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18 de Junho

Olhando para trás

LEITURA BÍBLICA: Filipenses 3.2-14.     O que para mim era lucro, passei a considerar como perda, por causa de Cristo (Fp 3.7).

Frequentemente olhamos para trás e tentamos adivinhar o que vem pela frente. Como foi o nosso passado? Para muitos que se tornaram famosos, ele foi modesto e é disso que muitas vezes se orgulham: nada possuíam, mas com garra, capacidade e persistência conseguiram alcançar o sucesso. Com isso estão tentando dizer: “Vejam como sou competente!” No entanto, observe o que Paulo afirma nos versículos 13 e 14 da leitura bíblica de hoje. Ali há dois momentos: esqueço-me do passado e avanço para diante.

Quando ele fala em deixar para trás o que passou, faz isso por causa da fé num futuro glorioso com Deus. Antes de seu encontro com Cristo, sua vida foi de grande prestígio e possibilidades, conforme a cultura e a crença judaicas nas quais foi educado: ele era um fariseu zeloso, de boa linhagem, e tinha cumprido o que a lei ordenava (v 4-7). Sim, o passado para Paulo era extremamente valioso, mas por causa do conhecimento de Cristo ele o rejeitou como se fosse esterco (v 8).
Seguindo o exemplo de Paulo, deveríamos também considerar nosso prestígio, riqueza ou posição social como tendo pouco valor ou até mesmo importância nenhuma se comparados com a vida com Deus. A essa posição, todavia, só podemos chegar se conhecermos Cristo e entregarmos nossa vida a ele. Para isso, recomendo a leitura do evangelho de João – pode ser um grande auxílio nesse processo. Quando entendemos o que Jesus fez por nós e quais são os seus propósitos para a nossa vida, somos capazes de considerar sem valor todos os nossos ganhos do passado e partimos em busca da riqueza maior (a vida completa com Deus, agora e na eternidade). Ou seja, podemos passar para o próximo passo e olhar para frente. – WK 
Para quem conhece Jesus, outros valores perdem a importância.

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17 de Junho

Gratidão

LEITURA BÍBLICA: Salmo 92.1-5     Deem graças em todas as circunstâncias, pois esta é a vontade de Deus para vocês em Cristo Jesus (1Ts 5.18).

Hoje contemplei um belo dia ao acordar. A manhã estava esplendorosa, com o céu limpo e o sol brilhando. No mesmo instante meu coração encheu-se de alegria e não tive como deixar de elevar meus pensamentos a Deus, dando-lhe graças por mais um dia de vida, por ter permitido uma vez mais o meu levantar. Agradeci-lhe por constatar que a sua misericórdia se renova a cada manhã (Lm 3.22-23) sobre minha vida.

Pensei nas pessoas que dormiram na noite anterior e não viram o novo dia chegar. Além disso, quantas estão em um leito de hospital e os dias sucedem um ao outro sem que elas notem? Outras, prisioneiras, veem todos os dias da mesma maneira: cinzentos. Enquanto isso, tenho saúde, liberdade e alegria, e posso desfrutar de mais um presente do Senhor – um novo dia! Reconheci que se eu estava viva era porque Deus havia me guardado em todo o dia anterior e, ao perceber essa verdade, meu coração explodiu em louvor e gratidão a Deus!
Precisamos admitir nossa total dependência do Senhor e ser gratos por tudo quanto ele nos tem feito. Afinal, é Deus quem nos permite acordar, levantar, trabalhar para que possamos adquirir o pão de cada dia, retornar para casa e repousar. Devemos agradecer a ele pelo sol que brilha no céu, aquecendo a Terra e nos fornecendo calor, mas também pela chuva que cai, regando o solo e fazendo germinar as sementes que se transformarão em frutos que nos alimentarão. Principalmente, devemos louvar a Deus por seu amor incondicional e por sua fidelidade, benignidade e misericórdia, que se estendem dia após dia sobre nós. Temos infinitos motivos para expressar nossa gratidão a Deus. Então, sejamos gratos ao Senhor, porque dele depende tudo que somos e temos! – CPB 
A gratidão ao Senhor expressa nossa dependência dele.

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16 de Junho

Incontáveis
LEITURA BÍBLICA: Apocalipse 7.9-12   Deus os abençoou e lhes disse: Sejam férteis e multipliquem-se. Encham e subjuguem a terra (Gn 1.28).

Parece que desde o início o plano de Deus era que o ser humano enchesse a terra: é o que se deduz de uma das primeiras ordens que ele deu (ver versículo em destaque). E, ainda que outras ordens de Deus sejam insistentemente ignoradas pelo homem, esta foi cumprida ao pé da letra. Projeções da ONU indicam que em outubro de 2011 a população mundial passou dos 7 bilhões de pessoas.

No entanto, como vive toda essa gente? Há pessoas morrendo de fome e sede, das mais variadas doenças e em guerras. Inúmeros adultos são analfabetos. Há perseguições de ordem política, social e religiosa. O ser humano perdeu o controle da multiplicação e não sabe como conviver com tantas outras pessoas. Onde nós nos encontramos? Fazemos parte dos mais de 7 bilhões de seres humanos. Em nosso país não fazemos parte dos perseguidos por causa da fé. Pessoalmente, não estou no grupo dos milhões que sofrem fome ou sede, nem dos inúmeros analfabetos. Sou, pois, uma pessoa privilegiada.
Mas o meu privilégio se estende para além do bem-estar físico. Conheço também a mais importante mensagem para este mundo, aquela que pode acabar com guerras e ódio: a boa notícia do amor de Deus. Para esta mensagem também vale a ordem de multiplicar. Jesus mesmo a deu: “Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações” (Mt 28.19a). Os primeiros discípulos seguiram esta ordem. Espalharam-se por todo o mundo conhecido na época: Europa, Ásia, África… Como resultado, o evangelho rapidamente se espalhou. Hoje há cristãos em todo o globo.
Mas a tarefa ainda não terminou: ainda há tempo de proclamar o amor de Deus aos quatro ventos. Há povos que ainda não ouviram sobre Deus. E há vizinhos meus que ainda não o conhecem. A ordem para multiplicar discípulos vale para cada cristão. Só assim se formará aquela multidão incontável dos redimidos do Senhor da qual lemos no Apocalipse. – HM/DK 
Posso não conseguir falar com milhões de pessoas, mas posso falar com uma delas sobre o amor de Deus.

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15 de Junho
Mudança!
LEITURA BÍBLICA:  Êxodo 1.1-12
Em tempos difíceis, [o Senhor] me esconderá no seu abrigo. Ele me guardará no seu Templo e me colocará em segurança no alto de uma rocha (Sl 27.5 – NTLH).

Quando meu filho saiu da escola na qual passara os primeiros anos de sua vida estudantil para preparar-se em outra instituição, pois pretendia entrar para um colégio militar, lembro que esta mudança me chocou. Eu esquecera que nem sempre nossa vida segue em linha reta, de forma previsível. Às vezes as mudanças são apenas de rota, mas também podem nos atordoar de tal forma que parecem estar além de nossa capacidade de compreender ou resistir.

Na leitura de hoje, o povo de Israel também passava por um momento de grandes mudanças. Durante algum tempo, tudo correra muito bem para os israelitas no Egito, por causa do respeito que o Faraó tinha por José. No entanto, depois da morte de José as coisas mudaram. Subiu ao trono do Egito um novo rei, que não conhecia José. O poder mudara de mãos. Com isso, as coisas também mudaram para os hebreus, que passaram a ser escravizados.

Há semelhanças entre a experiência daquele povo e a nossa. As coisas mudam: lutamos para dar uma boa educação aos nossos filhos, e eles acabam escolhendo outros caminhos. Dedicamo-nos a uma amizade e sofremos decepção. Procuramos viver de modo digno e honroso, mas a calúnia e a mentira tentam manchar nossa reputação. Amamos uma pessoa e depois descobrimos que não somos correspondidos. As coisas mudam. O que fazer? O versículo em destaque nos garante que Deus está por perto para nos proteger em qualquer situação. O próprio Jesus enfrentou mudanças durante sua vida: no início, todos queriam ser seus amigos, depois todos o abandonaram. Os líderes do povo não se cansavam de procurar dificultar-lhe a vida. Mas Jesus procurava refúgio e segurança em Deus, até mesmo no Getsêmane, sabendo que estava para morrer. Essa é a melhor atitude que podemos ter. É como diz um antigo cântico: “Segura na mão de Deus, e vai!” – KCB 

Nossa segurança está em Deus, que nunca muda – ele é o mesmo ontem, hoje e para sempre.

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14 de Junho

Não esqueça

LEITURA BÍBLICA:  Salmo 103.1-18   Bendize, ó minha alma, ao Senhor e não te esqueças de nenhum só de seus benefícios (Sl 103.2 ARA).

Existe uma lenda sobre um dia em que o sol não teria nascido. Às 6 horas da manhã tudo estava escuro; às 7 horas ainda era noite. Chegou o meio-dia e era como se fosse à meia-noite. Por volta das 4 horas da tarde, grande número de pessoas dirigia-se às igrejas a fim de rogar que Deus mandasse o sol. Na manhã seguinte, grandes multidões se reuniram do lado de fora das casas para observar o céu. As pessoas irromperam em aplausos e louvaram a Deus quando os primeiros raios de sol abriram as portas do amanhecer.

Ser agradecido parece não ser algo tão natural ao ser humano. Se olharmos para o Novo Testamento, encontramos a história de dez leprosos que foram curados por Jesus (Lc 17.11-19). A única coisa que uma pessoa com lepra poderia esperar naquela época era a morte, pois não havia cura. Mas felizmente aqueles dez foram curados. Contudo, apenas um voltou para agradecer e louvou a Deus em alta voz.

O apóstolo Paulo escreveu aos tessalonicenses: “Deem graças em todas as circunstâncias, pois esta é a vontade de Deus para vocês em Cristo Jesus” (1Ts 5.18). Parece-me que Davi, autor do salmo que você leu, tinha essa preocupação. Ele não queria esquecer-se de nenhuma das dádivas do Senhor. Nos versículos finais do salmo chega a conclamar os anjos, os exércitos, os servos do Senhor e todas as suas obras para bendizer a Deus.

Você já agradeceu a Deus e o louvou neste dia? Quero motivá-lo a refletir e a perceber quantos motivos você tem para isso. Lembre-se: o sol, a chuva, sua vida, o alimento diário – tudo é presente de Deus. Além desses, tenho certeza de que você encontrará muitas outras razões para louvar o Senhor. Não faça como os nove leprosos que receberam algo tão importante e esqueceram-se de agradecer a Deus. Seja diferente: louve sempre o Senhor! – MP 

Louvar o Senhor é reconhecer que toda dádiva procede dele.

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13 de Junho
Servos
LEITURA BÍBLICA:  1 Coríntios 10.31-33
Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos(Fp 2.3).

Tudo é meu, pensamos egoisticamente. Orgulhamo-nos em dizer que tudo o que temos é o resultado do nosso trabalho. Nosso pensar não é outro senão o bem-estar de cada dia. O cristão, porém, deve ter em mente que Deus lhe deu uma grande responsabilidade. No texto em pauta aprendemos que devemos ser servos na comunidade, pensando nos outros ao nosso redor, e que nada, na realidade, é nosso. Somos apenas servos. O ensino de Paulo quando escreveu aos Filipenses é um dos textos mais difíceis de aplicar, pois ele diz que devemos considerar os outros superiores. Humanamente isso é uma impossibilidade. Pensar primeiro nos outros, considerá-los superiores, parece brincadeira! Mas concentrar-se apenas em si mesmo e não pensar nos outros é naturalmente eliminá-los da nossa vida. É agir como Caim quando respondeu a Deus: “Sou eu o responsável por meu irmão?” (Gn 4.9)

Ouvi um episódio contado por um médico que trabalhou no meio de pessoas muito pobres. Certa vez ele estava num restaurante tomando sua refeição, quando chegou um menino pedindo-lhe comida. O médico deu-lhe o seu prato. O menino saiu às pressas, com um sorriso largo, na direção da rua. Quando o médico saiu do restaurante viu aquele menino rodeado por outros sentados na calçada comendo a comida que ele lhe tinha dado. Do ponto de vista humano, o normal seria o menino comer sozinho a comida oferecida, mas ele desejou compartilhar com os seus amiguinhos. Serviu o que ganhara! Para o cristão, servir na comunidade deveria ser natural. É assim que ele pode demonstrar o seu amor por Jesus. Esse amor é que nos motiva a dedicar atenção aos outros. Somos, sim, responsáveis por nossos irmãos. Somos cristãos porque Cristo deu sua vida por nós. Como não agir da mesma forma? – JG 

Tudo o que temos é empréstimo de Deus – a devolver beneficiando o próximo.

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12 de Junho
Escolha
LEITURA BÍBLICA:  Josué 24.14-25
Eu e a minha casa serviremos ao Senhor (Js 24.15b).

O povo de Israel fora libertado da escravidão no Egito para ir a Canaã (atual Palestina), terra que Deus lhe prometera. Isto se deu sob a liderança de Moisés. Com a morte deste, coube a Josué introduzir o povo na nova terra. Ali deveriam habitar perpetuamente, vencidos os povos que a ocupavam antes. A terra foi dividida em porções para que cada uma das doze tribos de Israel pudesse ter o seu lar, incluindo vinhas e olivais para se alimentarem, conforme o Senhor prometera, embora não tenham sido eles que as tivessem plantado e cultivado (Js 24.13). Chegara o momento da renovação da aliança com Deus, e Josué apresentou um desafio: “Temam o Senhor e sirvam-no com integridade”.

Também deveriam tomar uma decisão quanto aos outros deuses aos quais seus antepassados haviam servido. Foi-lhes concedida a liberdade de escolher entre aqueles deuses, os deuses dos amorreus (o povo local) ou ao Senhor, o Deus vivo que os conduzira no deserto e que lhes dera a promessa de nunca deixá-los nem abandoná-los (Dt 31.6). Josué deixou bem claro que ele e sua família serviriam ao Senhor.

Este ponto é o início da leitura bíblica indicada para hoje. Note que o povo estava pronto para imitar o bom exemplo de Josué, mas sem pensar no preço disso: teriam de abandonar, jogar fora, os deuses estranhos (de pau, de pedra, de barro) para que pudessem viver sob os cuidados do Senhor; caso contrário o teriam como inimigo. Uma vez conscientes disso, a aliança se completou e a escolha correta foi feita por todos.

Assim também deve ser em nossos dias: temos de fazer uma escolha firme: servir e seguir ao Deus verdadeiro ou servir aos outros deuses, por exemplo ídolos, superstições, esoterismo, dinheiro, bens materiais, e tantas “atrações” que o mundo nos oferece e que tomam o lugar de Deus, a nossa prioridade, pois Jesus nos deixou a recomendação: “Seja fiel até a morte e eu lhe darei a coroa da vida” (Ap 2.10b). – ETA 

O nosso deus é aquilo que conquista a prioridade dos nossos corações.

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11 de Junho
Os destinatários
LEITURA BÍBLICA:  Tiago 1.1
Não temos aqui nenhuma cidade permanente, mas buscamos a que há de vir (Hb 13.14).

Tiago está iniciando uma carta a leitores com quem se preocupava em virtude dos sofrimentos que estavam passando por serem servos de Jesus Cristo. Ele os distingue como pessoas que estavam dispersas.

Pessoas que moram em países politicamente sólidos geralmente não passam por essa triste experiência de serem obrigadas a abandonar tudo, sem saber o que acontecerá no momento seguinte ou se chegarão a algum destino. Em nossos dias, a imprensa registra o enorme sofrimento dos dispersos por motivo de guerras ou catástrofes naturais que têm surgido a cada instante, até mesmo no Brasil.

Agora, citemos um fato curioso. Você leu o que diz o versículo em destaque? Em certo sentido, não importa se vivemos em um lugar fixo e bem estruturado, pois temos neste mundo uma moradia temporária. Somos apenas zeladores do patrimônio de nosso Pai e o que é material não será eternamente nosso. Pobre do cristão que está de olho nas riquezas desta terra! Cedo ou tarde tudo lhe será tirado. Mas não lamente esse fato, pois servimos a um Senhor que nos reserva coisa muito melhor! Jesus nos levará para a casa do Pai, onde há inúmeros aposentos (Jo 14.2-3).

A Bíblia é um livro que trata de temas espirituais e eternos, portanto somos os destinatários de todos os seus ensinos. Os homens (principalmente os pós-modernos) empregam toda a sua energia naquilo que não permanece, enquanto têm riquezas eternas ao seu dispor. Nelas é que deveriam investir!

Leia o restante do livro de Tiago – em minha opinião, um dos mais notáveis documentos já escritos. Tenho certeza de que você será fortalecido a perseverar em sua fé até o fim e a não perder a herança eterna por causa da temporária e terrena. – MJT 

Quando compreendemos que a terra não é nosso lar, nossa vida ganha uma nova perspectiva.

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10 de Junho

Maturidade

LEITURA BÍBLICA:  Hebreus 5.7-6.3     Quando eu era menino, falava como menino, pensava como menino e raciocinava como menino. Quando me tornei homem, deixei para trás as coisas de menino (1Co 13.11).

Como é bom relembrar os tempos de infância! Lembro-me bem dos momentos na década de 70 que passei subindo nas árvores para pegar frutas. Nos anos 80, a minha alegria era atear fogo nos terrenos baldios. Eu era o verdadeiro “menino-tocha”. Numa dessas brincadeiras, o fogo se alastrou e por pouco não atingiu uma área residencial. Coisas de garoto travesso! Já nos anos 90, mais maduro, participei de um curso de resgate realizado pelos bombeiros e passei a ajudar os verdadeiros heróis que lutam contra as forças do fogo.

O fenômeno da maturidade é algo que deve acompanhar a vida de todo ser humano. Crescer e amadurecer são coisas que se esperam naturalmente do homem; se isso não acontece, há algum problema. Este princípio também se aplica à vida espiritual, assunto central do texto de hoje. Os cristãos hebreus não estavam progredindo em sua caminhada com Deus. Eles já deveriam ter condições de ser mestres; contudo, continuavam ainda meninos (v 12-13). Há cristãos que chegam ao final da vida e ainda não amadureceram. Muitos acham que é preciso apenas deixar o tempo passar e o crescimento virá – o que não acontece. A maturidade espiritual não ocorre automaticamente, muito menos rapidamente. Vale ressaltar que uma vida cristã madura se cultiva com bons hábitos, como o estudo da Bíblia, a oração constante, o serviço e relacionamentos interpessoais saudáveis. Cristãos maduros são aqueles que conseguem unir conhecimento e prática. Certa ocasião, ouvi dizer que “prática sem conhecimento gera fanatismo; conhecimento sem prática gera comodismo e prática com conhecimento gera dinamismo”.

Precisamos avançar rumo à maturidade em nossa vida nas áreas física, emocional, e, sobretudo, espiritual. – DMS

Cresçam na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo (2Pe 3.18a).

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9 de Junho
Qual Judas?
LEITURA BÍBLICA:  Lucas 6.12-16
Escolham hoje a quem irão servir… (Js 24.15a)

Pouco tempo depois de Jesus começar a falar em público sobre o amor de Deus e como era possível tê-lo como amigo, ele escolheu doze homens para serem seus discípulos. Queria transmitir-lhes todos os detalhes de sua mensagem, para que eles depois ajudassem a espalhá-la pelo mundo. Ensinava-os conversando com eles e também pelo exemplo diário, na convivência direta.

O texto de hoje traz a lista de nomes dos homens escolhidos. Os dois últimos são: Judas (ou Tadeu, conforme Mc 3.18), filho de Tiago, e Judas Iscariotes. Nome igual, destinos tão diferentes – tudo por causa de uma escolha. Os dois tiveram as mesmas oportunidades de aprender com Jesus, mas quando chegou a hora de decidir se queriam realmente continuar do lado dele, o resultado foi oposto.

Judas Iscariotes tornou-se sinônimo de traidor, de amigo falso. Ele é citado várias vezes nos Evangelhos. Já o outro Judas é mencionado fazendo uma pergunta ao Mestre (Jo 14.22) e em Atos 1.13, no grupo dos discípulos que se reuniram em Jerusalém após a ascensão de Jesus. Disso podemos concluir que este Judas escolheu servir a Jesus, obedecendo às suas ordens.

Estes dois Judas, citados lado a lado por Lucas, são um bom exemplo de como as coisas exteriores (nome, origem, profissão, posses, etc.) não definem o nosso futuro. Podemos ser famosos, habilidosos, inteligentes – nada disso importa se não escolhermos servir a Jesus. No versículo em destaque, Josué, líder do povo de Israel, adverte o povo da necessidade de escolher entre o Senhor e os deuses dos outros povos. Ele usou palavras duras, para deixar bem claras as consequências dessa decisão. Naquela época, o povo de Israel decidiu servir ao Senhor. Judas, o filho de Tiago, também optou por obedecer a Jesus. Qual vai ser a sua decisão? – DK 

Podemos servir a Cristo ou agir como um falso amigo dele. Qual dos Judas será seu exemplo?