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7 de Agosto

Honra

LEITURA BÍBLICA: Ester 6.1-13.            Se Deus é por nós, quem será contra nós? (Rm 8.31)

Gostamos de citar o versículo em destaque: “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” Ele nos dá segurança. Mas também é importante nos perguntarmos não apenas se Deus está do nosso lado, mas se nós estamos do lado de Deus.

Mardoqueu era um judeu que estava no exílio e era odiado por Hamã, um dos oficiais mais altos do rei Xerxes, porque não se curvava diante dele, alegando que só se curvava diante de seu Deus. A situação de Mardoqueu só piorava. O ódio de Hamã crescia a cada dia, tanto que passou a fazer planos para matar todos os judeus, de uma vez por todas. Como se isso não bastasse, preparou uma forca para Mardoqueu. Enquanto isso, Mardoqueu preocupou-se em continuar honrando ao Senhor, sendo fiel aos seus princípios, buscando nele sua ajuda.

Mardoqueu não podia fazer nada contra Hamã, pois este fora honrado pelo rei e tinha todo o seu apoio. Mas Deus é mais forte que qualquer rei, que qualquer problema, que qualquer ameaça, e no tempo certo envia a libertação. Aos olhos humanos, tudo o que Mardoqueu havia feito – como o fato de ter salvo a vida do rei – já estava esquecido e nunca mais alguém lembraria disso. Porém Deus trouxe à tona tudo o que ele havia realizado e salvou a vida de Mardoqueu.

Além disso, Hamã ainda sofreu enorme humilhação, pois foi obrigado a exaltar seu pior inimigo. É interessante notar que depois desse acontecimento, Hamã, toda sua família e todos os seus amigos reconheceram que ele começara a perder a batalha contra os judeus, pois Deus estava com eles e fora de Deus não havia segurança.

Vale a pena fazer o que é certo, pois quando estamos do lado de Deus ele envia auxílio e livramento no momento oportuno. Mesmo que homens não se lembrem de nosso trabalho e esforço, Deus se lembra desde que façamos tudo para honrar seu nome. Mas quando não estamos do lado dele, tudo o que podemos esperar é derrota. – IG 

Deus sempre honra aqueles que o honram.

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6 de Agosto
Fé e ação

LEITURA BÍBLICA: 1 Crônicas 27.25-34 [Davi] perguntou ao Senhor: “Devo perseguir esse bando de invasores? Irei alcançá-los?” E o Senhor respondeu: “Persiga-os; é certo que você os alcançará e conseguirá libertar os prisioneiros” (1Sm 30.8).

Um frequente problema entre os cristãos é a dificuldade de combinar fé com ação. O rei Davi viu milagres várias vezes, mas nem por isso negligenciou suas responsabilidades. Muitas vezes, Davi consultava o Senhor antes de uma guerra sobre qual atitude tomar. Iria à guerra? Sairia vencedor? Quando o Senhor prometia a vitória, ele atacava. Fácil, não? Em certas ocasiões Deus interferiu de maneira milagrosa. De certa feita, os sírios fugiram porque um som pavoroso os assustou. Outra vez perguntamos: fácil, não? Não, não era fácil. Outras vezes Deus nada fez. A vitória veio de modo normal. Deus sempre agia para completar, ou seja, as tropas de Davi estavam em desvantagem e Deus então agia.

O fato de Deus estar do nosso lado não nos permite cruzar os braços. Muita gente fica esperando Deus premiar sua preguiça. O texto de hoje mostra que Davi não dispensava uma boa organização. Cada área do reino tinha um responsável. Jônatas, tio de Davi, e Jeiel o assessoravam diretamente para deixá-lo livre para governar. Davi organizou seu exército e também a produção. Trigais, olivais, jumentos, tudo foi organizado. Ele não deixava para Deus as providências que lhe cabiam. Não é porque Deus está ao lado do aluno cristão que este deixará de estudar, esperando que a nota alta venha por si. Só quem estudou poderá contar com a resposta às suas orações pedindo sucesso nas provas. Quando caímos nessa falha, não demora muito e nossa fé começa a esmorecer. Sabem por quê? A pessoa julga que Deus está dizendo não às suas orações. Nada disso. É que Deus não premia relapsos.

Como é bom saber que, quando “botamos a mão na massa”, Deus participa. Ele quer fazer sociedade conosco – não quer ação solitária, nem dele nem nossa. Vamos aprender com Davi? – MJT

Não deixe para Deus aquilo que compete a você fazer.

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5 de Agosto
Encontro inusitado

LEITURA BÍBLICA: Atos 8.26-40.     Vocês me procurarão e me acharão quando me procurarem de todo o coração (Jr 19.14).

O texto de hoje narra um encontro surpreendente. Um alto funcionário da rainha da Etiópia estava viajando e no caminho lia um trecho do livro de Isaías, profeta do Antigo Testamento. Nisso chega ali um homem enviado por Deus, cujo nome é Filipe, e lhe pergunta se estava entendendo o texto – uma profecia sobre o sacrifício de Jesus na cruz. Partindo desse início de conversa, Filipe anunciou a mensagem do evangelho: o Filho de Deus tornou-se homem e morreu para que pudéssemos ter um relacionamento com Deus e vida eterna com ele. O etíope entregou sua vida a Cristo e logo depois foi batizado. Para aquele homem, encontrar-se com Deus não dependeu de um lugar específico, como um santuário ou local de culto, mas apenas da atitude do seu coração para com o Senhor.

Outro personagem bíblico que teve um encontro inusitado com Deus foi Jacó, quando estava viajando por Canaã em direção a Harã, na Mesopotâmia (Gn 28.10-22). Após o sonho maravilhoso que teve, Jacó disse: “Sem dúvida o Senhor está neste lugar, mas eu não sabia … Temível é este lugar! Não é outro, senão a casa de Deus; esta é a porta dos céus” (Gn 28.16-17).
Se você também deseja conhecer realmente a Deus, não precisa necessariamente procurá-lo em locais sagrados. Pode encontrá-lo agora mesmo, no exato momento em que lê estas palavras. Para isso, você precisa reconhecer que leva a vida de um modo que não agrada a Deus e arrepender-se sinceramente disso, pedindo ao Senhor que o perdoe. Creia no sacrifício realizado por Cristo na cruz e entregue sua vida a ele, para que ela seja transformada e agrade ao Senhor. Então, você terá vida nova agora e eternamente com Deus. – MM 

Quando buscamos a Deus, podemos ter um encontro com ele em qualquer lugar.

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4 de Agosto

Por quê?

LEITURA BÍBLICA: Jó 3.1-11;24-26.     Por que não morri ao nascer? (Jó 3.11a)

Quando sofremos, questionamos muitas coisas – como Jó. Ele tinha perdido quase tudo e preferia nem ter nascido para não ter de passar por tanto sofrimento. Quantos não pensam assim? Argumentam que não pediram para nascer. Isso não muda a situação em si, mas esconde algo pior. Pensam que não são importantes para ninguém. Sua ausência não seria sentida. Ninguém se importa com o que estão passando. E, pensando assim, só aumentam seu sofrimento ao constatar que estão sozinhos e não há ninguém para ajudar…

Será mesmo verdade? Jó estava desesperado, mas ele sabia que havia alguém observando tudo – o Senhor – tanto que recorre a ele, pedindo explicações e tentando defender sua causa. No final do livro, ele tem certeza da presença de Deus, pois o próprio Senhor fala com Jó e lhe mostra que, afinal, não compete ao ser humano saber os motivos divinos.

Dia desses, uma amiga estava numa situação difícil. Ela precisava lembrar-se de algo, mas sua memória não ajudava. Aquilo estava trazendo muito sofrimento. Se não lembrasse, ela teria de arcar com uma grande despesa. A quem recorrer? Ninguém conseguia ajudá-la. Até que ela orou e pediu que Deus a ajudasse a lembrar-se. No instante seguinte, a imagem tão esperada apareceu em sua mente. O que mais a impressionou não foi a resposta rápida à sua oração, mas o fato de aquilo demonstrar que Deus se importava com ela.

Apesar de nossas dúvidas, podemos ter certeza de que, mesmo que mais ninguém se importasse conosco, Deus se importa. Ele planejou nosso nascimento e se interessa por cada área de nossa vida, cada sentimento, cada circunstância. Ele não observa de longe: está pronto a nos ajudar. Às vezes, o auxílio será imediato, como no caso acima. Outras vezes, não. Mas isso não significa que Deus não esteja ouvindo. Ele se importa conosco mesmo quando parece demorar. Lembremos sempre que, ainda que a dor não passe, podemos contar com sua companhia e seu amor. – VWR 

Prove, e veja como o Senhor é bom. É muito feliz aquele que se refugia nele! (cf. Sl 34.8)

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3 de Agosto

A irresponsabilidade

LEITURA BÍBLICA: Mateus 24.9-12 Devido ao aumento da maldade, o amor de muitos esfriará (Mt 24.12).

O mundo hoje está motorizado. As fábricas de automóveis lançam milhares de carros diariamente nas ruas e estradas, que ficam cada dia mais congestionadas. O lamentável é que isso é acompanhado de transgressões às leis do trânsito, causando graves acidentes. Algo curioso aconteceu por estes dias. Depois de um deputado estadual alcoolizado ter causado um acidente fatal, matando dois jovens, descobriu-se que dois terços dos deputados da mesma assembleia haviam cometido faltas graves no trânsito, mas nem sequer tinham recebido comunicação de suas transgressões.

O versículo-chave do nosso texto diz que, devido ao aumento da maldade, o amor de muitos esfriará. A palavra original aqui traduzida por “maldade” também poderia ser traduzida por “iniquidade” ou “ilegalidade” – desrespeito às leis. O ser humano vive afastado de Deus e consequentemente não obedece aos princípios estabelecidos pelo Criador. Mas não só desobedece aos princípios de Deus, como esse desrespeito aos princípios de Deus leva o ser humano a desrespeitar também as leis do país. Desrespeitoso, toma a mesma atitude de Caim: “Sou eu o responsável por meu irmão?” (Gn 4.9). Daí nascem o descaso, a irresponsabilidade, a brutalidade que desemboca nesta onda de violência que sufoca a cordialidade, o respeito e o amor, levando a humanidade cada vez mais em direção ao abismo. A solução seria a volta para viver os princípios de Deus – e isso não é difícil quando nos lembramos de que o próprio Deus quer capacitar-nos a isso porque nos ama, ao nos reconciliar com ele pelos méritos de Jesus Cristo (João 3.16), conforme também nos promete em Filipenses 2.13: “É Deus quem efetua em vocês tanto o querer como o realizar, de acordo com a boa vontade dele”. – HM

Só existe uma solução para os conflitos e problemas deste mundo: o amor de Deus.

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2 de Agosto
Quem fala?

LEITURA BÍBLICA: Salmo 50.14-17.  Clame a mim, e eu responderei e lhe direi coisas grandiosas e insondáveis que você não conhece (Jr 33.3).

Tenho viajado muito nos últimos anos e isto tem sido uma bênção para mim: posso conhecer pessoas, compartilhar alegrias e bênçãos, além de aprender mais sobre aquilo que o Senhor está fazendo no meio do seu povo. Sempre levo o celular para manter contato com meus familiares. Uma das recomendações de minha esposa é: assim que chegar ao seu destino, ligue imediatamente para mim. Ela apenas deseja saber se a viagem correu bem. Quando retorno, sou eu que ligo para avisar que já estou a caminho. Essa comunicação nos faz muito bem e nos deixa tranquilos.

Uma vez resolvi chegar de surpresa, sem avisar. Eu sabia que a minha esposa estava em casa. Abri a porta silenciosamente e, exatamente naquele instante, o telefone da casa tocou. Rapidamente coloquei minha mala sobre a mesa e corri para atender, antes que a secretária eletrônica ou mesmo a minha esposa o fizesse; ainda ofegante, disse: ‘Alô!’. Nenhuma resposta. Repeti: ‘Alô! Quem está falando?’. Escutei alguns barulhos, mas ninguém falava. Foi então que percebi a luz do meu celular piscando e fui olhar a tal ligação. Inconscientemente, eu havia ligado para o telefone de casa, pressionando o número que estava na memória! Foi muito engraçado e fiquei ali em pé, rindo de mim. Quando a minha esposa chegou e eu lhe contei, rimos juntos da situação.

Mas imediatamente me ocorreu que é assim que muitas vezes ajo em minhas orações: parece mais uma ligação para mim mesmo do que para Deus. Lembrei-me de quando trabalhava em uma empresa e era explorado, ganhando muito pouco pelas horas trabalhadas. Isso gerou em mim indignação e impaciência, e comecei a procurar outro emprego e reclamar dos diretores. Estava agindo em causa própria! Certo? Não, errado! O Senhor diz na sua Palavra: “Clama a mim…”. Eu deveria buscá-lo em primeiro lugar, deveria falar com Ele primeiro. – NND

“Perto está o Senhor de todos os que o invocam…”. Salmo 145.18

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1° de Agosto

Necessidade

LEITURA BÍBLICA: 2 Reis 4.1-7.      Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apoie em seu próprio entendimento (Pv 3.5).

Quando somos acometidos por uma dificuldade ou uma necessidade, seja ela financeira, de saúde ou emocional, de imediato tomamos algumas providências. Se faltar dinheiro, corremos a um banco ou uma financeira, ou mesmo a um familiar, para emprestar o montante que falta. Se alguém ficar doente na família, logo procuramos um hospital ou um médico para que tenhamos um bom atendimento. Se o problema for emocional, vamos em busca de um amigo que nos ouça e nos ofereça algum conforto.

De maneira geral confiamos a solução dos nossos problemas a nós mesmos, à nossa capacidade de resolver sozinhos qualquer dificuldade que apareça. Nossa falta de contato com Deus – o pecado – nos faz crer que somos autossuficientes, que nossa inteligência, nossas potencialidades e qualidades são plenamente suficientes para resolver todo e qualquer problema que aparecer. E se não conseguirmos sozinhos, então recorremos a uma outra pessoa que tenha conhecimentos técnicos e científicos, ou mesmo boa vontade, de forma que possa nos ajudar a enfrentar e resolver a situação problemática em que nos encontramos.

O advento da tecnologia, da informação e da ciência ainda reforçou esse hábito de deixar de lado a confiança em Deus para resolver nossos problemas e apostar todas as fichas na técnica, isto é, em nosso próprio entendimento.

É claro que foi Deus quem nos deu a possibilidade de produzir o conhecimento e a ciência, porém ele nos adverte que não devemos fazer do nosso entendimento um deus ao qual confiamos nossa vida. Assim como a viúva da leitura de hoje confiou integralmente na palavra de Deus dita por meio de Eliseu e foi suprida em sua necessidade, também nós devemos em primeiro lugar confiar em oração todas as nossas necessidades às mãos de Deus e depois agir conforme a sabedoria que o próprio Deus nos dá. – AS

Deus dá aos que confiam nele aquilo de que necessitam.

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31 de Julho
Dê a preferência

LEITURA BÍBLICA: Gênesis 13.1-12 Prefiram dar honra aos outros mais do que a si próprios (Rm 12.10).

“Quem parte e reparte, e não fica com a melhor parte, é bobo e sem arte.” Sempre ouvia esse ditado de um dos meus irmãos quando eu ainda era criança. Nunca o esqueci, embora tivesse dificuldade para agir assim porque ficava sem graça de sempre escolher a parte melhor.

No texto da leitura, encontramos Abrão e Ló enfrentando dificuldades para sustentar seus rebanhos porque estes eram grandes demais para a terra que ocupavam. Surgiu conflito entre seus trabalhadores. Abrão então, por querer manter a paz na família, propõe a Ló, seu sobrinho, que se separem. Sendo o mais velho, a preferência era de Abrão, mas ele generosamente permitiu que Ló escolhesse primeiro, acatando a sua decisão sem discussão. Aparentemente, Abrão saiu perdendo com isso.

O ser humano age como Ló: o negócio é levar vantagem e ter a melhor porção da partilha. O nosso impulso natural é sempre olhar primeiro para nós mesmos: quero ter mais proveito, chegar primeiro, fazer valer meus direitos. Não paramos para ouvir as razões dos outros e nem consideramos seus interesses ou desejos. Na ânsia de escolher um bom lugar, Ló acabou fazendo a pior escolha. Por olhar somente as vantagens exteriores, foi para o pior lugar possível. Mal sabia ele que dessa forma perderia sua terra, seu lar, sua esposa, pois a cidade onde se estabeleceu e aquela linda planície verdejante foram totalmente destruídas por causa da maldade das pessoas que moravam ali (Gn 19).

Abrão, porém, ao dar a preferência a Ló, demonstrou sua fé de que, qualquer que fosse a escolha de seu sobrinho, ela não interferiria na promessa que Deus havia preparado para ele próprio. Ao desistir do controle sobre sua escolha, demonstrou maturidade e confiança de que sua porção já tinha sido previamente escolhida por Deus. – LFS 

Escolha deixar Deus escolher.

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30 de Julho
Efeito borboleta

LEITURA BÍBLICA: 1 Coríntios 3.5-10 Somos cooperadores de Deus; vocês são lavoura de Deus e edifício de Deus (1Co 3.9).

Edmard Lorenz foi o primeiro cientista a analisar a teoria chamada “efeito borboleta”, segundo a qual o bater de asas de uma borboleta no Pacífico pode ser responsável pelo aparecimento de um tufão do outro lado do planeta. Esta teoria do caos afirma que um pequeno evento pode ter consequências imprevisíveis, pois o resultado final é determinado por ações interligadas de forma quase aleatória.

Se até o movimento de uma asa de inseto pode, teoricamente, ter tamanhas implicações, será que nós podemos saber e medir o que uma simples ação nossa é capaz de causar? Atribui-se a E.H. Chapin a frase: “Toda ação de nossa vida toca alguma corda que vibrará na eternidade”.

Paulo ensina em nosso texto base que somos cooperadores de Deus. Deus utiliza cada um de nós para realizar sua obra aqui na terra. Há tarefas que nós devemos cumprir: uma oração, uma palavra de consolo, um sorriso, uma ajuda prática. Por meio delas, tornamo-nos parceiros, ajudantes de Deus. Acredito que Deus não se move para fazer aquilo que nós podemos realizar. Cada um de nós tem seus dons e habilidades – como acontecia com Paulo e Apolo. Trabalhavam cada um do seu modo, com as forças que Deus lhes dava para o trabalho. E Deus cuidava da parte que não estava ao alcance deles: o crescimento em si.

Sempre devemos acreditar que pequenas atitudes podem gerar grandes transformações. Não sabemos agora o resultado das pequenas coisas que podemos fazer – mas Deus sabe. Precisamos deixar de lado a preguiça, o comodismo e a esperança de que as coisas aconteçam enquanto estamos de braços cruzados. E, é bom lembrar, cruzar os braços e não fazer nada também é uma ação com consequências – igualmente imprevisíveis. Que Deus nos abençoe com fé para acreditar que podemos fazer diferença neste mundo tão carente de ações boas. – HSG 

Lance as sementes e Deus dará o crescimento.

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29 de Julho
As pedras clamarão

LEITURA BÍBLICA: Lucas 19.37-40.   Não estamos agindo certo. Este é um dia de boas notícias, e não podemos ficar calados (2Rs 7.9).

A multidão estava eufórica. Transbordava de alegria pelos milagres que Jesus realizara. Não conseguia calar-se. Jesus estava entrando em Jerusalém. Era o momento certo de adorar em alta voz e contar tudo o que ele tinha feito. “Bendito é o Rei que vem em nome do Senhor!” “Paz no céu e glória nas alturas!” Mas havia alguns que não estavam contentes em ver a multidão feliz. Eram os fariseus. Eles queriam que os discípulos se calassem. Jesus, então, responde: “Se eles se calarem, as pedras clamarão.” Jesus deixa claro com isso que não havia mais como esconder que ele era o Messias. De nada adiantaria calar os discípulos, pois até as pedras poderiam gritar. O Filho de Deus estava entrando em Jerusalém. Era o Rei eterno que chegava. Os discípulos compreenderam essa mensagem e por isso o adoravam e se alegravam com a vinda do Messias prometido, a chegada da salvação. As boas novas estavam sendo reveladas na pessoa do Senhor Jesus. Ele veio para reinar na vida dos cristãos.

O cristão não pode ficar com a boca fechada. O Evangelho precisa ser anunciado. Quando Jesus redime uma pessoa que crê, ela passa a ter dentro de si uma maravilhosa mensagem a transmitir. O versículo em destaque refere-se a uma ocasião em que inimigos tinham sitiado Samaria, e o povo passava por grande fome. Casualmente, quatro leprosos que moravam fora da cidade descobriram que o exército inimigo tinha fugido. No primeiro momento, tiraram proveito próprio da situação, comendo e bebendo, mas logo perceberam seu erro, chegando à conclusão: “Não estamos agindo certo! (…) Não podemos ficar calados!” Que o nosso coração também possa se alegrar tanto com a salvação recebida que transborde e nos leve falar de Jesus – simplesmente porque não conseguimos ficar calados! – JG

Fala, e não te cales, do que Deus tem feito por ti.