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Reflexão 📖

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4 de julho

Título – Fale sem limites

Leitura Bíblica: Mateus 11.28-30.    Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso (Mt 11.28).

Recentemente uma empresa de telefonia móvel me ligou oferecendo um plano com vantagens ilimitadas para falar ao telefone sem restrições de tempo. Pedi um tempo para analisar todas as vantagens e desvantagens do “pacote”. Se eu adquirisse o tal plano, o que faria com os “incontáveis minutos”? Já que não haveria restrições, como eu poderia utilizar todo o tempo disponível para ajudar os outros? Depois de muito pensar, resolvi que criaria um número que permitisse às pessoas falar de seus desacertos, ressentimentos, ofensas e irritações, pedindo desculpas sem na realidade falar com a pessoa ofendida. Assim, quem vivesse sob as acusações de uma “consciência pesada” poderia ligar para aquele número e deixar ali suas mensagens numa secretária eletrônica… Ah, seria de muita utilidade e creio que centenas de ligações seriam registradas em apenas um dia, nas quais as pessoas confessariam abertamente suas faltas e pediriam desculpas… Mas eu quero dar uma boa notícia: essa linha já existe e está ativa! Ao contrário daquilo que imaginei, do outro lado há uma Pessoa atenta a cada confissão, ouvindo pacientemente e interagindo. Ela se chama Jesus Cristo, e a linha telefônica, oração. Jesus oferece a sua “linha telefônica” particular para falarmos sem limites. Ao contrário da indiferente secretária eletrônica, o Mestre diz-nos o que você leu no texto de hoje. É como se estivesse dizendo: “Você não estará falando sozinho porque estarei, sem limites de tempo, ouvindo cada uma de suas confissões, reclamações ou pedidos de desculpas”. E em 1Jo 1.9 lemos: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça”. Que sensação maravilhosa poder ouvir do outro lado da linha: “Vá em paz, você está livre!” – NND

Jesus está sempre disposto a nos ouvir e ajudar. Sua “linha telefônica” nunca está ocupada ou fora de área.

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3 de julho

Título – Recuperação

Leitura Bíblica: 1 Samuel 30.1-19.     Nada faltou: nem jovens, nem velhos, nem filhos, nem filhas, nem bens, nem qualquer outra coisa que fora levada. Davi recuperou tudo (1Sm 30.19).

A vida tem para cada um de nós essas surpresas que aconteceram com Davi e seus companheiros. Tal como hoje, por trás das guerras sempre havia o interesse material. Quando os amalequitas viram que a cidade de Ziclague estava sem segurança, aproveitaram e fizeram um “rapa”. Levaram tudo que puderam e ainda incendiaram a cidade. A perda foi total, mas o que mais doeu para Davi e seus companheiros foi a perda dos filhos e das esposas, ou seja, das famílias.

Nesses momentos precisamos consultar o Senhor. Foi o que Davi fez. Recebeu resposta positiva. Deus estaria com ele na luta. Os amalequitas eram insensíveis. Só levaram com vida os habitantes de Ziclague porque poderiam ser escravizados. Aquele pobre coitado egípcio de que o texto relata havia sido deixado para trás por estar doente. Ele só valia algo com saúde. Foi abandonado para morrer. Deus é surpreendente. Esse egípcio abandonado seria usado por Deus para dirigir Davi e seus seguidores aos saqueadores de Ziclague e de suas famílias.

Em contraste com o procedimento dos amalequitas, é notável observar aqui a sabedoria de Davi. Além de certificar-se do apoio divino, usou a inteligência: aproveitou as informações do egípcio abandonado. Respeitou seus companheiros: não quis homens exaustos nas fileiras dos seus soldados e esperou que descansassem, para só atacar na manhã seguinte. Evitou desgaste inútil e não saiu ao encalço dos que fugiram. Aquela era hora de celebração genuína, de recuperação espiritual, moral e emocional. Temos perdas nesta vida, mas se começarmos a recuperação com o auxílio divino, certamente ela acontecerá. – MJT

A orientação de Deus é o primeiro passo para transformar perdas em benefícios.

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📖 Palavra de Sabedoria

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2 de julho

Título – Esperteza

Leitura Bíblica: Salmo 24.3-4.        Bem-aventurados os puros de coração, pois verão a Deus (Mt 5.8).

Dias atrás fui ao mercado comprar pão. Quando entrei, a dona do estabelecimento conversava com um cliente, que comentou: “O mundo é dos espertos!”. Terminaram a conversa e segui meu caminho. Confesso que fiquei pensando naquela frase e meditei sobre a mentalidade que há neste mundo. Infelizmente a maioria pensa dessa forma e é prática corrente as pessoas quererem tirar proveito das outras, buscando seu próprio benefício. A Palavra de Deus nos dá pistas de como uma pessoa deve agir para se achegar a Deus. A leitura bíblica de hoje mostra dois elementos necessários para nos apresentarmos diante de Deus.

No versículo 4, o salmista dá a primeira pista: Aquele que é correto no agir, ou o que é limpo de mãos. O que seria agir corretamente nos dias de hoje? Na escola, quando seria tão vantajoso colar na prova, ou quando dá aquela vontade de “ficar” com uma garota ou um garoto? No trabalho, às vezes uma mentirinha cairia tão bem, não é verdade? Mas temos de ser corretos no nosso agir. Deus nos recompensará depois.

A segunda pista, ainda no verso 4, diz: aquele que é correto no agir e limpo no pensar. Outra tradução diz: puro de coração. O salmista está falando de não ficar pecando com o pensamento, por exemplo quando você tem a oportunidade de acessar certos sites ou quando lhe mostram revistas que sabe não serem convenientes, ou ainda quando alguém lhe faz mal e você cria tanto ódio ou rancor que não consegue nem olhar para a pessoa. No versículo em destaque, Jesus diz que os puros de coração verão a Deus! A melhor opção é fugir das coisas que desagradam a Deus. Façamos como José quando a esposa de Potifar quis dormir com ele: fujamos!

Que nos aproximemos de Deus com uma vida correta, um pensamento puro, um coração rendido e integridade em nossas palavras! A vida com Deus traz mudança de atitudes! Que Deus nos abençoe nesta busca! – GHS

Este mundo pode até ser dos espertos, mas o céu é dos puros de coração!

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📖 Palavra de Sabedoria

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1º de julho

Título – Quem decide?

Leitura Bíblica: Efésios 6.1-4.                 É preciso obedecer antes a Deus do que aos homens (At 5.29).

O relacionamento entre pais e filhos sempre foi assunto complicado – às vezes a justiça e a obediência têm seus conflitos. Certa ocasião, um menino de 14 anos se preparava para o batismo. Na véspera do dia festivo, o pai do menino, que não era cristão, proibiu que o filho fosse batizado. Magoado, o menino veio falar com o pastor, já com a sua conclusão firmada no versículo em destaque aqui. Serenamente, o pastor apontou para o texto em Efésios 6.1 “Filhos, obedeçam a seus pais no Senhor, pois isso é justo.” O jovem, muito esperto, respondeu: “O meu ‘pai no Senhor’ é o senhor, pastor. Foi por sua pregação e o seu apelo que decidi receber Jesus como meu Senhor e Salvador.” “Pois bem, disse o pastor, se você me tem como o seu pai espiritual, então lhe aconselho a atender ao pedido do seu pai físico de não se batizar. Diga, pois, a ele: ‘Pai, em obediência à Palavra de Deus vou lhe obedecer e não vou me batizar. A responsabilidade, entretanto, ficará sobre a sua vida.’”

O jovem foi e transferiu a responsabilidade ao pai. E este, como não gostou muito, castigou o filho, obrigando-o a ler alguns livros anticristãos. Todavia, foi essa leitura que fez crescer no filho a confiança em Cristo e a convicção dos erros da religião na qual vivia o seu pai. Passou então a argumentar com o pai com calma e muito amor. Passados alguns meses, o pai concordou não só que o filho fosse obediente ao mandamento de Cristo, como compareceu ao batismo. Anos depois, Deus chamou o filho para o ministério sagrado. Este informou seu pai a respeito, que prontamente concordou e participou do sustento do seu curso teológico. Depois de formado e consagrado como pastor, eis que o pai também se decide a favor de Cristo – e agora é o filho que tem o privilégio de ver seu pai descendo às águas do batismo. – HM

Deixar Deus decidir é decidir bem.

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30 de junho

Título – Critérios

Leitura Bíblica: Esdras 2.61-63.         Que a paz de Cristo seja o juiz em seu coração, visto que vocês foram chamados para viver em paz (Cl 3.15a).

E agora, como decidir o que posso/devo fazer? Qual é o critério apropriado? A solução mais agradável? A mais barata, mais útil, mais segura? Às vezes, seria mais simples ter uma autoridade para nos dar ordens. Bastaria obedecer, e as consequências ficariam por conta de quem mandou. Fácil, mas nem por isso muito satisfatório.

No texto bíblico de hoje, um grupo de judeus estava numa situação assim, e a solução para eles seguiu essa linha. Diziam que eram sacerdotes – aqueles que faziam a ponte entre as pessoas e Deus – mas as regras sobre quem poderia exercer essa função eram muito rígidas: deveria pertencer à tribo de Levi (Dt 10.8), e o líder (o sumo sacerdote) precisava ser descendente de Arão (Êx 29.44 e outros). Na ocasião, o grupo tinha acabado de voltar de um longo exílio em terra estranha e havia perdido seus documentos – não tinham como provar se eram qualificados. A única maneira de ter certeza era se o próprio Deus os credenciasse. Para isso, havia um recurso que Deus estabelecera há muito tempo: o “urim e tumim”, um sistema de sorteio por meio do qual o sumo sacerdote descobria a vontade de Deus. Eles ficariam dependendo de outra pessoa para esclarecer a situação.

Séculos depois, Deus estabeleceu uma linha direta de contato para todas as pessoas – não só os judeus – quando ele se fez homem na pessoa de Jesus Cristo. Ele próprio quer conduzir nossa mente e nossos sentimentos de um modo que tomemos decisões de acordo com os seus bons propósitos para nós. O versículo em destaque nos oferece como critério para isso a “paz de Cristo”, uma tranquila certeza de estar em sintonia com o Salvador naquilo que fizermos. A “receita”, portanto, é confiar a vida a Cristo, que ressuscitou dos mortos e vive, cultivar a convivência com ele e crescer nela para ganhar cada vez mais firmeza nas decisões que a vida nos impõe. – RK

A paz de Cristo supera os conflitos que as decisões nos impõem.

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29 de junho

Título – Limites

Leitura Bíblica: Juízes 16.23-31.   Como filhos obedientes, não se deixem amoldar pelos maus desejos de outrora, quando viviam na ignorância (1Pe 1.14).

Existem vários tipos de limites, entre eles o físico e o moral. Muitas pessoas têm problemas com o significado da palavra limites. Uns acham, por exemplo, que não se devem impor limites aos filhos, pois eles podem crescer traumatizados, principalmente se ouvirem repetidamente o “não”. Outros pensam que eles estão fora de moda, que os tempos mudaram e que não é preciso colocá-los em prática, ainda mais quando se trata de limite moral. Essas pessoas pensam que são livres para fazer o que bem entendem. Porém, os que permanecem firmes na palavra de Deus ainda percebem a importância da ação provocada pelo uso de limites e não se deixam levar por modismos ou achismos. Na história de Sansão podemos observar como ele ultrapassou os limites estabelecidos por Deus. No início da história, vemos que era um homem agraciado por Deus com uma força inigualável. Além disso, era um líder do povo de Israel. Todavia, Sansão cometeu um deslize fatal. Ele se esqueceu de Deus e se deixou enredar pelos tentáculos da sedução. Não respeitou os limites estabelecidos e teve de arcar com as desastrosas consequências do seu erro.

A falta de limites nos afasta de Deus. No entanto, é preciso lembrar que não é o limite físico que nos impede de chegar a Deus, mas o limite moral. O desvio da nossa conduta para longe da vontade divina é uma afronta à santidade de Deus. Todas às vezes que ultrapassamos os limites de Deus para a nossa vida, ou seja, quando pecamos, corremos sério risco de nos afastar de Deus a tal ponto que não conseguimos mais retornar. Apesar de Deus ser misericordioso, não podemos brincar com a sua bondade. Por isso precisamos respeitar os limites de Deus, lembrando sempre que para pecar não é preciso odiar a Deus, basta esquecê-lo. – JSD

Quem ignora os limites perde o caminho.