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13 de fevereiro

Título – Maria Madalena

Texto – João 20.1 e 10-18.    Levaram embora o meu Senhor e não sei onde o puseram (Jo 20.13b).

Maria Madalena foi uma mulher especial. Dela Jesus havia expulsado sete demônios. Oriunda de Magdala, às margens do Mar da Galileia, tornou-se um exemplo de fé e dedicação para todos nós, hoje. Mulher que amava Jesus como seu Senhor, Mestre e Salvador. Percebemos isso por meio de suas atitudes em diversas ocasiões.

Um exemplo encontramos em Jo 20.1 e 10-18. Madalena queria ter um encontro com Jesus (mesmo sabendo que estava morto) e para tanto saiu bem cedo, estando ainda escuro. Naquela madrugada teve uma surpresa. Não havia mais impedimento. A pedra que fechava o acesso à sepultura havia sido removida. É isso que também pode ocorrer conosco quando buscamos com ansiedade um encontro com Jesus. Qualquer obstáculo será removido. Madalena ficou diante do sepulcro vazio para chorar. Olhando para dentro do sepulcro, viu dois anjos. É assim, mesmo quando estamos com o coração apertado: somos consolados com a presença de Deus. Naquele tempo eram anjos seus emissários. Hoje o emissário de Deus é o Espírito Santo, consolador quando estamos tristes. Naquela manhã especial, de repente Jesus se apresentou ao lado de sua serva fiel, triste e sem consolo. Ela não o reconheceu de imediato. Precisou de um diálogo com o Mestre: “Mulher, porque você está chorando e a quem está procurando?” Falou-lhe de sua tristeza e Jesus apenas disse: “Maria!”e ela reconheceu seu Mestre, exclamando admirada e consolada: “Rabôni!” Transformada, saiu correndo para cumprir sua primeira missão – levar aos discípulos a mensagem da ressurreição: “Eu vi o Senhor! Ele está vivo!”

Madalena também foi uma das que estiveram presentes perante a cruz, junto com Maria, mãe de Jesus, a irmã dela, Maria mulher de Clopas e o discípulo João. Foi corajosa e fiel, não fugindo como os demais discípulos. Mais um exemplo para nós. – WK

“Nunca, meu Mestre, cessará meu lábio de bendizer-te e de entoar-te glória…”

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11 de fevereiro

Título – Abatida

Texto – Salmo 42.1-43.5.    Por que você está assim tão triste, ó minha alma? Por que está assim tão perturbada dentro de mim? Ponha a sua esperança em Deus, pois ainda o louvarei; ele é o meu Salvador e o meu Deus (Sl 42.11).

Filósofos, teólogos, psicólogos, antropólogos, sociólogos e outros profissionais buscam incansavelmente entender o ser humano. Mas existem situações que perturbam nossa alma de tal maneira que nem mesmo nós nos entendemos. Arrisco dizer que esta é a situação do salmista, que de maneira sincera e aberta expõe o seu coração. Em três versículos repete o mesmo, (Sl 42. 5 e 11 e Sl 43.5) mostrando o quanto está perturbado e abatido. Nessa situação parece que ninguém ajuda e, ao invés de o acolher em seu sofrimento, as pessoas ainda o aumentam com perguntas como: “O teu Deus onde está?” Mais adiante ele indica que seus adversários também lhe fazem continuamente a mesma pergunta, e isto o machuca tanto que parece estar sentindo todos os seus ossos. De tão perturbado, o salmista chora dia e noite e sua alma se derrama, esgotando todas as suas forças. Facilmente poderemos identificar-nos com o salmista quando passamos por situações de sofrimento. Mas o mesmo autor que expõe o seu sofrimento de maneira tão franca indica-nos o que fazer em tais situações: esperar em Deus. Parece uma solução ingênua, mas não é. Esperar em Deus não é uma atitude passiva, pois envolve esperança e confiança, tanto que ele afirma categoricamente que ainda louvará o Senhor, pois Deus continua sendo Deus apesar da sua situação conflituosa e de abandono. Deus continua no controle e o salmista confia. Esperar em Deus é buscar a sua presença e silenciar a alma. Falar sobre tudo que o está afligindo até não ter mais nada para dizer e assim ouvir o que Deus tem a dizer sobre a situação. Declara ainda que Deus é fonte da plena alegria (Sl 43.4) e que somente ele nos compreende em toda nossa complexidade. – CTK

Esperar em Deus é confiar em sua soberania e em seu amor.

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10 de fevereiro

Título – Bênção

Texto – Gênesis 32.22-30.  …e você será uma bênção (Gn 12.2).

Lemos no texto de hoje um episódio decisivo da vida de Jacó, mas a história toda vem desde o capítulo 27 do livro de Gênesis e ainda continua depois. Parece que Jacó sempre ansiou ser abençoado. Sabendo que naturalmente não herdaria a bênção da primogenitura, já que seu irmão Esaú nascera antes, tentou meios desleais para alcançá-la. Aproveitando-se de um momento de fraqueza de Esaú, comprou seu direito de primogênito pelo preço de um prato de comida. Como se não bastasse tamanho oportunismo, sob orientação de sua mãe enganou seu pai e seu irmão, assumindo a identidade deste e recebendo de Isaque, seu pai, a referida bênção. Mal sabia Jacó a angústia que teria por causa disso: ainda orientado pela mãe, teve de tornar-se um fugitivo por temer a reação irada do irmão diante de sua conduta desonesta. Foi parar nas mãos de alguém tão ou ainda mais desleal e trapaceiro que ele: seu tio Labão, que o enganou diversas vezes e para quem acabou trabalhando de graça. 

Poderia ter desistido de ser abençoado, mas aprendeu a confiar em Deus e não mais em sua própria sagacidade. Em seu retorno, após vinte anos, luta com o anjo de Deus pela bênção e prevalece. Sua vida nos serve como exemplo de como não agir para ser abençoado. Não é enganando, nem dando jeitinho, não é roubando, nem trapaceando, nem sendo desleal.

A palavra de Deus nos ensina como podemos ser abençoados. Jacó descobriu a duras penas que a bênção de Deus reside na submissão à sua vontade, expressa em atitudes como obediência, humildade, união, perdão, doação, oração, gratidão e a exaltação do nome do Senhor. Em sua desenfreada busca pela bênção, Jacó esqueceu-se de ser um canal das bênçãos de Deus para outras pessoas. Sua ambição o cegou por vinte anos, e somente quando retornou e descobriu que já havia sido perdoado por seu irmão deu-se conta de que já era abençoado desde o seu nascimento, sem depender da posição familiar que ocupava. – LFS

Ser abençoado é bom, abençoar é melhor, mas ser uma bênção é o ideal!

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8 de fevereiro

Título – Engano

Texto – Gênesis 4.17-26.   Que nenhum de vocês seja endurecido pelo engano do pecado (Hb 3.13b).

Você já se sentiu enganado alguma vez? A dor e até mesmo a vergonha advindas desse sentimento são estressantes e desestimulantes. Quem vivencia uma situação assim passa à defensiva e desconfia de todo mundo. Nega-se a crer novamente, desiste de realizar seus sonhos e às vezes até de sair de casa. É a paralisia total! 

No texto de hoje podemos observar um fato interessante na vida de Adão e Eva. Após serem enganados pela serpente, desobedeceram a Deus e foram expulsos do jardim do Éden, onde se relacionavam com Deus. Então ficaram paralisados por muito tempo. Somente depois do nascimento de seu neto Enos é que se começou a invocar (ou proclamar) o nome do Senhor. O engano do pecado (tudo o que desagrada a Deus) torna o ser humano endurecido, perverso e incrédulo. O texto também mostra o quanto a maldade cresce pelo afastamento de Deus. Lameque orgulha-se em dizer que cometera assassinato e que seria vingado muito mais vezes que seu ancestral (ou seja, apesar de desagradar a Deus, esperava a sua proteção!). 

Quanto mais longe se vive de Deus, mais maldade é praticada – e o pecado segue causando mais e mais enganos na vida da pessoa. Porém, há como interromper este ciclo de enganos! Quando nos aproximamos do Senhor e o buscamos com fé, admitindo nossos maus caminhos, ele nos perdoa e limpa todo mal. Isso é possível porque Cristo já pagou o preço pelos nossos pecados quando morreu na cruz; por meio dele podemos ter um relacionamento com o Pai e nossa vida é transformada. 

Qual é a sua situação? Quando você é ofendido por palavras ou ações de seus semelhantes o sentimento que prevalece é o perdão ou o desejo de vingança? Você tem resistido à Palavra de Deus ou é sensível aos seus ensinos? Não permita que o pecado endureça sua mente: se você está longe de Deus, aproxime-se dele! Aos seus filhos, Deus dá vida verdadeira e eterna. – VK

Deus nunca nos engana – pelo contrário, nos liberta pela Verdade!

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 7 de fevereiro

Título – Achar

Texto – Jeremias 29.10-14.  Vocês me procurarão e me acharão quando me procurarem de todo o coração (Jr 29.13).

O contexto da leitura de hoje é a promessa de retorno do povo de Judá para sua terra após o exílio na Babilônia. O que o Senhor nosso Deus diz no versículo destacado é aplicável para nós também. Muitos têm dificuldade em asseverar que encontram o Senhor de imediato quando o buscam. Há como que uma sensação de que Deus se escondeu e que parece não escutar nossas orações. O silêncio nos angustia, e a dúvida começa a querer imperar em nossa vida. Aconteceu assim com o profeta Daniel: ele orou, aguardou, quem sabe até já estava dando o assunto por perdido. Mas o anjo que vinha com a resposta se apresentou a ele dizendo que teve dificuldades no percurso (enfrentou uma batalha espiritual), mas Deus ouvira Daniel assim que este o buscou (Dn 10.12).

O Senhor garante que o encontraremos se o buscarmos sinceramente (v 13). Este texto aponta para a qualidade da nossa oração: não é o número de vezes que oramos que conta para Deus. Inclusive Jesus deixa claro que não é pelo muito falar que seremos ouvidos, pois o Senhor não se deixa levar por vãs repetições (Mt 6.7-8). O que ele quer em nossas orações é intimidade, é relacionamento com ele. Para isso, o ideal é buscá-lo num lugar onde tenhamos privacidade e possamos orar sem distrações: apenas nós e ele (veja Mt 6.6 – ninguém, além de Deus, precisa saber que o buscamos, pois não devemos agir como os hipócritas). 

Além disso, é necessário termos sinceridade em nossos propósitos e que nossos pedidos estejam de acordo com sua vontade. Ele não atenderá algo que vise apenas ao nosso próprio prazer pessoal, mas somente o que fizer parte de seus planos para a nossa vida. 

Deus ouve nossas orações, mesmo que aparentemente demore em sua resposta. Mas não esqueça: o importante é buscá-lo, encontrá-lo e ter um relacionamento com ele, não apenas desejos atendidos. – ETA

Deus quer que o encontremos, mas é preciso buscá-lo.

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3 de fevereiro

Título – Diferença

Texto – João 1.10-14.  Aquele que é a Palavra estava no mundo, e o mundo foi feito por intermédio dele, mas o mundo não o reconheceu (Jo 1.10).

Este texto fala da vinda de Jesus Cristo e tem uma declaração devastadora: o mundo não o reconheceu. Nem sequer os israelitas, o povo escolhido por Deus para recebê-lo, e que dispunha das profecias que apontavam para ele. 

Cristo veio em primeiro lugar para Israel. Em tudo ele cumpriu as Escrituras, desde o seu nascimento em Belém até sua morte na cruz, quando tomou sobre si a nossa culpa (Is 53.5). Que fizeram com ele? Crucificaram-no por não o reconhecerem. Ao mesmo tempo, porém, contribuíram para cumprir a profecia a seu respeito. Hoje Cristo se manifesta entre nós por meio do seu Espírito, mas o mundo continua a não reconhecê-lo. Quando ele vier de novo visivelmente, será reconhecido por todos, mas então será tarde demais (Ap 6.12-17). 

Agora vejamos a grande diferença: Os que reconheceram Jesus e creram nele receberam o direito de serem mais que o povo de Israel era. Tornaram-se filhos de Deus, adquirindo uma nova mente. Tudo se tornou novo neles. Em certo sentido, tornaram-se outros. Têm agora novo sentido de vida, novos ideais, nova conduta, novos sonhos. O apóstolo Paulo chega a dizer: “As coisas antigas já passaram, eis que surgiram coisas novas” (2Co 5.17). Em João 3, Jesus afirma que “aquele que nasceu de novo” torna-se um ser imprevisível. É como o vento. Após o novo nascimento – sua conversão a Cristo – ele surpreende no melhor sentido. Não vive mais cotejando o que é certo ou errado. Não segue regras, mas supera estas pelo amor. Nem vai pela onda da moda, dos comportamentos, dos costumes. Não é moderno nem pós-moderno. Seu comportamento é inédito. Não se importa em fazer, mas em ser um filho de Deus vivendo entre os filhos dos homens. Esta união com Deus por meio de Cristo é a grande diferença do cristão e um mistério que o mundo não consegue entender (Ef 5.32). – MJT

Faça deste texto um teste: você se enquadra entre os filhos de Deus?

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2 de fevereiro

Título – Crianças

Texto – Mateus 19.13-15.    O que ouvimos e aprendemos, o que nossos pais nos contaram, não os esconderemos dos nossos filhos… (Sl 78.3,4a). 

Nossos filhos são abençoados quando contamos a eles histórias da ação de Deus na salvação dos homens. Os pais têm a tarefa de educar seus filhos e de ensiná-los a amar a Deus e a serem cristãos. Talvez os discípulos de Jesus achassem que as crianças não precisavam ir a Jesus, como alguns pais às vezes consideram. Jesus ficou indignado com seus discípulos, suspendeu a discussão sobre o divórcio e pediu que deixassem as crianças ir a ele.

Os discípulos estavam em uma conversa profunda e teológica. Era assunto de “adulto” e pensavam que naquela hora Jesus não deveria ser incomodado por crianças, que para eles eram inferiores e – ao menos ali e então – não mereciam estar com o Mestre. Algumas vezes encontramos por aí líderes religiosos e pais de crianças que pensam como os discípulos: que as crianças são pequenas demais para merecer a atenção e o amor de Jesus. Mas Jesus mostrou que não: os adultos deveriam deixar as crianças ir até ele.

As mães estavam ali procurando Jesus para abençoar seus filhos. Talvez alguns no colo, outros engatinhando. Aquelas pessoas adultas, sim, agiram certo em levar as crianças a Jesus. São pessoas exemplares. As mães levaram suas crianças ao lugar certo, no momento certo! Se esperassem as crianças se tornarem adultas para levá-las a Jesus, talvez fosse tarde demais. Levar as crianças à igreja desde cedo é permitir que tenham um encontro com Jesus. Ler a Bíblia para os filhos, orar com eles, testemunhar do que Deus já fez na vida da família, investir para que a criança cresça espiritualmente é encaminhá-los a Jesus.

As crianças dependem dos pais e de líderes. Se não forem levadas a Jesus, provavelmente não irão por si próprias. – ACS

Deixar as crianças ir a Jesus é abençoá-las!

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1 de fevereiro

Título – A realidade do pecado

Texto – Romanos 5.6-12.   Estejam alertas e vigiem. O Diabo, o inimigo de vocês, anda ao redor como leão, rugindo e procurando quem possa devorar (1Pe 5.8).

Nossa rebeldia contra Deus, que a Bíblia chama de pecado, é uma tremenda realidade na vida. Na Bíblia ele é tratado como se fosse uma individualidade traiçoeira que exerce um poder mágico. Veja esta história:
Um casal, já idoso, convidou seus dois filhos com suas famílias para um almoço num restaurante.O garçom trouxe o cardápio e foi feito o pedido. Mas não houve unanimidade na escolha dos pratos. Com isso, um dos filhos tornou-se agressivo e acabou acusando o pai, pois segundo ele o pai sempre apoiava o outro filho. Isto turvou o ambiente. Os diversos pratos foram servidos. A comida, embora apetitosa, não foi suficiente para abrandar a irritação que fermentou o ambiente. O pai, que sempre fazia a oração de agradecimento, desta vez não orou. O nervosismo era visível em todos. Nem as crianças conversaram. O que era para ser um almoço alegre e de confraternização, tornou-se lúgubre. Cada um foi saindo sem uma despedida alegre. No caminho para casa o pai comentou com a sua esposa: “Este almoço não aconteceu na presença de Deus e sim na companhia de Satanás”. Os dois começaram a examinar suas vidas. “Onde foi que erramos? Como foi que Satanás achou uma brecha para conturbar o ambiente? O que podemos fazer para consertar essa situação?” É a forma certa de abordar tais situações. Tiago 4.10 responde: “Humilhem-se diante do Senhor, e ele os exaltará”. Também é necessário reconhecer que, mesmo convertidos a Cristo e perdoados, ainda assim é real o que se lê em Salmo 51.5 “Sou pecador desde que nasci.” Por isso vale recordar o que Deus falou a Caim: “Saiba que o pecado o ameaça à porta; ele deseja conquistá-lo, mas você deve dominá-lo” (Gênesis 4.7). – HM

Se não quisermos ser humildes, o pecado se encarregará de nos humilhar.

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31 de janeiro

Título – O passo decisivo

Texto – Lucas 7.24-33.    Eu os batizo com água para arrependimento. Mas depois de mim vem alguém mais poderoso do que eu (…). Ele os batizará com o Espírito Santo e com fogo (Mt 3.11).

A declaração no versículo em destaque é de João Batista. No texto da leitura bíblica de hoje, Jesus fala do mesmo João de forma parecida: um mensageiro anunciando a chegada de alguém importante. Em outra ocasião, Jesus comparou a si mesmo com uma porta (Jo 10.9) – aquela que abre o acesso a Deus. Por meio de Jesus obtemos nossa reconciliação com Deus. Ao confiar nossa vida a ele, entramos aonde Deus está e passamos a conviver em amor com ele. 

Juntando os dois textos, ocorre-me que, se Jesus é como a porta, João Batista foi como a maçaneta dessa porta ou, talvez, a dobradiça. A mensagem que João pregou aos judeus um pouco antes de Jesus entrar em cena foi um instrumento para abrir aquela porta pela qual precisamos entrar. Ele dizia às pessoas que deveriam arrepender-se da sua rebeldia contra Deus e, quando alguém demonstrava estar disposto a isso, ele batizava a pessoa como sinal e testemunho público de que ela tinha a sincera intenção de agora mudar de vida e passar a viver de acordo com o que Deus quisesse. 

Não há dúvida de que isso era muito bom, mas o próprio João advertiu que era preciso dar um passo adiante, e que o batismo que ele ministrava não bastava – era apenas uma declaração de boas intenções, como girar a maçaneta para abrir a porta. No entanto, isto não resolve nada se não atravessarmos a porta. Foi o que muitos dos ouvintes e “fãs” de João Batista fizeram: ouvir, aplaudir, submeter-se a uma cerimônia – tudo bem, mas dar o passo decisivo e ingressar de fato numa vida com Deus, submetendo-a a Jesus, não queriam. Assim, escancararam a porta, mas ficaram do lado de fora: a porta aberta não basta – é preciso atravessá-la e passar a viver com Deus! – RK

Jesus em pessoa é que restaura nossa vida; não nossa admiração por ele.

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30 de janeiro

Título – Raio de luz

Texto – Ezequiel 20.39-44.  Saberão que eu sou o Senhor quando eu tratar com vocês por amor do meu nome e não de acordo com seus caminhos maus e suas práticas perversas, ó nação de Israel. Palavra do Soberano, o Senhor (Ez 20.44).

O livro de Ezequiel é bem agressivo. A maioria das suas profecias consiste de severas advertências. Todavia, esta passagem mostra como um raio de luz a paixão de Deus pelo seu povo, prometendo-lhe restauração após o exílio na Babilônia em que vivia por causa da sua impiedade.

As ameaças divinas tinham sua razão de ser. Não havia explicação senão a maldade inata no coração humano para que um povo a quem foram apresentados todos os atributos divinos em manifestações milagrosas em favor dele frequentasse os santuários pagãos para corromper-se com cultos sensuais dedicados a deuses de pau e pedra! 

A frase “por amor do meu nome” é a expressão do infindável amor de Deus para conosco. Depois que Deus conduziu Israel de volta à sua terra, as promessas que ele lhe deu por meio do profeta Ezequiel na leitura de hoje cumpriram-se plenamente com a vinda de Cristo. É por meio dele que realmente conhecemos a Deus. O amor de Deus pelo seu nome e por nós pecadores foi a causa da vinda de Cristo. Pela vitória na realização desse plano, Jesus recebeu um nome que está acima de todo nome (Fp 2.9). O homem jamais mereceria o que Deus fez por ele, mas isso foi feito por amor de seu nome. 

Como responder a essa atitude senão da mesma forma? Tudo que fizermos devemos fazer por amor a ele e ao seu nome. Não há razão maior do que essa. Se Deus não nos amasse, nossos caminhos maus e nossas práticas perversas destruiriam toda a humanidade. 

A manifestação do amor de Deus em Cristo é o quadro mais glorioso que se oferece aos nossos olhos. – MJT

Tire os olhos da miséria humana e contemple as riquezas do amor e das misericórdias de Deus.