ReflexĂŁo đź“–
1 de out de 2016
TĂtulo – O poder do ritual
Julie Ackerman Link
1 CorĂntios 11:23,34. …fazei isto em memĂłria de mim. —1 CorĂntios 11:24
Durante minha infância, uma das regras em nossa casa era que nĂŁo podĂamos ir dormir com raiva (EfĂ©sios 4:26). Todas as nossas brigas e divergĂŞncias tinham que ser resolvidas. Essa regra era acompanhada do ritual da hora de dormir: mamĂŁe e papai diziam a mim e a meu irmĂŁo: “Boa noite, amo vocĂŞ.” E respondĂamos: “Boa noite, amo vocĂŞ tambĂ©m.”
O valor desse ritual familiar recentemente ficou marcado em mim. Minha mãe em um leito de asilo morrendo de câncer de pulmão, foi ficando cada vez menos responsiva, mas todas as noites ao deixá-la eu dizia: “Amo você mamãe.” E ainda que não pudesse dizer quase nada, ela respondia: “Amo você também.” Durante a infância eu não tinha ideia da dádiva que esse ritual seria para mim tantos anos mais tarde.
O tempo e a repetição podem privar nossos rituais de seus significados. Mas alguns deles sĂŁo lembretes importantes de verdades espirituais vitais. Os cristĂŁos do primeiro sĂ©culo fizeram mau uso do ritual da Ceia do Senhor, mas o apĂłstolo Paulo os aconselhou a nĂŁo parar de celebrá-la. Ao contrário, ele lhes disse: “Porque, todas as vezes que comerdes este pĂŁo e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, atĂ© que ele venha” (1 CorĂntios 11:26).
Ao invés de desistir do ritual, talvez precisemos restaurar seu significado.
Qualquer ritual pode perder o significado, mas isso nĂŁo o torna sem significado.









