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1Âș de agosto

TĂ­tulo – Muitos… e vocĂȘ?

Leitura BĂ­blica: IsaĂ­as 53.1-12.       Cristo foi oferecido em sacrifĂ­cio uma Ășnica vez, para tirar os pecados de muitos (Hb 9.28).

O texto de IsaĂ­as 52.13 a 53.12 tem sido chamado de “o evangelho do profeta IsaĂ­as.” É uma das profecias mais proeminentes entre as cerca de 300 referĂȘncias Ă  vinda do Messias no Antigo Testamento. Ela apresenta o Messias como “o servo sofredor” e “o cordeiro de Deus”. Jesus cumpriu nos mĂ­nimos detalhes tudo o que Deus havia predito por meio deste texto, cerca de 700 anos antes de Cristo. O verso 12 do cap. 53 registra que “ele levou o pecado de muitos e pelos transgressores intercedeu.”

Levou o pecado de muitos. Mas nĂŁo teria levado sobre si o pecado de todos? Para compreender isso, precisamos ir ao Novo Testamento. Em Mateus 13, Jesus conta a parĂĄbola do semeador. A boa semente da mensagem de Deus Ă© lançada em todos os coraçÔes. Mas ela nĂŁo germina para produzir frutos em todos. Mateus 22 conta a parĂĄbola do rei que convidou pessoas para o banquete de casamento de seu filho. E diz aĂ­ que muitos dos convidados nĂŁo deram a devida atenção ao convite. Nos capĂ­tulos cinco a sete, Mateus registra o chamado “SermĂŁo do Monte”. Nele Jesus nĂŁo apenas convida, mas apela Ă s pessoas que entrem pela porta estreita e sigam pelo caminho apertado que conduz Ă  vida – e alerta todos a que a porta larga e o caminho espaçoso levam Ă  perdição. Certamente Jesus morreu pelos pecados de cada ser humano desde AdĂŁo, incluindo aqueles que ainda hĂŁo de nascer. E Jesus envia a sua igreja a anunciar esta boa notĂ­cia (o evangelho) a todos em qualquer oportunidade. Felizmente muitos aceitam mudar do caminho largo para o caminho estreito. Mas infelizmente nem todos se dispĂ”em a crer em Jesus que foi, sim, oferecido em sacrifĂ­cio uma Ășnica vez, para tirar os pecados daqueles muitos que creem nele como o Caminho, a Verdade e a Vida. VocĂȘ tambĂ©m estĂĄ convidado a fazer parte desses muitos. – HM

“Há caminho que parece certo ao homem, mas no final conduz à morte.” (Pv 14.12)

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31 de julho

TĂ­tulo – Aliança

Leitura BĂ­blica: GĂȘnesis 31.22-36.  Cuidado! NĂŁo diga nada a JacĂł, nĂŁo lhe faça promessas nem ameaças (Gn 31.24).

Jacó ou Israel foi o patriarca do povo que Deus escolheu para se revelar à humanidade. Viveu 20 anos com Labão, casando-se com as duas filhas deste – Lia e sua predileta, Raquel. Depois Deus o mandou voltar ao seu antigo lar, longe dali. Foi sem avisar Labão, com quem tinha conflitos. Neste ponto começa a leitura bíblica de hoje.

É confortante ver o cuidado de Deus com sua gente! Ele havia feito uma aliança com AbraĂŁo. Esta valia tambĂ©m para seu neto JacĂł e sua famĂ­lia. Naquele tempo, as tribos da regiĂŁo viviam ameaçando umas Ă s outras e, com medo, inventavam seus prĂłprios deuses. Cada chefe de famĂ­lia montava seu altar domĂ©stico e era uma espĂ©cie de sacerdote ali.

Raquel não deve ter entendido a aliança de Deus com Abraão. Ignorando o poder que esta oferecia, furtou os deuses de seu pai tentando garantir sua segurança na viagem ao desconhecido. Se ela soubesse o que Deus dissera a Labão, jamais agiria assim! Confiou mais em seus próprios artefatos do que nas promessas de Deus, tal como é usual também hoje. Jacó e Raquel passaram um enorme risco por causa dessa atitude dela: ele garantiu que o portador daqueles deuses não ficaria vivo. Jå imaginaram se Labão os encontrasse com Raquel?

LabĂŁo, porĂ©m, recebera duas ordens de Deus: nĂŁo induzir JacĂł ao erro (pois este poderia ser seduzido por promessas a desobedecer Ă  ordem de Deus para voltar Ă  terra de seu pai AbraĂŁo) e tambĂ©m preservar a vida fĂ­sica de JacĂł. Deus tambĂ©m levou em conta a hipocrisia de LabĂŁo, expressa nos versos 27 e 28. Quanta providĂȘncia da parte de Deus para manter seu povo seguro dentro dos padrĂ”es que determinou para ele!

Raquel era herdeira da aliança com AbraĂŁo e nĂŁo se deu conta daquilo, enquanto a nĂłs Deus oferece sua aliança por meio de Jesus Cristo. Nela suas promessas e seu cuidado valem tambĂ©m para nĂłs. Por isso nĂŁo precisamos de expedientes tortos como o de que Raquel lançou mĂŁo. – MJT

Quem vive com Deus e sob seu cuidado nĂŁo precisa de espertezas tortas.

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30 de julho

TĂ­tulo – Distante

Leitura BĂ­blica: Salmo 22.14-23.    Vivam pelo EspĂ­rito, e de modo nenhum satisfarĂŁo os desejos da carne (Gl 5.16).

Uma histĂłria conta que um garoto perguntou ao seu pai qual seria tamanho de Deus. EntĂŁo, ao olhar para o cĂ©u, o pai avistou um aviĂŁo e perguntou ao filho: “Que tamanho tem aquele aviĂŁo?” O menino disse: “Pequeno, quase nĂŁo dĂĄ para ver”. EntĂŁo o pai o levou a um aeroporto e ao chegar prĂłximo de um aviĂŁo perguntou: “E agora, qual o tamanho deste?” O menino respondeu: “Nossa, pai, este Ă© enorme!” O pai entĂŁo disse: “Assim Ă© Deus. O tamanho vai depender a que distĂąncia vocĂȘ estiver dele. Quanto mais perto vocĂȘ estiver, maior ele serĂĄ na sua vida.” A que distĂąncia vocĂȘ estĂĄ de Deus neste momento? É interessante que Ă s vezes estamos distantes de Deus e nĂŁo percebemos. Isso porque nos distraĂ­mos com outras companhias. No lugar de ler a BĂ­blia, seguimos ideologias diversas. No lugar de buscar amizades com pessoas que amam a Deus, andamos com aqueles que nĂŁo se importam com Deus.

O maior problema Ă© que, quando isso acontece, nos aproximamos do pecado e nĂŁo percebemos quando fazemos coisas erradas. TambĂ©m jĂĄ nĂŁo nos importamos mais em cometer pecados que achamos necessĂĄrios. Fazemos o que nos parece bom mesmo sabendo que estĂĄ errado. Assim, cada vez mais nossa sensibilidade e nosso amor vĂŁo desaparecendo e Deus vai sumindo nas nuvens, mas nĂŁo nos importamos, pois nossa visĂŁo sĂł vĂȘ o que estĂĄ aqui na terra.

Mas chega uma hora em que percebemos estar distantes de Deus. Sentimo-nos como o salmista da nossa leitura bíblica, que afirma já não ter mais forças: todo seu vigor desapareceu, derreteu como gelo no calor. Nesta hora ele pede que Deus não se afaste dele. Reconhece que precisa de Deus para vencer tão grande batalha na vida. Ele diz: “Ó Senhor, vem depressa me socorrer, salva-me, livra-me”. Certo do livramento, compromete-se a contar em agradecimento o que Deus fez por ele e a adorá-lo de coração. – HSG

Deus nĂŁo estĂĄ distante, nĂłs Ă© que nos afastamos dele.

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29 de julho

TĂ­tulo – Amor

Leitura BĂ­blica: 1 CorĂ­ntios 13.13.          Se vivemos no EspĂ­rito, andemos tambĂ©m pelo EspĂ­rito (Gl 5.25).

Fala-se muito de amor, mas pouco se pratica dele. O amor verdadeiro Ă© parte do fruto do EspĂ­rito Santo e encontra-se numa lista de 9 caracterĂ­sticas do fruto do EspĂ­rito em GĂĄlatas 5.22.

Jesus diz que o amor a Deus e o amor ao prĂłximo sĂŁo os principais mandamentos e deles depende toda a lei e os profetas (Mateus 22.38). Em Mateus 7.20 Jesus diz que pelos nossos frutos seremos conhecidos. AlĂ©m deste fruto principal, o Senhor diz em JoĂŁo 15.8 que para glorificar o Pai e tornar-nos discĂ­pulos dele precisamos dar muito fruto. Todos estes textos nĂŁo deixam dĂșvidas de que produzir o fruto do amor e os outros da relação de GĂĄlatas 5.22 Ă© necessĂĄrio para apresentarmos ao mundo nossa identidade como cristĂŁos, confirmar o que ensinamos e glorificar o Pai. Um bom discĂ­pulo de Cristo ama.

O amor ao Pai Ă© aquele acima de qualquer outra preferĂȘncia. Amor ao prĂłximo Ă© o amor caridade, que oferece sempre, sem esperar retribuição. Ambos sĂŁo difĂ­ceis para nĂłs, pois o amor ao Pai celestial Ă© um tanto abstrato e hĂĄ outras oportunidades concretas e presentes de amar, como por exemplo o amor a um filho ou ao cĂŽnjuge. Fazemos sacrifĂ­cios e inventamos muitas atitudes para demonstrar a estes o nosso amor. Amar a Deus, que nunca vimos, dependerĂĄ totalmente de nossa fĂ© e do reconhecimento do seu amor por nĂłs. SerĂĄ, portanto, um amor de retribuição pela bondade que Deus nos concede continuamente.

O amor ao prĂłximo tambĂ©m enfrenta dificuldades: hĂĄ os inimigos, os antipĂĄticos, os feios, os aproveitadores e tantos outros que normalmente nĂŁo conseguimos amar. Jesus, porĂ©m, sofreu, cuspiram nele, foi vĂ­tima de calĂșnias e seus prĂłprios amigos o abandonaram. Amou-os assim mesmo? Sim! Ele foi capaz e nĂłs como seus discĂ­pulos podemos aprender dele. Procuremos aperfeiçoar-nos nessa prĂĄtica, tanto em relação ao Pai celestial como tambĂ©m em relação ao prĂłximo. – WK

O amor de Deus nos habilita a beneficiar os outros sem retorno e a ter alegria nisso.

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28 de julho

TĂ­tulo – Errei: e agora?

Leitura BĂ­blica: LevĂ­tico 4.1-12    Aproximemo-nos do trono da graça com toda a confiança, a fim de recebermos misericĂłrdia e encontrarmos graça que nos ajude no momento da necessidade (Hb 4.16).

“Mas eu tinha certeza de que era ali que deveria entrar”, lamenta o motorista depois de rodar por meia hora e entĂŁo descobrir que, definitivamente, nĂŁo era aquela a estrada que o levaria ao destino. Enganou-se. E entĂŁo? Ele Ă© culpado e merece punição por aquilo? NĂŁo – ele nĂŁo quis errar. Mas errou e, culpado ou nĂŁo, terĂĄ de pagar pelo erro. Neste caso, o preço Ă© baixo: uma hora perdida (meia para ir e meia para voltar) e combustĂ­vel desperdiçado. Todavia, sabemos que existem enganos bem mais sĂ©rios, que no pior caso podem custar a prĂłpria vida. O erro mais grave desse tipo – e provavelmente o mais frequente – Ă© tomar decisĂ”es e atitudes sem levar em conta o que Deus estabeleceu para nĂłs – e sem perceber. A BĂ­blia chama isso de pecado e diz tambĂ©m que Ă© mortal (Rm 6.23). É como errar a estrada e, nĂŁo importa se de propĂłsito ou sem querer, despencar num abismo. No capĂ­tulo da leitura bĂ­blica de hoje, Deus instrui seu povo, Israel, sobre o que fazer num caso desses. É claro que o sacrifĂ­cio de animais a ser oferecido nĂŁo consertava o erro, mas era para eles um sinal de que alguĂ©m sempre teria de pagar por ele: nĂŁo se pode simplesmente fazer de conta que nada aconteceu. Diante daquele ato como gesto de reconhecimento do pecado, entĂŁo, o prĂłprio Deus pagava a conta, concedendo seu perdĂŁo. Para nĂłs hoje vale algo muito mais eficaz: o versĂ­culo em destaque Ă© o resultado da mensagem de que o preço dos nossos pecados – tanto as maldades como os enganos – foi definitivamente pago por Jesus na cruz, de modo que podemos contar com o perdĂŁo de Deus simplesmente ao reconhecer nosso erro e confiar nessa oferta divina. A Ășnica condição Ă© reconhecĂȘ-lo sinceramente (arrepender-se) e pedir o perdĂŁo a Deus. – RK

Com erros nĂŁo se brinca – e como Ă© bom ter solução para eles!