramente dessa alegria permanente. Mesmo em tempos de sofrimento ele tem dentro de si uma alegria que ultrapassa as coisas da vida. Ela está além de tudo o que se pode ver ou tocar. Um comentário da leitura de hoje diz que “a alegria cristã é independente de todas as coisas terrenas”. Jesus já havia ensinado aos seus discípulos que ninguém pode tirar essa alegria do cristão (Jo 16.22). Paulo disse que é fruto do Espírito (Gl 5.22). É a satisfação interior que temos na certeza de que Jesus faz parte integrante do nosso ser. Ele nós dá vida no presente e esperança real e concreta para o futuro. – JG

A alegria do Senhor se mantém real mesmo em meio às tormentas da vida.

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25 de outubro

Título – 

Leitura Bíblica: Marcos 5.25-34.   Quando o Filho do Homem vier, encontrará fé na terra? (Lc 18.8b).

Este texto é surpreendente. Jesus está no meio da multidão, muitas pessoas o tocam e o apertam, mas ele sente um toque especial de uma mulher. O que aquele toque tinha de diferente? Fé. A mulher ouvira falar de Jesus e pensava consigo mesma que, se apenas tocasse em suas vestes, seria curada. Ela não esperava a atenção de Jesus ou uma palavra específica dita com firmeza ou poder, nem uma explicação de Jesus sobre a sua situa­ção, mas apenas um toque. Sua fé se resumia a um mero toque. Quando Jesus sente esse toque, procura a pessoa que o tocou. A mulher sente medo, pois sabia o que havia acontecido naquele momento: sua cura. Era o que ela mais queria na vida; será que Jesus o tiraria dela? Jesus, porém, a abençoa e confirma sua fé, dando a ela, além da cura física, também a cura para sua alma: a paz com Deus.

Deus ainda procura homens e mulheres que tenham fé. Ele não procura por pessoas perfeitas, pois nos conhece muito bem, melhor que nós mesmos, e sabe que todos somos pecadores e sofremos por isso. Mas Deus procura pessoas que busquem um relacionamento com ele por meio da fé. Fé nele, que com um simples toque aceita, cura e salva. Hebreus 11.1 nos dá a definição clara do que é fé: “Ora, a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos.” E o versículo 6 completa: “Quem se aproxima de Deus precisa crer que ele existe e que recompensa aqueles que o buscam”.

Ao contemplar a miséria do coração humano, Deus estende em sua misericórdia sua mão e está sempre ao alcance de um toque. O toque da fé. – CTK

“O justo viverá pela fé” (Rm 1.17).

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24 de outubro

Título – Imitação

Leitura Bíblica: Atos 19.11-17.       Muitos dirão [a Cristo] naquele dia: Senhor, Senhor … em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres? Então [ele lhes dirá] claramente: Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês, que praticam o mal (Mt 7.22-23).

Desde pequenos tentamos identificar-nos com aqueles que admiramos, imitando seu modo de ser ou sua aparência. Se um jogador de futebol corta o cabelo de um jeito, logo milhares de garotos fazem o mesmo. Se uma celebridade usa determinada roupa ou acessório, logo o item vira moda.

No texto de hoje vemos que, de certa forma, Paulo fazia sucesso. Logo surgiram imitadores: alguns homens tentaram usar seu nome e o de Jesus num exorcismo, mas fracassaram. Descobriram que não há como tomar o poder divino emprestado. Provavelmente eles sequer conheciam o Deus que invocavam. Queriam ser engrandecidos; mas quem recebeu glória foi o único que é digno dela. Além disso, o episódio foi tão impressionante que levou muitos a deixar suas práticas erradas para seguir a Cristo (v 18-20). Eles buscaram o Deus verdadeiro, pois não aceitaram cópias fajutas. Podemos – e devemos – imitar bons exemplos de pessoas que temem a Deus. Na Bíblia e na atualidade há diversos deles. Mas tenhamos cuidado: nossa fé não pode ser uma imitação. Quando chegarmos diante de Deus, não poderemos pegar emprestada a fé dos nossos pais – interessante notar que aqueles falsos cristãos eram filhos de um dos chefes dos sacerdotes. Também não será por frequentar uma igreja ou por boas obras que seremos considerados filhos de Deus – isso vai depender de nossa resposta a Cristo. Não adiantará citar nomes de cristãos conhecidos, milagres realizados ou versículos bíblicos decorados. Para ter vida eterna com Deus é preciso entregar a vida a ele – ou seja, a fé é pessoal e é prática, consistindo na imitação da vida de Cristo. Precisamos ter fé verdadeira no Deus verdadeiro; conhecer Jesus e ser conhecidos por ele (veja os versículos em destaque)! – VWR

O que importa não são nossas realizações, mas se somos filhos de Deus.

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23 de outubro

Título – Impiedade

Leitura Bíblica: Salmo 82.1-8.             Até quando vocês vão absolver os culpados e favorecer os ímpios? (Sl 82.2).

Caminhando pelo centro de Berlim notei alguns monumentos em memória das vítimas do holocausto. Marcam de forma flagrante o genocídio de judeus, ciganos, eslavos, homossexuais, deficientes físicos e fiéis de diversas linhas religiosas. A dureza do coração humano levou uma nação a seguir líderes que os conduziram cegamente para um fim trágico: a destruição da sua própria pátria, a Alemanha, bem como o extermínio de vidas de milhões de inocentes.

O autor do salmo que lemos hoje nos remete a alguém que ora fervorosamente a Deus por livramento. A crueldade humana é tão grande que há quem se pergunte: “Onde está Deus neste momento?” Alguns dirão que ele se ausentou do mundo. Outros dirão que ele nem mesmo existe. E ainda há os que acreditarão que o próprio ser humano é uma espécie de deus.

Entretanto, o testemunho bíblico, bem como a História, mostram claramente que confiar no ser humano nos conduz à ruína. Mesmo quando não percebemos a ação de Deus e o seu poder, ainda assim ali ele age. Pode ser por meio de desconhecidos que dobram seus joelhos em oração em favor dos que sofrem ou mediante os que se opõem à injustiça e assumem as consequências por buscar o bem de todos. Age por meio dos que têm a coragem de continuar anunciando a gravidade do pecado. Exemplos assim também vi em Berlim: gente que morreu em oração dentro da igreja. Daqueles que morreram em campos de concentração, até mesmo tomando o lugar de outros na fila da morte. Ali vejo a ação de Deus, seu amor, sua graça e misericórdia atuando. Nesses momentos, a presença do Espírito Santo mostra novamente a face de amor do Cristo crucificado, que toma nosso lugar de pecador e assume nossa condenação à morte. Não nos basta perguntar até quando o sofrimento por causa da maldade perdurará. Precisamos compreender que junto ao clamor se insere o chamado para seguirmos a Cristo e não o negarmos. – AS

Só o amor de Cristo vence a impiedade humana.