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Recomeço

LEITURA BÍBLICA:  Mateus 18.15-20 Seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo (Ef 4.15).

“Eles não se falam”. Há anos. Quem? Muitos casais, colegas (ex-)amigos, irmãos… E por quê? Porque se desentenderam sobre algo. Ofenderam-se com o que o outro disse ou têm medo de nova briga. Querem sossego. Por isso não se falam.

Mas é difícil ficar quieto. Então falam com alguém outro. E como a velha rixa continua incomodando, falam sobre ela – e sobre a tal pessoa. Fofocam.

Resolve? Convenhamos, sabemos muito bem que não! Que tal então fazer o que Jesus diz no texto que você acabou de ler: parar de fingir que está tudo bem e conversar com quem realmente importa?

E adianta? Vai começar tudo de novo… Sim, é complicado, mas dê uma olhada no versículo em destaque: ele fala de verdade e amor – juntos.

Talvez o problema esteja em aplicar só um dos dois. Por exemplo: “Vou fazer o Fulano ouvir a verdade!” Pronto – pavio aceso para a explosão. Ou então, pela via “amorosa”: “Sabe, vim lhe dizer que o perdoei…” Ahã, não teria de ser o contrário? Ou ainda: “Vamos fazer de conta que aquilo tudo não aconteceu e…” Fazer de conta? Desculpe o chavão, mas isso se chama varrer a sujeira para baixo do tapete. Vai reaparecer. Com certeza. E levantar poeira. E como juntar ambos? Primeiro, reconhecendo nossa incapacidade de proceder bem porque carecemos do amor de Deus em nós. Por natureza, buscamos nosso próprio interesse e isso nos impede de ir ao encontro do outro. Esta é a verdade a nosso respeito: precisamos que Deus perdoe nossa rebeldia contra ele e nos preencha com seu amor. Isso nos torna humildes, e quem é humilde consegue dizer a verdade sem agredir – e sem medo de vexame caso a verdade de repente se volte também contra nós mesmos. Sugestão: fale com Deus sobre isso. Depois busque mais um reforço na Bíblia: Filipenses 2.1-4. Então vá falar com Fulano. Dá para terminar com um abraço de verdade e muito amoroso! – RK

Verdade sem amor fere; amor sem verdade engana; juntos, produzem paz e concórdia.

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28 de Maio
Amigo sempre presente
LEITURA BÍBLICA:  João 16.5-15
Eu pedirei ao Pai, e ele lhes dará outro Conselheiro para estar com vocês para sempre, o Espírito da verdade (Jo 14.16-17a).

Um dos maiores medos humanos é o da solidão – não daquele sentimento momentâneo, quando nos retiramos por um tempo para meditar ou ficar quietos. Refiro-me à sensação de abandono, de não ter uma só pessoa que se preocupe conosco e estar irremediavelmente solitário mesmo em meio a uma multidão.

No texto de hoje, vemos que os discípulos de Jesus ficaram entristecidos com a notícia de que seu Mestre em breve partiria. Imagino que tenham ficado ainda mais preocupados ao saber que as mesmas dificuldades que ele vinha enfrentando, como oposição, crítica e perseguição, também os acompanhariam. Porém, quando tais coisas acontecessem, ele não estaria mais por perto para ajudá-los. A missão de Jesus estava quase para se cumprir, e ele voltaria para o Pai. Ficariam os discípulos sozinhos?

Jesus os tranquiliza: se ele não fosse embora, o Conselheiro não viria. Mas quem é este? O versículo em destaque mostra que é “outro”. Dois versículos do livro de João destacam que ele provém do Pai e do Filho (Jo 14.26 e 15.26). O conselheiro é a outra Pessoa da Trindade, o Espírito Santo. Como Jesus não está mais entre nós visivelmente, o Espírito foi enviado para habitar em cada um que decide entregar sua vida a Deus (1Co 6.19). Ele tem o importante papel de fazer com que as pessoas reconheçam sua situação diante de Deus e levá-las a um relacionamento com o Pai (Ef 2.18), por meio do Filho (que tornou isto possível por meio da sua morte). Ele também nos ensina e traz à lembrança as palavras de Jesus (Jo 14.26), auxiliando-nos na caminhada cristã e orientando-nos por meio da Bíblia, de circunstâncias e conselhos confiáveis. Não precisamos ter medo de ficar sozinhos, pois nosso Deus Triúno sempre está conosco. – AS 

Com o Espírito de Deus como conselheiro e amigo nunca estamos sós.

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Fidelidade de Deus

LEITURA BÍBLICA:  Isaías 54.6-10            A minha fidelidade para com você não será abalada (Is 54.10b).

A mensagem da Bíblia é a comovente história do amoroso Pai à procura do filho perdido. Desde o tempo em que Deus chamou Adão e Eva quando se esconderam da sua presença (Gênesis 3.8-9) até ao dia de hoje, a procura não cessou. Deus nos chama por meio de cada circunstância da vida. O Criador está sempre em busca das suas amadas criaturas.

A pior desgraça jamais ocorrida foi a separação entre a alma humana e Deus. Desde então o homem procura esconder-se de Deus. O Éden, habitação do primeiro casal, era perfeito, mas o homem foi atraído pela sedução do Maligno. Desde então, mesmo escondendo-se, o Senhor vai à sua procura, perguntando: “Onde está você?” (Gn 3.9b.)

Nesse empenho, Deus preparou Israel, um povo peculiar, para ser o seu representante na terra. Por meio de Moisés, deu-lhe instruções para se relacionar com ele e leis para viver adequadamente. Estabeleceu sacerdotes e profetas para guiar o povo. Contudo, a despeito de contínuos apelos amorosos e severas advertências, aquele povo não cumpriu sua missão. Por fim, Deus enviou o seu próprio Filho, Jesus Cristo, porém o povo gritou: “Crucifica-o! Crucifica-o!”

Mesmo assim, o Senhor não se esqueceu de suas criaturas humanas: discípulos, apóstolos, missionários e evangelistas têm saído pelo mundo para trazer as pessoas de volta para Deus. Muitos deles foram mal entendidos, perseguidos e martirizados. O nosso Deus, porém, cheio de amor e de misericórdia, ainda chama, espera e continua chamando: “Eu a amei com amor eterno; com amor leal a atraí” (Jeremias 31.3).

Hoje o convite de Deus para reconciliar-se com ele chega a você. Jesus entregou sua vida para que isso fosse possível. A fidelidade de Deus jamais é abalada. Agora, o que importa é a resposta que você lhe dará. – MM 

Deus é fiel para conosco e nos chama constantemente para si.

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Responsável

LEITURA BÍBLICA:  Gênesis 14.5-16.  Ame cada um o seu próximo como a si mesmo (Lv 19.18b).

Quando lemos a história de Abraão e seu sobrinho, compreendemos o que significa sentir-se responsável por alguém. Eles viveram momentos de tensão devido à riqueza que possuíam (Gn 13). Tanto Ló como Abraão tinham família, muitos servos e muitos rebanhos, por isso precisavam de um espaço amplo para desenvolver suas atividades. Houve conflitos entre seus pastores, e eles foram obrigados a se separar. Ló escolheu uma terra fértil que depois se tornou um lugar corrupto. Em 2Pe 2.7-8 somos informados de que ele não concordava com o que seus vizinhos faziam e se atormentava com tudo o que via e ouvia. Abraão, porém, não sabia disso. Ele deve ter ouvido falar muito mal dos moradores de Sodoma. Naquela época, comunicar-se com o sobrinho não era fácil como hoje. Será que Ló tinha se deixado levar pelo contexto no qual estava inserido?

Talvez Abraão tivesse dúvidas sobre a situação espiritual de Ló, mas isso não afetou a forma com que ele tratou o sobrinho. No texto de hoje, vemos que o tio enfrentou reis para salvá-lo. Ser amigo fiel independentemente das circunstâncias exige de nós maturidade; em algumas situações é um desafio. Somos responsáveis pelo bem-estar daqueles que se encontram ao nosso lado, ainda que estes não vivam a mesma realidade espiritual que nós. O que você está disposto a fazer para ajudá-los? Abraão chegou ao ponto de ir à guerra, ou seja, arriscou sua vida em favor daquilo que acreditava ser o correto. A responsabilidade com o próximo, assumida por Abraão, fez dele referência para aqueles que estavam ao seu redor.

Os cristãos também devem ajudar aos outros, demonstrando o amor de Cristo – tanto aos que compartilham a mesma fé quanto aos que não servem ao Senhor. A situação espiritual das pessoas que Deus colocou ao nosso redor não pode limitar nossa atitude em relação a elas. Não podemos julgar antes de ajudar! – MZK 

Nosso amor não pode ser limitado por nossa opinião sobre o outro.

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25 de Maio
Nas mãos de Deus
LEITURA BÍBLICA:  Juízes 6.11-24
Mas Deus escolheu o que para o mundo é loucura para envergonhar os sábios, e escolheu o que para o mundo é fraqueza para envergonhar o que é forte (1Co 1.27).

O texto bíblico de Juízes nos reporta a uma época em que o povo de Israel vivia grande opressão de seus inimigos: quando chegava a hora da colheita, eles vinham e levavam tudo, deixando o povo cada vez mais fraco e desanimado. A necessidade de um libertador era imensa. O medo era tanto que Gideão estava malhando o trigo num tanque de pisar uvas, escondido dos midianitas.

Nessa situação difícil, o Anjo do Senhor aparece a Gideão, um rapaz pobre, cheio de medo, como tantos outros. Mas o Senhor o conhecia e o chama de homem valente, ou poderoso guerreiro. Gideão fica tão surpreso com a visita do anjo quanto com o título que este usou para saudá-lo. Deus estava com ele, era isso que o cumprimento significava. Gideão começa a se lamentar e pergunta por que Deus os havia abandonado, deixando-os aquela situação caótica. Mas a resposta do anjo manteve o tom de encorajamento: Deus está com você, Deus está chamando você! Gideão ainda não consegue aceitar isso, e tenta provar sua impotência: “Minha família é a mais insignificante eu sou o menor na casa de meu pai…” Ainda assim, o anjo insiste: “Deus está com você mesmo assim!” Por fim, Gideão se convence de seu chamado e traz ao anjo uma oferta cara para aqueles tempos de crise.

Muitas vezes agimos como Gideão: Deus nos mostra um chamado ou uma tarefa específica para nós, mas levantamos objeções ao chamado de Deus, colocando em relevo a nossa incapacidade. No entanto, assim como fez com Gideão, Deus repete sua garantia: “Eu estou com você”. A lógica do mundo não se aplica a Deus: se ele quiser usá-lo, permita. Não é preciso ter dinheiro nem ser de uma família influente para ser instrumento útil nas mãos de Deus. – CMW 

Deus está com você – essa certeza nos encoraja!

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Redentor

LEITURA BÍBLICA:  Rute 3.1-18    Todos os meus concidadãos sabem que você é mulher virtuosa (Rt 3.11b).

Você atentou bem para a leitura indicada para hoje? Assustou-se com as recomendações de Noemi para sua nora? Arrumar-se, perfumar-se e ir à noite até a tenda de um homem, descobrir seus pés e deitar ali perto (v.3-4) não são, nos dias de hoje, recomendação que se dê a uma moça!

No Oriente Médio era tradição que a mulher se banhasse, vestisse a melhor roupa e se ungisse com um óleo aromático para o seu casamento. Noemi estava preparando o terreno para um novo casamento de sua nora Rute, após sua viuvez. De acordo com a lei do Senhor (leia mais sobre a “lei do levirato” em Dt 25.5-10), uma mulher viúva deveria ser amparada pelo parente mais próximo do seu marido. Em nossa história, este homem era Boaz (Rt 2.1). Mas então porque a “artimanha” de retirar o cobertor dos pés do homem durante a noite? Não seria um ato de atrevimento? A palavra capa (v 9) é a mesma em hebraico que a palavra asa, registrada em Rt 2.12 se referindo ao cuidado de Deus. O homem que deveria tomar a viúva do parente em casamento era o resgatador ou redentor. Sua ação era semelhante à ação de Deus, que com suas asas oferece guarida à mulher desamparada.

Porém Boaz não deseja tomar Rute por esposa apenas por causa do cumprimento cego da lei. Seu desejo estava fundamentado igualmente no caráter dela. Sua virtude era bem conhecida entre o povo (v 7), pois as atitudes dela foram honestas e de acordo com a lei. Não buscou satisfazer seus desejos com um novo marido jovem, nem mesmo escolheu a Boaz, pois foi por “casualidade” que ela conheceu este parente do seu marido (Rt 2.3).

A mulher virtuosa, assim como o homem de virtude, age conforme a sua confiança no amor redentor de Deus, e por este motivo experimentam a graça e a misericórdia de Deus em sua vidas assim como Rute ao ser sustentada e encontrar guarida junto a Boaz. – AS 

Hoje Cristo é nosso redentor, e é debaixo de suas asas que encontramos guarida!

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Ferreiro

LEITURA BÍBLICA:  1 Samuel 13.19-22    As armas com as quais lutamos não são humanas; ao contrário, são poderosas em Deus para destruir fortalezas (2Co 10.4).

Deus é um perfeito artífice, o ferreiro que constrói as mais eficientes armas. Satanás tenta então neutralizar o poder divino – não de maneira direta (isso não seria possível), mas impedindo o uso de tais armas. Ele tenta manter em suas mãos os instrumentos que necessitamos para trabalhar em nossas necessidades, assim como os israelitas dependiam do inimigo para afiarem suas ferramentas. Porém, Deus elaborou as armas que de fato destroem todas as fortalezas que atuam contra nós.

Uma delas é a verdade. Não somos seus donos, mas temos que ser comprometidos com ela. Verdade implica transparência e franqueza em nossos relacionamentos; não temer a exposição de nossas intenções, confessar nossos pecados e admitir fraquezas e limitações. Além disso, devemos buscar e dividir o conhecimento. A verdade destrói o engano, a omissão e a hipocrisia.

Outra arma é a justiça, que deve atuar em unidade com a misericórdia. Ela aniquila a culpa, os falsos julgamentos e as acusações. O evangelho constitui-se em boas notícias que alcançam quem não mais tinha esperança. Ele acaba com os laços que prendem nossos pés. A é um potente armamento. Ela nos protege mediante nossa confiança, certeza e determinação. A fé faz desaparecer as raízes de dúvida semeadas em nossas mentes. A vida eterna conquistada em Cristo é uma fortaleza que nos preserva. É marcada pelo arrependimento, mudança de pensamentos e, consequentemente, de atitudes. Esta arma anula a obstinação que nos leva à perdição. A Palavra de Deus é a obra-prima do Ferreiro. Nela estão contidos os princípios que nos levam a uma aliança eterna com o Criador. Ela norteia nossos objetivos sempre dentro dos padrões divinos.

Por fim, quando fazemos uso dos armamentos que Deus nos coloca à disposição, o inimigo acaba promovendo a destruição de suas próprias armas quando nos ataca. – LFS 

Deus não nos deixou sozinhos na guerra espiritual: ele nos deu as armas que nos levarão à vitória!

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22 de Maio
Perpétuo
LEITURA BÍBLICA:  Salmo 119.149-176
Há muito que aprendi dos teus testemunhos que os estabeleceste para sempre (Sl 119.152).

O salmista declara diante de Deus sentimentos paradoxais, aparentemente conflitantes aos nossos olhos humanos: por um lado, o seu desconforto em relação aos ímpios, que em geral se aproximam dos justos com más intenções, cometendo ações não aprovadas pela Palavra de Deus; por outro, demonstra sua confiança e a firmeza da sua fé na presença constante do Deus Altíssimo: “Tu estás perto e os teus mandamentos são verdadeiros”.

Ao reconhecer a veracidade e a fidelidade dos preceitos divinos, reafirma sua fé e sua certeza de que tais prescrições são eternas, como foram desde o princípio. Deus não muda nunca; ele é hoje o mesmo que foi ontem e o será eternamente. Ele não é homem para mentir nem para voltar atrás no que disse (Nm 23.19).

Declara, também, a paz que temos como filhos do Altíssimo, em relação à sua Palavra eterna.

Também nós às vezes nos sentimos inseguros em nossa vida diária, descontentes com o “imerecido” progresso e as vitórias dos que desprezam Deus, e nos incomodamos com as investidas sobre nós, chegando a reclamar diante do Senhor.

Mas o caminho dos ímpios, a jornada do mal, leva-os a perecer, pois quem despreza a Palavra de Deus acaba por cair e ser derrotado (Sl 1.6): cada um colhe o que planta, diz o apóstolo Paulo em Gl 6.7.

Devemos, todavia, como o salmista confiar na eternidade do amor divino, na inabalável postura do Senhor em cumprir a sua Palavra de nos amar, de nos conduzir com a sua mão forte e abençoadora, de não nos desamparar em tempo algum (Hb 13.5).

Jesus nos amou primeiro, nos ama e amará até ao fim. Sendo fiéis a esse imensurável amor por nós, não há o que temer. A vereda da obediência e da confiança nos faz desembarcar bem dentro do coração de Deus. – ETA 

A fé não dá espaço para o receio de que Deus não cumpra suas promessas.

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21 de Maio
Reconciliação
LEITURA BÍBLICA:  Gênesis 32.1-5; 33.1-9
Se você estiver apresentando a sua oferta diante do altar e ali se lembrar de que seu irmão tem algo contra você, deixe sua oferta ali, diante do altar, e vá primeiro reconciliar-se com seu irmão; depois volte e apresente sua oferta(Mt 5.23-24).

Muitos anos antes da história de hoje, Jacó trapaceou fazendo-se passar por Esaú para ficar com algo que pertencia ao irmão. Entre as muitas consequências de seu erro, Esaú o odiou a ponto de querer matá-lo e Jacó teve de fugir para longe de sua família. Algumas vezes erramos com as pessoas que estão ao nosso lado (amigos, irmãos, pais, filhos, colegas de trabalho e tantos outros). Nós os magoamos, ofendemos, tiramos sua dignidade, alegria ou vitórias. E então fugimos – nem sempre do ponto de vista geográfico. Às vezes passamos a evitar a pessoa que prejudicamos para não ver em seus olhos a decepção conosco ou seu ódio. Podemos até não ter certeza do que ela sente, mas imaginamos não sermos mais amados ou queridos por ela.

A verdade é que não podemos passar a vida toda fugindo dos problemas que criamos, nem ficar sempre longe daqueles que magoamos e prejudicamos. Nesta semana, por exemplo, fiquei sabendo que o assassino de um homem cuja família conheço tornou-se o marido de uma das sobrinhas da vítima. Querendo ou não, ele terá de ver aquelas pessoas com mais frequência do que certamente desejaria.

Chegará um momento em que, por nossa vontade ou contra ela, nos depararemos com quem prejudicamos. Assim, o ideal é que espontaneamente tomemos a decisão de encará-lo, cientes de que cabe a nós o pedido de perdão.

Se você está nessa situação, peça a Deus que tire todo orgulho e medo para que você se coloque frente a frente com seu “adversário”. Certamente o Senhor moverá o coração dele para que conceda o perdão. Afinal, Deus deseja que haja paz entre os homens. – CPB 

A reconciliação é uma porta com duas chaves: perdoar e pedir perdão.

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20 de Maio
Caquinhos
LEITURA BÍBLICA:  Isaías 12.1-6
A virgem ficará grávida e dará à luz um filho, e lhe chamarão Emanuel, que significa “Deus conosco”(Mt 1.23).

Uma das nossas lutas mais comuns é controlar o desânimo diante de situações que, independentes do nosso querer, nos entristecem e às vezes até mesmo nos arrasam. Como um vaso de porcelana derrubado no chão, podemos sentir nossa vida quebrando em muitos caquinhos. Juntar esses pedaços, colar o vaso e seguir ir em frente sem que a amargura domine está além de nossas forças. Onde buscar ânimo para levantar a cabeça e seguir em frente? Sozinhos, não conseguimos nada. Você já se sentiu assim? Um nada no meio de tudo? Situações difíceis que precisamos viver (perdas inesperadas, decepções, desemprego, velhice) deixam uma sensação de vazio e impotência, em que nos faltam as forças para levantar. Nestas horas, até o respirar fundo parece impossível, de tanto que o peito está apertado.

Mas não precisamos ficar abatidos para sempre. Deus mandou seu filho para nos ajudar. Seu nome é Emanuel, a prova viva de que Deus está conosco (versículo em destaque). A presença dele revigora as nossas forças, nos ajuda a juntar os cacos da nossa vida e a ficar em pé novamente. Como um vaso quebrado, que mesmo depois de colado ainda exibe cicatrizes, nós também somos marcados pelas situações. Talvez seja possível ver onde havia uma rachadura, mas o vaso em si foi restaurado e pode ser novamente usado para sua finalidade principal.

Deus nos criou e conhece cada detalhe em nós – físico, mental, emocional (ver Sl 139.13-16). Como é bom saber que Deus nos ama e continua atento a nós, pronto a reparar nossas vidas. Só ele saberá montar novamente o vaso quebrado, encaixando cada peça no lugar certo, de forma que o conserto funcione. Restaurados dessa forma, poderemos fazer coro com Isaías: “Eu te louvarei, Senhor… pois [tens] feito coisas gloriosas, sejam elas conhecidas em todo mundo” (v 1 e 5). – APS 

Nada conserta melhor uma vida quebrada do que o amor de Deus.