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30 de outubro

Título – Pensar e agir

Leitura Bíblica: Provérbios 3.5-8.          Eu sou o Senhor, o seu Deus; ajam conforme os meus decretos e tenham o cuidado de obedecer às minhas leis (Ez 20.19).

Li uma história que dizia: Um dia, um bezerro precisou atravessar uma floresta virgem para voltar a seu pasto. Sendo animal irracional, abriu uma trilha toda tortuosa, cheia de subidas e descidas. No dia seguinte, um cão percorreu essa mesma trilha. Depois foi a vez de um carneiro, líder de um rebanho, que, vendo o espaço já aberto, fez seus companheiros seguir por ali. Mais tarde, os homens começaram a usar esse caminho: entravam e saíam, viravam para os lados, abaixavam-se, desviavam-se de obstáculos, reclamando com toda razão. Mas não faziam nada para melhorar aquilo. Depois de tanto uso, a trilha acabou virando uma estradinha onde os animais de carga se cansavam percorrendo em três horas uma distância que poderia ser vencida em trinta minutos se não seguissem o caminho aberto por um bezerro. Muitos anos se passaram e a estradinha tornou-se a rua principal de um vilarejo, e posteriormente a avenida principal de uma cidade. Todos reclamavam do trânsito porque o trajeto era péssimo. Enquanto isso, a velha e sábia floresta ria ao ver os homens seguindo como cegos o caminho aberto sem nunca se perguntarem se aquela seria a melhor escolha. 

Fazemos muitas coisas simplesmente por fazer, sem avaliar se realmente aquilo é o melhor e, sobretudo, sem questionar se é o que Deus quer de nós.

O caminho correto não é simplesmente seguir uma trilha já aberta. Também não é o acúmulo de atividades e a agenda sempre cheia. Muito menos correto ainda é o caminho da acomodação, não fazendo nada, não se envolvendo com nada. A leitura bíblica de hoje é uma seta que aponta na direção certa. Seguindo-a, saberemos o que fazer e teremos motivação para fazer tudo com dedicação e alegria. – HSG

Deus quer orientar-nos – por que se perder por aí?

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29 de outubro

Título – Repartir

Leitura Bíblica: Eclesiastes 11.1-6.    Reparta o que você tem … pois você não sabe que desgraça poderá cair sobre a terra (Ec 11.2).

O livro de Eclesiastes contrapõe a visão humanista à transcendental. O autor observa as ações humanas e chega à conclusão que fazemos muitas coisas mas não há sentido algum nisso – é “correr atrás do vento”. Ao final ele nos mostra que devemos olhar a vida como Deus a vê.

Por exemplo, o texto de hoje faz uma recomendação absurda aos olhos humanos, pois o estímulo ao consumismo é uma marca inconfundível de nossos dias. Além disso, o egoísmo desenfreado tem sido responsável por muita miséria existente em todo o mundo. Apesar disso, a Bíblia nos exorta a repartir o que temos – não para nosso benefício, mas por amor. Porém, quando somos generosos, muitas vezes recebemos algo em troca. A expressão “lançar o pão sobre as águas” me lembra como os peixinhos surgem à tona para desfrutar um pedaço de pão esfarelado. Quantos grandes peixes não surgirão daqueles pequeninos? Jamais vi alguém que, tendo investido na vida de outra pessoa, mais tarde não tenha colhido abundante retorno – às vezes até material.

Também é preciso lembrar que nossa vida depende tanto de nossas ações como dos fatores naturais que fogem ao nosso controle. Facilmente esquecemos que nada podemos fazer diante de infortúnios, acidentes provocados por outros motoristas, violência, tempestades, secas. Devemos deixar tudo isso aos cuidados de Deus, fazendo também a parte que nos cabe. É oportuno lembrar a ilustração dos construtores da casa, relatada por Jesus em Mt 7.24-27. O infortúnio veio sobre ambas, mas a casa que estava sobre a rocha resistiu. Sem dúvida, um lamentava e o outro se alegrava. De nada adianta esperar a ajuda de Deus se nossa vida não estiver alicerçada nele. Não sabemos que tipo de tragédia nos atingirá no futuro, mas somos incentivados a repartir o que temos com os outros. Talvez logo mais nós é que precisaremos de ajuda! – MJT

Repartir com os outros é um exercício de fé que nos prepara para os dias difíceis.

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28 de outubro

Título – Antes e depois

Leitura Bíblica: Hebreus 12.18-24       Já que estamos recebendo um reino inabalável, sejamos agradecidos e, assim, adoremos a Deus de modo aceitável, com reverência e temor (Hb 12.28).

No livro de Hebreus, o autor descreve como era a vida das pessoas antes de Jesus e como passou a ser depois da chegada dele. Antes, as pessoas não tinham acesso direto a Deus. Era necessário um sacerdote servir de intermediário, mas teria primeiramente de oferecer sacrifícios por si mesmo e depois pelo povo (Hb 9.7), alguns destes até diariamente (Hb 10.11): um cordeiro no início do dia e outro à tarde (Êx 29.38-39). Apesar da grande quantidade de sacrifícios, eles eram imperfeitos, ou seja, não tinham validade eterna. Quando as pessoas tentavam aproximar-se de Deus, diz o texto de hoje no verso 21 que o espetáculo era tão terrível que até Moisés – o líder do povo de Deus, com quem Deus falava diretamente – disse: Estou apavorado e trêmulo!

Todavia, depois do sacrifício único e definitivo de Jesus, tudo ficou mais fácil. Simbolicamente chegamos ao monte Sião, à Jerusalém celestial, à cidade do Deus vivo. Não precisamos ficar com medo, apavorados, como acontecia antes de Jesus. Não são necessários mais cordeiros e outros animais como sacrifício porque Jesus Cristo é o sacrifício perfeito para sempre. Podemos ter acesso a Deus em qualquer lugar, dia e hora. Não necessitamos mais de nenhum intermediário. Pela oração, a leitura da Bíblia e consagração temos livre acesso a Deus. Que facilidade!

Em nossa vida particular também podemos ter a expe­riência do antes e do depois de Jesus. Quem leva sua vida alheio a Jesus, na verdade não tem esperança. Falta-lhe a presença de Deus. Percebendo isso, a humanidade tem tentado muitas coisas e oferecido sacrifícios, mas em vão. Quando, porém, permitimos que Jesus nos reconcilie com Deus, tudo fica mais fácil porque ele passa a dirigir nossa vida e nos conduzir através das nossas dificuldades. – MJT

Não se sacrifique, Jesus já se sacrificou por você.

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27 de outubro

Título – Você quer?

Leitura Bíblica: Lucas 18.35-43.            Eu quero ver (Lc 18.41).

Se há alguém que teria todas as razões para se esconder atrás de traumas de infância, injustiças da vida, “má sorte” e decepção com a raça humana é José, bisneto de Abraão! A vida desse rapaz foi marcada por dificuldades. Porém, diante de todas elas ele tinha sempre a mesma atitude: confiar em Deus e buscar nele forças para superá-las! Outro caso é o do nosso texto: um mendigo, cego, oprimido e condenado à desesperança, clama por Jesus e é confrontado por ele: “O que você quer?” E ele sabia: “Eu quero ver” – e lutou por isso!

Dificuldades, traumas ou problemas fazem parte da vida. E o que você faz com eles? Alguns se deixam vencer pelas rasteiras da vida e permanecem prostrados, achando que Deus se esqueceu deles; outros buscam forças em Deus para se levantar com determinação para seguir adiante. E isso não depende daquilo que podemos, mas do quanto queremos.

O nicaraguense Tony Melendez é alguém que poderia ter-se resignado a uma vida de amargura e reclusão por ter nascido sem braços e mãos. No entanto, não sucumbiu às prisões da impossibilidade e da autocomiseração e se superou, tornando-se um habilidoso cantor e violonista cristão, aprendendo a tocar violão com os pés e abençoando a vida de multidões com seu exemplo, seu talento e seu compromisso com Deus. Ele optou por seguir a vida debaixo da graça de Cristo, mesmo sem suas mãos e braços! O cego poderia ter-se deixado intimidar por sua condição e pelos que o faziam calar-se, mas sua fé e determinação falaram mais alto diante de Jesus.

Da mesma maneira, você tem diversas opções diante do que lhe acontece, sejam limitações, circunstâncias ou dificuldades. A mais fácil de todas é sucumbir a elas – esta, porém, é inútil. A opção mais difícil é enfrentá-las para vencê-las com a graça e o poder de Deus – e esta é a única que o torna humano em toda a sua potencialidade! Por meio da graça de Deus, você pode. A pergunta é: você quer? – WMJ

Se Deus quiser – e você também, Deus pode – e você com ele.

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26 de outubro

Título – Alegria

Leitura Bíblica: Filipenses 4.1-9.            O choro pode persistir uma noite, mas de manhã irrompe a alegria (Sl 30.5).

Um provérbio afirma que “se você quiser ter alegria por uma hora, embriague-se. Se quiser ter alegria por três dias, case. Se quiser ter alegria por oito dias, mate um porco e coma. Se quiser ter alegria por toda a vida, vá pescar”. Infelizmente, na sociedade em que vivemos a preocupação de muitos tem sido procurar alegria por esses meios. Na vida há somente dois tipos de alegria: (1) aquela produzida pelos prazeres que o mundo oferece, que dura muito pouco, é temporária; (2) a alegria que não depende daquilo que fazemos, mas da nossa espiritualidade. Esta é o resultado de um relacionamento com Deus. É alegria produzida por Deus, e é duradoura. Na vida do cristão ela tem o poder de dissipar as tristezas, os suspiros, as mágoas, as frustrações, os desapontamentos, os sofrimentos e as lágrimas. O choro pode durar até uma noite, mas tudo passa e um novo tempo surge porque a alegria do Senhor é a força daquele que crê em Deus e o segue por meio do Senhor Jesus Cristo. Um cântico expressa isso dizendo que “a alegria está no coração de quem já conhece a Jesus”. Foi o que Paulo escreveu da prisão aos filipenses, dizendo que deveriam alegrar-se sempre, mesmo nas circunstâncias mais difíceis da vida.

O cristão deveria ser uma pessoa possuída inteiramente dessa alegria permanente. Mesmo em tempos de sofrimento ele tem dentro de si uma alegria que ultrapassa as coisas da vida. Ela está além de tudo o que se pode ver ou tocar. Um comentário da leitura de hoje diz que “a alegria cristã é independente de todas as coisas terrenas”. Jesus já havia ensinado aos seus discípulos que ninguém pode tirar essa alegria do cristão (Jo 16.22). Paulo disse que é fruto do Espírito (Gl 5.22). É a satisfação interior que temos na certeza de que Jesus faz parte integrante do nosso ser. Ele nós dá vida no presente e esperança real e concreta para o futuro. – JG

A alegria do Senhor se mantém real mesmo em meio às tormentas da vida.

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25 de outubro

Título – 

Leitura Bíblica: Marcos 5.25-34.   Quando o Filho do Homem vier, encontrará fé na terra? (Lc 18.8b).

Este texto é surpreendente. Jesus está no meio da multidão, muitas pessoas o tocam e o apertam, mas ele sente um toque especial de uma mulher. O que aquele toque tinha de diferente? Fé. A mulher ouvira falar de Jesus e pensava consigo mesma que, se apenas tocasse em suas vestes, seria curada. Ela não esperava a atenção de Jesus ou uma palavra específica dita com firmeza ou poder, nem uma explicação de Jesus sobre a sua situa­ção, mas apenas um toque. Sua fé se resumia a um mero toque. Quando Jesus sente esse toque, procura a pessoa que o tocou. A mulher sente medo, pois sabia o que havia acontecido naquele momento: sua cura. Era o que ela mais queria na vida; será que Jesus o tiraria dela? Jesus, porém, a abençoa e confirma sua fé, dando a ela, além da cura física, também a cura para sua alma: a paz com Deus.

Deus ainda procura homens e mulheres que tenham fé. Ele não procura por pessoas perfeitas, pois nos conhece muito bem, melhor que nós mesmos, e sabe que todos somos pecadores e sofremos por isso. Mas Deus procura pessoas que busquem um relacionamento com ele por meio da fé. Fé nele, que com um simples toque aceita, cura e salva. Hebreus 11.1 nos dá a definição clara do que é fé: “Ora, a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos.” E o versículo 6 completa: “Quem se aproxima de Deus precisa crer que ele existe e que recompensa aqueles que o buscam”.

Ao contemplar a miséria do coração humano, Deus estende em sua misericórdia sua mão e está sempre ao alcance de um toque. O toque da fé. – CTK

“O justo viverá pela fé” (Rm 1.17).

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24 de outubro

Título – Imitação

Leitura Bíblica: Atos 19.11-17.       Muitos dirão [a Cristo] naquele dia: Senhor, Senhor … em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres? Então [ele lhes dirá] claramente: Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês, que praticam o mal (Mt 7.22-23).

Desde pequenos tentamos identificar-nos com aqueles que admiramos, imitando seu modo de ser ou sua aparência. Se um jogador de futebol corta o cabelo de um jeito, logo milhares de garotos fazem o mesmo. Se uma celebridade usa determinada roupa ou acessório, logo o item vira moda.

No texto de hoje vemos que, de certa forma, Paulo fazia sucesso. Logo surgiram imitadores: alguns homens tentaram usar seu nome e o de Jesus num exorcismo, mas fracassaram. Descobriram que não há como tomar o poder divino emprestado. Provavelmente eles sequer conheciam o Deus que invocavam. Queriam ser engrandecidos; mas quem recebeu glória foi o único que é digno dela. Além disso, o episódio foi tão impressionante que levou muitos a deixar suas práticas erradas para seguir a Cristo (v 18-20). Eles buscaram o Deus verdadeiro, pois não aceitaram cópias fajutas. Podemos – e devemos – imitar bons exemplos de pessoas que temem a Deus. Na Bíblia e na atualidade há diversos deles. Mas tenhamos cuidado: nossa fé não pode ser uma imitação. Quando chegarmos diante de Deus, não poderemos pegar emprestada a fé dos nossos pais – interessante notar que aqueles falsos cristãos eram filhos de um dos chefes dos sacerdotes. Também não será por frequentar uma igreja ou por boas obras que seremos considerados filhos de Deus – isso vai depender de nossa resposta a Cristo. Não adiantará citar nomes de cristãos conhecidos, milagres realizados ou versículos bíblicos decorados. Para ter vida eterna com Deus é preciso entregar a vida a ele – ou seja, a fé é pessoal e é prática, consistindo na imitação da vida de Cristo. Precisamos ter fé verdadeira no Deus verdadeiro; conhecer Jesus e ser conhecidos por ele (veja os versículos em destaque)! – VWR

O que importa não são nossas realizações, mas se somos filhos de Deus.

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22 de outubro

Título – Cicatriz

Leitura Bíblica: Mateus 18.21-22.                  Se não perdoarem uns aos outros, o Pai celestial não lhes perdoará as ofensas (Mt 6.15).

O ato de perdoar não é fácil mesmo. Concordo quando as pessoas dizem que mesmo perdoando fica a cicatriz, mas precisamos refletir: antes dela há a ferida, e esta precisa ser tratada. Quando nos ferimos com algum objeto, surge o corte e precisamos cuidar do machucado para que ele não infeccione ou surjam outras complicações. Depois disso é que se forma a cicatriz, indicando que houve cura, mas ficou a marca. Se as pessoas reclamam que a cicatriz incomoda, é porque ainda existe a ferida física ou emocional e esta não foi resolvida. Sempre que a pessoa olhar para o sinal vai lembrar-se do que o causou. Esquecer é difícil, mas não podemos deixar o ocorrido virar uma sombra em nossa vida. E quando usarmos novamente o objeto que nos cortou, tomaremos mais cuidado, não é mesmo?

Da mesma forma acontece em relação às pessoas que nos machucam. Elas nos deixam com a ferida aberta e precisamos de tempo, tratando-a para que seja curada e surja uma cicatriz. Sempre que olharmos para a pessoa, vamos lembrar-nos do fato e da dor que ele trouxe, mas se guardarmos ressentimentos, eles vão nos corroer por dentro e até causar doenças. Devemos tomar cuidado para não repetir a situação que causou o problema. Refleti muito numa frase que li: “Somente os fortes perdoam”. Porém, a realidade é que sozinhos não conseguimos abrir mão de nossos direitos e do desejo de vingança. É preciso pedir forças a Deus e confiar que a sua justiça será feita.

Lembrei-me das palavras de Jesus registradas no versículo em destaque. Somos imperfeitos e necessitamos do perdão de Deus e que as pessoas nos perdoem. Agora, como seremos perdoados se não perdoarmos também? O texto de hoje nos ensina que não há limites para o perdão. Quando o praticamos, aprendemos a ser humildes, agradamos ao nosso Deus e restauramos nossos relacionamentos. – ETS

Uma cicatriz nos lembra que houve dor, mas também que a ferida foi curada.

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21 de outubro

Título – Recompensas

Leitura Bíblica: Apocalipse 1.4-6.    Eis que venho em breve! A minha recompensa está comigo, e eu retribuirei a cada um de acordo com o que fez (Ap 22.12).

Diariamente abro os jornais e dou uma espiada nas entrevistas com alguma celebridade selecionada. Na maioria das vezes são artistas. Com ar de superioridade, a pessoa dá conselhos, fala de si mesma e se coloca em posição de dizer aos outros como eles devem ser. Dizem algo como: “Olhe, comigo deu certo, por isso posso ensinar-lhes!”.
João inicia a mensagem do Apocalipse apresentando aos destinatários aquele em nome e por ordem quem lhes escreve. Ninguém pode se apresentar como Jesus fez quando diz ser “Aquele que é”. Dois mil anos são passados e ele ainda é. Quem pode dizer isso de si mesmo? Depois ele fala daqueles que existiram antes dos leitores. Ele é o que era. Aqueles, lá do passado, dois mil, três mil, cinco mil anos antes, que esperavam por ele, o acompanham, pois Cristo é Deus de vivos e não de mortos. “Eu era, eu sou e continuarei sendo”, diz ele aos leitores. Dessa forma Cristo foi o Deus de meus antepassados, é Deus do meu presente e no futuro será Deus de meus descendentes. De todos estes, Apocalipse 14.13 diz que “suas obras os seguirão”, e por isso são chamados de felizes.

Entretanto, o versículo em destaque estende a todos o efeito das obras que praticamos. Quem, por exemplo, visita na Alemanha os campos de extermínio dos judeus, vê ali os vestígios que sobraram das vítimas do holocausto. Essa foi a obra que Hitler deixou de si mesmo – e Deus lhe retribuirá de acordo. Como temos esquecido esse tremendo aviso!

A obra de Cristo em quem o segue é a libertação do pecado. Ele resolveu nosso maior problema – a condenação a que estávamos submetidos. Isto nos habilita a estar a serviço do Pai e a receber uma recompensa gloriosa quando ele voltar. A ele sejam glória e poder para todo o sempre! Amém. – MJT

Cristo dará sua glória quando voltar àqueles que viverem com ele.

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20 de outubro

Título – A casa é sua

Leitura Bíblica: Romanos 5.1-11.           O homem é justificado pela fé, independente da obediência à lei (Rm 3.28).

Como é bom chegar à casa de um amigo depois de uma longa viagem e ouvir: “Entre, a casa é sua”. Paulo nos ensina no texto de hoje que fomos reconciliados com Deus porque Cristo morreu por nós. É o mesmo tipo de fé como a de Abraão, que confiou em Deus até as últimas conse­quências (Gn 22). Assim, o cristão, por fé em Jesus Cristo, achega-se a Deus, que lhe oferece a sua casa. Então entramos e nos alegramos, nos regozijamos e passamos a ter um relacionamento familiar com ele. Compartilhamos nossa vida com ele e ele nos ouve. Há, portanto, uma intimidade entre o cristão e o Senhor Jesus Cristo. Estamos em sua casa. Tal como Abraão foi justificado pela fé (Rm 4) assim também é o cristão quando aceita sua oferta. Ele o justifica, dá-lhe paz e derrama o seu amor em seu coração: por isso ele sabe que está em sua casa e se alegra. Essa alegria tem sua base em Jesus Cristo, naquilo que ele fez pelo cristão na cruz do Calvário. Não é, portanto, uma alegria superficial baseada nas coisas transitórias da vida. Certo cristão escreveu uma canção na qual reflete sobre sua própria experiência de vida. Ele fala do tempo quando vivia afastado do Senhor Jesus. Um dia, contudo, vivendo longe da casa do Senhor, pensou, tomou a decisão de voltar e então escreveu: “Aqui não é o meu lugar: meu lugar é a casa do Senhor” e no refrão diz “Minha casa é a casa do Senhor”. Nessa casa vou me alegrar na presença de Jesus. Quem é cristão já vive espiritualmente na casa do Senhor. A sua casa é a nossa casa. Somente nela, em relacionamento diário com ele, poderemos alegrar-nos até mesmo nas tribulações e na esperança da glória de Deus porque fomos reconciliados com ele, por meio do sangue do Senhor Jesus derramado na cruz. A casa é sua! – JG

A casa é sua, alegre-se nela.