📖 Palavra de Sabedoria

  

Reflexão 📖

28 de Agosto
Rebeldia premiada

LEITURA BÍBLICA: Salmo 2.1-12. Como são felizes todos os que nele se refugiam! (Sl 2.12b)

Os dois primeiros salmos da Bíblia classificam as pessoas de acordo com sua escolha entre dois caminhos: o caminho dos rebeldes (ímpios) ou o dos que temem ao Senhor (justos). Uma das ilusões alimentadas pelo diabo é a de que a rebeldia nos trará liberdade e prosperidade. Mas ambos os salmos terminam com uma conclusão bem diferente: o prêmio é só para os justos. Para os rebeldes não há prêmio, pelo contrário: no final de tudo há sempre uma catastrófica consequência.

Em 1990, investimos como família numa pequena chácara, num condomínio à margem de importante rodovia, perto da capital paulista. Certo dia, o administrador da segurança, um homem muito prepotente, contratou uma jovem para trabalhar no escritório da administração. Logo começou a assediá-la, e gostava de se gabar a respeito de seu sucesso como conquistador. Avisei-o de que corria perigo, mas ele se achava muito seguro das suas ações. Estava cego de vontade de ganhar o “prêmio” prometido pelo pecado!

Algum tempo depois, o pai da jovem veio preveni-lo de que não estava gostando de sua atitude. O administrador não lhe deu ouvidos e expulsou-o do condomínio, ameaçando-o com o aparato dos seguranças que o rodeava. Horas depois, o pai da jovem voltou armado e o matou.

Assim como há prêmio para quem escolher o caminho dos justos, há também uma consequência anunciada para quem escolhe ser rebelde. O texto termina prometendo vida feliz para os que escolhem obedecer ao Senhor (versículo destacado). Quando vivemos assim, descobrimos que até mesmo as dificuldades são avisos de Deus para continuarmos em seus caminhos.

É claro que a obediência ao Senhor tem seu preço. Nem sempre ela traz vantagens imediatas. Mas a Bíblia é clara: só assim seremos realmente felizes, a ponto de não sermos mais atraídos pelo ilusório prêmio do pecado. – MJT 

Desafio: desprezar a ilusão imediata e escolher o final feliz.

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27 de Agosto
Relacionamentos

LEITURA BÍBLICA: Atos 2.42-47.    Não deixemos de reunir-nos como igreja, segundo o costume de alguns, mas procuremos encorajar-nos uns aos outros (Hb 10.25a).

Ao convidar uma vizinha para participar do culto em minha comunidade cristã, recebi a seguinte resposta: “Não costumo ir à igreja, mas leio a minha Bíblia em casa”. Infelizmente, parece-me que ela não é a única a viver desta maneira. Conforme o versículo em destaque, percebemos que esta postura já existia quando a carta aos Hebreus foi escrita. De lá para cá esse hábito intensificou-se ainda mais. Contudo, somos exortados a não nos acostumarmos a essa realidade, mas a continuar a reunir-nos como igreja. O texto indicado para leitura nos fala da maneira como viviam os primeiros cristãos. O relacionamento entre eles era muito intenso: “Mantinham-se unidos e tinham tudo em comum” (v 44). Não era algo forçado, pois faziam tudo com alegria e sinceridade de coração. Certamente eles concordavam com o rei Davi: “Como é bom e agradável quando os irmãos convivem em união!” (Sl 133.1).

Infelizmente vivemos num tempo no qual o individualismo é vivenciado com muito mais intensidade do que o relacionamento interpessoal. Isso acontece até mesmo com muitos cristãos. É como diz o ditado: “Cada um por si, Deus por todos”. Contudo, desse individualismo resulta solidão, e esta geralmente traz sofrimento. É verdade que nossa época é bem diferente dos tempos bíblicos, mas o ser humano continua sendo o mesmo e a interação com outros ainda é uma necessidade básica. Por isso, quero motivá-lo, para o seu próprio bem e para a sua felicidade, a não negligenciar esta área de sua vida. Assim como os primeiros cristãos, você precisa conviver com outras pessoas que compartilham a mesma fé. Deixe o comodismo, saia de sua casa e procure outros seguidores de Jesus. Se a Palavra de Deus nos ordena a viver em comunidade e unidos, é por ser essencial para nossa vida. – MP 

Ser cristão implica a busca de relacionamentos saudáveis com as pessoas e com Deus.

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26 de Agosto
Motivação

LEITURA BÍBLICA: Gênesis 26.1-25.  [O Senhor disse a Isaque]: Eu sou o Deus de seu pai Abraão. Não tema, porque estou com você; eu o abençoarei e multiplicarei os seus descendentes por amor ao meu servo Abraão (Gn 26.24).

Ao ler o texto indicado podemos ter a impressão de que a vida de Isaque em Gerar foi fácil. Ele cultivou uma lavoura que logo produziu muito bem; ficou riquíssimo e possuía muitos rebanhos e servos. Mas a prosperidade material acabou lhe trazendo dificuldades. Naquele local era fundamental ter poços com água, e Isaque os tinha. Mas os filisteus que moravam naquela região começaram a invejá-lo e encheram os seus poços de terra. Com isso, Isaque precisou mudar-se e abrir novos poços. Mas sempre que encontrava água aparecia alguém para brigar por causa dela. Contudo, Isaque não desistiu. Quando um poço lhe era tirado, abria outro. Mesmo sofrendo por causa desta situação, ele se mantinha motivado, pois sabia que o Senhor estava com ele.

Você já deve ter encontrado pessoas que agem como Isaque: apesar das dificuldades, não desistem. Mas também deve conhecer muitos pessimistas cujas frases prediletas são: “Não posso”; “É difícil”; “Para mim tudo dá errado”; “É melhor nem tentar”. No entanto, não há motivos para sermos assim, pois o Deus de Abraão e Isaque também é o nosso Deus. A promessa “Não tema, porque eu estou com você” também é válida para nós. Antes de subir ao céu, Jesus disse aos seus discípulos: “Eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos” (Mt 28.20b).

Assim como na vida de Isaque houve dificuldades, em nossa vida elas também existem. Jesus afirmou: “Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo” (Jo 16.33b). Então, se os seus “poços” estão sendo fechados, vá adiante: não desanime, abra novos “poços”. Não tema, pois o Senhor está com você. Ele não permitirá que lhe falte o que você precisa. – MP 

Mesmo nas dificuldades não há motivos para desanimar se o Senhor estiver conosco.

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25 de Agosto
Graça

LEITURA BÍBLICA: Romanos 6.1-7 Nós, os que morremos para o pecado, como podemos continuar vivendo nele?(Rm 6.2b)

Romanos é um dos escritos de Paulo mais profundos em termos de doutrinas bíblicas. O apóstolo ainda não conhecia aquele grupo de cristãos, diferentemente dos destinatários das suas outras cartas, que em sua maioria eram igrejas que ele mesmo havia fundado. Assim, ele faz uma espécie de tratado teológico e doutrinário para os romanos. Ele inicia, nos primeiros três capítulos do livro, falando do problema do ser humano, afirmando que não há um justo sequer e ninguém que faça o bem, pois todos desagradam a Deus e, por isso, estão separados da graça divina (Rm 3.23). Nos capítulos 4 e 5, Paulo apresenta a solução para este problema, dizendo que somos “justificados pela fé [e] temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm 5.1). Facilmente alguém poderia concluir o seguinte: estamos todos separados de Deus e não podemos ter acesso a ele; Cristo resolveu o problema em nosso lugar, pagando o preço pela nossa desobediência; logo, sempre que desagradarmos a Deus, Cristo pode e resolverá o problema para nós. Conclusão lógica: posso desobedecer a Deus o quanto eu quiser, pois quanto mais eu fizer isso, mais a graça divina vai se manifestar!

Conhecendo muito bem o caráter humano, o próprio Paulo lançou a pergunta e prontamente deu a resposta (veja os versículos 1 e 2 da leitura de hoje). Aquele que entrega sua vida a Cristo já morreu e foi sepultado com ele. Nossa velha natureza deve ter sido crucificada, para não sermos mais escravos do que Deus desaprova. Embora o cristão não esteja totalmente livre da tendência ao mal, ele não vive mais na prática do que é errado para Deus, pois Cristo nos dá uma nova vida (v 4). Como Paulo diz em outra carta: “Se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas” (2Co 5.17). Você já tem esta nova vida? Com Cristo, tem vencido a luta contra o que desagrada a Deus? – CK 

A graça de Deus é um presente, mas isso não nos dá o direito de abusar dela!

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24 de Agosto
Sentimentos

LEITURA BÍBLICA: Filipenses 1.3-11  Estou convencido de que aquele que começou boa obra em vocês, vai completá-la até o dia de Cristo Jesus(Fp 1.6).

Nosso cérebro pode nos lembrar de muitas emoções do passado. Podemos recordar boas atitudes que outros tiveram conosco e assim voltar a sentir a alegria que essas boas ações despertaram em nós. No texto de hoje, Paulo afirma que é justo que ele se lembre dos filipenses com alegria e sinta que Deus continuará com seus amigos. Seu afeto não era momentâneo, apenas decorrente da bondade deles, mas resultado de uma escolha do apóstolo, que decidiu carregá-los no coração. Ele também sentia saudade daqueles cristãos, um sentimento elogiável e, no caso de Paulo, ligado à pessoa de Jesus Cristo. Todas essas expressões de carinho estavam relacionadas aos bons sentimentos alimentados por Paulo em relação aos membros da igreja em Filipos. Por isso, ele completa desejando que sejam encontrados irrepreensíveis, perseverando em Cristo até o dia da gloriosa volta do Senhor.

Mas nem todos alimentam bons sentimentos pelos outros. Em Romanos 1.18-32, o mesmo apóstolo descreve até que ponto pode chegar o mau sentimento humano. Ele se torna uma força a governar as ações daqueles que não reconhecem a Deus como Senhor de suas vidas. Sabemos que não podemos deixar de sentir; o máximo que podemos fazer é ignorar o peso dos sentimentos em nossa vida. Para proteger nossos relacionamentos, muitas vezes precisamos aprender a controlar nossas emoções. Certa vez, fui procurado por um casal dividido por um fato seríssimo. Comecei o atendimento solicitando ao marido que trancasse com um forte cadeado qualquer sentimento que o fato viesse a provocar, até que pudéssemos falar a sós. No encontro seguinte, ele se achava bem melhor. Se apenas impedir maus sentimentos já exerce tão boa influência, que dirá alimentar somente bons desejos! Esta é uma bem-aventurada experiência: tentar manter apenas bons sentimentos em nosso coração. – MJT 

Não podemos evitar os sentimentos, mas podemos escolher o que fazer com eles.