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Reflexão ✔️

Convicção
Leitura:
Quanto a mim, graças ao poder do Espírito do Senhor, estou cheio de força e de justiça, para declarar a Jacó a sua transgressão, e a Israel o seu pecado (Mq 3.8).Miqueias 3.1-12

No texto que você acabou de ler, o profeta Miqueias denuncia a corrupção existente no povo de Deus, que atingia os mais ricos e a liderança política e religiosa. Muitos eram idólatras ou fizeram alianças com outros povos, deixando de confiar no Senhor. Hoje não é muito diferente. Nossa existência, afirmam alguns pensadores, não tem sentido; então a melhor coisa a fazer é apropriar-se do nosso corpo e, por meio dele, desfrutar todos os prazeres que nos são oferecidos. Para colocar isso em prática, o homem precisa de dinheiro, pois esse modo de viver dá despesas. Disso tudo resulta, entre outras consequências perversas, a injustiça social. As pessoas adoram a economia de mercado e nela depositam sua esperança: acham que encontraram um tesouro inesgotável.
Diante deste contexto, os cristãos precisam demonstrar uma convicção tão firme quanto a de Miqueias. Ele denunciou a falácia dessa crença de que posso viver sem rédeas e que jamais haverá um julgamento. O versículo 11 parece uma notícia de um jornal de nossos dias. Também hoje muitos corruptos envolvem Deus em sua forma de enxergar a vida. E nós, como reagimos a isto tudo? Demonstramos coragem e convicção como Miqueias?
A decisão de cumprir a vontade de Deus é louvável. Ela, só ela, dá verdadeiro sentido à vida. Além disso, é preciso também seguir o exemplo de Miqueias: confiar no poder do Espírito Santo para denunciar a desobediência ao Senhor em nossos dias. Só assim poderemos proclamar a mensagem de Cristo por meio de palavras e de nossa conduta, ética, espiritualidade… Só em Deus encontramos a força para viver neste mundo corrupto sem, contudo, deixar-nos levar por ideias que não agradam a Deus e ainda proclamar que há outro modo de se viver – com Deus! – MJT

É preciso ter uma vida correta e convicção da mensagem divina para poder proclamá-la!

Reflexão ✔️

Crer no invisível
Leitura Bíblica: 2 Coríntios 4.8-18
Olho nenhum viu, ouvido nenhum ouviu, mente nenhuma imaginou o que Deus preparou para aqueles que o amam (1Co 2.9).

Nós temos uma forte tendência para desanimar. Diante das difíceis e desafiadoras situações em nossa vida, há momentos em que temos vontade de desistir de tudo. Isso acontece quando colocamos toda a nossa expectativa naquilo que é visível e material – quando aquilo desaparece, desfalecemos. O texto de hoje nos anima a não olhar apenas para o que é terreno e passageiro, mas a buscar o que não se vê porque é espiritual – ou seja, o eterno Deus. Quando focalizamos o nosso olhar no Senhor e aprendemos a confiar nele, temos força e esperança para enfrentar as mais difíceis circunstâncias.
O texto que lemos hoje foi escrito por Paulo para a comunidade cristã de Corinto, cujos membros viviam numa sociedade idólatra e corrupta. Nesta carta, o apóstolo conta que passou por muitas situações difíceis por causa do evangelho, sendo perseguido em razão da sua tarefa de proclamar a fé em Cristo. Mesmo assim, ele conseguia sempre renovar as suas forças dia após dia, pois o seu olhar não estava voltado para as coisas do presente, mas do porvir: o que Deus preparou para aqueles que o amam, como diz o versículo em destaque. Paulo sabia que o seu bem precioso não poderia ser encontrado em nenhum outro lugar. Sua esperança era estar um dia na presença de Jesus Cristo, por isso conseguia confessar que morrer seria lucro (Fp 1.21).
Deus não quer que coloquemos nossa esperança naquilo que desaparece com o tempo. Nossa vida deve estar firmada no que é espiritual e eterno, e que só pode ser visto com os olhos da fé. Somente Deus, seu amor e sua Palavra (que são eternos) nos darão forças que se renovam diariamente para que não desanimemos em nossa fé e esperança em Jesus Cristo. – DS

A vida do cristão deve estar firmada no que ele crê, não no que vê.

Reflexão ✔️

Bênçãos da obediência
Leitura Bíblica: Deuteronômio 28.1-8
Se vocês obedecerem fielmente ao Senhor, seu Deus, e seguirem cuidadosamente todos os seus mandamentos que hoje lhes dou, o Senhor, o seu Deus, os colocará muito acima de todas as nações da terra (Dt 28.1)
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Deus escolheu o povo de Israel como seu “porta-voz” para a humanidade. Para isso, deu-lhe uma legislação. O livro de Deuteronômio, do qual lemos hoje, é conhecido como o livro da “segunda lei”. Não que Deus tenha dado duas leis ao seu povo, mas é uma repetição que confirma e reforça a importância dos seus mandamentos. Ainda assim, tanto Israel como nós tendemos a desobedecer-lhes – comportamento conhecido como “pecado”.
A insistência em que ele, Deus, é Senhor, é de imensurável importância. Significa que Deus é eterno e está presente em toda parte. Não há como escapar dele: lá na frente o encontraremos, seja para nos premiar, seja para um doloroso acerto de contas. Neste texto Deus nos revela a sua gloriosa misericórdia. Se obedecermos, a bênção será automática.
A bênção os acompanharia no campo, os casais seriam férteis, os rebanhos se multiplicariam, o trabalho no lar seria bem sucedido, e Israel seria como José, um dos seus patriarcas, que era bem-sucedido em tudo no que ele punha a mão (confira em Gênesis 39.2,23). No Antigo Testamento há muitos exemplos daquele pequeno povo prevalecendo sobre outras nações. Incrível!
A promessa de bênção para os que obedecem perdura até hoje, mas desde que Cristo veio para incluir nela todos os povos e não apenas Israel, a bênção adquiriu outra dimensão. Enquanto a obediência no Israel de ontem trazia paz coletiva, a bênção de hoje é a paz presente no coração dos que obedecem. Embora o cristão participe de todas as dificuldades típicas do ambiente em que vive, essa paz lhe proporciona uma vantagem que acaba por se refletir em uma vida bem melhor que a da média. – MJT

As bênçãos de Deus por nossa obediência a ele são a base para uma vida feliz e cheia de sentido.