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📖 Palavra de Sabedoria

  

Reflexão 📖

5 de janeiro
Lei

Leitura Bíblica: Salmo 119.10-16  Tenho prazer nos teus mandamentos; eu os amo (Sl 119.47).

O salmo 119 inteiro é um elogio à lei e aos mandamentos de Deus. Isso pode soar estranho no Brasil, onde as leis são sistematicamente desrespeitadas em todos os níveis sociais, da pessoa mais simples até às mais altas autoridades. Não podemos generalizar, uma vez que há muitos cidadãos que cumprem bem a lei, mas de forma geral a nossa cultura valoriza a esperteza e a habilidade de aproveitar todos os atalhos possíveis para obter vantagens pessoais. Como podemos entender então o que significa ter alegria e prazer na lei divina? Feito à imagem e semelhança de Deus, o ser humano tem inteligência e autonomia para tomar suas próprias decisões. No entanto, ele foi desobediente e se afastou de Deus – com efeitos colaterais inesperados: em vez de conseguir prazer nas suas próprias conquistas, o homem sente-se incompleto. Então, ele busca constantemente suprir por meio de poder, dinheiro, sexo, realização profissional, etc. o que falta para obter a alegria tão ansiada. É um labirinto de possibilidades. É aqui que entra a lei de Deus. Ela serve como uma placa de trânsito que nos aponta o caminho certo. A lei de que fala o salmo não é um conjunto de regras irritantes, que seguimos apenas para não levar multa ou ir para a cadeia. Na verdade, trata-se da instrução de vida dada pelo Criador: quanto mais a conhecermos e nos empenharmos em segui-la, mais perceberemos a sua utilidade como manual para melhorar nosso relacionamento com Deus. E quanto mais próximos estivermos do Senhor por meio de Cristo, mais alegria teremos em nossa vida. 

O prazer na Palavra de Deus não aparece de um dia para o outro. É preciso cultivar a leitura e o estudo dela para absorver cada vez mais os seus ensinamentos (v 11, 15). Aprendemos pela repetição (v 13). Talvez por isso esse também seja o salmo mais longo da Bíblia: é um processo demorado, ao qual é preciso dedicar esforço. Mas ele vale a pena! – DK

A alegria real é como um tesouro: é preciso ter um mapa (a Bíblia) e muita disposição para encontrar – vale a pena tentar!

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Reflexão 📖

4 de janeiro
Satisfação

Leitura Bíblica: Salmo 112                  Tu me farás conhecer a vereda da vida, a alegria plena da tua presença, eterno prazer à tua direita (Sl 16.11).

Lembro-me da seguinte afirmação em um cântico: “Satisfação é ter a Cristo. Não há melhor prazer já visto: sou de Jesus e agora eu sinto satisfação sem fim!” É uma grande verdade: ao conhecer Cristo, encontramos a real satisfação. A alegria que Deus nos dá é incomparável. Nosso texto base começa dizendo isso: “Aleluia! Como é feliz o homem que teme o Senhor e tem grande prazer em seus mandamentos!” Agostinho narra esta expe­riência em sua vida dizendo: “Como foi maravilhoso eu ficar repentinamente livre daquelas alegrias infrutíferas que antes eu tinha medo de perder!… Tu as expulsaste de mim; tu, que és a verdadeira e a soberana alegria. Tu as expulsaste de mim e ocupaste o lugar delas… Ó Senhor, meu Deus, minha Luz, minha Riqueza, minha Salvação”.

Sim, quando experimentamos a verdadeira alegria no Senhor, Deus abre os nossos olhos e mostra como é miserável o pecado que nos atrai. Passamos a perceber o vazio das muitas paixões e como a busca de prazer fora de Deus é uma constante decepção. O final do Salmo 112 diz: “O desejo dos ímpios se frustrará”. Conviria refletir sinceramente se realmente temos o nosso prazer nos valores eternos da lei do Senhor, se é realmente ali que buscamos nossa satisfação. Será que nosso prazer está em anunciar as obras que Deus tem realizado em nossa vida? Não estaríamos colocando nossa esperança na incerteza das riquezas deste mundo, em vez de nos firmarmos em Deus, que tudo provê ricamente para a nossa satisfação? John Piper faz uma pergunta: “Não estaríamos escravizados aos prazeres deste mundo, de modo que, apesar de toda a nossa conversa sobre a glória de Deus, amamos a televisão, a comida, o sono, o sexo, o dinheiro e o louvor humano tal como outras pessoas os amam?”

Sejamos sóbrios e não troquemos as delícias perpétuas por prazeres efêmeros. – HSG

Que no íntimo do meu coração eu tenha prazer no Senhor.

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Reflexão 📖

3 de janeiro
Sem Deus no mundo

Leitura Bíblica: Efésios 2.11-22 Naquela época vocês estavam sem Cristo … sem esperança e sem Deus no mundo (Ef 2.12).

No texto de hoje o apóstolo Paulo fala da nova humanidade em Cristo. Não há prêmio de loteria, mesmo acumulado, que se possa comparar à experiência da conversão a Cristo. Ao escrever este texto, Paulo deve ter tido em mente aquela palavra de Jesus: “Que adiantará ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” (Mt 16.26). Viver sem Cristo, sem Deus, é mesmo viver sem esperança. O fato de grande parte da humanidade viver ainda hoje sem Deus, diz o apóstolo Paulo, é a razão do curso degradante da imoralidade sexual, da impureza e libertinagem, da idolatria e feitiçaria, de ódio, discórdias, ciúmes, inveja, embriaguez, orgias, corrupção e coisas semelhantes. Pelo diagnóstico de Jesus, um coração (ou seja, uma vida) sem Deus está abarrotado de maus pensamentos, de homicídios, adultérios, imoralidades sexuais, roubos, falsos testemunhos, calúnias que tornam a vida impura e desregrada (Mt 15.19). O autor da carta aos Hebreus diz que para as pessoas que persistem em viver a vida sem Deus só resta uma terrível expectativa de juízo e de fogo intenso que consumirá os seus inimigos (Hb 10.27).

Paulo, entretanto, conclui o seu pensamento dizendo que aqueles que se convertem e passam a viver com Deus já não são mais estrangeiros nem forasteiros, mas concidadãos dos santos e membros da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, tendo Jesus Cristo como pedra angular. Já o Salmo 1 diz que o homem com Deus na vida é semelhante a uma árvore plantada à beira de águas correntes – vivo, verdejante e frutífero, enquanto o homem sem Deus é como a palha levado pelo vento – inútil e perdido por aí. – HM

Ter ou não ter Deus na vida: eis a questão.

Reflexão 💑

O QUE É AMOR?

Em uma sala de aula, havia várias crianças, quando uma delas perguntou:
— Professora, o que é o amor?

A professora sentiu que a criança merecia uma resposta à altura da pergunta inteligente que fizera.
Como já estava na hora do intervalo, pediu para que cada aluno desse uma volta pelo pátio da escola e trouxesse o que mais despertasse nele o sentimento de amor.

As crianças saíram apressadas e, ao voltarem, a professora disse:
— Quero que cada um mostre o que trouxe consigo.

A primeira criança disse:
— Eu trouxe esta flor, não é linda?

A segunda criança falou:
— Eu trouxe esta borboleta. Veja o colorido de suas asas, vou colocá-la em minha coleção.

A terceira criança completou:
— Eu trouxe este filhote de passarinho.
Ele havia caído do ninho onde estava junto com o outro, seu irmão.
Não é uma gracinha?

E assim, as crianças foram se manifestando.
Terminada a exposição, a professora notou que uma criança tinha ficado quieta o tempo todo.
Ela estava vermelha de vergonha, pois nada havia trazido.

A professora dirigiu-se a ela e perguntou:
— Meu bem, por que você nada trouxe?

E a criança timidamente respondeu:
— Desculpe professora.
Vi a flor e senti o seu perfume.
Pensei em arrancá-la, mas preferi deixá-la para que seu perfume exalasse por mais tempo.
Vi também a borboleta, leve, colorida!
Ela parecia tão feliz que não tive coragem de aprisioná-la.
Vi também o passarinho caído entre as folhas, mas, ao subir na árvore, notei o olhar triste de sua mãe e preferi devolvê-lo ao ninho.
Portanto, professora, trago comigo o perfume da flor, a sensação de liberdade da borboleta e a gratidão que senti nos olhos da mãe do passarinho.
Como posso mostrar o que trouxe?

MORAL DA HISTÓRIA:

A professora agradeceu à criança e lhe deu nota máxima, pois ela foi à única a perceber que só no coração podemos trazer o amor…

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Reflexão 📖

2 de janeiro

Confiança

Leitura Bíblica: Habacuque 3.17-19 Espere no Senhor. Seja forte! Coragem! Espere no Senhor! (Sl 27.14).

O livro de Habacuque é um relato da caminhada espiritual de um homem (o profeta Habacuque), que vai da queixa à confiança, da dúvida à adoração. Os resultados da destruição pela invasão babilônica e a crueldade com que o povo de Judá foi tratado eram sentidos por toda a terra. Habacuque também se sensibiliza com tais impactos e então se volta para Deus com questionamentos e queixas a respeito de tais acontecimentos. Muitas vezes nos sentimos como aquele profeta: em meio a muitos acontecimentos maus em nossas vidas nos queixamos e cobramos de Deus o porquê de tal situação, acontecimento ou sofrimento.

No texto que lemos hoje há uma mudança na vida espiritual de Habacuque: uma transformação, uma renovação. Ele não demonstra mais ansiedade e nem se deixa controlar pelas circunstâncias, passa a confiar nos planos do Senhor mesmo em meio às circunstâncias de dor e perda. O profeta encontra a fonte de sua alegria em Deus, colocando sua esperança nele, pois percebe seu real poder. Leva-nos assim à reflexão de que Deus é Deus e não nos deve satisfações – os planos são dele e independem da nossa vontade. São mistérios da providência divina, que não nos cabe questionar e muitas vezes nem entender. A nós, criaturas dele, compete confiar, porque os planos do Senhor são melhores que os nossos. Ele quer nos dar o melhor, mas para isso pode ser necessário tirar algo a fim de percebermos o valor das coisas e do cuidado de Deus.

Habacuque nos convoca a sempre crer em Deus, sermos fiéis e tementes a ele e aprendermos a viver acima da crise, superando os momentos difíceis, pois a confiança nele é que nos dará a vitória, por piores que sejam as circunstâncias. – LG

Confie no Senhor, mesmo nos momentos difíceis. Os planos dele são melhores que os nossos.