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Esperar

LEITURA BÍBLICA:  Jó 19.25-27  Esteja sobre nós o teu amor, Senhor, como está em ti a nossa esperança (Sl 33.22).

Esperar não é algo muito fácil… sobretudo neste tempo em que vivemos hoje, no qual tudo é muito urgente. Corremos e tropeçamos uns nos outros tentando chegar a algum lugar que nem ao menos sabemos onde é, pois não temos tempo para refletir sobre isto. Tentamos reter as horas em nossas mãos, correndo mais e mais a cada dia. Temos de absorver cada momento, assimilar todas as informações, aproveitar as oportunidades e ganhar cada centavo possível. Isto nos causa ansiedade e angústia. Não podemos ser passados para trás, por isso somos constantemente pressionados a avançar.

Definitivamente, não sabemos esperar. Ao mesmo tempo, percebemos que tudo tem seu tempo apropriado para acontecer (Ec 3.1), o fruto demora para amadurecer e cada dia é um preparo para o próximo que virá.

Deus trabalha sobretudo com processos. Precisamos de tempo para aprender, crescer e conquistar. Algumas coisas demoram quase toda a nossa vida para serem alcançadas, pois precisamos de preparo para recebê-las. E quando nos apressamos podemos atrasar o processo.

Há os que dizem esperar no Senhor, mas são poucos os que realmente o fazem. Esperam por falta de alternativa, não por decisão consciente. Enquanto aguardam resmungam, ficam tristes e sufocados em sua própria ansiedade. Muitas vezes, por não suportarem a demora, precipitam-se e jogam fora todo o tempo que gastaram esperando algo que não tinham a firme confiança de alcançar. Esperar requer fé, sobretudo quando vivemos em meio a circunstâncias que dizem o contrário do que cremos, como no caso de Jó. Também requer amor, pois ele tudo espera e tudo suporta (1Co 13.7b), até mesmo a dor de ver o tempo avançar e nada do que desejamos acontecer.

Por isso, enquanto espera, adore, ore, cante louvores e renda ações de graças ao Senhor, em quem está a sua confiança! – LFS


Aprender a esperar em Deus aperfeiçoa nossa confiança nele.

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Calado
LEITURA BÍBLICA:  Isaías 53.4-7
Quando insultado, não revidava; quando sofria, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga com justiça (1Pe 2.23).

Ninguém quer sofrer! Mas o sofrimento serve, em parte, para a nossa autopreservação. A dor de dente que sentimos avisa-nos de algum mal, reclamando uma consulta ao dentista. Quando Adão desobedeceu a Deus, sofreu mais como parte da mortalidade. Jesus, porém, experimentou os piores sofrimentos, descritos no texto que você acabou de ler. No momento planejado pelo Pai, encarou a morte na cruz. Quantas horas padeceu durante o seu julgamento, e bem mais na crucificação! Mesmo inocente, aguentou tudo “para que, pela graça de Deus, em favor de todos, experimentasse a morte” (Hb 2.9b). No fim, disse: “Está consumado!” e entregou seu espírito ao Pai (Jo 19.30).

Na verdade, os sofrimentos físicos de Cristo destacam-se mais do que sua agonia interior. Ele não era isento da tendência humana de reclamar seus direitos e de se exaltar contra seus algozes quando oportunidades não lhe faltaram. Não maldizia nem retrucava, como diz nosso versículo em destaque, embora provavelmente sentisse a tentação de revidar. O seu sofrimento, tanto físico quanto emocional, fora incluído horas antes na sua oração no Getsêmani: “Não seja feita a minha vontade, mas a tua” (Lc 22.42). Beberia o cálice de levar sobre si toda a maldade humana, repugnante que fosse. Quando decidiu cumprir sua missão, ele sabia que ela incluía tudo, inclusive sofrer sem reclamar, por amor. Permaneceu calado – ele que falara com tanta eloquência, ensinando, aconselhando, confortando, repreendendo. Fez tudo que foi necessário para estabelecer o seu reino espiritual e negou qualquer sugestão de que deveria reinar visivelmente na terra naquele tempo. Lembremos seu exemplo de submissão a Deus quando formos tentados a falar impensadamente, fora de hora e sem consideração pelos outros. Em todo tempo, confiemos no poder do vitorioso Jesus! – TL


Jesus sofreu calado para que pudéssemos falar do amor de Deus.

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Beijo falso
LEITURA BÍBLICA:  Lucas 22.47-51

Não planeje o mal contra o seu próximo, que confiadamente mora perto de você (Pv 3.29).

“Judas, com um beijo você está traindo o Filho do homem?” Com esta pergunta Jesus se dirige a um de seus discípulos – mais que isso, a um amigo que andou com ele durante seu ministério, presenciou vários milagres, ouviu suas palavras, comeu com ele e partilhou vários momentos importantes. Sua amizade, porém, não era verdadeira. Hoje, o chamaríamos de “amigo da onça”, isto é, aquele que trai, que na frente é uma coisa e pelas costas é outra. Quantas vezes encontramos pessoas assim! Nosso coração se entristece quando alguém muito chegado acaba traindo a nossa amizade e confiança. Ah, como é difícil depois de tão grande decepção conseguir confiar nos outros novamente!

Jesus, que também passou por isso, ensinou e mostrou o que devemos fazer: amar nossos inimigos (Mt 5.44). Ele chegou ao ponto de morrer por nós na cruz. Jesus também nos ensinou a perdoar setenta vezes sete (Mt 18.21-22), ou seja, sempre que for necessário, e a amar o próximo como a nós mesmos (Lc 10.27).

Sejamos sinceros em nossos relacionamentos, buscando uma amizade verdadeira, com perdão e amor. Que nossos cumprimentos sejam calorosos e expressem nossos reais desejos. Por que amar? “Porque o amor perdoa muitíssimos pecados” (1Pe 4.8b). Muitos erros e falhas que poderiam ser apontados por falta de amor e perdão não o são quando estes estão bem presentes nos nossos relacionamentos. Lembre-se: um amigo verdadeiro não trai nem encobre os erros de alguém, mas com amor fala sempre a verdade. Esta gera confiança, essencial para se ter boas amizades.

Precisamos perdoar e amar para não sermos os “Judas” dos outros, os “amigos da onça”. Se não quisermos ter esse tipo de amigos, não podemos ser assim. Então, construa suas amizades por meio do perdão. – ACS/VS

 

Confiança, amor e perdão são bases para um bom relacionamento.

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Vamos fazer juntos?

LEITURA BÍBLICA:  Neemias 2.11-20  Venham, vamos reconstruir o muro de Jerusalém, para que não fiquemos mais nesta situação humilhante (Ne 2.17b).

Quando ouvimos falar de obras públicas necessárias para o bem estar de todos, logo vêm também as notícias de superfaturamento, lobbys para que uma construtora vença a licitação, ou mesmo dos que se opõem à obra por interesses. Quando Neemias quis empreender a reconstrução de Jerusalém, sua atitude foi diferente: não buscou fazer conluios ou conchavos, nem manipular o povo para conseguir apoio. Simplesmente chegou à cidade, como qualquer um de nós chegaria à sua cidade natal.

Sem alarde, saiu para dar uma volta, levando consigo só o animal que lhe servia de montaria. Alguns amigos o acompanharam, mas nem a eles Neemias contou o que Deus estava planejando.

Pode parecer que ele queria esconder a vontade de Deus, que estivesse com vergonha ou que não queria dar testemunho. Mas não foi nada disso! Neemias estava sendo sábio. Deus não anula nossa capacidade de pensar, compreender e agir. Por isto, Neemias começou sua empreitada tomando conhecimento da realidade. Saiu à noite, em segredo, para investigar o muro. Para executar bem sua tarefa, ele precisava planejar, e para isto, tinha de dispor de informações concretas sobre a situação. Nós também precisamos conhecer bem o que nosso mundo e nossa igreja estão enfrentando para colocar em prática os planos que Deus nos mostra. Neemias só falou ao povo e aos líderes quando tinha certeza do que era necessário fazer e do que eles iriam enfrentar. Com esta atitude, não teve dificuldade em conquistar o apoio de quem deveria ajudá-lo. Quando todos compartilham do mesmo sonho de participar da missão de Deus no mundo, o convite para esta obra é mais facilmente aceito. A pergunta do título de hoje era slogan de um banco: se até eles querem parceiros, quando mais o Senhor! – AS


No trabalho de Deus tem tarefa para todos: é só se dispor a ajudar!

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Critério errado

LEITURA BÍBLICA:  Marcos 2.13-17     [Jesus disse:] Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes. Eu não vim para chamar justos, mas pecadores (Mc 2.17).

O texto que você leu traz, num primeiro momento, o relato de como Levi, um cobrador de impostos, tornou-se um seguidor de Jesus. Depois, conta que Jesus participou de uma refeição na casa do novo discípulo. Para este, era uma visita muito importante, tanto que chamou seus amigos para compartilhar a oportunidade especial. Contudo, se este era um momento de alegria para Levi e seus convidados, havia também aqueles que aproveitaram a ocasião para criticar a atitude de Cristo. Segundo eles, Jesus se reunia com publicanos e “pecadores”, algo que não deveria fazer.

Comparando-se com aquelas pessoas, os fariseus acreditavam que eram mais justos e desagradavam menos a Deus. No entanto, mediam-se com um critério errado. Agiam como o menino de uma história que li certa vez. Ele anunciou para sua mãe:

– Eu sou como Golias: tenho 2,90 metros de altura!

– O que faz você dizer isto?

– Bem, eu fiz uma régua e medi a mim mesmo com ela. Eu tenho 2,90 metros de altura!

Diante da acusação feita pelos fariseus, Jesus diz as palavras que você encontra no versículo acima. A Bíblia deixa claro que não há justo nesta terra – Paulo enfatizou esta realidade ao escrever à comunidade de Roma (Rm 3.10). Não somos bons aos olhos de Deus: “Todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus” (Rm 3.23). Somente parecemos “justos” porque fazemos nossa própria régua e nos medimos com ela. Contudo, devemos nos medir em Deus – e então descobriremos o quanto estamos afastados dele. Mas há uma boa notícia: Jesus veio ao mundo para dar vida eterna justamente a mim e a você, que tanto desagradamos a Deus. Basta fazer como Levi: levante-se imediatamente e siga a Jesus! Assim, você terá uma vida segundo os critérios de Deus, não os seus. – MP


Na vida com Deus, o critério que vale é o dele!

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Desistir sempre e nunca

LEITURA BÍBLICA:  1 Coríntios 13.11; 14.20.  Desvie-se do mal e faça o bem (Sl 37.27a).

Quando observamos um grupo de crianças brincando, presenciamos desistências frequentes. Após alguma discordância entre elas, uma delas diz: “Não brinco mais com você! Nunca mais quero falar e brincar com você!” Coisas de menino. Mas não precisamos nos preocupar com tais atitudes. O interessante é que, depois da declaração entre as crianças que dizem que “nunca” mais vão se relacionar, em poucos minutos observaremos que estão brincando juntas amavelmente. Aquele evento da discórdia já passou e tudo foi resolvido.

Desistir. Esta é uma palavra pouquíssimas vezes encontrada em toda a Bíblia. Mas, pensando em nossa vida espiritual, também precisamos abrir mão de certas coisas. Desistir do que faz parte de nossa infância e começar uma vida adulta com seriedade e maturidade espiritual é a vontade de Deus para o homem. Mas o que devemos deixar de lado, exatamente?

Precisamos desistir sempre do que desagrada a Deus: “Arrependam-se e voltem-se para Deus, para que os seus pecados sejam cancelados” (At 3.19). A desistência vem sempre após o arrependimento. É por meio de Cristo que poderemos seguir um novo rumo. Se quisermos ser seus discípulos, teremos de nos afastar da mentira, do ciúme, do ódio, dos maus pensamentos… mas nunca desistir da fé: “O justo viverá pela sua fidelidade” (Hc 2.4b). É preciso deixar qualquer coisa ou situação que não seja útil na vida espiritual, porém a fé deve permanecer. Se perdermos tudo – bens, casa, saúde – que sobre a fé. Se não tivermos nada além dela, ainda assim teremos muito. Se nos oferecerem opções para desistir – e há grandes possibilidades de isso acontecer em nossa vida – que possamos lembrar-nos de que não podemos abrir mão de nossa fé. Devemos pedir a Deus que nos ajude, aumentando a nossa confiança nele. – ACS/VS


Deixemos de lado tudo o que desagrada a Deus, sem nunca desistir de nossa vida com ele.

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Missão

LEITURA BÍBLICA:  Mateus 26.36-46

Chegou a hora, e o Filho do homem está sendo entregue nas mãos dos maus

(Mt 26.45b, NTLH).

Depois de passar aquela noite com os discípulos, dando as últimas orientações e compartilhando com eles a ceia, Jesus se dirige ao Getsêmani. Sabendo o que o espera, e profundamente angustiado por causa disso, ele se afasta para orar, para conversar abertamente com o Pai, como estava acostumado a fazer. Será que não haveria uma chance de escapar do sofrimento que se anunciava? Ele sabia exatamente o que aconteceria. Sabia que Judas iria traí-lo, pois já na ceia anunciara isto. Ele sabia que Pedro iria negá-lo, pois já o avisara, informando até mesmo que seria antes que o galo cantasse. Sabia que todos os seus discípulos o abandonariam. Sabia que seria preso pelos soldados, que o levariam às autoridades, que seria julgado injustamente por Caifás e pelo Sinédrio. Sabia que Pilatos lavaria suas mãos, mostrando não ser responsável pelo que aconteceria a Jesus. Sabia que receberia uma coroa de espinhos na cabeça, que os soldados o açoitariam, cuspiriam e zombariam dele. Sabia que teria de carregar a sua própria cruz até o local da execução. Sabia que seria crucificado, uma das mortes mais cruéis e doloridas, reservada aos piores malfeitores, por causa da nossa desobediência a Deus. Mesmo assim, ao pedir que, se possível, fosse poupado daquela hora, ele escolhe que a vontade do Pai fosse feita, e não a sua.

Por que ele não fugiu ou se rebelou contra o Pai? Por que não protestou contra aquela circunstância tão terrível que teria de enfrentar? Simplesmente porque tinha convicção da sua missão, e a cumpriu até o fim. A missão dada por Deus era mais importante para ele do que qualquer outra coisa.

Quem entende e aceita este amor de Deus e a morte de Jesus em seu favor também tem uma missão: passar essa notícia adiante, para que outros também a ouçam. Será que eu também consigo fazer como Jesus: abrir mão da minha vontade para cumprir minha missão? – CK 

Jesus cumpriu sua missão. E você, está cumprindo a sua?

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Como Jó
LEITURA BÍBLICA:  Jó 1.13-22
Senhor, tu és o nosso refúgio, sempre, de geração em geração (Sl 90.1).

Fico imaginando qual seria a minha reação se tivesse perdido familiares, bens e fonte de renda, assim como Jó. Penso que todos nós reconhecemos o quanto reclamamos por pouca coisa. Isso acontece quando não damos o devido valor àquilo que temos. Passamos pouco tempo com a nossa família e culpamos Deus e o mundo pelas crises que surgem. Reclamamos do nosso trabalho e, quando perdemos o emprego, nos colocamos na posição de injustiçados. Somente quando ficamos doentes é que nos lembramos de orar por nossa saúde. Será que Jó valorizava a sua família e era grato por tudo o que tinha? É possível que sim, mas se não o fez, perdeu a oportunidade.

Para quem nunca passou por algo semelhante, é difícil imaginar-se numa situação como essa. Após tantas tragédias, Jó tinha todos os motivos para reclamar, entrar em depressão, culpar a vida e a todos. Poderia ter argumentos para se revoltar contra Deus. Mas Jó disse: “O Senhor o deu, o Senhor o levou; louvado seja o nome do Senhor” (v 21b). Não é fácil dizer o mesmo diante de doenças, desemprego, aflição, desespero ou morte. Por isso, a vida de Jó é um exemplo de submissão ao senhorio de Deus – alguém que demonstrou servir ao Senhor não por ter riquezas, uma bonita família e saúde, mas também nos momentos de perda, luto e conflitos. Sua história nos mostra que podemos e devemos buscar a Deus em todos os momentos, seja para gritar de dor ou chorar de alegria.

O próprio Jesus Cristo experimentou o caminho de sofrimento, angústia, abandono e morte. Ele mesmo escolheu passar por tudo isso para nos dar vida eterna e nos ajudar quando estivermos passando por dificuldades. Para alguém como Jó, que perdeu praticamente tudo, a diferença foi ter permanecido com Deus. Com ele, aprendemos a confiar no Senhor, não importa o que nos aconteça. – DS


A fé em Deus nos mantém firmes em quaisquer circunstâncias.

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Uma palavra

LEITURA BÍBLICA:  Lucas 7.1-10

Mas dize uma palavra, e o meu servo será curado (Lc 7.7b).

O centurião (oficial romano que comandava cem soldados) teve tremenda fé em Jesus Cristo. Um exemplo para o próprio povo do Senhor Jesus. Ele confiou que apenas uma palavra de Jesus seria suficiente para curar o servo dele. Foi o que aconteceu.

Você crê desta maneira em Jesus Cristo? Para onde você corre quando tem problemas? Em seu dia a dia, você confia a sua vida e as situações que enfrenta – sejam grandes ou pequenas – ao Senhor, ou tenta resolver as coisas do seu jeito? Será que o servo do centurião teria sido curado se aquele homem não tivesse procurado Jesus? É claro que não.

Como é difícil viver uma fé assim, mas quanto mais cedo aprendermos a confiar no Senhor, mais cedo experimentaremos coisas maravilhosas de Deus em nossa vida. Um dos “segredos” é seguir o exemplo do homem que procurou Jesus para que ele curasse o seu filho. Jesus lhe perguntou se ele cria, e ele respondeu: “Creio, mas me ajude a ter mais fé ainda” (Mc 9.14-29). Precisamos pedir mais fé, principalmente quando a coisa está complicada. Somos seres humanos e não precisamos ser super-heróis, sem falhas, imbatíveis. Pelo contrário, ainda temos falhas, e isto inclui falta de fé. Mas podemos aprender. Podemos melhorar. E o Senhor também nos ajuda nisto, se formos sinceros diante dele. Eu e você precisamos aprender a ter mais fé em Jesus Cristo e a verdadeiramente confiar os nossos problemas a ele – é assim que conheceremos cada vez mais a Deus e à sua palavra.

Outra coisa importante é não se achar autossuficiente, dispensando toda e qualquer ajuda, inclusive a de Deus. É preciso lembrar que ele também usa pessoas para nos ajudar.

Também é preciso lembrar que Deus é Deus em todas as situações e que não existem impossíveis para ele. Creia de todo o seu coração (sentimento) e de todo o seu entendimento. – HK


Aprenda a ter fé e experimente o poder de Deus em sua vida!

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Espelho fosco
LEITURA BÍBLICA:                                     1 Samuel 2.12-17;22-25
Ana orava silenciosamente, seu lábios se mexiam, mas não se ouvia sua voz. Então Eli pensou que ela estivesse embriagada (1Sm 1.13).

É comum vermos de modo muito claro os erros dos outros, mas achamos muito difícil fazer a mesma coisa em nós. O sacerdote Eli julgou a atitude de Ana, acusando-a de estar sob efeito de muito vinho, mas nunca percebeu a grave desobediência de seus próprios filhos. Só depois de muita queixa ele disse: “De todo o povo ouço a respeito do mal que vocês fazem” (v 23). Logo depois, um homem de Deus veio ao seu encontro e avisou ao sacerdote que a paciência de Deus com sua família tinha acabado. Eli havia confundido uma oração com embriaguez, mas não reconhecia a maldade de seus filhos. Essa distorção é comum ao ser humano, sempre preocupado com a espiritualidade alheia e esquecendo-se de cuidar da sua própria.

Fico surpreso por ter conhecido tantas pessoas com facilidade em ver os erros de outras e com muita dificuldade em perceber os seus. Parece que no tocante aos outros usamos um espelho novo e quando chega a nossa vez, um fosco. Nossa tendência a fazer o que é mau obscurece nosso julgamento quando se trata de nossa pessoa. Justificamos nossos atos segundo nossas preferências, nosso orgulho e vaidade, ou de acordo com os interesses envolvidos. Por causa do seu caráter santo, o julgamento de Deus é o único correto e verdadeiro. Só usaremos um “espelho novo” se permitirmos que o Espírito Santo nos julgue usando a Palavra. Isso dói, mas é necessário para que haja crescimento. Troque o espelho que você usa para julgar os outros e use-o em si mesmo. A falta desse princípio sadio tem sido uma das causas de tantos dissabores nos relacionamentos. A inveja, o orgulho, o complexo de superioridade, a ambição por fama, destaque e posições elevadas têm-se manifestado nesse julgamento feito com o espelho defeituoso. – MJT 

Hipócrita, tire primeiro a viga do seu olho, e então você verá claramente para tirar o cisco do olho do seu irmão (Mt 7.5).