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28 de Julho
Reações

LEITURA BÍBLICA: Mateus 9.27-34.       A boca [do homem] fala do que está cheio o coração (Lc 6.45b).

Quando alguma coisa muito boa acontece com você ou na sua frente, como você reage? Procura imediatamente alguém para contar a novidade? Ou então, numa versão bem contemporânea, corre para o computador para postar a foto do acontecido em alguma rede social?

No texto que lemos, vemos três reações diferentes à demonstração do poder de Jesus. Os dois cegos curados por ele não conseguiram se conter. Apesar da advertência de Jesus para não falarem nada a ninguém, eles “espalharam a notícia por toda aquela região” (v 31). A alegria pela cura transbordou de forma incontrolável no coração deles. Imagino que tenham parado todas as pessoas na rua, mesmo desconhecidos, para contar: “Fui cego e agora vejo – Jesus me curou!” Quando nosso ser está cheio de gratidão, isso transparece no rosto e nas palavras.

No segundo evento, quando Jesus expulsa um demônio, a multidão que assistiu àquilo ficou atordoada. Consigo ver todas aquelas pessoas de queixo caído, sem ação, um olhando para o outro dizendo: “Nunca vi nada assim…” Mas, aparentemente, a reação deles não passou de espanto. Quando um fato não nos emociona de verdade, acabamos ficando indiferentes.

Já a reação do último grupo destila inveja, despeito e descrença. Eles não tinham como negar que um mudo voltara a falar – o fato era óbvio demais. Por isso, resolveram criticar: “É, pode ser que o Fulano não esteja mais mudo, mas tem alguma coisa errada aí… Isso é sinistro demais, deve ter sido coisa de demônio”. O problema é que eles sabiam quem Jesus era. Sua crítica não vinha de uma dúvida real que eles tinham, mas da inveja que sentiam. Quando sentimos inveja ou despeito, isso fica claro no nosso falar (veja o versículo em destaque).

Jesus morreu para que os erros que você cometeu fossem perdoados por Deus. Ele ressuscitou para que você possa viver no céu com ele. Qual é a sua reação diante desta notícia maravilhosa? – DK 

Nossa reação a Jesus demonstra o quanto somos afetados pelo que ele fez.

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27 de Julho
Maldades

LEITURA BÍBLICA: Isaías 59.1-21.         As suas maldades separaram vocês do seu Deus; os seus pecados esconderam de vocês o rosto dele, e por isso ele não os ouvirá (Is 59.2).

Na Alemanha existe um parque onde é possível brincar com nossos cinco sentidos. Lá visitei uma casa completamente escura em seu interior, mas toda mobiliada. Um guia deficiente visual conduziu-me pelos cômodos, perguntando se eu “via” que objetos ali estavam. A prova final foi sentar-se à mesa e tomar uma xícara de café. A sensação de não saber se conseguiria levar a bebida até a boca foi terrível!

Enquanto nossa vida se encontra dominada pelo pecado (tudo o que desagrada a Deus), nós vivemos assim: tateando sem saber se estamos no rumo certo. Nossa vida é dominada pelo pecado. A maldade nos encobre como se fosse uma densa treva e nos impede de ver nossa situação de forma clara. Por isso não é possível seguir adiante como se o problema não existisse. No caminho, acabamos por tropeçar e até nos machucamos. Quando a maldade, a injustiça e a mentira reinam em nossa vida, sentimos completa falta de paz conosco, com nosso próximo e também com Deus.

O texto de hoje nos diz que, apesar de experimentar estas consequências tão ruins, o povo não buscou o Senhor por meio da oração. Foi necessário então que Deus demonstrasse sua ira e agisse com justiça e poder, revelando às pessoas sua real condição diante dele. Hoje, a ameaça do juízo de Deus não deve ser lembrada para nos amedrontar, mas para nos conduzir ao arrependimento e à confissão daquilo que desagrada ao Senhor. Não há outro caminho a não ser o de reconhecer a nossa situação: nossa maldade nos deixou cegos! Temos vivido longe do Senhor! Estamos acreditando nas mentiras que nós mesmos criamos! Quando admitimos tudo isso, libertamo-nos de uma grande carga e passamos a enxergar a vida com os “olhos da fé” em Cristo Jesus. Ele é o “Deus Conosco” (Mt 1.23), que transforma a vida de cada um que se arrepende e se coloca diante do Pai com coração quebrantado. – AS

A oração de quem se arrepende e pede perdão tem resposta imediata.

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26 de Julho
Anzol

LEITURA BÍBLICA: 1 Pedro 5.8-11 Submetam-se a Deus. Resistam ao diabo, e ele fugirá de vocês(Tg 4.7).

No livro “O Velho e o Mar”, o escritor conta a história de um pescador experiente que há tempos não pescava nada. Em alto-mar, ele lança o anzol com uma isca apetitosa e espera pacientemente a chegada de um peixe. De repente, a linha se move. Uma fisgada. Outra, e outra mais. Lá está o grande peixe. “Anda cá”, diz o velho, “faça a volta. Não seja tolo, peixe, coma a isca agora mesmo. Não fique aí nadando daqui para lá, coma”. Ao morder a isca, o peixe percebe que não pode ir mais longe porque o anzol o segura. Agora ele está preso ao pescador.

Assim como o pescador espera o peixe em alto-mar, a Bíblia nos ensina que há alguém à procura do cristão. Ele tem um anzol coberto por uma isca que chama atenção. No livro de Jó lemos o diálogo que Deus travou com Satanás: “De onde você veio?” “De perambular pela terra e andar por ela” (Jó 1.7). Ele rodeia o mundo pacientemente, lançando anzóis com iscas convidativas – sempre preparadas com aquilo que mais atrai o coração humano. Está procurando agarrar alguém que aceite o seu oferecimento.

No texto que você leu hoje, Pedro compara Satanás a um leão faminto. Seu ataque é fulminante. O cristão se vê agarrado pelo inimigo. É como um peixe seguro pelo anzol. A luta começa. É uma batalha extraordinária. Podemos tentar resistir tenazmente, mas somente venceremos com a ajuda daquele que é mais poderoso do que Satanás. Nada mais pode nos ajudar – nem vontade, religião, trabalho ou família. Somente Jesus tem o poder que seus seguidores precisam para vencer a luta contra o inimigo, que está ao seu redor lançando o anzol com iscas apetitosas.

Assim como o pescador prepara a isca específica para o peixe que quer pegar, também Satanás usa atrativos diferentes. Cada cristão deve olhar para si mesmo, conhecer suas fraquezas, buscar a ajuda de Deus e resistir aos convites de Satanás. – JG 

Que Cristo nos ajude a escapar das iscas lançadas por Satanás!

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25 de Julho
Unidade

LEITURA BÍBLICA: João 17.20-26.      Que [os cristãos] sejam levados à plena unidade, para que o mundo saiba que tu me enviaste, e os amaste como igualmente me amaste (Jo 17.23b).

Há coisas na vida que só fazem sentido quando não estão isoladas: as palavras são formadas com a união das letras; a música, com a harmonia das notas e nosso corpo, com a cooperação dos órgãos. Ninguém consegue realizar sozinho algumas tarefas importantes – ou pelo menos terá mais dificuldades do que se buscasse ajuda de outros.

Porém, muitas são as pessoas que pensam que serão fortes em toda a sua existência e se esquecem que o vigor da juventude acaba. É fato! Não gostam de refletir sobre isso, pois sabem que é verdade, mas um dia vão perder sua saúde, talvez seu emprego e dinheiro e pessoas próximas as deixarão. Há aquelas que pensam que são autossuficientes e que nunca vão precisar da ajuda de ninguém. Infelizmente, o egoísmo reina em muitas vidas e tais pessoas não sabem que estão sendo cruéis consigo mesmas.

Precisamos primeiramente de Deus e depois dos outros. Querer viver isolado é também um sinal de não ter consideração pelos interesses dos outros, é ser egoísta e amar somente a si mesmo. Pessoas assim encontrarão na solidão também frieza e escuridão, podendo até contrair doenças que levam à morte precocemente. O próprio Jesus escolheu doze discípulos para ajudá-lo e para que estivessem com ele (Mc 3.14), demonstrando a importância dos relacionamentos. Não é sinal de sabedoria viver isolado.

No texto lido hoje, Cristo orou pela unidade entre seus seguidores, pois sabia da importância disso. Precisamos lembrar que a vida não é apenas trabalhar e ganhar dinheiro, mas deve ser baseada em bons relacionamentos. Para isso, podemos viajar, fazer amigos, praticar esportes, interagir, etc. Da mesma forma que o cristão deve estar unido a Jesus, precisa também buscar a unidade com os outros cristãos, obedecendo assim ao Senhor e proclamando seu nome. – ETS 

Se o cristão vive isolado, que diferença fará no mundo?

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24 de Julho
Corrupção

LEITURA BÍBLICA: Levítico 13.47-52 Examine-se cada um a si mesmo! (1Co 11.28a)

Algumas leis que Deus deu a Israel eram profiláticas: visavam à saúde física do povo escolhido para ser santo. No texto de hoje, o tecido seria submetido a um teste. Se o mofo fosse comprovado, a peça deveria ser queimada.

Podemos comparar aquele mofo com a corrupção em nossa própria vida. Quem não estiver consciente e prevenido quanto a sua má natureza morrerá espiritualmente por causa dela. Um famoso pregador inglês relata em um de seus livros um comentário de uma senhora a respeito de suas mensagens: “Esse homem prega para nós como se fôssemos pecadores. Isso é inimaginável!” Ela estava contaminada pela ideia de que cultura e tradições a libertavam do poder de sua tendência ao mal. Sua vida estava toda “mofada” e ela nem percebia, achando-se limpa.

Todo homem que afirma crer em Cristo deve aceitar o exame que o Espírito faz em cada um de nós. Lemos um texto bíblico e, de repente, ele denuncia nossa falha, nos humilha e entristece. Que é isso? É prova eloquente de que precisamos ser purificados. Cristo santifica com seu sangue aqueles que creem nele e lhe dedicam sua vida. Ele também deixou o Espírito Santo e a Palavra para dar continuidade ao trabalho de transformação de vidas.

Quando nos submetemos a provas, devemos encará-las como um desafio que nos leva a buscar melhorar nosso desempenho. Deixar-se examinar é uma escolha pessoal. Se desejarmos agradar a Deus, nossa mente precisa ser levada continuamente a Cristo, nosso sumo sacerdote, para ser examinada.

O povo de Israel deveria obedecer a vários mandamentos. Além dos que tinham a finalidade de manutenção da saúde do povo, neles também vemos a mensagem de que era inquestionável a necessidade da vinda de Cristo. Podemos ver isso em cada detalhe do Antigo Testamento. Para a corrupção resultante de nossa desobediência só há um remédio: Jesus! – MJT 

Viver com Deus é um processo constante de exame e purificação.

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23 de Julho
Ouve!

LEITURA BÍBLICA: Deuteronômio 6.1-6 Que todas estas palavras que hoje lhe ordeno estejam em seu coração (Dt 6.6).

Durante o dia ouvimos muitas palavras que não edificam e nos fazem sofrer tanto que desejamos esquecê-las. Em nosso viver, há muitas palavras que deveriam ser descartadas para o nosso bem, mas existem outras que não devem se afastar de nossos corações, como as do texto: “ … nosso Deus é o único Senhor” (v 4). Também é para nosso bem que a Palavra do Senhor deve ser ouvida – “… assim tudo lhe irá bem…” (v 3).

Para que Israel tivesse sucesso na terra que conquistaria era necessário que tivesse a Palavra em seu coração e se deleitasse nela antes de tudo. Assim como toda a bondade de Deus com Israel deveria motivar o povo a querer guardar a sua Palavra e viver em obediência, o que Cristo fez por nós deve causar o mesmo efeito: levar-nos à obediência e a ouvir a mensagem encontrada na Bíblia. A Palavra do Senhor é aquela que devemos ouvir em todos os momentos. Porém, algumas vezes preferimos as palavras de uma roda de amigos ou outras, em vez de tirar tempo para ouvir a Bíblia.

Ouvir a Palavra é algo profundo: é ter familiaridade com ela. A continuação do texto ensina que o fiel deve meditar na Palavra e ensiná-la continuamente – andando, ao deitar, ao levantar – (v 7). Do mesmo modo que os israelitas conheciam bem suas tradições orais, Deus os orienta a terem familiaridade com sua Palavra.

Este é o recado para nossas vidas ainda hoje. Para conhecer a Deus precisamos ter a Palavra interiorizada em nosso ser. Só assim seremos cristãos maduros e teremos êxito na vida espiritual. A Palavra não deve ficar apenas em nossos corações, mas deve moldar nossa forma de vida, pois viver na Palavra não pode ser algo isolado do dia-a-dia ou limitado à prática em apenas alguns lugares. A instrução de Deus é que tenhamos a Palavra no coração para que ela possa dirigir nossas relações e nos ajudar a viver de forma madura e com elevados princípios espirituais. – MZK 

 Ouça, guarde, ensine, pratique a Palavra de Deus!

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22 de Julho
Providência

LEITURA BÍBLICA: Rute 2.1-23.           Por acaso entrou justamente na parte da plantação que pertencia a Boaz (Rt 2.3b).

Há alguns anos, estive no norte de Minas Gerais, na cidade de Paracatu, participando de um congresso de jovens. Ao retornar, precisei ir até o estado vizinho de Goiás para tomar um ônibus de volta para o Paraná. Não conhecia qualquer pessoa na cidade, apenas tinha o número de telefone de um pastor que iria me acolher até o outro dia, quando seguiria viagem. Por algum motivo que até hoje desconheço, ele não veio me buscar. Já era noite, e notei um carro parado há algum tempo ali na rodoviária. Demorei um bom tempo até tomar coragem, e fui perguntar a eles se conheciam o pastor. Disseram-me que sim, mas que ele estava fora da cidade. Aquelas pessoas faziam parte da igreja do tal pastor, e, espontaneamente, se propuseram a me acolher na sua casa até o próximo dia, quando segui viagem.

Na leitura de hoje, Rute, movida pela necessidade de ganhar algum sustento, encheu-se de coragem para ir até a plantação de alguma pessoa e pedir permissão para colher espigas, o que era o direito de todo pobre em Israel (confira em Lv 19.9-10). Ela escolheu um campo para trabalhar, e só depois descobriu que a mão do Senhor a guiara, permitindo que ceifasse o alimento de que necessitava justamente nas terras do parente de seu falecido sogro.

Apesar de Deus prover a cada pessoa, justa ou injusta (Mt 5.45), é diante de situações adversas que percebemos o quanto Deus cuida da humanidade criada à sua imagem e semelhança. Como disse Noemi: “[O Senhor] não deixa de ser leal e bondoso com os vivos e com os mortos”. Entretanto, a providência de Deus não é como um jogo de tabuleiro, onde Deus manipula os eventos da nossa vida a seu bel-prazer. Antes, Deus nos permite fazer escolhas e, se o buscarmos (Rt 1.16), guiará nossos passos, permitindo-nos encontrar aquilo de que realmente necessitamos para nossa vida. – AS 

A providência de Deus se manifesta diariamente em nossas vidas, em coisas grandes e pequenas.

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21 de Julho
Distante

LEITURA BÍBLICA: Isaías 55.8-9.    Quem confia em si mesmo é insensato, mas quem anda segundo a sabedoria não corre perigo (Pv 28.26).

A distância é, muitas vezes, relativa: é possível comunicar-se com pessoas do outro lado do globo, e conceitos como “perto” e “longe” podem ser muito diferentes se moramos numa cidade pequena ou numa metrópole. Quanto a Deus, muitos creem que ele é inacessível, distante e não se preocupa com a humanidade que criou. Mas Deus está perto, muito perto. Nossa conversa com ele é mais rápida que qualquer ligação telefônica: ele ouve no mesmo segundo. Não precisamos aguardar em filas até que ele tenha tempo de nos dedicar sua atenção. Ele está sempre conosco, ao nosso lado, mesmo quando nos sentimos abandonados por todos. Podemos até nos queixar de sua ausência, mas a verdade é que ele nunca se afasta. Ele não nos deixa falando sozinhos para atender outra pessoa – que talvez tenha um assunto mais urgente: surpreendentemente, ele ouve a todos ao mesmo tempo. Ele é Deus! Não precisa dormir nem descansar: está sempre disposto a escutar.

Há apenas um sentido em que podemos dizer que ele está “distante” de nós, e é sobre isso que o texto de hoje fala. Seus pensamentos e caminhos são diferentes dos nossos. Afinal, ele é mais sábio que qualquer ser humano e conhece tudo o que aconteceu e acontecerá. Nada escapa ao seu controle, e tudo o que ele faz é perfeito. Enquanto isso, nós dependemos de uma mente limitada para compreender nossa vida, as situações e o próprio Deus (que nunca entenderemos totalmente). Diariamente, tateamos em busca de respostas e fazemos planos imperfeitos.

A boa notícia é que os pensamentos e caminhos de Deus são para o nosso bem. Ele nos ama, por isso seus planos são os melhores para nós. É mais seguro seguirmos sua direção do que confiarmos em nossa capacidade limitada.

Você quer conhecer os planos perfeitos que Deus preparou para você? Então entregue sua vida a ele, confie e espere por sua direção. Você vai se surpreender! – VWR 

Deus só parece distante quando lhe voltamos as costas.

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20 de Julho
Guarda

LEITURA BÍBLICA: Provérbios 4.20-23 Se alguém me ama, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada (Jo 14.23 ARA).

A palavra guardar tem vários sentidos, como armazenar ou proteger algo, lembrar-se ou cumprir leis. Todos esses significados têm uma noção em comum: preservar alguma coisa. Armazeno coisas para não perdê-las, protejo-as para não sofrerem danos, lembro-me de dados importantes; cumpro a lei para preservar o bom convívio na sociedade.

Você costuma guardar coisas porque tem espaço em casa e porque ainda podem ser úteis? Ou porque são recordações? Isso é comum e, salvo exageros, faz sentido. Todavia, muito do que guardamos pode ser inútil e até prejudicial. Um exemplo são ressentimentos, que carregamos como um peso no espírito e só nos fazem mal: “O espírito oprimido resseca os ossos” (Pv 17.22), diz a Bíblia. Melhor jogar fora! Fazer isso chama-se “perdoar”.

Outros guardam preceitos religiosos, que cumprem zelosamente por medo de perder o sentido da vida. Aquilo, porém, só terá valor se realizar alguma função, ou também não passará de peso morto. O apóstolo Paulo critica essa prática quando escreve, preocupado: “Guardais dias, e meses, e tempos, e anos” (Gl 4.10 ARA). Guardavam-se regras como bichos empalhados, que até parecem vivos, mas não passam disso. Jesus insiste no mesmo quando diz: “Negligenciando o mandamento de Deus, guardais a tradição dos homens” (Mc 7.8 ARA). Mas a Bíblia também diz que “a Palavra de Deus é viva e eficaz” (Hb 4.12) – muito diferente, portanto, de tradição morta. Foi por isso que Deus mandou Moisés dizer ao seu povo: “Os meus estatutos e os meus juízos guardareis; cumprindo-os, o homem viverá por eles” (Lv 18.5 ARA). Trata-se, portanto, de guardar não tradições, mas a vida que deu origem a elas – e não numa estante de livros, mas seguindo o que diz a leitura bíblica de hoje.

E para que isso tudo não fique tão teórico, o versículo acima faz uma proposta prática para aplicar hoje mesmo. – RK 

Não guarde inutilidades – guarde o que é útil para sua vida: a palavra de Deus.

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19 de Julho
Quem, eu?

LEITURA BÍBLICA: 1 João 1.5-10.   Quem esconde seus pecados não prospera, mas quem os confessa e os abandona encontra misericórdia (Pv 28. 13).

Revivemos continuamente a atitude do “Não fui eu!” Foi assim desde os primeiros dias da humanidade: Adão transferiu a culpa para Eva, e esta para a serpente (Gn 3.12-13). Uma postura oposta a essa foi a de Neemias quando recebeu a notícia da situação ruinosa de Jerusalém sem que ele tivesse estado ali. Ele se inclui no rol dos culpados ao dizer: “Sim, eu e o meu povo temos pecado” (Ne 1.6). Neemias queria reconstruir Jerusalém, mas concentra-se no aspecto espiritual: “pecamos”. Assim é com cada um de nós – pecamos, ou seja, desviamo-nos de Deus, e necessitamos da reconstrução da nossa vida espiritual, devolvendo o comando dela a Deus, o que a Bíblia chama de santificação. Sem esta não contemplaremos o Senhor, conforme se lê em Hb 12.14. Não podemos dizer “não fui eu”, isto é, transferir a nossa culpa para terceiros, pois a Palavra de Deus é clara ao dizer: “Todos pecaram … e não há ninguém que faça o bem” (Rm 3.23; Sl 14.3). Jesus, porém, ora ao Pai pelos cristãos – aqueles que se arrependeram dos pecados e entregaram a vida ao seu governo – dizendo: “Não rogo que os tires do mundo, mas que os protejas do maligno” (Jo 17.15). Continuando, ele se refere “aos que me deste” e depois completa: “Minha oração não é apenas por eles. Rogo também por aqueles que crerão em mim por meio da mensagem deles” (v 18). Quando passamos a não transferir mais a culpa, a não mais dizer “não fui eu”, mas confessamos a Cristo as nossas transgressões e as deixamos, tornamo-nos cristãos e começa a nossa reconstrução ou santificação. E Deus é claro quanto a isso no versículo destacado acima, bem como no verso 9 da leitura de hoje. Precisamos parar de transferir as nossas culpas (de dizer “não fui eu!”) e iniciar a nossa santificação, pois, como já dissemos, sem ela ninguém verá o Senhor. – ETA 

“Cada um de vocês deve abandonar a mentira e falar a verdade…” (Ef 4.25a)