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Reflexão 📖

6 de Dezembro
Revistam-se

LEITURA BÍBLICA: Romanos 13.11-14 Afaste-se do mal e faça o bem; busque a paz com perseverança. (1Pe 3.11)

Uma fábula conta que um navio estava no mar há meses e os marujos não tomavam banho nem trocavam de roupa. O capitão chamou o imediato e ordenou: – O navio fede. Mande os homens trocarem de roupa! O imediato, obediente, partiu para reunir os homens e lhes disse: – Marinheiros, o capitão está se queixando do fedor a bordo e manda que todos troquem de roupa. Davi, troque de camisa com João; João, troque a sua com Pedro; Pedro, troque a sua com Alfredo; Alfredo, troque a sua com Jônatas… e assim por diante. Quando todos tinham feito as devidas trocas, o imediato relatou ao capitão: – Senhor, todos já trocaram de roupa. Visivelmente aliviado, o capitão manda prosseguir a viagem.

Esta fábula mostra uma atitude estranha: o capitão aceitou, aliviado, a troca de roupas sujas por outras também sujas. É claro que o mau cheiro não diminuiu, mas o simples trocar de roupas foi uma atitude suficiente para que ele mandasse prosseguir a viagem. Esta atitude absurda não é tão incomum assim. Muitas vezes percebemos que algo está errado em nossa vida. No entanto, em vez de passar a fazer o que é certo, apenas trocamos uma atitude errada por outra – também errada. Em outras ocasiões, até trocamos a roupa suja por uma limpa, mas logo a sujamos novamente, num ciclo sem fim. Isso ocorre quando reconhecemos nossos erros e depois voltamos a praticá-los novamente.

O texto da leitura nos manda trocar de roupa. Ele diz: “Revistam-se”. Mas não é para trocar por outra roupa suja, tentando satisfazer desejos ainda não experimentados. A palavra diz: “Revistam-se do Senhor Jesus Cristo”. Colocar as vestes de Jesus significa vestir bondade, fidelidade, mansidão, santidade. Já é hora de perceber que não dá para prosseguir a viagem com o mau cheiro do pecado e dos nossos desejos egoístas. Precisamos retirar as roupas sujas e vestir as vestes limpas de Cristo. – HSG

Quando permitimos que Jesus limpe nosso coração, também o nosso comportamento mudará para melhor.

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5 de Dezembro
Sustentabilidade

LEITURA BÍBLICA: Gênesis 9.1-17 Quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus. (1Co 10.31)

Engana-se quem acha que o conceito de sustentabilidade é novo. Essa palavra grande e difícil de ler tem sido muito usada para falar de ações que levem em conta o que irá acontecer depois. É assim: imagine que uma pessoa vai construir uma casa. Ela precisa de paredes e colunas fortes se quiser que a casa tenha muitos andares. Do contrário, o risco da casa não se sustentar é grande.

Quando Noé e seus filhos finalmente saíram da arca, após muitos meses, Deus lhes fez uma promessa: o mundo nunca mais seria destruído por dilúvio. Deu-lhes também uma responsabilidade: “Cuidem da terra”. É interessante notar que Deus diz duas coisas que parecem contraditórias: “tudo o que vive e se move lhes servirá de alimento” (v.3) e “a todo o que derramar sangue, tanto de homem como de animal, pedirei contas” (v.5). Como alguém pode comer um animal sem derramar seu sangue? Aqui entendo que Deus começa a falar de sustentabilidade. Minha leitura para esse trecho é “você pode matar para comer” (os animais carnívoros fazem isso), “mas você não pode destruir o que estou lhe dando”, diz o Senhor. E conclui: “Encham a terra”.

Portanto, na matemática de Deus, é possível encher a terra, de modo que todos comam bem, sem destruir a criação. Mas hoje em dia vemos um planeta lotado, alguns comendo muito bem, enquanto outros morrem de fome e a terra é destruída. Em algum ponto estamos fazendo a conta errada. Erramos o cálculo na medida em que não fazemos tudo para a glória de Deus (veja versículo em destaque). Isso também inclui separar o lixo que pode ser reciclado, não desperdiçar água, não destruir a natureza – essa destruição não glorifica a Deus. A promessa de Deus continua valendo. Ele espera que eu e você sejamos fiéis à responsabilidade que nos deu. – IAO

A natureza demonstra a glória de Deus – cuidar dela é reconhecer e anunciar isso.

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4 de Dezembro
Intercessão

LEITURA BÍBLICA: Filemom 1.8-20 Antes de tudo, recomendo que se façam súplicas, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens. (1Tm 2.1)

O texto da leitura de hoje é um trecho de uma carta que o apóstolo Paulo escreveu a Filemom, um cristão que morava em Colosso e tinha uma congregação em sua casa. Como era um homem com boas condições financeiras, mesmo sendo cristão, tinha escravos (o que na época era comum). Um de seus escravos, chamado Onésimo, fugiu de casa. Durante a fuga, conheceu Paulo, foi evangelizado por ele, converteu-se e foi batizado.

Filemom era amigo de Paulo. Quando Paulo descobriu que Onésimo tinha fugido da casa de seu amigo, tomou a iniciativa de interceder por ele, por meio de uma carta, pedindo que perdoasse o escravo fugitivo e o recebesse de volta, não mais como escravo, mas como um irmão (v 16), já que ambos pertenciam a Cristo. O relacionamento entre escravo e mestre precisava ser renovado. Em sua carta, Paulo faz este apelo baseado na amizade e no respeito que havia entre ele e Filemom. Assim, o apóstolo intercede pela vida de Onésimo, já que a condenação para um escravo fugitivo era a morte. Ao agir assim, Paulo se mostra uma pessoa piedosa, amorosa, preocupada e caridosa.

Interceder é colocar-se no lugar de alguém que esteja enfrentando um problema ou necessidade, buscando solução como se esta situação fosse sua. A intercessão é uma arma muito eficaz na batalha espiritual. Ela é um ato de amor. Ela nos leva a deixarmos de pensar somente em nós mesmos e olhar para os outros.

Devemos interceder por nosso próximo junto a Cristo (ver versículo em destaque), clamando ao Pai para que este atue na vida daquele que necessita, suplicando para que o ajude e restaure nas diferentes áreas em que esteja carente. E a intercessão também inclui pedir ao Pai sabedoria, discernimento e entendimento para nos mostrar de que forma nós podemos ajudar nestas ocasiões. – LG

Intercessão é um ato de amor fraternal, e para interceder, é preciso importar-se com as pessoas.

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3 de Dezembro
E Caim?

LEITURA BÍBLICA: Gênesis 4.17–26 Ouça, meu filho, e aceite o que digo, e você terá vida longa. (Pv 4.10)

Logo no início da leitura da Bíblia, em Gênesis, encontramos a famosa história de Caim que matou seu irmão Abel. Então Deus pergunta a Caim onde estaria seu irmão e ele percebe o mal que cometeu. Caim era o primogênito de Adão e Eva. Mas não é nesta história que gostaria de meditar, e sim no texto adiante, que fala das gerações seguintes. Os versículos 17 a 24 de Gênesis 4 relatam a linhagem de Caim e o que aconteceu com alguns dos seus integrantes. Em seguida, os versículos 25 e 26 citam o nascimento de Sete, aquele que vem para talvez amenizar a dor da mãe Eva pela perda do seu filho Abel. O capítulo 5 apresenta a genealogia de Sete. A partir daí, Caim sai de cena e toda a história humana que segue baseia-se em Sete. Poderia surgir uma pergunta: por que Sete, como se ele fosse o primeiro filho de Adão, se não foi? E se Abel não foi citado porque foi morto e não há registro de descendência dele, por que deixar Caim de lado? Uma questão intrigante. A resposta é que Caim virou as costas a Deus e excluiu a si mesmo da história que Deus planejou para a humanidade (Gn 4.26; 1Jo 3.12; Jd 11). Note que não foi Deus que expulsou Caim – foi ele mesmo que se afastou, e tudo indica que não houve nenhuma reconciliação dele com Deus nem com sua família.

No entanto, no Novo Testamento vemos que pelo menos desde a vinda de Jesus a reconciliação se tornou possível, também com os “Caim” da nossa família. Eles existem, são pessoas, geram descendentes, e Jesus morreu por eles também para derrubar todo ódio e toda amargura, abrindo o caminho para o amor e o perdão. Por meio de Jesus a família pode voltar a viver em paz.

Muitos anos depois da história de Caim, as brigas entre irmãos persistem, mas não é preciso ser assim. Convide Jesus a restaurar seus laços familiares. A união da família é bem mais produtiva e prazerosa do que maquinar o mal. – ACS/VS

E se Jesus trouxesse nosso Caim de volta? Ele está convidando.

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2 de Dezembro
Matemática divina

LEITURA BÍBLICA: 2 Reis 4.42-44 Como poderia um só homem perseguir mil, ou dois por em fuga dez mil? (Dt 32.30)

Deus não trabalha conforme nossa lógica. Seus pensamentos são totalmente intangíveis e, quando pensamos entendê-los, estamos somente confundidos e perdidos em nossas próprias conclusões.

Na ótica humana é difícil visualizar algo que ultrapasse o palpável e o concreto. Não dá para imaginar o infinito, a eternidade, o que não tem começo, o que surge a partir do nada… A sabedoria e o poder de Deus ultrapassam a medida que a mente humana é capaz de compreender – mesmo que ela pertença à pessoa mais inteligente do mundo. Ainda que tenhamos sido criados à imagem e semelhança de Deus, jamais entenderemos sua magnitude e sabedoria. Se sua criação já demonstra obras tão astronômicas, como poderíamos pensar que seria possível medir o Criador com nossas unidades matemáticas tão rudimentares? Na matemática de Deus, o impossível é alcançado e não pode ser provado pela ciência humana. Suas proporções são multiplicadas numa progressão que chega ao infinito.

Pela sua decisão, um pequeno grupo é capaz de vencer um exército, setenta pessoas (os descendentes de Abraão) conseguem formar um povo tão numeroso quanto as estrelas do céu, cinco pães e dois peixes nas mãos de Jesus alimentam uma multidão (e ainda restam doze cestos com sobras). Por fim, um único Homem salva o mundo inteiro!

Deus trabalha com grandes números e porções incontáveis, é generoso em seus favores e faz seu Espírito transbordar em nós. Ele age assim para nos instruir e ensinar sobre seu poder criador, em que a multiplicação acontece a partir da divisão.

Por isso, não tema o tempo de escassez. Creia, Deus não precisa dos nossos recursos para multiplicar o que você precisa para viver. – LFS

Divida sua vida com Deus e viva a abundante medida de sua matemática.
 

(clique na imagem)

 

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1° de Dezembro
Despreparados

LEITURA BÍBLICA: Mateus 25.1-13 Estejam … preparados, porque o Filho do Homem virá numa hora em que não o esperam.(Lc 12.40)

Imagine que você foi convidado para um casamento marcado há um ano. Quando chegam o dia e a hora especificados no convite, repara que não há flores na igreja, os padrinhos não foram escolhidos e nem há alguém designado para realizar a cerimônia. A noiva chega vestindo calça e camiseta e liga para o noivo para avisá-lo do compromisso.

Ou então você fica sabendo que uma mulher grávida chegou ao hospital para o parto sem ter preparado o enxoval e o quarto do bebê ou um mínimo estoque de fraldas. Você se surpreenderia, não? No mínimo pensaria que aquelas mulheres deveriam ter-se preparado para dias tão especiais!

Estas situações parecem absurdas, mas será que muitos não agem assim em relação à volta de Jesus? Sabem que ele vai voltar, mas não se preparam. Esquecem que tal dia, desconhecido por todos, é muito especial – e definitivo. Quem não estiver preparado, não irá com ele para o céu. Outros pensam que, como Jesus está demorando, não há necessidade de pressa: “Se ele prometeu voltar há quase dois mil anos e ainda não veio, vai ver que desistiu – e não vou deixar de aproveitar a vida enquanto posso!” Pessoas assim agem como as cinco mulheres insensatas descritas no texto de hoje. Houve um imprevisto (a demora do noivo) e, porque não se tinham preparado com antecedência, não puderam aproveitar a festa.

A Bíblia nos incentiva a agir como as outras moças mencionadas na parábola – as prudentes. Somos advertidos diversas vezes na Palavra a vigiar e estar preparados. Não sabemos quando, mas é certo que Jesus voltará. Isso é uma promessa divina, e Deus nunca deixa de cumprir o que promete. Então, como podemos preparar-nos para tal evento? Entregando nossa vida a Cristo, vivendo de acordo com a sua vontade, estudando sua Palavra, orando e compartilhando o evangelho. – VWR

Quando Jesus voltar, como ele encontrará você?

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30 de Novembro
Sem peso

LEITURA BÍBLICA: 1 Tessalonicenses 2.9-13                                     Trabalhamos noite e dia para não sermos pesados a ninguém, enquanto lhes pregávamos o evangelho de Deus. (1Ts 2.9)

Num encontro de casais conversávamos sobre a difícil rotina diária de muitas famílias nos dias de hoje, que com dificuldade conseguem o necessário para a sua subsistência. Contudo, isto não é novidade. Deus dissera a Adão: “Visto que você deu ouvidos à sua mulher e comeu do fruto da árvore da qual eu lhe ordenara que não comesse, maldita é a terra por sua causa; com sofrimento você se alimentará dela todos os dias da sua vida” (Gn 3.17). E assim tem sido ao longo de toda a história, até os nossos dias.Na atualidade alguns líderes religiosos dedicam-se a proclamar uma vida sem dificuldades para aqueles que creem em Jesus. Dizem que ter fé é sinônimo de riqueza e bem-estar, indicando que doença, pobreza e outras dificuldades são consequência da falta de fé. Mas o que continua valendo é a palavra de Deus, que diz: “Neste mundo vocês terão aflições” (cf. Jo 16.33).

O apóstolo Paulo estava consciente desta realidade: quando pregou o evangelho aos tessalonicenses, trabalhou arduamente para não sobrecarregar a comunidade com seu sustento, mesmo que tivesse sido justo recebê-lo dela. A mensagem do evangelho é de libertação, e não de opressão. Jesus criticou duramente os fariseus e mestres da lei: “Eles atam fardos pesados e os colocam sobre os ombros dos homens, mas eles mesmos não estão dispostos a levantar um só dedo para movê-los” (Mt 23.4). E mais: “Vocês devoram as casas das viúvas e, para disfarçar, fazem longas orações. Por isso serão castigados mais severamente” (Mt 23.14). A mensagem de Jesus aos que estão sobrecarregados e esgotados é simples: “Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso… Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve” (Mt 11.28,30). Sigamos a orientação bíblica: trabalhar para não ser peso para ninguém e entregar nossas próprias cargas a Jesus. – MP

Jesus não veio para aumentar nossa “carga”, mas para libertar e nos dar novo ânimo.

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29 de Novembro
Valores

LEITURA BÍBLICA: Mateus 23.16-22 Ele mostrou a você, ó homem, o que é bom e o que o Senhor exige: pratique a justiça, ame a fidelidade e ande humildemente com o seu Deus. (Mq 6.8)

O juramento é um recurso para garantir a veracidade daquilo que se diz. Ao jurar por algo ou por alguém, pede-se a alguma autoridade superior (p.ex. Deus) que confirme o que se diz, aceitando ser punido se aquilo não for verdade. Essa prática era frequente na sociedade em que Jesus vivia e, na leitura bíblica de hoje, ele fala dela. No caso, ele não discute se jurar é bom ou não, mas usa esse exemplo para mostrar o que realmente importa na nossa vida.

O pessoal com que ele discutia gostava de jurar “pelo ouro do santuário”. Tradicionalmente entendem-se ouro e valor como mais ou menos a mesma coisa. Falou ouro, disse valor. No entanto, o ouro só é tão valioso porque nós o consideramos assim. Ele é bonito, durável e raro. Só. Fora isso, não tem nada de especial. Jesus explica então que, na realidade, esses nossos valores não significam nada: se entre o santuário e o ouro algo tem valor, é o primeiro, por representar a presença de Deus. Esse, sim, é importante.

O outro exemplo de Jesus é similar: a “oferta sobre o altar”, que daria maior valor ao juramento, vale apenas tanto quanto a pessoa que a ofereceu. Jurar por ela seria como afirmar: “O que digo é verdade porque eu mesmo digo que sim”. Eu sou o grande modelo! Aliás, se fosse assim, para que jurar? Já o altar também está relacionado a Deus. Se minha oferta valer algo, não será por ela ser boa ou por eu ser bom, mas porque Deus a aceita sobre o seu altar. O valor está em Deus e não em mim.

Muitas vezes nos esforçamos para agir bem, às vezes achando mesmo que Deus teria algo a ganhar com nossa valiosa ação. Na verdade, porém, esta não passa de “ouro” ou “oferta” que só terá verdadeiro valor se estiver “no santuário” ou “no altar”, ou seja, nas mãos de Deus para que ele a valorize à maneira dele – não o contrário. – RK

O valor do que fazemos depende do papel que Deus desempenha naquilo.

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28 de Novembro
Deserto

LEITURA BÍBLICA: Êxodo 13.17-18, 21-22        Jesus foi levado pelo Espírito ao deserto para ser tentado pelo diabo.(Mt 4.1)

Para preparar Moisés, Deus o levou a atravessar o deserto e permanecer numa terra distante por 40 anos, até que ficasse pronto para libertar seu povo do Egito.

Depois Deus guiou Moisés e o seu povo para o deserto e lá também o deixou durante 40 anos para poder corrigi-lo e prepará-lo para entrar na terra prometida.

Até Jesus esteve no deserto, guiado pelo Espírito Santo, para ser tentado por Satanás.

Várias vezes a Bíblia menciona desertos que homens de Deus tiveram de enfrentar para que o plano de Deus se concluísse com eles.

Por ser zeloso e amoroso, Deus também às vezes nos permite tempos de deserto durante a nossa vida, em que nos sentimos sozinhos, de olhar perdido na imensidão e sem enxergar uma única direção. Porém, Deus cumpre suas promessas, e uma delas é estar conosco, de modo que podemos confiar que, mesmo sem percebermos, ele cuida de nós.

Mesmo não sendo fácil e sabendo como nos sentimos, Deus nos dá essa experiência para tratar o nosso caráter e para nos encaixar no plano que ele tem para cada um individualmente. Ser testado e pôr em prática o que aprendemos sobre o caráter de Jesus é uma prova muito difícil.

No entanto, visto por essa perspectiva, muitas vezes o deserto se caracteriza até mais pelos oásis que contém, pois, apesar das experiências doloridas e de deixar algumas marcas, é exatamente o que precisamos para aprender a amar, a ceder, a esperar, e o mais importante: a nos deixar usar por Deus, pois se esse lugar for o da vontade de Deus, não haverá nenhum melhor.

Olhando para Jesus, sendo obedientes, sensíveis ao seu querer e dando a nossa participação ao plano que Deus está escrevendo para a humanidade, podemos aprender com o apóstolo Paulo a nos alegrar em qualquer situação (Fp 4.4) – APS

Como oásis no deserto são as lições de Deus nas dificuldades.

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27 de Novembro
Os misericordiosos

LEITURA BÍBLICA: 1 Samuel 30.21-31 Davi respondeu: Não, meus irmãos! Não façam isso com o que o Senhor nos deu. Ele nos protegeu e entregou em nossas mãos os bandidos que vieram contra nós.(1Sm 30.32)

Um dos textos marcantes da Bíblia é o ensino de Jesus sobre os misericordiosos . Ele afirma que estes alcançarão misericórdia. Pecadores como somos, corremos o risco de falhas futuras, e se hoje não formos misericordiosos com os outros, certamente não o serão conosco quando precisarmos de misericórdia. Quem é misericordioso, geralmente reconhece que o bem de que desfruta é bênção vinda de Deus, ou seja, que Deus está sendo misericordioso com ele.

Misericórdia e justiça andam juntas. Davi e seus homens haviam encontrado a cidade de Ziclague saqueada, perseguiram os saqueadores e recuperaram os prisioneiros e o saque. Alguns dos seus homens, porém, estavam demasiado cansados para mais este esforço. Estes ficaram então para trás guardando os pertences dos que foram à batalha. A leitura de hoje começa com o retorno de Davi depois da vitória e mostra sua misericórdia e justiça.

Os misericordiosos não são avarentos, e assim Davi decretou: “Todos receberão partes iguais” – e este princípio tornou-se lei em Israel.

Os misericordiosos são também abençoadores. Davi compartilhou a bênção com todos os que direta ou indiretamente participaram do episódio. Todos os que lhe deram apoio quando foi para a batalha foram recompensados como ele mesmo e seus soldados. Alguns revoltaram-se vendo a benevolência de Davi. É preciso ter cuidado para não nos endurecermos, abandonando a misericórdia. Corremos então o risco de ser apenas legalistas, empobrecendo a nossa vida e a dos outros. Vale a pena lembrar o que Tiago ensina em sua carta (Tg 2.13): “A misericórdia triunfa sobre o juízo!” – MJT

Desafio: Eleja o dia de hoje como um dia de atos misericordiosos. Depois reflita sobre os resultados.