📖 Palavra de Sabedoria

  

Reflexão 📖

3 de Setembro
Noé e Jó

LEITURA BÍBLICA: Gênesis 6.9.         Na terra de Uz vivia um homem chamado Jó. Era homem íntegro e justo; temia a Deus e evitava fazer o mal (Jó 1.1).

Integridade e andar com Deus eram características de homens aprovados, que por essa razão mereceram a menção de seus nomes na Bíblia. A leitura bíblica de hoje e o versículo em destaque citam dois desses homens: Noé e Jó. A Palavra de Deus diz que não havia homem como Jó, irrepreensível em seu caráter e nas suas atitudes (Jó 1.8) e que Noé também se destacava entre os seus contemporâneos por suas qualidades e porque andava com Deus.

Façamos então uma análise sincera dessas características, comparando-as com o nosso modo de ser. Conforme um dicionário, integridade é retidão, imparcialidade, inocência e pureza, entre outras qualidades. Ser reto é ter um relacionamento adequado com Deus e com os outros, obedecendo às ordens divinas: “Tenham o cuidado de fazer tudo como o Senhor, o seu Deus, lhes ordenou; não se desviem, nem para a direita, nem para a esquerda. Andem sempre pelo caminho que o Senhor, o seu Deus, lhes ordenou (Dt 5.32-33a). Temer a Deus é obedecer-lhe, demonstrando reverência e respeito. Todas essas características faziam com que Noé e Jó se destacassem dos demais homens. A respeito de Jó ainda é dito que ele “evitava fazer o mal” – e aqui temos algo muito importante. Uma pessoa pode enfrentar o mal e tentar vencê-lo, ou então fugir e desviar-se dele – esta é a atitude correta! O melhor é fugir de tudo o que desagrada ao Senhor – e nesse caso a fuga não é covardia, mas prova de integridade e vida com Deus.

Será que podemos encontrar todas essas qualidades em nossa vida? O que nos falta para que também sejamos aprovados pelo Senhor? Se não possuímos tais características, podemos pedir que Deus as desenvolva em nós. Certamente seremos atendidos, pois ele deseja transformar nossa vida de modo que ela se torne agradável a ele e digna de um seguidor de Cristo. – WK 

Alvo do cristão: ter uma vida íntegra e agradável a Deus.

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Reflexão 📖

2 de Setembro
Vitória

LEITURA BÍBLICA: Romanos 8.33-39 Bem-aventurado o homem que sofre a tentação; porque, quando for provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam (Tg 1.12 cf. ARC).

O versículo em destaque está num parágrafo que vai dos versos 12 a 15, mas ele é tão rico que resolvemos abordá-lo em separado. Temos nele várias palavras importantes do vocabulário cristão. A primeira delas é bem-aventurado (ou “feliz”).

O que é bem-aventurança? Podemos encontrar explicações no Salmo 32 ou em Mateus 5. Feliz é o homem que sofre a tentação. Espere! Não há certa contradição aí? Não, não há. O texto fala de ser tentado e também de ser vitorioso. Abordemos a bem-aventurança a partir da outra palavra: tentação. Todos estamos expostos a ela por Satanás, pelo que somos, pelos outros, e também pelas privações da vida. Como desafio à fidelidade, a tentação pode transformar-se numa bênção. Quando superada, a tentação nos conduz para mais perto de Deus e a cultivar a dependência dele. Há em nós uma resistência natural a caminhar em direção à espiritualidade. A tentação nos treina para sermos sensíveis a ela. O texto termina com a recompensa para quem vence a tentação. A recompensa é o cumprimento da promessa feita por Deus de nos dar a coroa da vida. Nesta vida já recebemos a bênção do fortalecimento do nosso caráter, e na vida gloriosa que Deus nos promete para o futuro, uma grandiosa dignidade: a coroa. Ao resistir à tentação, inclusive de livrar-se do sofrimento na cruz, Cristo atraiu todos para a reconciliação com Deus.

Leitor, aceite o desafio e seja bem aventurado! Este é o resultado de quem vence a tentação, mas não se trata de ser um herói vencedor por suas próprias forças. O apóstolo Paulo explica que isso não é possível. Confira Rm 7.18-19. Mais adiante, no trecho da leitura de hoje, ele aponta o caminho, especialmente no v 37. Baseado nisso, encare a tentação como oportunidade de vitória para tomar posse da coroa, que vem como recompensa para quem não caiu. – MJT 

“Graças a Deus, que nos dá a vitória por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (1Co 15.57).

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31 de Agosto
Visão

LEITURA BÍBLICA: Mateus 13.10-17.   A vereda do justo é como a luz da alvorada, que brilha cada vez mais até a plena claridade do dia. Mas o caminho dos ímpios é como densas trevas; nem sequer sabem em que tropeçam (Pv 4.18-19).

Para enxergarmos bem, dois fatores são essenciais: luz e sentido. De nada adianta a claridade do meio-dia se não formos dotados do sentido da visão. Da mesma forma, o sentido não nos ajudará se estivermos em meio à escuridão: andaremos às apalpadelas.

A luz é um fator objetivo, externo. A Palavra de Deus é chamada de “lâmpada que ilumina os meus passos e luz que clareia o meu caminho” (Sl 119.105). Quando a conhecemos, muitas coisas que antes não sabíamos tornam-se claras. Por meio da Bíblia, Deus nos mostra as armadilhas, os laços da morte, perigos, abismos, pedras de tropeço no nosso caminho… e também a maneira como devemos proceder. A Palavra nos dá discernimento, princípios para nortear nossa vida e as respostas de que precisamos.

O sentido, por sua vez, é um fator subjetivo, interno, que parte de nós mesmos. De nada adianta Deus nos ter deixado sua Palavra, com todas as suas orientações, ensinamentos e exemplos, se nos recusarmos a olhar para ela, deixando-a esquecida. No texto de hoje, Jesus fala sobre pessoas de coração insensível que utilizavam sua visão e audição, mas não compreendiam o que Deus queria lhes mostrar.

É necessário conhecer a Bíblia, refletir sobre ela e, acima de tudo, pedir ao Senhor sabedoria para entendê-la. Nossa mente deve estar receptiva e sensível à mensagem divina. Se deliberarmos seguir a Palavra de Deus, obedecendo a tudo que ela nos propõe, certamente teremos uma visão mais nítida sobre nosso caminhar e, mais do que isso, sobre o que nos espera no final de nossa trajetória. – LFS 

Com sua Palavra, Deus nos deu a luz para a vida. Que tal também abrir os olhos?

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30 de Agosto
Joio

LEITURA BÍBLICA: Mateus 13.24-29; 36-42 Assim, pelos seus frutos vocês os reconhecerão!(Mt 7.20)

O joio é uma erva daninha que lembra muito o trigo; aprendi que ele não pode ser colhido/processado junto com o trigo porque é tóxico. Na parábola de Jesus, fica claro que ele próprio semeia no mundo os “filhos do Reino” (as pessoas que fazem a vontade dele), mas o inimigo também semeia seus “filhos”. Todo o tipo de “gente-erva-daninha” foi plantada pelo Mal; algumas são bem evidentes, mas outras facilmente se passam por filhos do Reino. A mentira se parece com a verdade; só um pouquinho de mentira misturada na verdade torna-a uma completa mentira.

Como se separa o joio do trigo? No tempo da colheita, quando os frutos já se diferenciaram o suficiente. Esta colheita será no dia glorioso em que Jesus voltar para estabelecer seu Reino na terra; portanto, neste momento não é o caso de sair julgando se os outros são joio ou trigo. Mas, por outro lado, como posso estar seguro de que eu mesmo não seja uma erva daninha no meio do trigo que Jesus plantou neste mundo, enganando a mim mesmo por ter algumas semelhanças com o que ele plantou? Conheço meu próprio coração, onde o fruto (o resultado dos meus pensamentos e ações) se manifesta bem antes de ficar visível para você, e percebo que ainda existe lá dentro uma enorme tendência de agir conforme minhas próprias vontades.

Embora não seja o caso de julgar os outros, acho que é uma boa ideia avaliar a mim mesmo. A grande diferença entre o joio e o trigo está na sua essência, que se manifesta no que é produzido a partir do coração. Se perceber que lá dentro, apesar da boa aparência externa, continuo agindo como filho do inimigo, e pior, me sentindo à vontade com isto, o melhor é correr para Jesus: só ele pode transformar joio arrependido em trigo, que não se conforma mais em agir como erva daninha, mas sofre, chora e luta contra sua antiga natureza até o dia em que Jesus completará a sua obra em nós. – MHJ 

Se a sua velha tendência de ser joio o incomoda, isto já é um bom começo para mudar.

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29 de Agosto
Santuário

LEITURA BÍBLICA: 1 Coríntios 6.18-20.    Vocês não estão sob o domínio da carne, mas do Espírito, se de fato o Espírito de Deus habita em vocês (Rm 8.9).

Visitei uma senhora no hospital com o objetivo de confortá-la em seu sofrimento. Caminhei pelo longo corredor orando em seu favor. Ela estava deitada e paralítica para toda a vida. Apesar de seu sofrimento, recebeu-me com muita animação e um grande sorriso. Assim que a cumprimentei, ela começou a falar da sua alegria em ser cristã, de viver cada dia com Jesus e da certeza absoluta que tinha de o Espírito Santo viver em seu interior. Orei por ela e deixei aquele hospital completamente confortado e pensando que é exatamente isso que o Espírito de Deus faz na vida daqueles que tem fé em Jesus. Na pessoa do Espírito Santo, Deus vive em sua vida e ela passa a ser um santuário. A ele somente adoramos. Falamos com ele e ele fala a nós. Outras vezes ficamos em silêncio na sua presença. O nosso corpo torna- se um meio pelo qual glorificamos a Deus. Os desejos da carne e a vontade de fazer o que queremos dão lugar a uma vida consagrada inteiramente a Deus e até os sofrimentos cedem. O cristão que alimenta esse ensino da Palavra lembra-se de que foi feito um santuário de Deus para glorificá-lo e adorá-lo em todas as circunstâncias da vida.

O apóstolo Paulo escreveu à igreja de Roma dizendo que o cristão vive sob o domínio do Espírito. Entretanto, somente você mesmo, estimado leitor, é quem sabe se o Espírito de Deus habita de fato em sua vida. Se você entende que é um cristão e segue fielmente o Senhor Jesus, o Espírito de Deus faz moradia permanente em sua vida e você se torna um santuário. Ele não veio para ser um residente temporário, pois encontrou uma casa para viver para sempre. E como residente permanente quer fazer parte, ser ativo e dominar sua vida. Ele deseja torná-lo um cristão satisfeito, alegre e repleto de felicidade, mesmo quando há dificuldades, tristezas e sofrimentos. – JG 

Um santuário deve ser dedicado inteiramente a Deus.