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28 de Junho

Eu adoro

LEITURA BÍBLICA: João 12.3-8.         Faço questão de pagar o preço justo. Não oferecerei ao Senhor, o meu Deus, holocaustos que não me custem nada (2Sm 24.24).

É comum ouvir entre os adolescentes a expressão “Eu adoro isso”, quando gostam muito de alguma coisa. Mas o que significa de fato adorar? O dicionário Wikipédia define a adoração como “amor extremo, excessivo, fazendo com que a pessoa seja levada a prestar culto a uma divindade.” O ser humano tem dentro de si algo que o leva a adorar algum deus ou alguma outra coisa. Quando a adoração não é direcionada a algum deus, ela acontece em relação a alguma pessoa, a trabalho ou dinheiro, e isso acaba sendo seu deus, porque é objeto de amor excessivo. O que ou quem adoramos define nosso estilo de vida. No texto de hoje vemos o exemplo de Maria, que fez de Jesus o alvo de sua adoração, porque ele havia transformado sua vida. Ela deu-lhe o que tinha de melhor: 1) Priorizou Jesus. Embora fosse necessário ajudar os pobres, Maria entendeu que precisava dedicar um tempo exclusivamente para Deus. 2) Investiu tempo, serviço e dinheiro, seu coração estava naquilo que ela fazia por Jesus. 3) Ultrapassou as barreiras do tradicionalismo, pois fazer o que ela fez nunca havia sido feito por alguém antes, ainda mais tratando-se de uma mulher, passando também por cima das críticas de Judas.

Querido leitor, o que tem sido o alvo da sua adoração? O que você está amando excessivamente e está sendo a prioridade em sua vida? Isso realmente vale o seu amor, seu desempenho e esforço? A única pessoa que é realmente digna de nossa adoração é Jesus, pois ele entregou sua vida por nós. Priorize-o em sua vida, invista tempo, serviço e recursos na sua obra, abra mão da sua vontade e não olhe tanto para o que outros dizem. Se você adora ou não a Jesus, seu estilo de vida o mostrará. Se for qualquer outra coisa o objeto de sua adoração, cedo ou tarde você sofrerá uma decepção. – IG

Adoremos a quem mereça nossa adoração: Jesus, e demos-lhe o nosso melhor.

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27 de JunhoCerteza

LEITURA BÍBLICA: João 3.1-18

Eu sou o Senhor, o teu Deus, que te tirou do Egito, da terra da escravidão (Êx 20.2).

Há pessoas que acham ser impossível termos certeza de nossa reconciliação com Deus, também chamada de salvação. Na opinião destes, afirmar com certeza que somos salvos por Deus significa que nos colocamos na cadeira do juiz e, de forma arrogante, julgando conhecer toda a verdade.

Essa visão poderia ser correta caso a nossa salvação eterna, o perdão do nosso pecado, dependesse daquilo que nós fizermos em vida. Se a salvação dependesse dos nossos esforços pessoais, da ética, de bons costumes e da execução de obras caridosas e religiosas, então realmente seria total arrogância dizermos que temos certeza da salvação.

Entretanto, a salvação não é uma conquista pessoal, como algo que tenhamos merecido por causa do muito esforço. A salvação também não depende da nossa vontade, que é inclinada sempre para longe de Deus, para o pecado. A salvação depende unicamente da graça de Deus atuante em nós por meio da fé em Cristo Jesus.
Graça é o que versículo em destaque nos mostra. Deus se apresenta ao ser humano, como quem diz: “Oi, meu nome é Senhor, eu te salvei, e de agora em diante sou o TEU Deus”. A salvação do povo judeu no Egito, a terra da escravidão, não foi mérito do povo, nem sequer do seu líder Moisés. Foi totalmente mérito e obra de Deus!

A nossa salvação também não é mérito nosso nem depende do nosso esforço. O apóstolo Paulo diz que se deve à humilhação de Cristo (Fp 2.7). Cristo se faz fraco, se faz homem, se faz humilde, se faz simples e morre na cruz em nosso lugar.

Examinar a nós mesmos para ver se vivemos nessa fé na graça de Deus é uma tarefa muito simples. Se você confia somente na obra de Cristo em fraqueza, perceberá a obra de Cristo em sua força: graça, amor, perdão e salvação! Sempre que bater a dúvida, não hesite: lembre-se que Cristo morreu por você e que sua graça é suficiente! – AS

A certeza da salvação se encontra no fato concreto de Cristo ter morrido por nós.

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26 de Junho

Amor

LEITURA BÍBLICA: 1 Coríntios 13.1-7 Com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros (Jo 13.35).

     Você já ouviu falar em matar por amor? Jogar ácido no rosto de alguém por amor? Pois é, que coisa mais estapafúrdia! Aliás, que palavrinha mais mal entendida! “Vem me fazer feliz porque te amo”, diz o cantor. Mas amor como entendo (e me parece que é como as Escrituras definem) não é um sentimento, nem muito menos um desejo egoísta que quer usar o objeto amado para satisfazer-se. Amar (de verdade) leva a dar-se. Algo como a mãe que na fria noite de inverno se levanta e vai amamentar o filho que chora, em vez de ficar encolhidinha sob as cobertas gritando “Não chore filhinho, que mamãe te ama!”

     Jesus disse que o amor seria a marca do seu discipulado ou, em português corrente, o amor é o sinal de que alguém está no caminho como aprendiz de Jesus Cristo.

     Com esta ordem expressa de Jesus, infelizmente muita gente aderiu ao discurso de amar, quer falando, quer cantando – mas não passa disso. Dizem amar os pobres, amam os animais, defendem a floresta, tudo muito bom – mas com frequência muito maior do que o aceitável, enquanto discursam “desamam” quem está perto. Desamor é diferente de ódio, é mais próximo de desprezo, indiferença. Cantam que amam a Deus, mas “desamam” alguém por quem ele morreu.

     Estou cansado de ouvir notícias de gente que sei ser boa, que move céus e terra para ajudar o próximo, mas alimenta desamor por algum parente. Que é capaz de amar os pobres da China, mas “desama” quem está ao seu lado. Esfalfa-se para ajudar os pobres, mas sequer considera perdoar alguém mais próximo.

     Se de fato quisermos ser discípulos de Jesus Cristo, precisamos aprender a amar. E para aprender a amar, não poucas vezes nos é dado conviver com alguém difícil a quem precisamos aprender a perdoar e amar. É bom amar gente de todo o mundo, causas de todos os tipos, é ótimo cantar do nosso amor a Deus, mas precisamos começar pela lição de casa. – MHJ

O próximo a ser amado geralmente está mais perto do que se pensa.

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25 de Junho

Olhos fixos

LEITURA BÍBLICA: Mateus 14.22-33 Pedro saiu do barco, andou sobre as águas e foi na direção de Jesus. Mas, quando reparou no vento, ficou com medo e, começando a afundar, gritou: Senhor, salva-me!(Mt 14.29b-30)

     Os discípulos de Jesus tinham passado por uma experiência maravilhosa: testemunharam a primeira multiplicação dos pães feita por Cristo. Imagino que ainda comentavam tão grande acontecimento à medida que iam mar adentro. Foi um milagre! Mas aos poucos a situação foi mudando. O vento começou a soprar contra o barco. As ondas se agitavam com força. E, num momento, toda aquela alegria do que haviam presenciado se foi. Estavam agora com medo e correndo risco de morte. O pânico era tamanho que ao verem Jesus pensaram ser um fantasma.

     Assim pode acontecer na nossa vida. Vivemos momentos nos quais tudo dá certo e vai bem. Mas de repente passamos por situações difíceis, que nos são como fortes ondas agitadas pelo vento. Como gostaríamos de não precisar enfrentá-las! Contudo, Jesus mesmo afirmou que no mundo teríamos aflições e nos encoraja dizendo: “Tenham ânimo!” (Jo 16.33). Aos discípulos assustados ele disse: “Coragem! Sou eu. Não tenham medo!” (v 27).

Nesses momentos difíceis podemos lembrar-nos do versículo em destaque. Se repararmos nas “ondas que se agitam ao nosso redor”, começaremos a submergir e seremos engolidos por elas. Mas Jesus nos motiva a confiar nele. Nossos olhos devem estar fixos naquele que é maior do que as ondas do mar.

Se você está passando por aflições, quero convidá-lo a parar por um momento e a fixar seus olhos em Jesus. Ouça o que ele lhe diz: “Não tenha medo! Eu estou com você! Coragem!” Não importa qual o seu problema, o Senhor é maior do que ele. Quando Pedro começou a afundar por ter reparado no vento, imediatamente Jesus lhe estendeu o braço, e o mesmo ele fará por você: não permitirá que você afunde. Tão somente creia e não tenha medo! – MP

“Obstáculos são aquelas coisas assustadoras que você vê quando tira os olhos do alvo.” – Henry Ford

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24 de junho

Rejeição

Leitura Bíblica: João 1.1-12.             Veio para o que era seu, e os seus não o receberam (Jo 1.11).

Um dos objetivos do Evangelho de João, cujo início fornece a leitura bíblica para hoje, é demonstrar a divindade de Jesus. Com ele, Deus se fez fisicamente presente entre nós. Tal presença de Deus sempre provoca crises. O versículo em destaque mostra uma delas.

Vejamos o cenário que a passagem nos oferece. Ela sempre se refere a Deus como “o Verbo” ou “a Palavra”. Até o verso 9, o apóstolo descreve a grandeza do Verbo. Ele era, e é, e para sempre será. Ele fez e sustenta o Universo; tudo e todos lhe pertencem. Enfim, é uma ampla descrição de sua grandiosidade.

Em seguida, porém, afirma-se que, apesar de tudo isso, ele foi rejeitado quando veio para o que era seu. Em particular, isto pode referir-se ao povo de Israel, em que Jesus nasceu. Entre Deus e Israel havia uma aliança, e esta Deus sempre honrou, embora fosse continuamente quebrada por Israel. A própria vinda do Verbo era cumprimento da aliança. Todavia, como toda a Criação é dele, ele veio também para a humanidade inteira, tanto daquela geração como das posteriores. Portanto, ele veio para cada um de nós também. Deus veio na pessoa de seu Filho para nos resgatar porque estávamos perdidos sem ele. Apesar disso, o texto diz que o mundo não o conheceu. De fato, esta é a postura da maioria das pessoas: rejeição de Jesus. Agora, a pergunta: que temos nós feito dele? Afinal, se por criação lhe pertencemos, que outra coisa seria correto fazer senão submeter-nos a ele? Dada a sua onipotência, não seria loucura rejeitá-lo? Eis aí a crise. Recebê-lo é uma gloriosa bem-aventurança; rejeitá-lo é uma desastrosa infelicidade, pois com seu poder infinito ele pode responder como desejar a essa nossa rejeição. A Bíblia sempre qualifica esta escolha como vida ou morte. A decisão cabe a cada um de nós pessoalmente. – MJT

Que privilégio ter sido feito filho de Deus! Agradeça-lhe sempre.

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23 de Junho

Construindo…

LEITURA BÍBLICA: Mateus 7.24-27.      …é como um homem… que construiu a sua casa…(Mt 7.24,26).

Durante minha infância, uma das coisas que eu gostava muito de fazer era acompanhar meu pai nas construções (casa, galpão, garagem, etc). Eu não sabia muita coisa, e provavelmente mais atrapalhava do que ajudava, mas gostava de aprender com ele sobre o que podia ou não podia ser feito numa construção.

Isso me fazia lembrar uma conhecida parábola da Bíblia, que Jesus contou ao encerrar o Sermão da Montanha (Mateus 5 a 7). Sabendo que nem todos os seus ouvintes aplicariam tudo o que ele ensinou, Jesus arrematou sua exposição com uma história na qual aparecem dois homens: um que construiu sua casa sobre a rocha e outro que construiu a sua casa sobre a areia. Na parábola, quase tudo é igual: ambos construíram uma casa, e em ambos os casos o texto relata que “caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram contra aquela casa” (v 25 e 27). Por que uma caiu, sendo grande a sua queda, enquanto a outra permaneceu intacta, sem cair? O texto é bem claro: dependia do alicerce. Ambos os casos falam de pessoas que ouviram as palavras de Jesus. A diferença não estava no ouvir, mas no fato de que um praticou o que ouviu, enquanto o outro não colocou em prática o ensino de Jesus.

A lição é clara e não há como não compreendê-la. Mas, o que quero destacar é que muitas vezes esquecemos que essa história está falando da nossa vida. Talvez você nunca tenha construído uma casa, materialmente falando. Isto não faz diferença, pois a lição do texto não é sobre arquitetura ou construção, mas sobre estilo de vida. Lembre-se que você está construindo a “casa da sua vida”.

Ainda quero lhe fazer algumas perguntas: sobre qual alicerce você está construindo? Você apenas ouve as palavras de Jesus, ou também – e principalmente – as pratica? O que você faz com a mensagem diária que você lê neste devocional? – CK

Construa! Mas construa sobre a base certa!

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22 de Junho

Amigas

LEITURA BÍBLICA: Rute 1.1-22.              O teu povo será o meu povo e o teu Deus será o meu Deus! (Rt 1.16c)

Fome, seca, famílias migrantes – uma realidade conhecida entre os habitantes do Nordeste brasileiro. Quantos deixam para trás parentes e bens para se aventurar em outras terras? Seja na capital ou em outros estados, o migrante brasileiro busca, como a família de Elimeleque, uma nova oportunidade de vida.

A história que lemos hoje começa trágica: residindo no exterior, o homem cujo nome significa “Deus é (meu) rei” falece sem deixar esperança para esposa e filhos. Estes se casam com mulheres do povo de Moabe, mas também logo falecem. É provável que os nomes Malom e Quiliom significassem “doente” e “destruição, esgotamento”, respectivamente.

Qual será o fim da “retirante” Noemi e suas duas noras, Rute e Orfa? Noemi recomenda que elas voltem a seu povo, procurem novos maridos e assim reconstruam suas vidas, pois ela já não tem mais idade para ajudá-las. Orfa se vai, Rute fica. Provavelmente seu nome significa “graciosa, amizade” e Noemi, “doçura, amável, agradável”. Será então que a história de desgraça se converterá numa agradável amizade?

Sim! Aquela que antes adorava um falso deus agora chama o Todo-Poderoso de Noemi de “meu Deus”. Ela se identificou profundamente com as origens da sogra, a ponto de dizer que faria parte de seu povo. É assim que Noemi encontra amparo para sua alma ressequida na amizade de Rute. E mesmo em meio a tantas dificuldades da vida, podem juntas rumar de volta para o “sertão” de Judá, onde agora é tempo de colheita (v 22).

A história de Rute e Noemi nos faz pensar em todos aqueles que, em meio às dificuldades da vida, buscam em um amigo a esperança no Senhor. E mesmo que não experimentem sucesso financeiro ou em sua profissão, não serão desamparados nem ficarão sozinhos, pois “Deus dá um lar aos solitários” (Sl 68.6a). – AS

Uma amizade verdadeira nos faz enfrentar a aridez da vida com esperança renovada.

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21 de Junho

Mais alto

LEITURA BÍBLICA: Salmo 18.1-6            O Senhor é a minha rocha, a minha fortaleza e o meu libertador; o meu Deus é o meu rochedo em quem me refugio. Ele é o meu escudo e o poder que me salva, a minha torre alta (Sl 18.2).

Conta-se que durante a 2ª Guerra Mundial um piloto empreendia uma perigosa missão de reconhecimento noturno com seu avião de caça. Cumpria uma ordem que poderia custar-lhe a vida, mas não tinha alternativa, pois era o melhor entre os pilotos. Pouco depois de levantar voo, ouviu um estranho ruído que vinha de trás de seu assento. A princípio pensou tratar-se de algo solto, mas o barulho foi aumentando e era um som estranho. Percebeu que havia algum pequeno animal a bordo. Procurou e viu um rato que poderia roer a fiação e comprometer seu voo, provocando até a queda do avião.

O piloto poderia ter retornado, mas pensou no curto tempo que tinha, lembrou-se que tinha uma missão e que daquilo poderia resultar a vitória ou a derrota de sua esquadrilha. Recordou-se então que o rato não resistiria a grandes alturas. Morreria por falta de oxigênio. Assim, começou a voar cada vez mais alto e, pouco a pouco, percebeu que os ruídos cessavam à medida que subia. Continuou subindo até o ruído parar completamente. Pronto: sua viagem estava salva!

Mas o que isso tem a ver com a vida cristã, com projetos, sonhos e realizações? Respondo: tudo! Você já percebeu que inimigos – quase sempre ocultos – conspiram contra você, suas metas, seus ideais e visões? Sim, o propósito deles, ao subirem a bordo, impregnando a sua mente, seus ouvidos, seus olhos e o seu coração é fazer com que o seu voo seja curto, ou até mesmo que você volte à base, abortando a missão. Mas é isso que você quer? Quantas vezes você ficou com medo desses “roedores de sonhos” e desistiu? Deus tem um plano lindo e maravilhoso para cada um de nós. E se nessa jornada forças do mal quiserem destruir a sua vida, não se intimide e voe mais alto: corra para Deus, o seu “Alto Refúgio”. – NND

“Procurem as coisas do alto, onde Cristo está assentado à direita de Deus” (Cl 3.1b).

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20 de Junho 

Assertividade

LEITURA BÍBLICA: Provérbios 25.15.   As palavras agradáveis são como um favo de mel, são doces para a alma e trazem cura para os ossos (Pv 16.24).

A assertividade é uma qualidade que nos ajuda a evitar ou resolver situações embaraçosas e conflituosas. Ser assertivo é falar com franqueza, porém em tom amigável e sem ofensa; é ser educado e polido sem deixar de falar aquilo que precisa ser dito. É saber repreender sem criticar, dar ordens sem impor, dizer “não” sem ser grosseiro, expor sua opinião sem desrespeitar a do próximo. Quem desenvolve esta qualidade possui a arte de combinar franqueza e compreensão. Sei que parece ser algo bem difícil, sobretudo quando temos de lidar com pessoas intratáveis, como as descritas pelo apóstolo Paulo em 2 Timóteo 3.2-5, mas é possível quando estamos determinados a manter nosso comportamento independente da atitude dos outros.

Há pessoas para as quais ser franco e verdadeiro parece significar sair por aí falando de qualquer maneira tudo o que pensam, e que então acabam interferindo, criticando, impondo e desrespeitando. Podemos e devemos defender nossas posições, negar uma condição ou expressar nossos sentimentos e convicções, mas de forma apropriada, sem impulsividade ou agressividade.
Aquilo que precisamos falar não pode ser reprimido. Para que certos conflitos e problemas sejam resolvidos, é necessário que haja uma exposição da situação. Esconder a insatisfação ou se omitir tentando evitar uma indisposição também não é aconselhável e está longe de ser o ideal, até porque quando a situação se torna insustentável, a emoção toma conta e acaba sendo exposta da maneira errada, com ofensa e irritação.
Não é preciso ser omisso: basta falar a verdade sem ter a voz carregada pela ira. Agindo assim, você melhorará sua capacidade de resolver conflitos, promovendo a paz. – LFS 

A assertividade é uma porta que se abre para o acordo e para a paz.

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19 de Junho

Água viva

LEITURA BÍBLICA: João 4.5-14.          Com alegria vocês tirarão água das fontes da salvação (Is 12.3).

O teólogo John S. Dunne conta que na época das descobertas marítimas um grupo de marinheiros espanhóis alcançou o continente sul-americano depois de uma viagem árdua. As caravelas começaram a subir o rio Amazonas, uma extensão de água tão imensa que todos pensaram ser a continuação do Oceano Atlântico. Em momento nenhum lhes ocorreu beber daquela água, uma vez que imaginavam ser salgada e, por isso, alguns deles morreram de sede. Parece inacreditável que pessoas possam ter morrido de sede estando tão perto de tanta água. Nos dias de hoje não é muito diferente. Por todo lado vemos pessoas falando de Deus, pregando, cantando, distribuindo livros, mas mesmo assim diariamente há pessoas morrendo sem a salvação. Estão tão próximas do Deus da água viva, mas estão morrendo de sede.

Isso ocorre porque muitos estão tentando matar sua sede em cisternas rachadas, que não conseguem reter água, como diz Jeremias (Jr 2.13). Pessoas abandonam a Deus e buscam satisfação para seus anseios em coisas passageiras, como que tentando matar a sede com água salgada. Pensam que distrações momentâneas serão suficientes, não se importam de agir de forma que desagrada a Deus. Muitas vezes até percebem que não encontram a satisfação desejada, mas, por desconhecimento ou teimosia, continuam procurando no lugar errado.
Jesus diz para a mulher samaritana: “Quem beber desta água terá sede outra vez, mas quem beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede”. Jesus declara que só ele é capaz de satisfazer de forma definitiva os nossos anseios mais profundos. Se estivermos navegando por este mundo como marinheiros sedentos em busca de água, devemos saber que há rios de água viva correndo ao nosso alcance. No lugar de tristeza, do medo de morrer sem água, podemos com alegria tirar água da fonte de salvação – Jesus. Com ele é assim: basta pedir, que ele sacia nossa sede, para sempre. – HSG 
Você já sentiu essa sede que só Jesus pode saciar?