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16 de Dezembro
A figueira

LEITURA BÍBLICA: Marcos 11.12-14 [Jesus disse:] Vocês não podem dar fruto se não permanecerem em mim. (Jo 15.4c)

Uma pergunta que muitos fazem ao ler o texto de hoje é: por que Jesus amaldiçoou a figueira, se está dito que nem tempo de figos era? Devemos atentar para uma característica peculiar desta árvore: junto com a sua folhagem nascem nódulos comestíveis que são uma espécie de precursores do figo verdadeiro. A presença destes nódulos demostrava que a produção seria abundante. Quando Jesus viu aquela figueira, procurou estes “figos verdes” e não os encontrou, ou seja, não haveria frutificação naquele ano. Esta figueira, que aparentemente prometia muito, não tinha nada a oferecer além de sua falsa aparência. Nem mesmo uma promessa de frutos ela tinha!

De forma simbólica, essa figueira pode ser comparada ao povo de Israel. As pessoas daquela época aparentavam ser muito religiosas, tinham uma “folhagem brilhante”, mas suas vidas não apresentavam frutos correspondentes. Seriam julgadas por Deus por causa de sua vida religiosa estéril. É interessante notar que, na mesma época em que a figueira foi amaldiçoada, também foi anunciada a destruição de Jerusalém.

O texto de hoje serve como uma advertência a todos aqueles que parecem ser muito mais do que são. Não podemos nos esconder atrás de uma folhagem empolgante e bonita. Devemos apresentar frutos reais ao Senhor, em vez de cultivarmos uma aparência de santidade. Tais frutos demonstrarão nosso arrependimento e que estamos unidos a Cristo (veja o versículo em destaque). Como a figueira, todo aquele que tem uma vida de hipocrisia corre perigo de sofrer o julgamento divino. Referindo-se aos falsos profetas, Jesus disse que “toda árvore que não produz bons frutos é cortada e lançada ao fogo” (Mt 7.19). Já uma produção abundante de frutos glorifica a Deus e demonstra que a pessoa segue a Cristo (Jo 15.8). E a sua vida, está estéril ou produzindo? Somente com Cristo podemos dar frutos! – HSG

Deus não se impressiona com aparências, ele quer ver bons frutos em nossa vida.

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15 de Dezembro
Escrituras

LEITURA BÍBLICA: Gálatas 3.6-9  Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça. (2Tm 3.16)

Assisti a algumas entrevistas de empresários e líderes políticos e chamou-me a atenção a rotina diária deles. Logo cedo todos leem jornais e revistas para estarem bem informados a respeito do que está acontecendo. Para o mundo dos negócios e da política é fundamental conhecer a realidade à sua volta para se poderem tomar as decisões mais acertadas.

O apóstolo Paulo, por sua vez, insistia que deveríamos olhar em primeiro lugar para o que dizem as Sagradas Escrituras. Ao falar para os gálatas a respeito do significado do evangelho, atesta que a promessa da nossa justificação já fora dada a Abraão, conforme dizem as Escrituras. Por mais de 100 vezes, em todas as suas cartas, Paulo citou diretamente as Escrituras do Antigo Testamento. Seu interesse não era o de confirmar uma opinião ou interpretação particular. Paulo alicerça sua afirmação de que o Evangelho de Jesus Cristo é o caminho para a reconciliação com Deus porque foi anunciado pela lei e pelos profetas, isto é, já está previsto há muito tempo no Antigo Testamento (Rm 3.21).

Paulo sabia que sua autoridade dependia das Sagradas Escrituras e que seu ensino seria correto apenas se estivesse de acordo com a Palavra de Deus. Paulo apenas seguiu os passos do Senhor Jesus que, quando tentado por Satanás, sempre respondeu “Está escrito” (Mt 4.4,7,10).

O cristão que deseja estar bem informado sobre os planos de Deus para este mundo e para sua vida precisa diariamente considerar aquilo que “está escrito”. A Escritura é a única Palavra de Deus autorizada e inspirada que nos abre a possibilidade de conhecer os parâmetros de Deus para nossa vida e o caminho que conduz à eternidade. Por isso, para chegarmos a Deus, o caminho passa necessariamente pela Bíblia. – AS

Sem as Escrituras não podemos conhecer o Deus do Evangelho. 

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14 de Dezembro
Decisão

LEITURA BÍBLICA: 1 Reis 3.16-28.       A sorte é lançada no colo, mas a decisão vem do Senhor. (Pv 16.33)

Como deve ser difícil para um juiz dar um veredicto sobre uma determinada ação judicial. Um caso especial envolve a disputa de filhos pelos pais ou responsáveis. Isso exige uma profunda análise da situação particular da família e das leis referentes ao assunto, formando a base para a compreensão do caso. Algumas vezes a decisão é rápida; em outras, o juiz pode precisar de um prazo maior para dar a sentença.

O rei Salomão também teve de julgar uma questão difícil. No texto lido hoje, vemos a descrição de uma situação complexa: duas mulheres disputando um bebê, ambas alegando ser a mãe dele – numa época em que não havia exames de DNA. Na verdade, cada uma tinha um filho, mas um deles morreu. Uma das mulheres acusava a outra, alegando que esta trocara o bebê morto pelo vivo. Não havia testemunhas para depor a favor de qualquer uma das duas.

Pois bem, o jovem Salomão ouviu a história e propôs que o corpo da criança fosse dividido. Ele fez isso para identificar quem era a verdadeira mãe, pois esta nunca permitiria tal crueldade. E assim aconteceu: enquanto uma delas teve compaixão do bebê, a outra demonstrou que não queria saber de responsabilidade e que era movida pelo ódio. Com tal proposta, Salomão pode dar um sábio veredicto. Todos que souberam disso passaram a respeitá-lo. Sua sabedoria, reconhecida depois até em outros reinos, fora dada por Deus, a pedido do próprio Salomão (leia a história em 1Rs 3.5-14). Foi devido a esta sabedoria que ele pôde agir com justiça no caso da disputa pelo bebê.

Em nossa vida, frequentemente temos de tomar decisões e nelas precisamos de sabedoria. Você está preparado para a decisão que vai tomar hoje? Se não está, Deus nos aconselha em sua Palavra a pedirmos ajuda a ele: “Se algum de vocês tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá livremente, de boa vontade; e lhe será concedida” (Tg 1.5). – ETS

Quando buscamos a orientação divina, tomamos a melhor decisão.

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13 de Dezembro
Ciclo

LEITURA BÍBLICA: Juízes 2.11-19.     Ao contrário dos seus antepassados, logo se desviaram do caminho pelo qual os seus antepassados tinham andado, o caminho da obediência aos mandamentos do Senhor. (Jz 2.17b)

O livro de Juízes narra a vida do povo de Israel depois da morte de Josué. Naquele tempo, não havia mais um líder. Cada um vivia e fazia o que era da sua vontade. Assim, na maioria das vezes o povo se desviava dos caminhos de Deus. Consequentemente, Deus o entregava nas mãos de seus inimigos. Quando os israelitas se viam em apuros, clamavam pela ajuda de Deus. Sendo misericordioso, Deus escolhia do meio deles um juiz, isto é, um herói que os livrava das mãos de seus inimigos. Depois de livres, em vez de aprender a lição, voltavam a cair no mesmo comportamento mau de antes. Por isso Deus permitia que fossem novamente controlados pelos inimigos. Em desespero, o povo pedia por socorro, e Deus mais uma vez escolhia um novo juiz para salvá-los. Depois de salvo, adivinhe o que o povo fazia? Sim, mais uma vez se desviava do caminho de Deus.

Esta era a vida do povo de Israel que o livro de Juízes quer destacar. Este ciclo repetitivo mostra a sua realidade naquela época. Se formos honestos, esse jeito lembra muito o nosso jeito como cristãos. Quando decidimos seguir a Jesus, tornamo-nos parte do povo de Deus. E muitas vezes repetimos o ciclo exemplificado pelo povo de Israel. Deixamos de fazer sua vontade. As consequências aparecem. Em meio ao desespero, clamamos a Deus. Ele, em sua misericórdia, envia ajuda. E quando tudo está bem de novo, em vez de aprender e corrigir os erros passados, voltamos a repeti-los. Acabamos confiando em nossa inteligência e capacidade, mas esquecemos que na maioria das vezes elas são governadas e enganadas pelo nosso egoísmo. Deus não quer que vivamos neste ciclo, mas que entreguemos a nossa vida e as nossas vontades em suas mãos. Somente assim podemos evitar as consequências dos nossos enganos. – DS

Fazendo a vontade de Deus, não evitamos apenas o erro, mas também as suas consequências.

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12 de Dezembro
Muito tempo

LEITURA BÍBLICA: Deuteronômio 9.7-24              Depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites, [Jesus] teve fome.(Mt 4.2)

No texto que acabamos de ler vemos que Israel, o povo escolhido por Deus para ser diferente dos outros, não tinha muita paciência. O tempo parecia ser-lhe contrário, demorado demais para passar. Mas será isso mesmo? Seria possível Deus se esquecer daqueles que tanto amava? Ele demonstrava isso a eles dia após dia e, mais tarde, também afirmou: “Haverá mãe que possa esquecer seu bebê que ainda mama e não ter compaixão do filho que gerou? Embora ela possa esquecê-lo, eu não me esquecerei de você!” (Is 49.15). Não, Deus não os esquecera com o passar do tempo. Era o povo que se esquecia de Deus, corrompendo seu coração.

Não acredito que números sejam mágicos, mas o 40 é citado diversas vezes na Bíblia. Por exemplo, quando Deus mandou o dilúvio, choveu 40 dias e 40 noites (Gn 7.12); Nínive seria destruída depois de 40 dias (Jn 3.4); Jesus ficou 40 dias em jejum (versículo em destaque). Moisés teve sua vida marcada de 40 em 40 dias ou anos. Ele viveu 40 anos no Egito e outros 40 no deserto, sendo preparado por Deus para conduzir o povo. O texto de hoje também menciona períodos de 40 dias. Porém, os israelitas não souberam suportar as dificuldades nem aguentaram esperar. Passaram 40 anos vagando no deserto, acabando por morrer ali mesmo, sem poder entrar na terra prometida devido à sua desobediência. Da conquista participaram somente seus descendentes e Josué e Calebe – estes, por causa da sua fidelidade a Deus.
Talvez 40 dias seja muito tempo quando se espera algo de Deus, como uma resposta; mas é pouco quando se tem a agradecer e servir. Que possamos aprender a não deixar o tempo nos afastar de Deus, mas que usemos melhor nossos dias para buscar a presença de Deus e nos aproximar dele. – ACS/VS

Espere no Senhor. Seja forte! Coragem! Espere no Senhor! (Sl 27.14)

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11 de Dezembro
Visão

LEITURA BÍBLICA: 2 Samuel 2.8-17 Usem a riqueza deste mundo ímpio para ganhar amigos, de forma que, quando ela acabar, estes os recebam nas moradas eternas. (Lc 16.9)

Em nossos dias muito se fala em visão, principalmente no meio empresarial. Ali, o assunto traz à tona a ideia de angariar bens materiais. No versículo em destaque vemos que essa não é visão de Cristo. Não podemos centrar nossas atenções no que é material. Segundo vários ensinos do próprio Senhor Jesus, esquecer o eterno é loucura.

No texto de hoje temos um comandante militar que parecia ter pouca visão do que estava acontecendo em Israel. As vitórias que Deus tinha concedido a Davi recomendavam-no como o mais forte candidato a substituir Saul no trono. Sem se importar com o que os outros pensavam, Abner fez valer sua vontade. Qual seria a razão de fazer isso? Em 2Sm 3.9, lemos que ele sabia haver Deus escolhido Davi para reinar em Israel. Bem, Abner não fazia parte da liderança que apoiava o rei Davi. Ele percebeu que teria vantagens se o filho de Saul fosse proclamado rei. Buscar privilégios passageiros é um modo enganoso de perceber a vida. Abner queria tanto que sua visão prevalecesse que até trocou de lado, mas acabou sendo morto pelo comandante das tropas de Davi, Joabe, por ter matado o irmão deste.

Ao lermos o desenrolar dos acontecimentos, ficamos sabendo que muitas vidas foram perdidas por causa da guerra que Abner provocou. As divisões enfraquecem os objetivos humanos e causam sofrimentos nos movimentos políticos, nas famílias, nas igrejas, nas nações… Por isso, todas as vezes em que uma divisão é previsível, a primeira coisa que devemos levar em conta é o preço que ela vai custar para o grupo. Abner não pensou nisso, nem que Deus estava envolvido na questão.

Para que tenhamos a visão correta, precisamos lembrar que Deus nos ama, tem um plano para nossa vida e dirige tudo o que acontece. Não podemos desprezar isso, como fez Abner. – MJT

A melhor visão é a que Deus tem para nós.

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10 de Dezembro
Amigos

LEITURA BÍBLICA: Salmo 133       Como é bom e agradável quando os irmãos convivem em união.(Sl 133.1)

Em 1995 tive meu primeiro contato com a internet. Isto aconteceu em uma feira onde havia computadores para experimentarmos a grande novidade. Por meio de um programa de bate-papo com pessoas que não conhecíamos, era possível digitar o que se queria dizer e assim fazer novos amigos virtuais. Lembro-me de perguntar aos meus pais: “Só poderei usar a internet de novo na próxima edição desta feira, no ano que vem?” Hoje ela está em boa parte dos lares brasileiros, por vezes tornando a vida mais fácil, mas por outro lado nos tirando do convívio social em favor de amizades virtuais.

O texto que lemos hoje é um cântico que os peregrinos entoavam no caminho de suas casas e vilas até o templo em Jerusalém. Ele ressalta a alegria de dividir o tempo e de estar junto com amigos tão chegados que os consideramos como se fossem parentes próximos. Porém, como chamar alguém de irmão se apenas convivemos superficialmente com esta pessoa? Como classificar nosso relacionamento como bom e agradável – ou, como sugere outra possibilidade de tradução, uma profunda “unidade de pensamento”, suave e deliciosa?

Só podemos ter experiências positivas de amizade quando decidimos tirar tempo para construir relacionamentos. Temos medo do fracasso e das dificuldades que podem surgir ao conhecer outra pessoa, receio de expor o que vai em nosso coração, e ansiedade só de pensar que alguém nos compreenderá profundamente. Mas, para termos o relacionamento íntimo como base para uma amizade, precisamos estar dispostos a conviver com os problemas e defeitos do outro (e com os nossos também).

Quando reconhecemos em nossos amigos uma nova família para visitar, repartir a mesa, orar e chorar juntos, então os teremos como irmãos. Mesmo que dificuldades surjam, perceberemos que uma amizade real é fonte de alegria, ânimo e uma grande dádiva de Deus. – AS

Vale a pena investir em relacionamentos – primeiro com Deus, depois com as pessoas que ele ama.

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9 de Dezembro
Alunos

LEITURA BÍBLICA: Lucas 2.41-52 Instrua o homem sábio, e ele será ainda mais sábio; ensine o homem justo, e ele aumentará o seu saber.(Pv 9.9)

É impressionante imaginar a cena: um menino de 12 anos conversando com os mestres da lei no templo, de igual para igual. As perguntas e respostas de Jesus realmente devem ter sido assombrosas para deixar os estudiosos maravilhados com ele.

Mais ainda que o seu conhecimento, espanta a naturalidade com que o menino se sentia “em casa” no templo. Aos seus pais, perplexos, ele simplesmente diz: “Mas meu lar não é aqui, na casa do meu Pai?”

Esta naturalidade e desenvoltura de Jesus servem de exemplo para nós. Ficamos à vontade lendo a Bíblia e conversando sobre seus ensinos? Conhecemos bem a Palavra que Deus deixou escrita e cuja integridade protegeu ao longo de séculos de perseguições, distorções e tentativas de destruição?

Quando criança, tive ótimos professores e professoras na igreja, que insistiram para que aprendêssemos o beabá da Bíblia: além de ouvir histórias, decoramos a ordem dos livros, fizemos competições para ver quem achava primeiro uma referência qualquer, aprendemos sobre a história e os autores de cada livro… Hoje em dia, muitos desprezam este tipo de “decoreba”, mas às vezes é a melhor forma de aprender.

A Bíblia não diz como Jesus adquiriu todo aquele conhecimento que tanto surpreendeu os mestres da lei. Não importa. Nós não temos nenhuma desculpa para não aprender a Palavra de Deus: não somos proibidos de lê-la, temos fácil acesso a ela, há muitos livros e cursos bons para ajudar na compreensão, nas igrejas há pessoas capacitadas por Deus para ensinar…

Não se trata de somente acumular conhecimento, o que só nos deixaria arrogantes, mas de entender a vontade de Deus e ter cada dia mais intimidade com ele. Isto nos dará mais prazer no estudo, sabedoria no dia a dia e preparo para responder aos que questionarem nossa fé (cf 1Pe 3.15). – ETS/DK

Sabedoria é conhecimento aplicado na prática. Vamos aprender?
 

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8 de Dezembro
Bússola segura

LEITURA BÍBLICA: Deuteronômio 11.18-21                                                     A tua Palavra é lâmpada que ilumina os meus passos e luz que clareia o meu caminho. (Sl 119.105)

Será que existe alguma receita para viver bem? Esta tem sido uma inquietação essencial para muita gente que se frustra com orientações de “auto-ajuda”. Quando alguém está afundando no brejo, não adiantará receber instruções para sair de lá. Sem ajuda externa, afundará mais e mais, até sucumbir.

Tais pessoas vão levando a vida para lá e para cá, como nuvens levadas pelo vento, sem saber para onde vão, ainda que muitas vezes persigam grandes objetivos, até com persistência, porque na verdade estes são perecíveis e lhes falta substância.

A leitura bíblica de hoje faz parte de um discurso que Moisés fez ao povo de Israel após liderá-lo por quarenta anos em sua migração pelo deserto, escapando da escravidão no Egito e em busca da terra própria que Deus lhe prometera. Foi um longo sermão de despedida em que ele expôs aos israelitas tudo o que Deus havia feito por eles e também o que esperava deles daí em diante. Trata-se do material básico de tudo o que Deus ensinou, primeiro a Israel e depois para nós por meio da Bíblia toda, justamente para responder à pergunta inicial desta meditação: o que fazer para viver bem? A resposta é: orientar-se por essas palavras de Deus, e a indicação de Moisés é que se faça isso de quatro maneiras: (1) gravá-las no coração: absorvê-las a ponto de fazerem parte do centro da nossa vida; (2) amarrá-las como sinal nas mãos: elas participarão de tudo o que fizermos; (3) ensiná-las aos filhos – para que estes desde cedo tenham orientação correta para a vida e a mensagem se preserve; (4) escrevê-las nos batentes das portas das casas – assim ocuparão todo o ambiente em que vivemos.

A quem assim procede, Deus promete longevidade para toda a família: é uma bússola que aponta com segurança o caminho de uma vida bem vivida. Vamos aplicá-la hoje? – EA

A Bíblia é bússola segura para nos orientar na vida.
 

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7 de Dezembro
Ansiedade

LEITURA BÍBLICA: Salmo 91.     Quanto a mim, ficarei atento ao Senhor, esperando em Deus, o meu Salvador, pois o meu Deus me ouvirá. (Mq 7.7)

Vivemos em tempos de muita ansiedade. Um escritor disse que “entre tantos problemas de nossos dias, a ansiedade é o mais comum”. Ela está presente em todos os segmentos da sociedade. A pergunta que muitos fazem é esta: “Qual o motivo de nos ansiarmos?” e a resposta mais simples seria apenas dizer: “Porque somos humanos”. A cada dia acontecem situações para as quais não estamos preparados, e muitas delas estão fora de nosso controle. Não conseguimos responder às realidades ao nosso redor e ficamos ansiosos. Queremos mesmo é fugir para um lugar distante onde ninguém poderá nos encontrar.

Porém, o único local seguro para onde podemos correr a fim de tratar nossa ansiedade e encontrar paz é o “abrigo do Altíssimo” (v 1). Somente no Senhor podemos descansar. É em sua Palavra que encontramos a orientação que nos ajudará a viver melhor. Ao aplicar os princípios que encontramos na Bíblia, poderemos constantemente vencer a ansiedade quando ela vier bater à nossa porta.

Às vezes, ficamos tão agitados que precisamos parar um pouco e ficar completamente descansados na presença de Deus. O Senhor nos toma pela mão e nos convida a caminhar para o seu abrigo e ali ficarmos, na confiança de que ele nos livrará de todo o perigo.

Pensemos agora no versículo em destaque. Nos dias do profeta Miqueias, o mal prevalecia por toda parte e a sociedade era semelhante à nossa. O juiz vendia a justiça por dinheiro, os pobres eram explorados e praticamente não havia homem piedoso em sua nação. Observando tudo isso e profetizando o juízo divino sobre seu povo, o profeta poderia estar muito ansioso. Mesmo assim, ele afirma que confiantemente esperaria em Deus, porque sabia que essa era a melhor atitude diante das circunstâncias da vida. – JG

Em Deus encontramos refúgio e descanso.
 

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