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Paz sem muros

LEITURA BÍBLICA:  Efésios 2.11-22 Ele é a nossa paz (Ef 2.14).

Há algum tempo participei de um evento chamado Convocatória Internacional para a Paz na Jamaica. Um belo país caribenho, praias magníficas, povo alegre. Mas um país de contrastes: de um lado as praias privativas, os shopping centers, resorts, as casas de luxo. Do outro lado da rua, casas humildes, jovens empobrecidos, violência. Uma rua e um muro separavam duas realidades distintas.

Assim como nos tempos de Paulo, continuamos a viver num mundo manchado pelas divisões, sejam de classe social, de cor da pele, da religião que professamos. Há claramente cercas que dividem a humanidade. Muitos esforços são feitos para derrubar essas cercas: educação, revolução social, programas sociais. Entretanto, a leitura de hoje nos ensina que apenas uma coisa é necessária para rompermos definitivamente as barreiras que nos separam dos nossos semelhantes: ter paz com Deus.

Cristo é a paz, conforme diz o versículo em destaque, por isso veio ao mundo para destruir o muro que nos separa uns dos outros, veio abolir as regras religiosas, as falsas obras, a falsa humildade, tudo que nos incapacitava de ter um relacionamento com Deus. Cristo fez a paz entre nós e Deus por meio da cruz (v 15), de forma que aqueles que antes eram inimigos e distantes de Deus agora são um só pela fé. Cristo anunciou a paz (v 17) tanto aos que já conheciam a Deus quanto aos que estavam afastados. Agora, em Cristo, podemos todos ter paz com Deus por meio do Espírito Santo que nos une e habita em nós.

Para vivermos a paz de Deus neste mundo, temos de ter consciência que ela não depende de armas, de força, de obras caridosas, nem de bons princípios de vida. A paz depende de Cristo. Quando cremos em Cristo, somos presenteados com a paz de Deus em nós, e chamados a ser pacificadores (Mt 5.9). – AS


Cristo é a nossa paz, por isso podemos anunciar e viver a paz já neste mundo.

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Deus chama
LEITURA BÍBLICA:  Mateus 4.18-22
Sigam-me, e eu os farei pescadores de homens (Mt 4.19b).

Jesus estava buscando discípulos: pessoas que ele pudesse ensinar e que o ajudassem a realizar seu propósito. Este objetivo de Jesus cumpriu-se há cerca de dois mil anos, mas ainda hoje Deus quer a ajuda de pessoas para espalhar a notícia a respeito do que Jesus fez. Costumamos pensar que isto é tarefa de pastores e missionários, pois estes é que foram chamados por Deus, mas isto é um engano.

Recebi carta de uma jovem que dizia que seu sonho era passar o dia todo na igreja, junto com os cristãos, só cantando e louvando a Deus. Achava que seria maravilhoso. Mas a vida cristã não se resume a isso – Deus não está em busca de pessoas que fiquem o dia inteiro dentro da igreja. Afinal, quem são, então, as pessoas chamadas por Deus, e o que ele espera delas?

No texto da leitura bíblica de hoje, o que Pedro, André, Tiago e João estavam fazendo? Trabalhavam com dedicação nas suas tarefas profissionais como pescadores. Ou seja: Jesus chamou pessoas ativas, que estavam mostrando serviço. A melhor forma de começar a trabalhar para Deus é arregaçar as mangas e se dispor ao serviço, pois Deus não chama pessoas preguiçosas.

E o que Jesus esperava destes homens que chamara? Seu convite foi: “Farei de vocês pescadores de homens”. A pesca era algo que fazia parte do cotidiano deles. Ainda que no primeiro momento não tenham entendido do que Jesus falava, sabiam que poderiam ajudar, pois tinham experiência como pescadores. Deus nos dá dons e talentos, e quer que os usemos para passar a mensagem de Jesus adiante.

Onde quer que estivermos, haverá oportunidades para falar de Jesus e demonstrar o amor de Deus pelas pessoas. É só prestar atenção e aproveitar imediatamente as chances quando elas aparecem. Nem sempre se trata de falar: às vezes é preciso só ouvir, ou então ajudar de forma prática. Portanto, se você perceber que Deus quer algo de você, atenda-o imediatamente. – MM 

Deus tem tarefas para todos: basta dispor-se fazer sua parte!

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Seja prudente
LEITURA BÍBLICA:  Eclesiastes 11.1-6
Se não for o Senhor o construtor da casa, será inútil trabalhar na construção (Sl 127.1).

Nosso coração aguenta muito esforço. Com um corpo saudável e atividades equilibradas, e se não houver acidente, viveremos de 70 a 80 anos e talvez mais. Se abusarmos do corpo, procurando fazê-lo render acima de sua capacidade natural (alguns até tomam estimulantes), a morte chegará mais depressa. Seja prudente!

O excesso no trabalho é imprudência. O trabalho é honroso e nobre. A Bíblia até afirma: “Se alguém não quer trabalhar, também não coma.” (2 Ts 3.10). A Palavra de Deus condena a preguiça e diz: “Observe a formiga, preguiçoso…” (Pv 6.6-11). Portanto, Deus aprova e recomenda o trabalho, mas dentro de limites. Ele mesmo estabeleceu um dia de descanso após 6 dias de trabalho (Gn 2.2-3). A fama de “workaholic” não é um elogio. O viciado em trabalho prejudica a si mesmo, sua família, a longevidade e sua alegria, satisfação e paz. Talvez ganhe muito dinheiro, que, afinal, não vai aproveitar por falta de tempo. Não são ridículos os mergulhos em moedas do “Tio Patinhas”? Seja prudente em aplicar corretamente o seu ganho para que não falte se houver algum imprevisto. Reparta com outros e não faltará retribuição em dias difíceis. Além do que a Palavra de Deus diz na leitura de hoje, veja também o que diz em Is 58.7-10. Vale a pena ler essa passagem. Note nela os desafios de Deus à nossa conduta e as promessas ligadas a eles – é uma ótima receita de vida.

Eduque com prudência os seus filhos. Diga-lhes o que fazer, saiba onde estão, tome tempo para estar com eles. Isso naturalmente exigirá de você a renúncia a algumas coisas de que gosta, inclusive parte do trabalho. Seja prudente na condução de todos os seus negócios para que nenhum esperto o alivie de seus tesouros. A questão não é trabalhar muito, mas administrar bem! – WK


“A virtude está na moderação” (cf. um antigo provérbio latino).

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Memorial
LEITURA BÍBLICA:  Êxodo 12.1;17;21-30
Obedeçam a estas instruções como decreto perpétuo para vocês e para os seus descendentes (Êx 12.24).

Nossa vida é marcada por momentos significativos. Muitos deles são celebrados em cerimônias, como casamentos e aniversários, quando lembramos de nossa história. O povo de Israel recebeu a ordem para repetir constantemente uma destas cerimônias em suas famílias. A ordem era para sempre comemorar a Páscoa, contando aos filhos a razão desta celebração. Os cristãos devem dar continuidade a isso. Como filhos de Deus, temos a responsabilidade de falar da verdadeira história da Páscoa, ou seja, da libertação que o povo de Israel recebeu enquanto vivia no Egito, escravizado.

No texto bíblico hebraico, a palavra traduzida por “Páscoa” é pesah. Ela é associada ao verbo pasah, que traz a ideia de passar. No contexto da história lida, ela significa que o anjo do Senhor passou por cima das casas que tinham a viga superior das portas marcada pelo sangue do cordeiro e assim foram libertas. Temos que contar às pessoas que, assim como no passado o povo de Deus foi liberto tanto da morte como da opressão, os cristãos celebram a Páscoa como a obra de Cristo para nos libertar da escravidão do que desagrada a Deus.

Inicialmente esta era uma celebração que acontecia no aconchego do lar. A família deveria passar este ensino aos membros mais novos. Ainda hoje, é responsabilidade dos pais mostrar o verdadeiro significado da Páscoa aos filhos.

Não podemos nos omitir diante de uma ordem tão importante. Hoje a Páscoa lembra que o sangue do Cordeiro é o sinal de que estamos livres da morte eterna e somos verdadeiramente protegidos pelo Senhor. Precisamos anunciar que, assim como aquela cerimônia deu início a um novo período para o povo de Israel, hoje a Páscoa mostra que o sangue derramado por Cristo possibilita o começo de uma nova vida para os que entregam suas vidas a ele. – MZK

 

O verdadeiro significado da Páscoa não pode ser esquecido; os cristãos devem anunciá-lo ao mundo!

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O perigo dos elogios
LEITURA BÍBLICA:  Lucas 6.20-26
Ai de vocês quando todos falarem bem de vocês (Lucas 6.26a).

Todos temos objetivos na nossa vida. Além de objetivos, trazemos em nosso caráter as marcas da formação que recebemos, e também marcas genéticas. Os pais, ao olharem o comportamento dos filhos, costumam dizer: puxou a avó, o avô ou algum parente mais próximo.

Temos uma outra marca em nós que está presente em quase todos os humanos. É o gosto por elogios. Já viram como os pais falam com orgulho das medalhas dos filhos? Sabendo disso, os professores criam tudo quanto é tipo de prêmios. É medalha de consolo para tudo que existe.

Muitos dos cidadãos dos dias de Jesus costumavam agir em função da fama perante seus contemporâneos. Oravam nas esquinas. Sempre estavam prontos para um discurso. Você deve conhecer alguém que, num grupo de pessoas, sempre fala de modo professoral. Tais pessoas ficam imaginando o que os outros comentarão depois que saírem.

Jesus aproveita para avisar que aos seus discípulos acontecerá o contrário. Ao invés de falarem bem deles, falarão mal. Além desse, ainda dá outro aviso. É perigoso se falarem bem, pois os profetas do passado que receberam elogios eram falsos. Há exceções. Vez por outra, um não cristão fala bem de um cristão por causa do seu bom procedimento, mas não é a regra. Não fique sempre esperando elogios. É perigoso. Talvez falem bem porque sua postura não lhes molesta a consciência. Esse aviso Jesus deu aos seus discípulos porque os juízos humanos são passiveis de erro. Às vezes há hipocrisia no elogio. Eles podem nos levar ao orgulho. Com a perda da humildade vem a perda da vigilância. Poderíamos enumerar muitos outros perigos. Reveja hoje os seus valores e expectativas. – MJT 


A humildade é um solo fértil para os frutos da graça de Deus.

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Perspectiva

LEITURA BÍBLICA:  Habacuque 1.1-4; 2.2,3,14    Mas a terra se encherá do conhecimento da glória do Senhor, como as águas enchem o mar (Hc 2.14).

Hoje fiquei de novo chocado ao assistir um documentário sobre a Somália; meu coração se revoltou com a inesgotável maldade do “bicho gente”. Mas nem é preciso ir tão longe; basta olhar pela janela para ver um mundo que parece girar ao contrário – injustiça sobre injustiça, mantendo a velha rotina de que só os fortes se dão bem. Habacuque, que se estima ter vivido por volta de 600 a.C., já sentia as mesmas dores. Você se sente injustiçado? Chora pela injustiça no mundo?

Lembro-me daquela brincadeira de turistas: usar a perspectiva para dar a impressão de estar segurando a Torre Eiffel entre os dedos. É mais ou menos assim que a nossa mente funciona: o que está perto da vista parece muito maior do que o que está longe. A atenção é focalizada no que está geográfica ou temporalmente perto, “esquecendo” coisas maiores e mais importantes além do alcance da vista.

Se você continuar lendo o livro de Habacuque, encontrará a resposta de Deus ao profeta: um evento futuro. O dia quando o que chamamos de Reino de Deus finalmente chegará. Esse Reino já foi inaugurado com a vinda de Jesus, que cumpriu tudo que estava determinado e vai voltar para a implantação completa e definitiva do Reino. Então, e só então, “a terra se encherá do conhecimento da glória do Senhor”, as coisas serão colocadas em seu devido lugar, o universo todo se renderá ao único Deus Soberano. A morte e injustiça serão extintas. Jesus prometeu isto de forma absolutamente clara, você crê nele?

Se assim creio, preciso constantemente trazer à lembrança que vivo neste mundo à espera do que Jesus prometeu e que sei, não vai falhar. Com isto, apesar da tentação de agir como “esperto”, terei confiança para lutar pela justiça e não sucumbirei ao que meus olhos veem aqui e agora. Isto se chama esperança. – MHJ 

…lembro-me também do que pode me dar esperança (Lm 3.21).

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Cinzas?
LEITURA BÍBLICA:  Salmo 104.14-24
Ele levanta do pó o necessitado e ergue do lixo o pobre para fazê-los sentar-se com príncipes, com os príncipes do seu povo (Sl 113.7-8).

Observar o ciclo da vida criado por Deus com tanta perfeição e sincronia nos faz admirar e engrandecer cada vez mais o santo nome de Deus.

Em sua infinita bondade e criatividade, Deus deu também ao homem a capacidade de transformar até mesmo cinzas em algo maravilhoso. Ouvi recentemente uma reportagem a respeito que me surpreendeu. Conseguem-se extrair diamantes de cinzas de corpos cremados. A família do morto entrega as cinzas a uma empresa e do material é criada uma joia de valor inestimável e pessoal.

No entanto, o diamante formado das cinzas do ente querido pode até brilhar por ser belo, porém continuará frio, insensível, sem vida, apenas uma pedra. Podemos, todavia, tratar também os vivos como diamantes preciosos: cuidando, protegendo, admirando, guardando, temendo perder e por isso zelando por seu bem-estar.

Por outro lado, há pessoas que são apenas como pedras: apesar de cuidadas e amadas, continuam frias, duras, insensíveis e as vezes até sem brilho. Durante a nossa curta existência podemos aprender com Jesus a melhor forma de tratar os outros, ou seja, com amor incondicional e sem esperar retribuição. É verdade que por nossas forças não passaremos de cinzas, porém, quando o Espírito Santo habita em nós, nossa vida ganha grande valor.

Pensando bem, não adianta querer beneficiar alguém depois que a pessoa morre. Podemos até transformá-la num diamante, mas que proveito ela terá disso?

Aproveitemos a oportunidade de aprender com Jesus a exercitar o amor com aqueles que estão ao nosso lado: familiares, amigos, vizinhos, da mesma forma como ele faz conosco. A vida de todos se tornará bem mais valiosa, ainda que por nós não tenhamos a capacidade de produzir diamantes a partir de cinzas. – APS

Um diamante tirado das cinzas é impressionante, mas uma vida regenerada pelo amor de Deus é gloriosa.

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Beba!

LEITURA BÍBLICA:  João 7.37-39
O Espírito e a noiva dizem: “Vem!” … Quem tiver sede, venha; e quem quiser, beba de graça da água da vida
(Ap 22.17b).

Tente segurar um litro de água em uma das mãos. Impossível, ela escorre e sobra só um restinho. No entanto, existe um meio de segurar um litro de água na mão: quando está congelada. Mas aí ela também não serve para beber, além de ser insuportavelmente fria. Água boa para beber precisa fluir sem empecilhos.

Essa água é uma imagem muito boa para o amor de Deus. A Bíblia diz que Deus derrama seu amor em nós por meio do Espírito Santo (Rm 5.5), ao qual também chama de “água viva”. Ele nos faz viver de verdade, nos anima e satisfaz. É preciso, porém, deixá-lo penetrar e agir livremente até que se torne parte de nós, assim como a água que bebemos faz com o nosso corpo. Jesus ensina que, se oferecermos essa chance ao amor, cumpriremos toda a lei, ou seja, viveremos corretamente, da forma como Deus queria ao nos criar.

No entanto, é importante lembrar que o Espírito Santo só ativará o amor de Deus em nós se puder assumir todo o comando. Isso pode até assustar, porque nós sempre queremos mandar tanto em nossa vida… Muitas pessoas tentam então segurar o Espírito e o amor de Deus nas mãos e, para isso, também o tratam como água: congelam-no em regras e regulamentos. Só que assim o tornam frio e intragável. Há um modo melhor de manter o Espírito presente: oferecer-lhe um vaso – por exemplo, a nossa própria pessoa. Assim ele desenvolverá todo o seu poder benéfico em nós e no mundo que nos cerca.

O versículo em destaque diz que todos os cristãos juntos (a “noiva”) e o Espírito convidam: há água (amor) para todos: venha e beba. É esta água que sacia sua sede por um sentido para a vida e que fortalece os cansados. Ela é tão boa que, depois de experimentar, você nunca mais vai querer outra (João 4.14) e ela vai sustentá-lo para sempre. – RK 

Se você anda com sede por algo que faça a vida valer a pena, venha a Jesus!

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A paz

LEITURA BÍBLICA:  Isaías 57.15-21

 (Cristo) veio e anunciou paz a vocês… (Ef 2.17)

O mundo precisa de paz. Em todos os lugares proliferam problemas que tiram a nossa paz: desemprego, guerras, pobreza, corrupção, tráfico de drogas, riquezas desmedidas. E esta situação não é nova. É como diz Eclesiastes 1.10: “Haverá algo de que se possa dizer: ‘Veja! Isto é novo!’?” Não! Já existiu há muito tempo; bem antes da nossa época”. Não há novidade no correr dos séculos. Muda apenas a forma como o sofrimento e as aflições se apresentam. Os problemas continuam os mesmos. Percebemos que a sabedoria do mundo não é suficiente para trazer paz ao homem.

Além desta falta de paz exterior, há também a falta dela em nosso interior. A certa altura da sua vida, o rei Davi cometeu uma série de erros que tiveram consequências terríveis. Ao ser censurado por um profeta, ele caiu em si e reconheceu que tinha sentido falta de paz por esconder suas falhas, a ponto de quase ficar doente (Sl 32.3-4).

Paz é uma palavra tão simples, mas algo tão difícil de ser encontrado. No entanto, não é impossível de ser obtida! No texto da leitura, Deus declara que nos deseja dar paz e que vai providenciar o necessário para isto. Por isto, ele mandou Jesus Cristo ao mundo, para anunciar a paz e morrer por nós. Só quando aceitamos esta verdade o nosso coração duro, maldoso, invejoso, ganancioso e egocêntrico percebe seus erros e pode confessá-los, como Davi fez ao reconhecer que o profeta tinha razão em sua repreensão.

Jesus viveu entre as pessoas e sentiu na própria carne as consequências da falta de paz no mundo. Ele sabia que isto não mudaria, como expressam os versículos finais da leitura de hoje. Por isto, prometeu: “Deixo-lhes a paz; a minha paz lhes dou. Não a dou como o mundo a dá. Não se perturbem os seus corações, nem tenham medo” (Jo 14.27). Para ter paz interior, aquela que resiste a qualquer circunstância externa, busque-a junto a Deus, que prometeu: “Paz, paz, aos de longe e aos de perto”! – EOL 

Paz com Deus no coração: não há guerra que resista.

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Fazer o bem

LEITURA BÍBLICA:  Atos 10.36-43
O povo se alegrava com todas as maravilhas que [Jesus Cristo] estava fazendo
(Lc 13.17b).

Há no ser humano o desejo de fazer o bem. Mas há, infelizmente, também a tendência de praticar o mal. Em sua carta aos romanos, o apóstolo Paulo menciona esta luta interior: “Sei que nada de bom habita em mim, isto é, em minha carne. Porque tenho o desejo de fazer o que é bom, mas não consigo realizá-lo. Pois o que faço não é o bem que desejo, mas o mal que não quero fazer, esse eu continuo fazendo” (Rm 7.18-19). Como Paulo, temos de admitir que a tendência ao mal nos prende, impedindo que façamos o bem sem segundas intenções.

Isto não acontecia com Jesus. Hoje, lemos um resumo de sua trajetória na terra feito por Pedro. Gostaria de destacar o v 38: “Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e poder, e ele andou por toda a parte fazendo o bem e curando todos os oprimidos pelo diabo, porque Deus estava com ele”. Sobre Jesus, o autor da carta aos Hebreus ainda declara: “Não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, mas sim alguém que, como nós, passou por todo o tipo de tentação, porém, sem pecado” (Hb 4.15). É verdade, Satanás se empenhou ao máximo para desviar Jesus de sua missão, mas o Filho de Deus não cedeu. Ele sempre optou somente pelo bem.

Qual foi o bem maior que Jesus fez na vida do prezado leitor? Na minha, foi o perdão dos meus pecados (tudo aquilo que desagrada a Deus) e a dádiva da vida eterna. Isto representa a misericórdia, o amor e a grande compaixão de Deus. Não há nenhum mérito de minha parte. É tudo graça sobre graça. E, se ao longo dos anos pude fazer alguma coisa boa, repito, foi pela graça de Deus. Concordo plenamente com o que diz Filipenses 2.13: “É Deus quem efetua em vocês tanto o querer quanto o realizar, de acordo com a boa vontade dele”. – HM 

Só conseguimos fazer o bem de verdade quando estamos ligados a Cristo.