Arquivo do mês: julho 2016

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16 de julho

Título – Túnica da discórdia

Leitura Bíblica: Gênesis 37.1-5                 O ódio provoca dissensão, mas o amor cobre todos os pecados (Pv 10.12).

Um presente! Quem não gosta de ganhar um? Presentes trazem alegria, mostram consideração. Na história que lemos hoje no livro de Gênesis, Jacó presenteia seu filho José. No entanto, seu ato não causou apenas alegria, mas também ódio e desprezo. O problema foi que aquela túnica que Jacó destinou a José mostrou a predileção que o pai sentia por ele. Os demais irmãos sentiram-se menosprezados e não gostaram daquilo, passando a odiar José.

Será possível amar todos filhos sem parcialidade ou preferências? Se os filhos viverem sabendo que os pais preferem um ou o outro, será possível mesmo assim sentirem-se amados e considerados?

No momento em que os pais escolhem um filho para demonstrar maior afeição, automaticamente demonstram falta de consideração, carinho e afeição aos demais. Quando isso acontece no dia a dia da família, crescem ódio e ressentimento no coração dos “menos amados”.

Ainda assim, José poderia ter sido mais cauteloso com seus irmãos, evitando despertar neles mais ciúmes. Infelizmente ele não soube agir assim, nem se poderia esperar isso de um jovem inexperiente como ele.

O que este pequeno texto relata pode mudar vidas inteiras e construir famílias unidas quando se aceita seu alerta ou destruir a união que existe quando se imita o que ele conta. Os pais precisam amar todos os filhos de igual forma, sem favoritismos, parcialidades ou preferências. Os filhos precisam comportar-se amavelmente entre si, evitando discórdias, fazendo a união e o amor crescer nos relacionamentos.

É muito interessante observar ainda que o livro de Gênesis, composto de 50 capítulos, dedica apenas dois ao relato da criação de todo o mundo, enquanto os restantes descrevem a formação da família e assuntos pertinentes a ela. De fato, o assunto é importante! – ACS/VS

Amor e predileções não combinam.

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15 de julho

Título – Formiga

Leitura Bíblica: Neemias 4.1-10.      Sejam fortes e não desanimem, pois o trabalho de vocês será recompensado (2Cr 15.7).

Uma pequenina formiga carregava com muito sacrifício uma enorme folha, que devia ter dez vezes o seu tamanho. Quando o vento batia, folha e formiga caíam. Foram muitos os tropeços, mas nem por isso ela desanimou. Parou perto de um grande formigueiro e pensei: “Até que enfim ela terminou o seu empreendimento!” Ilusão a minha. Na verdade, havia apenas concluído uma etapa de sua enorme tarefa. A folha era maior que o buraco. A formiga entrou sem ela e eu disse para mim mesmo: “Coitada, tanto sacrifício para nada!” Mas fui surpreendido: ela voltou com outras formigas e todas começaram a cortar a grande folha em pequenos pedaços que, em pouco tempo, foram levados para dentro do formigueiro.

Observando aquela situação, refleti sobre minhas experiências. Quantas vezes eu estive desanimado diante do tamanho de minhas tarefas ou dificuldades? No texto de hoje, os israelitas também enfrentavam muitos problemas para reconstruir o muro de Jerusalém. Aquilo parecia impossível! Somente com a ajuda de Deus eles conseguiram concluir a obra.

Voltando à história da formiga, ela me ensinou a não desanimar: 1) diante das tarefas: e se a formiga tivesse considerado apenas as dificuldades da tarefa? Teria desistido! Invejei a sua persistência e transformei minha reflexão em oração: “Senhor, me dê a perseverança dessa formiga! Eu não quero desanimar diante das lutas!”; 2) diante do tamanho das tarefas: “Eu preciso aprender a dividir em pedaços os fardos que, às vezes, se apresentam grandes demais!”; 3) quando cair: ela superou todas as adversidades da estrada; e 4) se não puder ver o caminho: “Senhor, me dê a graça de, como aquela formiga, não desistir da caminhada, mesmo quando, pelo tamanho da carga, não consigo ver com nitidez o caminho a percorrer”.

O encontro com aquela formiga me fez mais fortalecido em minha caminhada e agradeci ao Senhor por isso. – NND

Quando pedimos a ajuda do Senhor para realizar nossas tarefas, ele nos anima e fortalece.

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📖 Palavra de Sabedoria

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14 de julho

Título – Maturidade

Leitura Bíblica: Hebreus 5.12-6.3.      Quando eu era menino, falava como menino, pensava como menino e raciocinava como menino. Quando me tornei homem, deixei para trás as coisas de menino (1Co 13.11).

Maturidade significa a conquista da estabilidade, do equilíbrio e, consequentemente, da sabedoria. Seu alcance pressupõe a finalização de um processo, dentro do qual outros tantos tiveram de ocorrer. Uma pessoa madura é consciente, sobretudo com relação àquilo que não está sob seu controle. Ela sabe que quando chegou aqui já havia sistemas e regras estabelecidas, e que muito do conhecimento que pode usufruir foi à custa de experiências de seus antepassados com o fracasso. Sabe também que tem limites e que deve respeitá-los. Chegar a estas conclusões não é fácil, mas só passando por esse aprendizado nos tornaremos maduros. Precisamos observar e avaliar situações – não que viveremos de estatísticas, mas devemos prever consequências, sabendo equacionar causa e efeito.

Não é difícil, porém, observar que a maioria das pessoas recusa-se de certa forma a alcançar esse patamar. Suas personalidades imaturas acabam sendo a maior causa dos conflitos por problemas comportamentais inadequados. São adultos que agem como crianças mimadas: exigentes, temperamentais, impacientes. Querem mudar o curso das coisas sem que haja transformação em suas atitudes erradas, mas sem autoconhecimento a maturidade torna-se inatingível. Não resolve nada procurar um ingrediente mágico que solucione os problemas sem que se tenha de trabalhar por isso. 

Espiritualmente não é diferente. O autor da carta aos Hebreus fala sobre pessoas que conheceram a verdade, mas pararam no nível básico da fé e têm imensa dificuldade em exercitá-la. Não têm estrutura para enfrentar suas limitações e superá-las por meio da correção de seus valores e de suas atitudes. Regridem com facilidade, por falta de perseverança. Na dinâmica da vida é assim: quem não cresce, certamente diminui. – LFS

Cristo é nosso padrão de maturidade e também nos ajuda a atingi-la.

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13 de julho

Título – Adversário

Leitura Bíblica: Provérbios 6.6-9.        O caminho do preguiçoso é cheio de espinhos, mas o caminho do justo é uma estrada plana (Pv 15.19).

Muitas coisas são tidas como adversárias do ser humano por poder causar destruição em várias áreas da vida: profissional, relacional ou espiritual. Quando falamos nisso, talvez você logo pense nas muitas obrigações ou em algum pecado específico pelo qual você foi ou é tentado. Possivelmente preguiça não seja algo no topo da sua lista de perigos destrutivos. Entretanto, a Palavra nos alerta por meio do comportamento de um pequeno animal – a formiga – a observar este adversário agir. A preguiça às vezes é subestimada, pois parece ser tão insignificante como uma formiguinha, que pode ser liquidada com um pequeno aperto dos dedos.

Mas ela é um sério problema, pois leva à acomodação. É aí que se torna um adversário. É claro que temos consciência de que tudo o que temos vem de Deus, mas não podemos ignorar que ele vai abençoar nosso trabalho e que concederá bênçãos materiais e espirituais a partir do nosso esforço. A preguiça também se torna um adversário porque afasta as pessoas umas das outras. Para o trabalhador, a inércia do preguiçoso torna-se um incômodo e causa irritação ao ambiente em que se faz presente. Para os que convivem mais frequentemente com o preguiçoso e estão mais próximos dele, ele se torna um peso por sempre precisar de auxílio nas tarefas mais básicas a realizar. Este inimigo não permite ao ser humano agir, mas faz com que somente fique à espera de ser servido. É preciso tomar a decisão de lutar contra ele, mas isso exige disciplina. Entretanto, tal decisão vale a pena, as recompensas são certas. Com as pessoas que tomam esta decisão o Senhor se alegrará, pois sabe que pode entregar tarefas em suas mãos. É preciso ficar alerta contra a preguiça: seu ataque é sutil e o indivíduo atingido não percebe sua ação, correndo assim o risco deixar a vida escapar. – MZK

“A preguiça pode competir de igual para igual com os pecados mais subestimados”. (Ronald Sailler e David Wyrtzen).

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12 de julho

Título – Ciro

Leitura Bíblica: Esdras 1.1-11.               Irei adiante de você e aplainarei montes, para que você saiba que eu sou o Senhor, o Deus de Israel, que o convoca pelo nome (Is 45.2a,3b).

Caso você não conheça a história por trás da leitura bíblica de hoje, aqui vão algumas informações: Deus escolheu o povo de Israel como seu representante na terra e o fez morar na região da Palestina. Com o tempo, porém, Israel abandonou sua função. Para discipliná-lo, Deus enviou então o exército babilônico, que levou a maior parte dos israelitas para longe, onde deveriam passar um tempo longo para aprender a levar Deus a sério. Depois poderiam voltar e recomeçar a vida. Aqui começa a leitura de hoje: Ciro, o rei persa que substituiu os reis babilônicos, decide enviar os israelitas de volta para casa, inclusive para reconstruírem o templo de Deus em Jerusalém, destruído pelos babilônicos. E mais: devolve-lhes tesouros que haviam perdido e lhes dá outros recursos para poderem executar bem sua ordem.

Deve ter sido uma grande surpresa, porque Ciro nem conhecia Deus. De repente, ele entendeu o que o Senhor queria e lhe prestou esse serviço a favor daquele povo. Espantoso!

Essa virada súbita na vida de gente que vive (ou deveria viver!) com Deus não foi única. Há muitos casos semelhantes ao longo da História, inclusive de pessoas dos nossos dias. Talvez você esteja numa situação semelhante: parece que a vida emperrou e nada aponta uma saída. O recado de hoje então é: Deus não nos esquece e muitas vezes lança mão de algum inesperado “Ciro” para mudar tudo. Conte com o Senhor!

Todavia, Deus não é um mágico que, por encomenda, nos tirará do aperto porque assim queremos. O aperto faz parte do plano de Deus e terminará quando ele decidir que assim convém. O objetivo também não é a nossa satisfação, mas que Deus seja conhecido e exaltado. Para isso, ele usa quem quer: os israelitas, Ciro (veja o versículo em destaque) ou nós, quando ele nos fizer uma surpresa – sempre ao modo dele! – RK

Deus pode usar quem ele quiser – e do modo que quiser – para realizar seus planos.