Arquivo da categoria: Estudos

Reflexão 📖

4 de Setembro
Boas relações

LEITURA BÍBLICA: 2 Coríntios 1.12-24  Para que vocês fossem duplamente beneficiados , planejava primeiro visitá-los (2Co 1.15).

Isso é que é começo de uma carta! Os relacionamentos de Paulo eram santos, muito sinceros, pois provinham de Deus. Há muito esforço por aí para melhorar relacionamentos. Cursos, seminários, livros e profissionais especializados, mas com tudo isso os tribunais estão lotados de processos e as famílias se desmancham. Uma reportagem de jornal descreveu há algum tempo o sofrimento de idosos nas mãos de filhos e netos ambiciosos: cartões de crédito com saldos dilapidados pelos parentes, alguns morrendo à míngua por falta de recursos e de dinheiro para os remédios tão necessários na velhice. Os problemas de relacionamento típicos dos nossos tempos são prova de que a sabedoria humana tem falhado.

Uma das regras de Paulo é desconhecida para a maioria: é a de começar suas relações “de acordo com a graça de Deus”. Paulo era claro no que dizia: “Nada lhes escrevo que não sejam capazes de ler ou entender”. “Eu me orgulharei de vocês nos dia do Senhor Jesus Cristo”.

O apóstolo assegura aos seus leitores que o seu dizer era sim, sim, não, não. Depois afirma que Cristo foi sempre um sim em seu relacionamento conosco. Cristo disse sim ao Pai, e essa obediência de Cristo se deu por amor a nós. Paulo explica que foi para poupar seus leitores que não voltou a visitá-los. Naquela ocasião, sua visita provavelmente seria malvista por alguma razão, e ele desejava levar alegria e não problemas àqueles seus irmãos em Cristo de Corinto.

Para não lhes criar dificuldades, assumiu o risco de incômodos para ele mesmo por mudar seus planos de viagem.

Ao basear seus relacionamentos “na graça de Deus”, o cristão adquire a capacidade de cultivá-los por meio do amor, inclusive abrindo mão de possíveis direitos e vantagens, visando a um benefício mais amplo. É um privilégio que vale a pena perseguir – MJT

Bons relacionamentos brotam da graça de Deus e crescem fertilizados por seu amor.

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3 de Setembro
Noé e Jó

LEITURA BÍBLICA: Gênesis 6.9.         Na terra de Uz vivia um homem chamado Jó. Era homem íntegro e justo; temia a Deus e evitava fazer o mal (Jó 1.1).

Integridade e andar com Deus eram características de homens aprovados, que por essa razão mereceram a menção de seus nomes na Bíblia. A leitura bíblica de hoje e o versículo em destaque citam dois desses homens: Noé e Jó. A Palavra de Deus diz que não havia homem como Jó, irrepreensível em seu caráter e nas suas atitudes (Jó 1.8) e que Noé também se destacava entre os seus contemporâneos por suas qualidades e porque andava com Deus.

Façamos então uma análise sincera dessas características, comparando-as com o nosso modo de ser. Conforme um dicionário, integridade é retidão, imparcialidade, inocência e pureza, entre outras qualidades. Ser reto é ter um relacionamento adequado com Deus e com os outros, obedecendo às ordens divinas: “Tenham o cuidado de fazer tudo como o Senhor, o seu Deus, lhes ordenou; não se desviem, nem para a direita, nem para a esquerda. Andem sempre pelo caminho que o Senhor, o seu Deus, lhes ordenou (Dt 5.32-33a). Temer a Deus é obedecer-lhe, demonstrando reverência e respeito. Todas essas características faziam com que Noé e Jó se destacassem dos demais homens. A respeito de Jó ainda é dito que ele “evitava fazer o mal” – e aqui temos algo muito importante. Uma pessoa pode enfrentar o mal e tentar vencê-lo, ou então fugir e desviar-se dele – esta é a atitude correta! O melhor é fugir de tudo o que desagrada ao Senhor – e nesse caso a fuga não é covardia, mas prova de integridade e vida com Deus.

Será que podemos encontrar todas essas qualidades em nossa vida? O que nos falta para que também sejamos aprovados pelo Senhor? Se não possuímos tais características, podemos pedir que Deus as desenvolva em nós. Certamente seremos atendidos, pois ele deseja transformar nossa vida de modo que ela se torne agradável a ele e digna de um seguidor de Cristo. – WK 

Alvo do cristão: ter uma vida íntegra e agradável a Deus.

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2 de Setembro
Vitória

LEITURA BÍBLICA: Romanos 8.33-39 Bem-aventurado o homem que sofre a tentação; porque, quando for provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam (Tg 1.12 cf. ARC).

O versículo em destaque está num parágrafo que vai dos versos 12 a 15, mas ele é tão rico que resolvemos abordá-lo em separado. Temos nele várias palavras importantes do vocabulário cristão. A primeira delas é bem-aventurado (ou “feliz”).

O que é bem-aventurança? Podemos encontrar explicações no Salmo 32 ou em Mateus 5. Feliz é o homem que sofre a tentação. Espere! Não há certa contradição aí? Não, não há. O texto fala de ser tentado e também de ser vitorioso. Abordemos a bem-aventurança a partir da outra palavra: tentação. Todos estamos expostos a ela por Satanás, pelo que somos, pelos outros, e também pelas privações da vida. Como desafio à fidelidade, a tentação pode transformar-se numa bênção. Quando superada, a tentação nos conduz para mais perto de Deus e a cultivar a dependência dele. Há em nós uma resistência natural a caminhar em direção à espiritualidade. A tentação nos treina para sermos sensíveis a ela. O texto termina com a recompensa para quem vence a tentação. A recompensa é o cumprimento da promessa feita por Deus de nos dar a coroa da vida. Nesta vida já recebemos a bênção do fortalecimento do nosso caráter, e na vida gloriosa que Deus nos promete para o futuro, uma grandiosa dignidade: a coroa. Ao resistir à tentação, inclusive de livrar-se do sofrimento na cruz, Cristo atraiu todos para a reconciliação com Deus.

Leitor, aceite o desafio e seja bem aventurado! Este é o resultado de quem vence a tentação, mas não se trata de ser um herói vencedor por suas próprias forças. O apóstolo Paulo explica que isso não é possível. Confira Rm 7.18-19. Mais adiante, no trecho da leitura de hoje, ele aponta o caminho, especialmente no v 37. Baseado nisso, encare a tentação como oportunidade de vitória para tomar posse da coroa, que vem como recompensa para quem não caiu. – MJT 

“Graças a Deus, que nos dá a vitória por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (1Co 15.57).

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31 de Agosto
Visão

LEITURA BÍBLICA: Mateus 13.10-17.   A vereda do justo é como a luz da alvorada, que brilha cada vez mais até a plena claridade do dia. Mas o caminho dos ímpios é como densas trevas; nem sequer sabem em que tropeçam (Pv 4.18-19).

Para enxergarmos bem, dois fatores são essenciais: luz e sentido. De nada adianta a claridade do meio-dia se não formos dotados do sentido da visão. Da mesma forma, o sentido não nos ajudará se estivermos em meio à escuridão: andaremos às apalpadelas.

A luz é um fator objetivo, externo. A Palavra de Deus é chamada de “lâmpada que ilumina os meus passos e luz que clareia o meu caminho” (Sl 119.105). Quando a conhecemos, muitas coisas que antes não sabíamos tornam-se claras. Por meio da Bíblia, Deus nos mostra as armadilhas, os laços da morte, perigos, abismos, pedras de tropeço no nosso caminho… e também a maneira como devemos proceder. A Palavra nos dá discernimento, princípios para nortear nossa vida e as respostas de que precisamos.

O sentido, por sua vez, é um fator subjetivo, interno, que parte de nós mesmos. De nada adianta Deus nos ter deixado sua Palavra, com todas as suas orientações, ensinamentos e exemplos, se nos recusarmos a olhar para ela, deixando-a esquecida. No texto de hoje, Jesus fala sobre pessoas de coração insensível que utilizavam sua visão e audição, mas não compreendiam o que Deus queria lhes mostrar.

É necessário conhecer a Bíblia, refletir sobre ela e, acima de tudo, pedir ao Senhor sabedoria para entendê-la. Nossa mente deve estar receptiva e sensível à mensagem divina. Se deliberarmos seguir a Palavra de Deus, obedecendo a tudo que ela nos propõe, certamente teremos uma visão mais nítida sobre nosso caminhar e, mais do que isso, sobre o que nos espera no final de nossa trajetória. – LFS 

Com sua Palavra, Deus nos deu a luz para a vida. Que tal também abrir os olhos?

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30 de Agosto
Joio

LEITURA BÍBLICA: Mateus 13.24-29; 36-42 Assim, pelos seus frutos vocês os reconhecerão!(Mt 7.20)

O joio é uma erva daninha que lembra muito o trigo; aprendi que ele não pode ser colhido/processado junto com o trigo porque é tóxico. Na parábola de Jesus, fica claro que ele próprio semeia no mundo os “filhos do Reino” (as pessoas que fazem a vontade dele), mas o inimigo também semeia seus “filhos”. Todo o tipo de “gente-erva-daninha” foi plantada pelo Mal; algumas são bem evidentes, mas outras facilmente se passam por filhos do Reino. A mentira se parece com a verdade; só um pouquinho de mentira misturada na verdade torna-a uma completa mentira.

Como se separa o joio do trigo? No tempo da colheita, quando os frutos já se diferenciaram o suficiente. Esta colheita será no dia glorioso em que Jesus voltar para estabelecer seu Reino na terra; portanto, neste momento não é o caso de sair julgando se os outros são joio ou trigo. Mas, por outro lado, como posso estar seguro de que eu mesmo não seja uma erva daninha no meio do trigo que Jesus plantou neste mundo, enganando a mim mesmo por ter algumas semelhanças com o que ele plantou? Conheço meu próprio coração, onde o fruto (o resultado dos meus pensamentos e ações) se manifesta bem antes de ficar visível para você, e percebo que ainda existe lá dentro uma enorme tendência de agir conforme minhas próprias vontades.

Embora não seja o caso de julgar os outros, acho que é uma boa ideia avaliar a mim mesmo. A grande diferença entre o joio e o trigo está na sua essência, que se manifesta no que é produzido a partir do coração. Se perceber que lá dentro, apesar da boa aparência externa, continuo agindo como filho do inimigo, e pior, me sentindo à vontade com isto, o melhor é correr para Jesus: só ele pode transformar joio arrependido em trigo, que não se conforma mais em agir como erva daninha, mas sofre, chora e luta contra sua antiga natureza até o dia em que Jesus completará a sua obra em nós. – MHJ 

Se a sua velha tendência de ser joio o incomoda, isto já é um bom começo para mudar.

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29 de Agosto
Santuário

LEITURA BÍBLICA: 1 Coríntios 6.18-20.    Vocês não estão sob o domínio da carne, mas do Espírito, se de fato o Espírito de Deus habita em vocês (Rm 8.9).

Visitei uma senhora no hospital com o objetivo de confortá-la em seu sofrimento. Caminhei pelo longo corredor orando em seu favor. Ela estava deitada e paralítica para toda a vida. Apesar de seu sofrimento, recebeu-me com muita animação e um grande sorriso. Assim que a cumprimentei, ela começou a falar da sua alegria em ser cristã, de viver cada dia com Jesus e da certeza absoluta que tinha de o Espírito Santo viver em seu interior. Orei por ela e deixei aquele hospital completamente confortado e pensando que é exatamente isso que o Espírito de Deus faz na vida daqueles que tem fé em Jesus. Na pessoa do Espírito Santo, Deus vive em sua vida e ela passa a ser um santuário. A ele somente adoramos. Falamos com ele e ele fala a nós. Outras vezes ficamos em silêncio na sua presença. O nosso corpo torna- se um meio pelo qual glorificamos a Deus. Os desejos da carne e a vontade de fazer o que queremos dão lugar a uma vida consagrada inteiramente a Deus e até os sofrimentos cedem. O cristão que alimenta esse ensino da Palavra lembra-se de que foi feito um santuário de Deus para glorificá-lo e adorá-lo em todas as circunstâncias da vida.

O apóstolo Paulo escreveu à igreja de Roma dizendo que o cristão vive sob o domínio do Espírito. Entretanto, somente você mesmo, estimado leitor, é quem sabe se o Espírito de Deus habita de fato em sua vida. Se você entende que é um cristão e segue fielmente o Senhor Jesus, o Espírito de Deus faz moradia permanente em sua vida e você se torna um santuário. Ele não veio para ser um residente temporário, pois encontrou uma casa para viver para sempre. E como residente permanente quer fazer parte, ser ativo e dominar sua vida. Ele deseja torná-lo um cristão satisfeito, alegre e repleto de felicidade, mesmo quando há dificuldades, tristezas e sofrimentos. – JG 

Um santuário deve ser dedicado inteiramente a Deus.

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28 de Agosto
Rebeldia premiada

LEITURA BÍBLICA: Salmo 2.1-12. Como são felizes todos os que nele se refugiam! (Sl 2.12b)

Os dois primeiros salmos da Bíblia classificam as pessoas de acordo com sua escolha entre dois caminhos: o caminho dos rebeldes (ímpios) ou o dos que temem ao Senhor (justos). Uma das ilusões alimentadas pelo diabo é a de que a rebeldia nos trará liberdade e prosperidade. Mas ambos os salmos terminam com uma conclusão bem diferente: o prêmio é só para os justos. Para os rebeldes não há prêmio, pelo contrário: no final de tudo há sempre uma catastrófica consequência.

Em 1990, investimos como família numa pequena chácara, num condomínio à margem de importante rodovia, perto da capital paulista. Certo dia, o administrador da segurança, um homem muito prepotente, contratou uma jovem para trabalhar no escritório da administração. Logo começou a assediá-la, e gostava de se gabar a respeito de seu sucesso como conquistador. Avisei-o de que corria perigo, mas ele se achava muito seguro das suas ações. Estava cego de vontade de ganhar o “prêmio” prometido pelo pecado!

Algum tempo depois, o pai da jovem veio preveni-lo de que não estava gostando de sua atitude. O administrador não lhe deu ouvidos e expulsou-o do condomínio, ameaçando-o com o aparato dos seguranças que o rodeava. Horas depois, o pai da jovem voltou armado e o matou.

Assim como há prêmio para quem escolher o caminho dos justos, há também uma consequência anunciada para quem escolhe ser rebelde. O texto termina prometendo vida feliz para os que escolhem obedecer ao Senhor (versículo destacado). Quando vivemos assim, descobrimos que até mesmo as dificuldades são avisos de Deus para continuarmos em seus caminhos.

É claro que a obediência ao Senhor tem seu preço. Nem sempre ela traz vantagens imediatas. Mas a Bíblia é clara: só assim seremos realmente felizes, a ponto de não sermos mais atraídos pelo ilusório prêmio do pecado. – MJT 

Desafio: desprezar a ilusão imediata e escolher o final feliz.

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27 de Agosto
Relacionamentos

LEITURA BÍBLICA: Atos 2.42-47.    Não deixemos de reunir-nos como igreja, segundo o costume de alguns, mas procuremos encorajar-nos uns aos outros (Hb 10.25a).

Ao convidar uma vizinha para participar do culto em minha comunidade cristã, recebi a seguinte resposta: “Não costumo ir à igreja, mas leio a minha Bíblia em casa”. Infelizmente, parece-me que ela não é a única a viver desta maneira. Conforme o versículo em destaque, percebemos que esta postura já existia quando a carta aos Hebreus foi escrita. De lá para cá esse hábito intensificou-se ainda mais. Contudo, somos exortados a não nos acostumarmos a essa realidade, mas a continuar a reunir-nos como igreja. O texto indicado para leitura nos fala da maneira como viviam os primeiros cristãos. O relacionamento entre eles era muito intenso: “Mantinham-se unidos e tinham tudo em comum” (v 44). Não era algo forçado, pois faziam tudo com alegria e sinceridade de coração. Certamente eles concordavam com o rei Davi: “Como é bom e agradável quando os irmãos convivem em união!” (Sl 133.1).

Infelizmente vivemos num tempo no qual o individualismo é vivenciado com muito mais intensidade do que o relacionamento interpessoal. Isso acontece até mesmo com muitos cristãos. É como diz o ditado: “Cada um por si, Deus por todos”. Contudo, desse individualismo resulta solidão, e esta geralmente traz sofrimento. É verdade que nossa época é bem diferente dos tempos bíblicos, mas o ser humano continua sendo o mesmo e a interação com outros ainda é uma necessidade básica. Por isso, quero motivá-lo, para o seu próprio bem e para a sua felicidade, a não negligenciar esta área de sua vida. Assim como os primeiros cristãos, você precisa conviver com outras pessoas que compartilham a mesma fé. Deixe o comodismo, saia de sua casa e procure outros seguidores de Jesus. Se a Palavra de Deus nos ordena a viver em comunidade e unidos, é por ser essencial para nossa vida. – MP 

Ser cristão implica a busca de relacionamentos saudáveis com as pessoas e com Deus.

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26 de Agosto
Motivação

LEITURA BÍBLICA: Gênesis 26.1-25.  [O Senhor disse a Isaque]: Eu sou o Deus de seu pai Abraão. Não tema, porque estou com você; eu o abençoarei e multiplicarei os seus descendentes por amor ao meu servo Abraão (Gn 26.24).

Ao ler o texto indicado podemos ter a impressão de que a vida de Isaque em Gerar foi fácil. Ele cultivou uma lavoura que logo produziu muito bem; ficou riquíssimo e possuía muitos rebanhos e servos. Mas a prosperidade material acabou lhe trazendo dificuldades. Naquele local era fundamental ter poços com água, e Isaque os tinha. Mas os filisteus que moravam naquela região começaram a invejá-lo e encheram os seus poços de terra. Com isso, Isaque precisou mudar-se e abrir novos poços. Mas sempre que encontrava água aparecia alguém para brigar por causa dela. Contudo, Isaque não desistiu. Quando um poço lhe era tirado, abria outro. Mesmo sofrendo por causa desta situação, ele se mantinha motivado, pois sabia que o Senhor estava com ele.

Você já deve ter encontrado pessoas que agem como Isaque: apesar das dificuldades, não desistem. Mas também deve conhecer muitos pessimistas cujas frases prediletas são: “Não posso”; “É difícil”; “Para mim tudo dá errado”; “É melhor nem tentar”. No entanto, não há motivos para sermos assim, pois o Deus de Abraão e Isaque também é o nosso Deus. A promessa “Não tema, porque eu estou com você” também é válida para nós. Antes de subir ao céu, Jesus disse aos seus discípulos: “Eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos” (Mt 28.20b).

Assim como na vida de Isaque houve dificuldades, em nossa vida elas também existem. Jesus afirmou: “Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo” (Jo 16.33b). Então, se os seus “poços” estão sendo fechados, vá adiante: não desanime, abra novos “poços”. Não tema, pois o Senhor está com você. Ele não permitirá que lhe falte o que você precisa. – MP 

Mesmo nas dificuldades não há motivos para desanimar se o Senhor estiver conosco.

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25 de Agosto
Graça

LEITURA BÍBLICA: Romanos 6.1-7 Nós, os que morremos para o pecado, como podemos continuar vivendo nele?(Rm 6.2b)

Romanos é um dos escritos de Paulo mais profundos em termos de doutrinas bíblicas. O apóstolo ainda não conhecia aquele grupo de cristãos, diferentemente dos destinatários das suas outras cartas, que em sua maioria eram igrejas que ele mesmo havia fundado. Assim, ele faz uma espécie de tratado teológico e doutrinário para os romanos. Ele inicia, nos primeiros três capítulos do livro, falando do problema do ser humano, afirmando que não há um justo sequer e ninguém que faça o bem, pois todos desagradam a Deus e, por isso, estão separados da graça divina (Rm 3.23). Nos capítulos 4 e 5, Paulo apresenta a solução para este problema, dizendo que somos “justificados pela fé [e] temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm 5.1). Facilmente alguém poderia concluir o seguinte: estamos todos separados de Deus e não podemos ter acesso a ele; Cristo resolveu o problema em nosso lugar, pagando o preço pela nossa desobediência; logo, sempre que desagradarmos a Deus, Cristo pode e resolverá o problema para nós. Conclusão lógica: posso desobedecer a Deus o quanto eu quiser, pois quanto mais eu fizer isso, mais a graça divina vai se manifestar!

Conhecendo muito bem o caráter humano, o próprio Paulo lançou a pergunta e prontamente deu a resposta (veja os versículos 1 e 2 da leitura de hoje). Aquele que entrega sua vida a Cristo já morreu e foi sepultado com ele. Nossa velha natureza deve ter sido crucificada, para não sermos mais escravos do que Deus desaprova. Embora o cristão não esteja totalmente livre da tendência ao mal, ele não vive mais na prática do que é errado para Deus, pois Cristo nos dá uma nova vida (v 4). Como Paulo diz em outra carta: “Se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas” (2Co 5.17). Você já tem esta nova vida? Com Cristo, tem vencido a luta contra o que desagrada a Deus? – CK 

A graça de Deus é um presente, mas isso não nos dá o direito de abusar dela!